Hi, Happiness
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Chapitre 13 min de lecture

Dia 1. Pro dia nascer feliz – Barão Vermelho

Kuroko já tinha imaginado várias formas de que poderia acordar Kise Ryouta. Tipo, ele poderia tentar empurrá-lo da cama, mas para isso ele precisaria de força.

Poderia tentar jogar água fria em sua cabeça por meio de um balde, mas se enquadraria o mesmo impedimento aqui.

Poderia até tentar beijá-lo, mas o simples procedimento de se abaixar um pouco estava se tornando complicado para Tetsuya.

Tinha agora que se mexer com uma barriga que, bem, não importasse o quão larga fosse à blusa que usasse ainda estaria visível. A gestação do bebê estava quase em seus momentos finais, o que não o fazia querer arriscar.

O que era igual a, mais do que antes, ele não podia fazer qualquer esforço.

Kuroko já estava pesando em fazer uma ligação para Kasamatsu, até que por algum milagre Kise pareceu acordar sozinho. Se de alguma forma Ryouta sintonizou com sua mente e soube o que estava planejando Kuroko não saberia. Viu como as pálpebras de seu amado se abriram, revelando íris de um tom claro, e lhe falou em um tom sonolento:

– ‘dia, Kurokocchi... Como estão se sentindo? — Kise falou em um tom mais amável na pergunta.

– Estou bem, Kise-kun... O bebê também. Você vai se atrasar. — Kuroko falou em seu tom aparentemente sem emoção, mas que geralmente escondia 1/3 do que realmente sentia.

– Oh... Queria tanto ficar com o Kurokocchi até bem tarde! — Kise disse jogando a cabeça contra o travesseiro outra vez.

– Você não pode. Não estou trabalhando, então você tem que ser responsável, Kise-kun... Não se preocupe. Dessa vez vou tentar fazer algo que não tenha a ver com ovo cozido. — Kuroko disse com uma nota de determinação na voz.

– Kurokocchi! — Kise falou emocionado.

Emocionado demais.

– Não se preocupe, eu já bati nele por você. — Kasamatsu falou após conversarem no telefone por algum tempo.

– Obrigado — Kuroko falou sustentando um sorriso mínimo em seu rosto. — Então, Kise-kun está realmente bem?

– Sim, ele ainda tenta render mais do que pode no treino, mas estou de olho.

– Certo... — Kuroko falou em um tom um tanto hesitante, como se pensasse.

– Ei, Kise sabe que você se preocupa, então ele não contou pra mais ninguém além de mim. — Kasamatsu falou ao notar um tom diferente.

– Não tenho certeza até quando vou poder esconder isso, Kagami-kun e os outros são muito insistentes quando querem. — Kuroko falou com um suspiro.

– Mas isso não deve importar, não é? Se estão bem com isso...

–... É verdade. — Kuroko falou seu sorriso voltando aos poucos. — Vou falar com o Kagami-kun então, obrigado mais uma vez.

– Não tem porque. Até.

Kuroko ainda ficou olhando a tela do celular por um tempo, até que o fechou e procurou se concentrar no que tinha que fazer. Era apenas fazê-las sem pressa, uma de cada vez.

“Essa é a vida que eu quis”