Como é bom estar de férias com os meus pais em casa. Não me lembro quando foi a última vez que eles ficaram tão próximos assim, sei que sou uma criança ainda, mas o amor deles é lindo. Quero algum dia ter um amor assim, tão real e perfeito.
Nossas manhãs eram sempre as mesmas, mas eu não ligava. Pois a única felicidade que tinha, era ver meus pais juntos comigo. Hoje resolvi descer mais cedo, para tomar café. Pois o dia seria cheio, amanhã é o meu aniversário de 9 anos, não acredito que passou tão rápido as férias e a coisa mais incrível é que faço aniversário duas semanas antes das voltas às aulas.
A mesa de vidro fica no centro da cozinha tinha diversos pães, sucos, geleias e três xícaras em cima. Uma para mim, outra para mamãe e a última é para papai. Logo sentei na cadeira, minha mãe apareceu por trás de mim.
- Bom dia Liam.
- Bom dia mamãe, cadê papai?
- Liam, ele esta lá em cima se preparando para sair.
- Ele vai junto com nós as compras para o meu aniversário né. — Um silêncio tomou conta da cozinha. Sabia que algo estava errado.
- Filho ele precisa cuidar dos negócios da família, mas amanhã ele estará conosco. — Minha mãe não sabia disfarça, quando realmente estava triste.
Fiquei quieto enquanto ela colocava açúcar, café e por fim leite. Peguei uma colher para mexer. Não demorou muito meu pai estava conosco na cozinha, ainda de pé colocou café na xícara. Tomou num gole, por fim repousando ela no pires. Pegou uma fruta e virou as costas.
- Pai. — Chamei ele com a voz fraca.
- Sim, Liam. Não demore muito, preciso sair.
- Não, é nada não. Só queria dizer que amo vocês dois juntos. Você não se despediu da mamãe. Cadê o beijo. — Sei que pedir para eles se beijarem era um grande atrevimento, mas são meus pais.
Minha mãe abriu um sorriso com o que eu falei, colocando a mão na boca. Já meu pai também deu um sorrisinho discreto, mas sabia que se eu não visse esse beijo iria atormentar a vida deles até acontecer o que tinha pedido.
Meu pai se aproximou dela, que ainda estava sentada e deu-lhe um beijo de cinema. Pulei da cadeira, indo abraçar os dois.
- Família perfeita. Eu amo muito vocês. — Os dois me acolheram perto deles.
- Liam não existe família perfeita, todos temos problemas. Um dia você irá saber. — Meu pai saiu de perto de nós. Sua expressão era de sofrimento.
- Talvez, mas agora é perfeita. — Dei um sorriso.
- Já chega Liam. — Ele veio para cima de mim, mas minha mãe o impediu. As lagrimas quentes escorriam pelo meu rosto.
- Marc se controle, ele é nosso filho. Para ele somos perfeitos, a inspiração dele. E amanhã é seu aniversário. — Estava demorando muito para eles brigarem. Me surpreendi deles terem ficado tanto tempo juntos, sem brigar, pensei que a nossa família estava de volta.
- Madeleine, tudo bem. — Ele fez uma pequena pausa. — Liam você desculpa o papai. É que esta aconteceu muitas coisas na empresa e me chamaram com urgência.
- Esta bem pai. — Peguei a manga da camiseta que usava para enxugar as lágrimas que ainda queriam escorrer. Ele me abraçou forte, pedindo mais uma vez desculpa.
Virou-se de costas, saindo pela porta da frente. Minha mãe pediu para que eu fosse me arrumar para sair. Segui a sua ordem subindo as escadas de madeira, passando pelo corredor até meu quarto.
Tirei toda a roupa que tinha dormido, fui para o banheiro. Tomei um banho rápido, escovei os dentes apesar de estar faltando dois que tinha perdido, pois eram de leite.
- Liam esta pronto, precisamos sair logo.
- Já vou mãe, estou me trocando. Só um minuto. — Terminei de colocar o tênis. Sai correndo ao encontro de minha mãe.
Pegamos o carro para ir encomendar todos os preparativos da minha festa de aniversário. Esse ano não seria grande, pois só vai ter a nossa família. Como não tenho amigos, não precisei convidar ninguém. Voltamos para casa antes do almoço. Subi para o meu quarto, minha mãe ficou na sala para telefonar e planejar os últimos detalhe de amanhã.
Eu poderia estar ansioso para o dia de amanhã, mas depois que aconteceu de manhã, estou sem nenhuma esperança, sem vontade para nada. Fui até a instante de livros de meu quarto para pegar “O Sol da Primavera”. Já tinha lido uma vez, mas queria ler novamente. Para imaginar o quanto é bom ter uma amizade verdadeira.
Sentei no chão mesmo. Quando você começa a ler um livro, a coisa mais difícil é achar a posição mais confortável para ler. Isso é um problema para mim, sou péssimo em ficar confortável. Deixei o livro perto da janela, para ir almoçar. Quando voltei já era de tarde. Sentei no espaço ao lado da janela. O livro estava cada vez mais interessante. Não iria larga-lo tão cedo.
O livro caiu das minhas mãos, quando o vidro da janela quebrou-se por conta de um bola de futebol. Cacos de vidro entraram na meu braço. Fazendo eu me levantar do lugar.
- MÃE, SOCORRO. MEU BRAÇO ESTA SANGRANDO. — Após o grito que tinha dado, minha mãe apareceu como um furação. Tentou perguntar o que tinha acontecido, logo ela viu o vidro quebrado e uma bola no chão. Foi até a janela olhar na rua, mas não tinha ninguém.
- Esse garotos me pagam. Liam iremos para o hospital, você esta sangrando muito.
- Mãe me ajuda. — O choro que começou não cessava.
- Liam fique calmo. Vou pegar o carro e já venho te buscar. — Ela desceu rápido e quando voltou trouxe um garoto loiro.
- Olha o que você fez no meu filho. Você pensa que vai ficar livre de alguma punição. Esta errado, vai junto conosco até o hospital. — Interrompi minha mãe falando, mesmo sentindo muita dor.
- Quem é esse menino mãe. — Ela olhou para mim e depois para o loiro.
- Esse garoto teve a coragem de vir pedir a bola depois que quebrou o vidro. — Minha mãe pausou a fala e olhou para o loiro. — Pega a bola e fique sentado ai. Me passa o numero de seus pais para eu ligar garoto. — Ele foi até a bola e logo em seguida sentou em uma cadeira perto da minha cama. Ele olhava para todos os lados vendo o que tinha causado. Minha mãe estava sendo muito agressiva com ele.
- Eu não sei senhora. Meu pai esta viajando e minha mãe esta trabalhando. — Ela pegou no braço do garoto e desceram deixando me sozinho. Chorei, por que isso estava acontecendo um dia antes do meu aniversário. Quando os dois voltaram, o garoto loiro estava chorando também.
- Liam agora podemos ir. Consegui ligar para a mãe desse garoto e ela esta indo para o hospital nos encontrar. — O loiro segurava a bola com uma das mãos e a outra levava até os olhos azuis.
- Desculpa, eu não tinha a intenção de fazer isso com você. Me desculpa. — O garoto loiro veio até perto de mim, olhando diretamente nos meus olhos. Fiquei sem o que falar.
Minha mãe pegou no braço do loiro, levando ele na frente. Eu ia logo atrás deles. Quando chegamos no carro sentei atrás com o loiro. Ela saiu da garagem a caminho do hospital. Chegando lá fui atendido pelos enfermeiros que me levaram para um quarto com maca. Aplicaram uma anestesia, para retirar os cacos que perfuraram a minha pele. Limparam-lá com algo de cheiro forte.
- Garoto você tem muita sorte, não cortou muito. São mais superficiais. — O enfermeiro grandão dizia.
- Verdade, você tem alguém que lhe protege muito. — Um sorriso apareceu no meu rosto depois de muitas lágrimas. A enfermeira que continuava conversando com o grandão sentou ao meu lado. — Preciso que você seja forte, faremos algumas costurinhas no seu braço esquerdo para que os machucados voltem ao normal. Tudo bem. — Acenei positivamente com a cabeça. Vi o grandão sair do quarto.
- Aquele garoto loiro é seu irmão, pois a última vez que eu vi ele ali fora. Estava triste com os olhos cheios de lágrimas. — Veio na minha cabeça os seus olhos azuis intensos. Acho que ele esta arrependido.
- Não, ele não é meu irmão, nem amigo. Foi ele quem quebrou o vidro e só por isso que estou aqui. — A enfermeira ficou em silêncio. Pego uma especie de alicate metálico pequeno com um fio preto e começou. Não estava sentindo nada.
O grandão voltou trazendo minha mãe, que estava com os olhos vermelhos. Provavelmente tinha chorado. Ao seu lado uma mulher loira muito bonita e o garoto loiro que chegava á soluçar de chorar.
- Emmerich eu já disse e repito novamente. Quantas vezes eu falei para não jogar bola na rua, especificamente na frente dos vizinhos. — Nossa aquela mulher era mais grossa que minha mãe. Cheguei a ficar com pena dele. — Você esta de castigo, não vai poder jogar bola até ás aulas voltarem. E se isso acontecer de uma mãe ligar falando que você quebrou a janela ou qualquer coisa. Nunca irá ver uma bola na sua frente. Entendido.
Todos nós ficamos olhando para a cena que tinha acabado de acontecer. Minha mãe não quis interromper como sempre. A enfermeira que ainda costurava o meu braço soltava uma lágrima em seu olho direito. O que eu não entendi. O grandão ficou em silêncio enquanto minha mãe caminhava até o meu lado.
- Madeleine é seu nome. — A mulher loira veio até o nosso lado.
- Sim, isso mesmo. — Ela olhou para mim e depois para minha mãe.
- Liam né. Desculpa o que meu filho fez. E que ele acha que um dia vai ser um jogador de futebol. Espero que você fique bom logo.
- Senhora eu o desculpo, sei que ele não teve a intenção de me machucar. Não precisa brigar com ele por causa de mim. — Minha mãe me olhou com cara feia.
- Então tchau Madeleine e Liam. Vou levar meu filho antes que traga, mais confusão para a família de vocês. — Minha mãe deu um aceno com a mão.
- Tchau Liam. — A voz do loiro estava triste e chorosa.
- Tchau Emmerich.
- Terminei Liam, agora preciso que se cuide para que não infeccione. Você é um bom menino, muitos no seu lugar estaria gritando e esperneando. — Ouvir a enfermeira dizer isso me agradou muito. Sou e sempre serei calmo e paciente.
- Obrigado moça se você quiser ir amanhã na minha festa de aniversário, para ver como eu estou ficaria feliz. Não é mãe. — As duas ficaram sem jeito.
- Muito obrigado por me convidar, mas estarei de plantão. Já antecipando. Feliz Aniversário Liam. — Ela me abraçou.
- Obrigado.
Saímos dali com minha mãe falando que não teria mais festa, mas consegui convencer que a festa seria uma boa ideia. Chegamos em casa à noite. Meu pai estava na cozinha preparando o jantar, o que aconteceu comigo, conseguiu juntar os dois novamente. Não teria brigar e nem discussões por um tempo.
Comi a macarronada que ele fez com muito carinho para nós. Meu pai me ajudou a ir até minha cama. Colocou o lençol por cima de mim.
- Boa noite Liam. — Ele beijou a minha testa. — Durma bem, pois amanhã é o grande dia.
- Boa noite pai.
Ele saiu do quarto e me levantei com cuidado. Ainda tinha os cacos de vidro espalhados pelo chão. Não queria cortar o pé agora. Limpei onde estava sentado lendo o livro. Olhei pela janela a movimentação na rua, não tinha nada de estranho. A lua brilhava iluminando o meu quarto com aquela luz branca.
Olhei novamente para fora e vi algo se mexer entre os arbustos. Pensei que fosse um cachorro, mas não era. Resolvi pegar o livro que estava no chão e coloca-lo na instante.
Me aconcheguei na cama sem nenhuma coberta e logo peguei no sono. Fui acordado pela minha mãe me chamando. Era por volta das 8 da manhã. O tempo estava nublado, dizendo que logo iria chover.
Desci as escadas correndo, cuidando para não me machucar. Quando olho na sala o garoto loiro de ontem, estava sentado com sua mãe.
- Liam até quem fim você chegou. Então o Emmerich vai ajudar nós no seu aniversário como um dos castigos impostos pela sua mãe. Ficará até à noite. — Olhei por trás de minha mãe e vi ele de cabeça baixa, ouvindo ela falar.
- Esta bem mãe, ele pode subir comigo. Preciso de ajuda para limpar os cacos de vidro e me trocar. — Ela olhou para mim e depois para a mulher.
- Vai lá Emmerich, espero que hoje aprenda algo com os Bonheur. Te pegarei às nove aqui. — Ela fez uma pausa e entregou para minha mãe um pequeno cartão. — Qualquer coisa pode me ligar.
- Espero não precisar. — Minha mãe acompanhou ela até a saída. Quando voltou olhou para o loiro. Sabia que ela falaria todas as regras da casa. Por isso quando minha mãe começou, falei que eu mesmo explicaria para ele.
Subi as escadas com dificuldade, pois adorava me segurar no corrimão. O loiro me segui resmungando até o meu quarto no final do corredor.
- Primeiramente bom dia Emmerich, sou o Liam. Acho que você já sabe né.
- Sim. Bom dia Liam, ontem vim perto da sua janela para ver se você estava bem. — Ele se ajoelhou no chão. — Desculpa, por ter te machucado.
- Emmerich não precisa fazer isso. Eu te desculpo. Já tinha falado no hospital isso.
- Mas você vai acabar ficando com cicatrizes no braço por minha culpa.
- É a vida. — Fiz uma pausa. — Vamos limpar tudo isso e depois você me ajuda a trocar de roupa para o meu aniversário.
- Nossa como eu sou burro. Feliz Aniversário Liam. Minha mãe vai trazer o seu presente quando vir me pegar. — Nesse momento ele veio na minha direção com cuidado e me abraçou.
- Não precisa e você não é burro. Vamos limpar isso. Só posso lhe ajudar com uma mão.
- Fica sentado na sua cama que eu faço isso ligeiro. — Por incrível que pareça ele limpo tudo. Saiu do quarto para pegar uma caixa de papelão, para que ninguém se corta-se.
Ele deixou a caixa em cima do espaço de madeira da janela. Caminhou pelo quarto até a minha instante de livros.
- Você gosta de ler. — A pergunta me acordou do desvaneio que estava tendo.
- Sim. O meu preferido é “O Sol da Primavera”. Este com a capa meio amarela. — Ele pega na mão e fica olhando.
- Como você consegue ficar lendo. Eu prefiro jogar futebol. A adrenalina, a corrida e tudo mais que envolva futebol me fascina.
- Por que é divertido, imaginar mundos novos. Coisas que tocam o coração, ler é muito bom. Você deveria experimentar, não irá se arrepender.
- Liam posso pensar no seu caso até o final do dia. — Ele caminhou até o guarda-roupa para pegar a roupa que eu iria usar. Arrumamos a minha cama rápido, ele me ajudou a ir até o banheiro. Fiquei constrangido dele estar no meu quarto nesse momento.
- Emmerich você pode ficar ai, estou com vergonha.
- Tudo bem.
Fechei a porta, olhei no espelho e com cuidado retirei a minha camiseta. A calça caiu sem nenhum esforço. Estava descalço caminhei direto para o box do banheiro. A cueca saiu rápido. Liguei o chuveiro e a água caia molhando a minha pele. Me ensaboei e logo me enxaguei. Peguei a toalha para me enxugar com cuidado. Enrolei a toalha na minha cintura e vi o loiro sentado na cama com o livro que eu adorava.
- Resolveu ler?
- Sim. Desculpa é que parece ser interessante. Não vou te julgar por ler. — Ele continuo a ler, enquanto pegava uma cueca e voltava para o banheiro. Fechei a porta, coloquei a cueca. Chamei ele para me ajudar a vestir a camiseta verde e a calça jeans. Ele pegou o tênis e amarrou para mim. Me senti estranho com ele perto de mim.
- Vamos descer para ajudar a minha mãe, logo os convidados vão chegar. — Paramos no meio do caminho. — Obrigado Emmerich, sei que o dia pode ser chato, mas vamos tentar fazer algo de legal.
- Ok, esta sendo legal te conhecer. Quero ser seu amigo, se você quiser. É o minimo que posso fazer, depois de te machucar.
- Pode ser. Vai que dá certo. Você vai ser o meu primeiro amigo.
- Mesmo. Não acredito que você não tem nenhum amigo.
- Não. Sou sozinho. Vai ser bom você estar aqui hoje, pois só vai ter gente adulta aqui. Não gosto muito, pois ninguém conversa comigo, mesmo sendo o meu aniversário.
Conversamos sobre tudo nesse dia. Ele me contou que tinha um amigo, só que estava viajando. Contou que gosta do mar, do sol, de sonhar que um dia vai ser jogador de futebol. Ri como nunca tinha rido antes. Minha mãe achou isso muito estranho, mas estava gostando dele agora. Sabia que eu precisava de amigo para conversar.
Todos cantaram parabéns para mim, depois que todos os convidados chegaram. Emmerich ficou ao meu lado. Apaguei as velas e cortei o bolo. Dei o primeiro pedaço para minha mãe, o segundo para meu pai e o terceiro para o loiro, que ficou surpreso. Peguei um pedaço de bolo com cuidado. O loiro segurou o pedaço até nós sentarmos nas escadas para observar as pessoas. Conversamos enquanto comíamos o bolo.
Já era de noite e a mãe do loiro veio buscar ele. Ouvi minha mãe conversar com a dele e falar que Emmerich se comportou muito bem.
Ele veio até mim e me abraçou. Retribui o abraço. Pedi para que ele esperasse um pouco. Fui até o quarto e peguei o meu livro favorito e quando voltei entreguei para ele.
- É um presente para você. Quando nos encontrar me fala o que achou.
- Esta bem Liam. Obrigado. — As nossas mães abriram um sorriso e se abraçaram. Despedindo-se uma da outra. Meu pai deu um tchau para ela também.
A semana passou rápido, com Emmerich vindo na minha casa, quase todos os dias para ver como eu estava. Minha recuperação foi surpreendente, acho que era mais por conta de ter uma amizade com aquele garoto loiro. Fiquei feliz quando ele tentou devolver o livro, mas eu falei que era dele. A reação dele quando chegou na porta da minha casa, falando que o final não poderia ser daquele jeito. E falei para ele que também tinha ficado do mesmo jeito que ele estava.
Minha mãe levou nós na livraria para tentar conseguir informações sobre uma continuação, mas a vendedora, não sabia nos responder. Os dias passaram voando, nossas conversas tornava-se cada vez mais longas e divertidas. As aulas haviam começado e sempre depois da escola ele vinha na minha casa ou eu ia na casa dele. Todos os dias nasciam com muita felicidade, me sinta empolgado por conhecer cada dia mais Emmerich.
Cinco meses tempo do acidente, soubemos que iria ter o lançamento da continuação do “O Sol da Primavera”. Fomos para a livraria com nossas mães e compramos a continuação juntos. Minha felicidade estava estampada na minha cara.
Aguardamos na fila para pagar e depois fomos em outra fila para o autor autografar, não sabíamos que ele estaria ali. Ficamos muito felizes.
No carro nos começamos a ler em silêncio linha por linha. A mãe de Emmerich deixou ele na minha casa e depois ele iria embora quando o seu pai o busca-se à noite. O dia estava perfeito.
- Emmerich posso fazer uma pergunta pra você. — Perguntei enquanto estávamos no meu quarto.
- Sim, pode fazer. O que você quer? — Sua voz estava misteriosa.
- Nossa amizade é igual ao do livro né. Vamos ser amigos para sempre.
- Que pergunta Liam. Somos amigos hoje, seremos amigos amanhã e vamos ser amigos para sempre.

