A Cereja Nerd e o seu Diário

L de Yandere e P de Tsundere


Estou a escrever num final de tarde de segunda e só tenho a dizer que esta semana já começou de forma estranha. Talvez até, de certa forma, tenha sido um mau começo.

E lamento informar que a base dos acontecimentos desagradáveis é a Lauren…

Esperem! Deixem-me emendar o que disse! Não é como se a Lauren tivesse sido propositalmente desagradável comigo, já que deve ter sido essa a impressão que passei.

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Acontece que, logo de manhã, quando saímos do autocarro (=ônibus) a Lauren quase nem me falou, soltou um “bom dia” seco e depois começou a afastar-se disfarçadamente. Deu para perceber que o humor dela não era o melhor então tentei não me intrometer, é claro.

Nessa aula praticamente não falámos e ela implicava comigo a cada simples brincadeira que eu fazia…

No intervalo fui “abandonada”. Claro que a ruiva não tem o dever de andar sempre comigo ao lado e eu também não me chateei muito pois isso criou-me uma oportunidade para estar com a Tanya, de quem vos falei à umas páginas atrás, a tal amiga da antiga turma, e com a Anya, igualmente minha amiga, que não perdeu a chance de me mostrar fotos dos seus novos “amigos” online (coisas que, sinceramente, eu acho um pouco arriscadas, principalmente por serem só rapazes).

Até este momento estava tudo… mais ou menos ok.

O que me tirou a paciência aconteceu depois da última aula da manhã, no início da hora de almoço.

No final da aula de História reparei que não tinha a chave do meu cacifo (provavelmente ficou a dormir no bolso de um casaco ou de umas calças de que não me recordo) e pedi, por sinais, já que a Lauren se senta praticamente do outro lado da sala, se ela me podia deixar espaço no cacifo dela só para eu guardar a mochila.

E ela concordou.

Agora… posso parecer infantil, mas imaginem só a minha cara quando, depois de descer as escadas em direção à zona de cacifos… chega o Kian e pergunta à ruiva se pode guardar a mochila no cacifo dela! WHA-?! E ela deixou, vejam bem!

Arg! Que raiva! Alguém me pode explicar o que se passa?! Porque é que a Lauren parece estar a desprezar-me?!

Bem, depois daquela cena só fiz foi disfarçar: perguntei se ela almoçava no refeitório e ela disse que não e saiu juntamente com o loiro e a Lair. Nem sei se ela percebeu que eu estava ali para “cumprir o combinado”, mas também não tive tempo para tal.

Acabei por passar o resto do intervalo com o Paco. Ainda se lembram dele?

Ah! Este também estava muito estranho hoje! Quer dizer… mais do que o normal, pelo menos! (risos)

Colocando, novamente, os acontecimentos por ordem… primeiro estaria a sua maneira exagerada de me cumprimentar esta manhã: uma chapada (=tapa) forte, bem no meio das costas. No momento fiquei um pouco zangada com ele por ser tão bruto, mas já estava, de certa forma, habituada. (sorri) Só achei fofo quando ele tentou desculpar-se com aquela maneira tsundere dele: passou metade da primeira aula a chamar-me ou a tocar-me nas costas levemente e embora ele não dissesse mais nada do que “Cherry…” senti como se o seu olhar pedisse perdão. Acabei por não conseguir evitar rir. (risos)

Ele pareceu satisfeito pois parou de me chatear.

Mas mesmo com isso ele teve a péssima ideia de me empurrar escadas acima quando estávamos a subir para a próxima aula. Resultado? Uma cerejinha completamente esbaforida pelo susto enquanto esbofeteava o braço esquerdo de um idiota com estilo que ria de maneira divertida.

Depois disso começou a aula de Filosofia, onde me sento na mesma carteira do Paco, e desta vez, depois de passar os minutos iniciais da habitual confusão na sala a implicar comigo e a tentar atirar as minhas coisas para o chão, comigo sempre a revidar, pareceu achar a minha mochila interessante porque apanhei-o duas ou três vezes a acariciar os crachás coloridos que lá prendi.

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Não pode faltar, claro, a hora de almoço.

– Vais almoçar na cantina, né? – perguntei-lhe, enquanto caminhávamos lado a lado.

– Sim, porquê? – perguntou sem me olhar.

– Posso almoçar contigo?

– Faz como quiseres.

– Vais voltar a abandonar-me? – pergunto com um tom divertido ao relembrar o dia em que ele me deixou a almoçar sozinha (penso que, talvez, pelos boatos de sermos um casal).

– Se demorares muito… - ameaça num tom brincalhão.

Acabámos por almoçar juntos, ele não me abandonou porque eu até acabei primeiro que ele (Ye! (risos)) e passámos o resto do intervalo na biblioteca da escola: ele a estudar e eu a ler.

Embora nenhuma das duas atividades tivesse realmente sido cumprida devido à distração que a nossa conversa provocou em ambos.

– Cherry