Novembro de 1806 – em algum ponto da Europa Central

Oliver estava indo ao encontro de Ray, fazia alguns dias que este tinha enviado um recado dizendo precisar falar com ele. Mas como as coisas andavam complicadas e precisava se manter na surdina ele só pode sair agora.

– Ray!

–Oliver!

Estavam num canto de um bar no porto da cidade.

– Tenho uma carta para você.

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– Uma carta¿ - sua família não escreveria e a única carta que tinha enviado...não esperava reposta. Já faziam oito meses. Será que era a resposta daquela carta?

Pegou a carta com o amigo e depois de conversarem um pouco ele saiu, sozinho, do bar.

Ao chegar no seu quarto pegou a carta e, parecendo um jovem tolo, a cheirou com a esperança de sentir o cheiro dela no envelope...mas nada...

Ele abriu o envelope com cuido e leu o que estava escrito:

Oliver,

Obrigada!

Continuarei rezando por você!

Ele sorriu, será mesmo que ela pensava nele¿

No meio de todo aquele horror aquela carta era um sopro de vida.

A releu, dobrou-a com cuidado e a colocou no bolso.

E com a lembrança de seus olhos azuis adormeceu.