(500) Days of Rose

2 Capítulo II - Como ele descobriu o número do celular dela


Notas iniciais
Olá todos vocês! Vocês não têm ideia da alegria que eu fiquei lendo cada um dos comentários e vendo a recepção de vocês a 500 Days of Rose! Meu coração ficou mais quentinho, e eu tenho de agradecer a cada um. Muito obrigada. Por motivos de vida universitária, ainda não consegui acabar de responder todos os comentários... Mas eu vou! Promessa de mindinho e tudo. Sem mais delongas, espero que gostem do capítulo de hoje!

Capítulo II

Como ele descobriu o número do celular dela

Dia 16

— Merda – Scorpius Malfoy arrastou a perna engessada para fora do carro quando esse estacionou em frente ao prédio da Promotoria.

A chuva que caía era grossa o suficiente para que ele tivesse que enrolar um plástico em volta do gesso que agora tampava sua perna direita, do pé alcançando quase o joelho. Somando isso com o terno meio molhado, o grande guarda-chuva verde – sim, verde, grande hora para sair atrasado e não achar nenhum outro em casa –, a muleta que o apoiava em baixo do braço esquerdo e estar um pouco atrasado para a audiência, a situação era humilhante.

Humilhante, com todas as letras, e ele não podia nem negar. E, justamente quando ele conseguiu alcançar a entrada do edifício e julgava não poder piorar a situação, Hermione Granger saía – mais estonteante impossível – de um dos corredores do prédio chegando ao saguão.

— Ora, Malfoy, me contaram que quebrou a patinha. – ela sorriu.

— Não se preocupe, Granger, é como dizem: gatos tem sete vidas – o sorriso que abriu contrastava de modo inigualável com o resto de sua situação.

Ela continuou a sorrir.

— Bom, creio que nos veremos em breve, Malfoy. Tenha um bom dia.

Hermione continuou seu caminho sobre os saltos altos do scarpin preto até as portas automáticas do edifício. Scorpius continuou a sorrir e balançou a cabeça, como se agora as coisas definitivamente não pudessem piorar. E ele tomou como lição de vida nunca dizer que algo não pode piorar: sempre vai piorar.

O gesso já tinha atrapalhado tudo que pudesse – inclusive um encontro no sábado a noite que teve de ser desmarcado, se fosse mesmo listar – e, além de tudo, ele coçava. Sua pele por debaixo dele coçava tanto, ele não achou que fosse possível algo coçar tanto – nem quando enfiou o pé em um formigueiro no auge da infância. Ele estava a ponto de enfiar aquela régua que estava em sua mesa, bem à sua frente, pela fresta que o gesso deixava.

Para se somar à coceira, o calor era infernal e o terno não passava pelo gesso: ele teve que mandar cortar uma das pernas de alguns dos seus ternos. Parecia que ele estava usando uma bermuda em uma das pernas, com os dedos do pé para fora do gesso, pronto para ir em uma viagem de férias; enquanto a outra metade poderia posar para a capa de uma revista famosa.

Após um dia entediante e um remédio para dor depois, conseguiu chegar em casa razoavelmente seco – ele já havia comentado o quão odiável era o clima de Londres? – decidido a estudar o novo caso, para poder falar e defender tão bem no Tribunal na próxima semana que eles, certamente, nem olhariam para a sua perna engessada.

Deitou-se no sofá, tendo o cuidado de esticar a perna e coloca-la sobre almofadas – quanto antes pudesse se livrar daquilo, melhor – e abriu a pasta do caso. Pois foi a conta de começar a se concentrar e entrar ‘no clima’, que o telefone começou a vibrar incansavelmente sobre a mesa de centro.

Olhando o visor, identificou o nome e a fotografia de sua avó. Franziu as sobrancelhas antes de atender, pensando se algo grave tinha acontecido.

— Alô?

— Scorpius – a voz dela era feliz – Você precisa que passe aí, meu bem? Por causa da perna e tudo mais.

— Passar aqui...?

— O jantar, querido. Você se esqueceu?

— Ah, não, claro que não vó – ele disse isso levantando-se do sofá e segurando o celular na orelha com o ombro, tentando se equilibrar com a muleta enquanto fazia aquilo – Eu já estou... No caminho. Essa... Chuva. É, a chuva atrasou um pouquinho e...

— Ótimo, já vou pedir para abrirem o portão então. Estamos te esperando, Scorp.

Pela simpatia que ela disse tudo – mesmo depois dela, com certeza, ter percebido que Scorpius havia se esquecido – provavelmente os convidados já haviam chegado e ela estava com medo de alguém escutar algo. Era vergonhoso admitir que, mesmo já homem feito, ele engolia em seco para a avó (uma velhinha de sabe-se lá quantos anos, com os cabelos já completamente brancos sempre presos em coques ou tranças estilosos).

Tentando dar o nó em uma gravata nova, ao mesmo tempo que calçava a meia social em um dos pés e ligava para um táxi, conseguiu sair de casa menos de dez minutos depois pondo-se a caminho da casa dos avós. Como merda ele tinha esquecido do jantar, ele não entendia: a avó havia telefonado insistentemente durante a semana, havia mandado lembretes e até mesmo os sapatos (o sapato, no caso) que ele deveria usar.

— Idiota – ele murmurou, assim que o táxi passou pela alameda da casa dos avós e pode ver a movimentação da casa.

“Pelo menos a chuva parou”, ele pensou. Conseguiu entrar pela porta da frente e, ao mesmo tempo que retirava seu sobretudo, sua avó chegou, sorrindo para ele e o apertando em um abraço.

— Sorria, Scorpius – ela disse, perto do ouvido do neto – Já chegou atrasado, cause uma boa impressão, ok?

Ela voltou pelo mesmo caminho por onde veio, esperando que ele a seguisse. Sua avó organizava jantares ou festas com uma frequência como se aqueles fossem o único passatempo que tinha – o que de certa forma deveria ser verdade. As mulheres dessa alta sociedade, principalmente as da idade de Narcissa Malfoy, não costumam ter nenhuma formação acadêmica ou terem feito algo que não fosse isso ou olhar suas crianças. Mas as crianças da Sra. Malfoy cresceram e ela se agarrava fortemente a milhares de eventos. E não é como se ele tivesse muita opção a não ser comparecer às festas: havia um nome Malfoy a ser mantido. E é verdade que já não estava em alta conta com o avô quando essa era a questão.

Scorpius respirou fundo, esperando pelos cutucões que receberia sobre não estar na empresa do avô, sobre a sua atitude infantil de ir para a Promotoria, e sobre não ter arranjado uma namorada. Principalmente sobre a namorada. Sempre algo sobre relacionamentos. Pelo menos o enorme gesso iria dividir um pouco a atenção.

— Menino Malfoy – sorriu-lhe um dos seus ex-professores, Horácio Slugorn, assim que ele adentrou o cômodo onde muitas pessoas bem-vestidas bebiam em taças chiques e conversavam baixo – A quanto tempo não nos vemos.

— Senhor Slughorn – ele sorriu educadamente de volta – Realmente, fazem alguns anos, creio.

— Ainda não me conformei de alguém tão talentoso em química seguir o ramo do Direito. – ele tocou-lhe o ombro – Você foi um dos melhores alunos que tive em Hogwarts.

— Obrigado, professor. Mas todas aquelas contas e elementos não eram para mim – educadamente, deu uma desculpa para sair dali (talvez ele acabasse por descobrir que seu sucesso em estequiometria tinha mais a ver com Chang do que sua habilidade numérica, e ele não queria que aquele assunto viesse à tona perto do seu avô).

— Scorpius – uma pessoa agarrou seu ombro.

— Vovô – ele cumprimentou formalmente de volta.

Seu relacionamento com o avô não era caloroso ou algo do tipo, era somente uma questão de herança. Ele herdaria tudo que hoje pertencia a eles e Lucius queria certificar que Scorpius fosse capaz o suficiente de manter tudo nos eixos. Especialmente depois de ter recusado a vaga na diretoria da firma de advocacia da empresa pelo trabalho na Promotoria. Pelo menos conseguiu acalmar o avô quando garantiu que, quando herdasse a empresa, iria se distanciar a Promotoria e focar todos os seus esforços na continuidade do nome Malfoy – embora não tenha completado o pensamento de que mudaria alguns aspectos da organização empresarial em voz alta (se tivesse, tinha quase certeza que Lucius Malfoy estaria sob sete palmos de terra nesse momento. Ou talvez ele estivesse).

— Fiquei sabendo que perdeu para a Granger o último caso – ele comentou, distraidamente enquanto mexia com sua bengala.

— Teve um... Contratempo. O caso não era muito concreto e uma das minhas estagiárias apresentou dificuldades.

O avô ergueu os olhos claros e gélidos para o neto.

— Desculpas não me interessam, Scorpius. Você sabe que os Weasley e também os Potter arranjam qualquer motivo para processarem e encrencarem com a nossa empresa. Certifique-se de não perder outra vez para aqueles sujeitinhos.

— Sim, vovô.

— Ótimo, agora aproveite o jantar da sua avó. E melhoras pela perna. – ele deu alguns tapinhas no ombro do neto antes de continuar a se mover pela sala, como um bom anfitrião.

Scorpius enxotou aquela conversa e a lembrança de seus problemas familiares para um canto obscuro de sua mente, pegou uma taça de vinho que o garçom ofereceu e caminhou por entre os grupinhos de convidados, cumprimentando e revendo conhecidos com a máxima elegância que o gesso e muleta deixavam. Não via seu pai em lugar algum e se perguntou se ele havia ao menos sido convidado.

— Scamander, um prazer te encontrar – acenou para um dos gêmeos (ele jamais saberia dizer qual até que alguém lhe contasse), aproximando-se dele.

— Scorpius, quanto tempo. – sorriu.

Ele fora um colega de ensino médio, na época de Hogwarts. Ele era bisneto de um naturalista, zoologista, ou algo assim, muito famoso em sua época, Newt Scamander. Não mantinham vínculo de amizade, porém não mantinham o oposto também.

— Alguns anos, no mínimo. Como vão seus pais?

— Estão viajando para algum lugar, como sempre. Não conseguem ficar em um só lugar. – sorriu balançando a cabeça.

— E seu irmão, onde está?

— Bem ali, foi apresentar a namorada ao Slughorn. Daqui a pouco ele volta pra cá. Você não é o tipo de pessoa que eu esperaria ver com um pé quebrado... – ele apontou para o gesso nem um pouco discreto com a cabeça.

— Você acreditaria se eu te dissesse que quebrei o tornozelo enquanto esquiava por uma montanha da Suíça e fui impiedosamente perseguido por assassinos de aluguel contratados pelo último réu que foi condenado por uma acusação bem feita minha?

— Se não fosse o fato de o único esporte que você se digna a praticar desde que te conheço ser pingue-pongue, talvez pudesse acreditar.

Scorpius apenas deu de ombros.

— Acredite ou não, foi o que aconteceu – ele bebeu um pouco do vinho em sua taça, sob o olhar acusatório do amigo – Ok, eu caí da escada de casa quando desci correndo e ainda pingando água do banho para atender o delivery.

A risada de Lysander foi sonora.

— Não posso dizer estar surpreso. Mas então, Anthony se casando... Acho que estamos mesmo ficando pra trás, Scorpius...

— Ou somos os únicos com o mínimo de noção, dependendo do ponto de vista – eles riram.

— Você conhece a noiva?

— Eles estiveram na cidade ano passado, saímos juntos. Mas não sabia que estava tão sério assim as coisas.

— Você sabe como ele é. Mais emocionado que ele, só dois dele. Não é de se espantar tanto assim.

Scorpius deu de ombros.

— Ela parece ser legal.

— Quem parece ser legal?

O outro irmão, idêntico ao primeiro se não fosse pela gravata verde enquanto a de Lysander era azul, se encaminhou para junto deles, conduzindo uma mulher ao seu lado, com a sua mão apoiada na cintura dela.

— Certamente não é você, Lorcan – Lysander comentou com um sorriso de canto.

— Scorpius – ele sorriu, deliberadamente escolhendo ignorar a implicância do irmão e trocando um aperto de mãos com o loiro. – Quanto tempo.

— Sim, estávamos comentando sobre isso. Alguns anos pelo menos, né?

— Acho que sim. A propósito, esta é minha namorada, Rose.

A mulher ruiva ao seu lado tinha os cabelos presos em um coque baixo, e sorria amigavelmente, destacando-se em um vestido verde que combinava com a gravata de Lorcan.

— Olá!

— Dra. Weasley – ele acenou, reconhecendo-a imediatamente.

— É só Rose, por favor. – ela riu, gestuando com a mão.

— Vocês já se conheciam?

— Eu o atendi no pronto socorro semana passada, a perna. – ela apontou para o gesso que enfeitava de modo nada elegante o terno dele. Voltando-se para Scorpius, continuou – Está melhor? Alguma dor ou algo semelhante?

— Tirando um calor infernal e um desconforto, tudo normal.

Sua avó apareceu à porta da sala onde ocorreria o jantar, chamando todos para se sentarem que já começaria a ser servido. Rose olhou por sobre o ombro para onde Narcisa estava e então voltou a atenção para Scorpius, quando ele começou a falar novamente.

— Acho melhor eu ir andando. Vovó não é muito tolerante com atrasos. Especialmente quando eu já cheguei mais de meia hora depois da hora marcada. Um prazer encontrar vocês, talvez nos sentemos perto – ele acenou com a cabeça para os três, se encaminhando então para a grande sala de jantar da mansão Malfoy.

— Pelo menos aqui não conseguiu chegar tão atrasado – Narcisa sorriu para ele, dizendo em voz baixa assim que o neto apareceu do seu lado.

— Não vi meu pai hoje.

— Não é como se ele fosse vir, de qualquer forma – ela deu de ombros – Mas não seria muito bom seu avô começar com uma cena hoje, ele está tentando convencer os Lestrange a entrarem na sociedade do escritório, não sei se ele comentou com você.

— Não tinha comentado não. Não é como se ele comentasse qualquer coisa do escritório comigo – ele respondeu no mesmo tom da avó, também dando de ombros e saindo de perto dela até o lugar demarcado com seu nome.

Sentou-se com um pouco de dificuldade, apoiando a muleta na cadeira de modo que ficasse relativamente escondida e atrapalhasse o mínimo possível os outros convidados – ao todo, Scorpius julgou que deveriam haver algo próximo de quarenta pessoas ali naquela noite. Ele esperava que a avó tivesse colocado aquele cannelloni que só seu chef sabia fazer.

— Scorpius? Quanto tempo! – era a convidada que havia acabado de se sentar ao seu lado quem dizia.

— Brittany Parkinson? Uau, realmente. Desde a formatura, acho – ele sorriu para a antiga colega de escola.

— Sim, eu voltei para a cidade tem pouco tempo. Estava morando na França já tinha uns anos.

— Era jornalismo, não era? Que você queria fazer.

— Aham – ela sorriu, enquanto deixava o garçom colocar o prato com a entrada na sua frente – Jornalismo investigativo. Trabalho na área já fazem alguns anos agora. Surgiu uma oportunidade aqui em Londres, e já era hora de voltar. E você, continua na Promotoria?

— Continuo sim, gosto de trabalhar lá.

— Seu avô quem não gostou muito, uh? Meu pai disse que ele ficou bem chateado, pra dizer o mínimo, quando você falou com ele.

— Talvez ter comentado minha decisão de trabalhar na Promotoria e não no escritório de advocacia dos Malfoy durante uma das festas da minha avó realmente não tenha sido minha decisão mais acertada.

— Pelo que meu pai comentou, pelo menos seu pai riu da situação.

— O que na visão de Narcisa Malfoy só acabou por piorar tudo ainda mais – ele riu, sem graça – Mas então, me conta sobre algo que você estava investigando nesses últimos tempos.

Foi uma óbvia tentativa de mudar de assunto, a qual Brittany apenas deu de ombros e aceitou. Continuaram conversando durante todo o jantar, os mais diversos assuntos que surgiam.

— Devo ficar preocupada com a sua integridade? – Brittany perguntou, esperando que ele ajeitasse a muleta em baixo do braço para poderem seguir os demais convidados até o cômodo ao lado, agora que o jantar havia terminado– Um pé quebrado, gesso e muleta?

Ele riu.

— A muleta faz parte do charme.

Pouco tempo depois, se despediram com uma promessa de manterem contato. Ele esperava sentado no sofá da sala de estar que os convidados fossem embora para que pudesse ir também sem chatear a avó, mas após tanto tempo com o pé abaixado, a dor começava a voltar e ele havia esquecido a medicação em casa.

— Vó – ele disse, chegando perto dela e interrompendo educadamente a conversa dela com outras senhoras – Meu pé tá doendo um pouco, eu acho que não vou conseguir esperar todo mundo ir embora pra ir. Meu remédio tá em casa. Então eu vou indo, tudo bem?

— Boa noite, querido. Tente não esquecer a data do próximo jantar – ela sorriu, dando-lhe um beijo em cada bochecha – Melhoras. Qualquer coisa você pode me ligar.

— Boa noite, vovó.

Ele esperava o táxi chegar já na entrada da casa, mexendo no celular e impaciente. A dor que antes era incômoda, começava a ficar levemente insuportável.

— Doendo muito?

— Dra. Weasl-Rose – ele se corrigiu a tempo – Um pouco, já estou indo pra casa tomar o remédio. Como foi seu primeiro jantar na casa dos Malfoy?

— Poderia ter sido pior – ela deu de ombros – Achei que seria, na verdade. Meu sobrenome não me deixa na melhor das posições com a sua família, você sabe.

Ele também respondeu dando de ombros.

— Meu avô sabe ser incisivo quando quer.

— Nada que eu não esperava.

— Costuma ajudar sua mãe, acredito que Hermione seja sua mãe, nos casos sempre?

— Então você lembra de mim do Tribunal – ela sorriu – Achei que não se lembraria. Eu estava de folga naquele dia, fui pegar o resultado da autópsia com um amigo no necrotério e o documento oficial só ficou pronto em cima da hora.

— Como não lembraria? Um vestido floral no meio de terninhos cinzas e pretos? O cabelo ruivo não contribuiu muito pra discrição. Nem entrar no meio da sessão, se é pra ser sincero.

— Não foi uma boa decisão o vestido, tenho de concordar.

— Na verdade, foi uma surpresa bem-vinda no dia. Alegrou um pouco o ambiente – ele sorriu.

— Ah, aí está você – Lorcan passou o braço pelos ombros da namorada – Precisa de uma carona, Scorpius?

— Meu táxi já está chegando, obrigado Lorcan.

— Você pode me procurar daqui quinze dias, pra não precisar passar pelo pronto socorro de novo. Consigo ver o andamento da recuperação pra você. Não sou ortopedista, mas acho que é melhor do que ter de enfrentar o atendimento de novo. Amor, me empresta sua caneta? – ela pediu, virando-se para o namorado. Pegou a caneta, apanhou a mão de Scorpius e escreveu rapidamente ali – Esse é o meu número, só me ligar que te encaixo no dia. Eu acho que se tudo tiver corrido sem complicações, talvez possamos tirar o gesso pra você. Foi um prazer te encontrar de novo, Scorpius.

Ela sorriu e saiu andando abraçada a Lorcan, que também se despediu do amigo, para onde o carro dele os esperava.

— O prazer foi meu, Rose – ele respondeu, quando ela já estava um pouco longe para ouvir.

Olhando para a mão, havia uma sequência de números e a assinatura “Rose Weasley” em uma caligrafia caprichada demais para ser uma médica escrevendo em sua mão.

E foi assim que ele soube o número do celular dela.

Notas finais
E então... O que acharam? O que acham que vai acontecer daqui pra frente? Algumas pessoas já me contaram algumas teorias para o final da história baseado no filme 500 Days of Summer, e eu estou adorando ler o que vocês acham! O próximo capítulo sai na quarta, dia 10! Até lá, você pode ler outra fic incrível do projeto Junho Scorose (@JScorose no twitter), que tal? Até quarta, ou até os comentários, Beijinhos!