(500) Days of Rose

9 Capítulo IX - Como ele terminou o dia ajoelhado em um joelho só


Notas iniciais
Oi pessoal! E aqui estamos com, oficialmente, o penúltimo capítulo dessa história! Eu sei que estou muito atrasada com as respostas aos comentários, mas eu já li e amei cada um deles. Responderei em breve, prometo. Espero que gostem, conversamos mais nas notas finais!

Capítulo IX

Como ele terminou o dia ajoelhado em um joelho só

Dia 387

Scorpius tinha acabado de chegar do trabalho, muito depois do seu horário normal e, mesmo assim, ainda se escondia no meio de pastas e mais pastas espalhadas por sobre o balcão da cozinha. Rose estava sentada ao lado dele, alternando entre ler um artigo que havia saído no The Lancet da semana e olhar para o nada imaginando o que poderiam pedir pra comer hoje.

— Eu adoro sua mãe – ele soltou em algum momento – Mas eu a odeio como advogada de defesa no tribunal.

Rose soltou uma risada gostosa antes de pegar a mão dele e beijar.

— Meu deixa fora dessa briga de vocês.

Nenhum dos dois esperava visitas – por isso o toque da campainha foi uma surpresa que os fez encararem um ao outro com as sobrancelhas franzidas e um dar de ombros simultâneo como resposta.

— Eu atendo – Rose disse, levantando-se e subindo o zíper do short jeans o tanto quanto possível e puxando a blusa para baixo em seguia, para escondê-lo, enquanto andava.

Agora que a barriga só crescia cada dia mais, e todas suas roupas jeans haviam decidido não servir mais, ela havia adquirido essa mania de andar sempre com eles desabotoados. “Melhor assim do que não usar”, dizia dando de ombros.

Ele voltou a atenção para os papeis a sua frente, rascunhando dados importantes em um rascunho do lado. Sua letra nunca fora muito bonita, mas olhando agora para onde escrevia e comparando com a letra de Rose no próprio rascunho que ela fazia, ele fez uma careta. Ela era uma médica, pelo amor, e tinha a letra mais bonita que a dele?

— Temos visita, amor – Rose disse, chegando no corredor apreensiva e voltando para a sala de visitas sem mais delongas.

Ele estranhou, alisou a blusa que usava e passou a mão pelos cabelos tentando estar mais apresentável do que a imagem mental que ele tinha de si naquele momento. Não fazia ideia de quem poderia ser, só torcia para que fosse embora logo – ele ainda tinha tanto trabalho.

Deu passos largos até a sala e se surpreendeu com a avó, sentada na ponta do sofá com as pernas cruzadas no nível do tornozelo, sorrindo para Rose.

— Vovó?

— Bem, você não me conta que eu vou ser bisavó, eu venho descobrir por mim mesma, não é mesmo, querido? – ela sorria para Scorpius, mas seu olhar era tão gélido quanto um que apenas uma integrante da família Black poderia lançar.

— Claro que eu ia te contar, vovó.

— Quando o menino nascesse, Scorpius?

— Menina, na verdade, Sra. Malfoy – Rose disse, sorrindo para a mulher, apoiando a mão na barriga.

O sorriso de Narcisa cresceu e ela se sentou do lado de Rose.

— Finalmente vamos ter uma menina na família depois de todo esse tempo – ela disse, feliz.

— Não que isso seja importante, vovó, mas eu não te mandei o novo endereço, mandei?

— Scorpius – ela disse, diminuindo o sorriso ao olhar para ele – eu sou sua avó. Até parece que eu não saberia onde você mora. Agora, querida, me conte mais sobre essa princesa. Você está passando muito mal?

Dia 396

A casa deles tinha virado uma bagunça de mulheres, risadas, vestidos e maquiagens.

Assim que Rose experimentou todos os seus vestidos de festa e percebeu que nenhum mais fechava o zíper das costas, ela entrou em desespero. E Scorpius entrou junto, porque não sabia o que fazer para ajudar. Então, fez a única coisa possível: ligou para Lily. Que ligou para Lucy, para Molly II e para Emily, já que todas elas usavam manequim 42 ou algo assim e alguma devia ter um vestido fácil de ajeitar nas outras partes que fosse necessário – ou qualquer coisa desse tipo, Scorpius já não estava prestando tanta atenção assim, aliviado que outras pessoas cuidariam daquela crise, e não ele.

Mas quando sua campainha tocou meia hora depois e um exército – quatro, mas naquele momento pareceu um exército para ele – de mulheres erguendo roupas em grandes sacos e cabides acima das cabeças adentrou sua casa e subiu para o seu quarto, ele estava seriamente questionando se havia tomado a melhor decisão.

Ficou sentado no sofá assistindo até dar a hora de tomar seu próprio banho e se arrumar. Era o dia do casamento de Anthony e Zoe, e ele ficava contente que havia conseguido ligar para ele e pedir um convite para sua “mais um” meses atrás – bem, não sem algumas implicâncias pela parte dele.

Ele estava pronto dali pouco tempo e voltou a se sentar no sofá, ainda aguardando e ouvindo risadas vindas do andar de cima. E quando Rose apareceu, vestindo um vestido verde estupidamente verde, que realçou sua barriga de grávida já um pouco proeminente e seu cabelo ruivo, Scorpius se sentiu o cara mais sortudo desse mundo.

Ele tinha uma namorada que amava, e que o amava, e em poucos meses teria uma filha com ela. Ele sorriu, e pensou pela primeira vez que, talvez, casamento não fosse uma ideia ruim. Não se fosse um casamento com Rose Weasley. Rose Malfoy. Scorpius e Rose Malfoy. Sr. e Sra. Malfoy. É, definitivamente não parecia uma má ideia.

— O que achou? – Rose sorriu para ele, segurando a saia do vestido com as mãos.

— Linda, como sempre – ele a encarou e eles continuaram a sorrir e se encararem.

— Não querendo interromper, mas já interrompendo, acho que vocês já estão meio atrasados e poderiam deixar para transarem quando voltar, não vou ter tempo para retocar a maquiagem dela agora – Emily os interrompeu.

Scorpius agradeceu pela ajuda de todos e pegou a mão de Rose quando ela chegou ao pé da escada.

— Amo você.

— Também amo você – ela sorriu – Agora vamos, adoro casamentos.

Algumas horas depois, Rose estava tentando segurar o choro e limpar os cantos dos olhos para impedir que as eventuais lágrimas que escapuliam manchassem a maquiagem – o que se tornou impossível após o “eu aceito”.

— Só pra você saber – ela disse, fungando, enquanto batiam palmas para os noivos que saíam pelo corredor recém-casados – Eu não costumava chorar em casamentos.

— Espero que chore no nosso – ele brincou.

Ela olhou assustada para ele, e então a expressão suavizou e ela sorriu.

— Vai ter que pagar pra ver – ela deu de ombros.

O jantar seria em um jardim próximo da igreja, e foram andando de mãos dadas, junto com o fluxo dos outros convidados, para lá. Mal custaram a chegar lá para Rose reclamar de sua bexiga de neném e ter de ir ao banheiro, deixando Scorpius sentado sozinho na mesa que haviam escolhido.

Scorpius havia assistido toda a celebração sem conseguir esquecer da ideia de pedi-la em casamento. Nunca havia passado pela sua mente e, então, de repente, era tudo que estava ali.

E quando a viu andando em sua direção novamente, voltando do banheiro, com um sorriso no rosto, ele não poderia estar mais certo. E depois também, quando viram os irmão Scamander – Lorcan de mãos dadas com uma morena bonita, Lysander de mãos dadas com um loiro muito alto – e apenas se cumprimentaram com a cabeça, e ele a beijou, ele também não poderia estar mais certo.

Dia 407

Nos dias que Rose não tinha plantão diurno, geralmente Scorpius a deixava ainda dormindo quando saia para o trabalho, conferindo se as cortinas estavam bem fechadas. Bom, não naquele dia.

— Me explica de novo o que vocês três vão fazer mesmo?

— O chá de fraldas da bebê – Rose tentava fechar o zíper da bota que calçava, mas ainda não havia se acostumado com a barriga em protuberância, então se atrapalhava toda.

Scorpius se ajoelhou para ajudá-la. O flash e o pensamento que o acometeu durante o casamento de Anthony voltaram com força, e ele balançou a cabeça para dispersá-los.

— Você, sua mãe e minha vó?

— Bem, quem você achava que seria? A rainha que não – ela deu de ombros, o beijando em agradecimento por ter ajudado com a bota.

— Repetindo: sua mãe e minha avó? Planejando a mesma festa?

— Relaxa, vai dar tudo certo. As duas amam a neta. Bom, bisneta no caso da sua vó.

Ele deu de ombros, tentando deixar essa preocupação de lado.

— Tá, qualquer coisa que precisar me liga então. Melhorou a dor de cabeça?

— Não muito, é enxaqueca. Eu já tinha antes de engravidar, parece que estar grávida só a tornou um milhão de vezes pior. Mas eu vou ir de óculos de sol, e evitar claridade, e já já volto pra casa e durmo o resto do dia – ela sorriu.

— Precisa de carona?

— Minha mãe vai passar aqui pra irmos juntas.

— Ok, amo você – ele a beijou e saiu para o trabalho.

Dia 422

— Cheguei – Scorpius disse, sentando-se apressado e ainda agitado ao lado dela na sala de espera.

— Como foi o triatlo? – ela disse, rindo enquanto ele torcia para que o ar condicionado dali fizesse efeito sobre seu corpo logo.

— Atrasou tudo no trabalho. O estagiário novo que entrou no lugar da menina que formou é um horror com memorandos, mas tinha dito que sabia fazer um. Claro que sobrou pra mim refazer. Qual a dificuldade de falar “não, eu não sei fazer isso” no lugar?

— Você tem de admitir, amor, você não é a pessoa mais aberta e compreensiva do mundo com os estagiários.

Ele lançou um olhar para ela, que só respondeu com um dar de ombros.

— Menti? Mas enfim, deixa pra lá, Paul deve estar quase chamando a gente, somos os próximos.

As consultas de pré-natal aconteciam todos os meses e agora que Rose tinha alcançado os seis meses de gravidez, não podia ser diferente. Scorpius sempre se sentia meio a parte nessas situações: a paciente era Rose, e ela perguntava tantas coisas para o médico, e conversavam com termos técnicos que ele não estava nem um pouco habituado, que, geralmente, ele só ficava ali do lado da namorada, de mãos dadas e analisando as expressões dos dois, torcendo para que tudo dê certo.

Foi por isso que naquela consulta, quando mediram a pressão dela e ela deu um pouquinho além do recomendado, sendo que Rose não tinha hipertensão antes da gestação; ou quando ela contou para o médico que vinha tendo cada vez mais crises de enxaqueca; ou ainda quando ele olhou os exames de sangue dela e notou que ela estava com proteinúria (pelo que Scorpius pegou no ar, isso significava que de alguma forma proteínas estavam sendo eliminadas pela urina dela); ele não se atinou.

Só quando já estavam no carro, a caminho de casa – Lily tinha deixado Rose lá antes, pois estavam fazendo compras para o tal chá de fraldas – que ele entendeu o que realmente tinha acontecido.

— Então eu vou precisar de parar de trabalhar, pelo menos por enquanto, e ficar de repouso – ela contou, enquanto prendia o cinto.

— Começa do início de novo, tá? Você tá com eclâmpsia?

— Pré—eclâmpsia.

— E isso significa exatamente que?

— Que minha pressão tá muito alta, resumindo bastante. E que vou precisar ficar de repouso até a bebê nascer, e tomar um remédio pra pressão também.

— Ok... E além do repouso, o quão sério ou o quão preocupado eu tenho de ficar?

— Não é nada, amor, relaxa. O médico diagnosticou bem no início ainda, não tem nenhum sinal de alerta além dessas minhas enxaquecas, que, como eu já tinha antes de engravidar e agora só piorou, nem dá pra saber direito se é só por causa da pré-eclâmpsia.

— Você sabe que quando a gente chegar em casa eu vou ir direto pro Google pesquisar isso, não sabe? Então você não tá amenizando as coisas não, tá?

— Não, relaxa. Vai dar tudo certo – ela pegou na mão dele e sorriu, que olhou pra ela e também sorriu – Agora olho na rua, porque um acidente, esse sim seria bastante preocupante.

Ele revirou os olhos e riu, mas voltou os olhos para o trânsito – Rose tinha uma boca que devia ser mágica, devia ser um mal das mulheres, ele concluiu, quando pensou que sua mãe fazia a mesma coisa.

Dia 437

— Esse – ele disse, entregando o anel para a vendedora, que o pegou com um sorriso.

Scorpius havia tomado a decisão de levar a ideia do casamento adiante, e agora não tinha volta. Não tinha volta porque, em sua mente, ele já não podia imaginar motivos suficientes para não a pedir em casamento. Não por causa da gravidez, ou algo assim, mas simplesmente porque a amava tanto que considerava não ter outra opção mais racional do que essa.

Não imaginava Rose com um grande anel de pedra no dedo, ainda mais quando conseguisse retornar sua rotina no hospital, com a política sem anéis ou pulseiras. Mas também, não imaginava não ter ao menos uma joia para representar o noivado com a mulher.

Especialmente quando viu aquele anel em especial – a pedra brilhante era pequena, delicada e lapidada, discreta, e ainda assim a cara dela. Assim que colocou o olhar sobre a joia, não conseguiu nem mesmo continuar a olhar para as outras opções, porque aquele gritava Rose Weasley.

E, pensando também na profissão dela, optou por lhe dar, junto ao anel de noivado, uma corrente de ouro, para que, durante os plantões ela pudesse pendurar ali o anel e usá-lo próximo de si. Ele achava que tinha sido uma boa ideia, e sorriu ao ver a vendedora encaixar o anel em uma caixinha de veludo preta.

Guardou a caixinha no bolso do sobretudo e saiu da loja, com mais certeza do que quando havia entrado – não sabendo que isso era realmente possível.

Dia 452

— Não esperava te encontrar aqui – Draco disse ao vê-lo ajoelhado ali, com a mão sobre o túmulo de Astoria.

— Oi, pai – ele sorriu ao perceber o mais velho ajoelhando-se ao seu lado, também tocando a pedra fria.

Ficaram lado a lado em silêncio por um tempo, encarando o nome Astoria Malfoy ali gravado e os buquês praticamente idênticos que ambos haviam pousado ali. O inverno já havia se instalado, e a neve também não tardaria, o céu com nuvens cerradas e o frio cortante. Não que algum deles se importasse com isso naquele momento.

— Sua mãe costumava brincar que crianças nascidas na primavera, como a bebê vai nascer, trazem consigo um sopro de vida. Ela estaria muito orgulhosa de vocês agora, Scorpius, você sabe disso.

— Eu vou pedir Rose em casamento – ele disse, finalmente olhando para o pai – Eu vou pedir ela. Já comprei um anel.

— Você vai pedir por causa da bebê?

— Eu vou pedir porque amo Rose – ele suspirou e voltou a encarar o nome da mãe, não percebendo o sorriso que Draco foi capaz de expressar.

— Rose é uma boa garota, vocês têm sorte de ter um ao outro.

Draco recomeçou a falar, depois de alguns minutos de silêncio.

— Sua vó me chamou para ir jantar, semana que vem – Scorpius o encarou – Não na mansão, claro, por causa do pai. Ela sempre foi arrastada pro furacão que meu pai é...

— Ela deve ter arranjado uma briga com vovô por conta disso...

— Sim. Nós vamos ir naquele restaurante italiano na avenida, na sexta que vem. Se você pudesse vir, Scorp, seria importante para mim. E Rose também, se ela quiser, claro. – ele soltou o ar dos pulmões com força – Faz tanto tempo que estive com mamãe que estou nervoso.

Scorpius passou o braço pelos ombros do pai enquanto continuavam ali agachados. Quando ambos apoiaram uma mão no túmulo, era quase como se estivessem de novo em um abraço de família tão familiar – que há tantos anos não podiam ter.

Dia 471

— Deixa eu ver se eu entendi então – Albus disse – Você vai pedir a Rose em casamento?

— Qual a parte tão difícil de entender, caralho? – Scorpius disse, bebendo mais um pouco da cerveja e encostava de novo no sofá da casa de Albus, onde estavam fazendo uma maratona de todos os filmes de Senhor dos Aneis – Eu acabei de te mostrar o anel que comprei pra ela, cara.

— É só que, puta merda, é casamento.

— A gente já mora junto, nossa filha vai nascer em pouco tempo, e eu amo ela mais do que tudo nesse mundo. Então sim, puta merda, casamento.

— Uau – ele disse, encostando-se e afundando no sofá ao lado do amigo – Scorpius Malfoy e Rose Malfoy. Sr. e Sra. Malfoy. Isso é estranho pra caralho, pra te ser muito honesto.

— Eu estava pensando em te chamar pra ser meu padrinho se ela aceitasse, agora já estou repensando essa ideia.

— Se ela aceitar? É claro que ela vai aceitar. Se ela não aceitar, eu aceito – Albus brincou, lhe mostrando a mão e mexendo os dedos.

— Tô fora – ele bateu na mão do outro, afastando-a dele – Mas eu te contei, na real, porque queria sua ajuda.

— Ah, claro que sim, ninguém vem conversar comigo sem segundas intenções – ele bufou, começando a mudar as vozes imitando cada pessoa que ele mencionava – Ou é Lily com seu “Albus, me leva ali rapidinho? Só uma carona”, ou é James com seu “Porra, me empresta 50 paus aí” ou é você.

— Larga de ser dramático, Albus. Posso falar ou não?

— Claro que pode, fala logo que além de dramático sou curioso – pegou a sua garrafa de cerveja e virando-se de frente para Scorpius.

— Tava planejando pedir lá no Al Vivo... E queria saber se você podia ajudar a gente. Podia ser, tipo, numa quinta, pra não te dar tanto prejuízo, e não precisa de muita coisa.

— E o que você tinha pensado?

Dia 499

— Como você tá hoje, amor? – Scorpius diz, se sentando ao lado dela na cama, após chegar ao trabalho.

— Cansada de ficar aqui na cama – ela diz, largando o controle da televisão em cima do colchão com um baque, se virando de lado para ficar de frente para ele, com a mão apoiando a barriga, que nesse momento já estava enorme.

— Hoje fazem 34 semanas, já tá acabando – ele sorriu, beijando a mão, depois a boca e então a barriga da mulher – Já tomou o remédio?

— Já sim.

— E a cabeça tá doendo?

— Não, agora não. Pra que esse tanto de pergunta? – ela pergunta, divertida, erguendo uma das sobrancelhas com um sorriso no rosto.

— Vamos sair? Te prometo que não vai precisar de andar muito, ou ficar em algum lugar não adequado.

— Vamos, qualquer coisa fora dessa casa – ela disse, se levantando em um pulo – Qual roupa eu visto?

— Qualquer uma, amor.

— Scorpius, é sério – ela ri.

— Vamos no Al Vivo – ele sorri, e quando ela sai do quarto, manda uma mensagem para Albus confirmando que dentro de uma hora chegariam.

Passaram-se uns quinze minutos antes de Rose voltar ao quarto, parando ao lado de Scorpius, do lado dele da cama, com um sorriso e um cabide em cada mão.

— O que acha, amor? Esse – ela colocou o vestido do primeiro cabide na frente do corpo, então alternando para o do outro – ou esse?

— Adoro quando você usa verde – ele disse, se referindo ao segundo que ela havia mostrado.

Ela jogou um beijo e girou nos calcanhares, para se direcionar de volta até o closet. Ou pelo menos, ele acreditou que era essa a intenção dela, antes dela perder as forças e começar a desfalecer em seu próprio peso, tombando em direção ao chão.

Ele se levantou num pulo e conseguiu agachar e a apoiar em seus braços antes que ela caísse no chão. O corpo de Rose estava tensionado e ela se debatia, com os olhos revirando e a boca salivando, ainda segurando os cabides com os vestidos nas mãos fechadas em punho contra sua vontade.

Rose estava convulsionando e Scorpius, ali a apoiando ajoelhado em um joelho, tentando segurá-la firme e impedir que ela se machucasse, sentia os olhos marejados, não sabendo o que fazer.

Notas finais
E então...? Sem mais explicações, mas nos veremos para o último capítulo na terça, justamente o último dia de junho, para encerrar o Junho Scorose na data certa! Espero vocês nos comentários! Beijinhos