500 Anos de Solidão
2 Capítulo I - Encapuzado
Notas iniciais
Janetty Phil, Kennedy Smith, Thifanny Stuart, Kayle Fisher, Lyan Henry e por último Juliet Hester estavam sentados à beira do rio que ficava perto da Floresta Falls. Os amigos se divertiam enquanto o palhaço da turma, Kayle Fisher, imitava de uma forma engraçada a sua madrasta, Jéssica Fisher.
– Você não pode fazer isso porque eu não quero que faça isso – ele falava de uma forma engraçada fazendo com que sua voz soasse fina e aguda, arrancando risos dos amigos.
O louro continuou a imitar a madrasta, ah como ele a odiava.
Teve um dia em que Jéssica o obrigou a arrumar todo o apartamento em que ela morava antes mesmo de se mudar para a casa do Sr. Fisher. Vadia.
Teve outro dia também, que na verdade foi a uma semana atrás, ela o obrigou a dormir em um dos quartos dos empregados e como explicação ela dizia que sua filha, Mariane Jurth – que, cá entre nós, é uma garota chata, mimada, mentirosa e, assim como a mãe, vadia – tinha o direito de ter um quarto só dela, seu pai logicamente concordou com ela e fez com que Kayle dormisse no quarto dos empregados.
Patético, não?! Kayle também acha, mas fazer o que? Tem que aguentar, afinal, ele ainda vive na casa do Sr. e da Sra. Fisher.
– Ela parece legal – Kennedy Smith falou sem olhar para Kayle que o fuzilou
– Ela o abrigou a dormir no quarto dos empregados – Janetty Phil rebateu tirando seu cabelo castanho louro do rosto
– É exatamente por isso que ela é legal – Kennedy falou abrindo um sorriso sínico e os outros caíram na risada menos, é claro, Kayle que só faltava pular em cima de Kennedy e o enforcar – Foi brincadeira cara
Kayle bufou e sentou-se ao lado de Juliet que estava aérea.
– Sabe, acho que seria legal fazer uma brincadeira. Aqui está chato – Thifanny Stuart falou balançando seus cabelos dourados para trás
– Que tipo de brincadeira? – Lyan Henry falou em um tom desafiador e malicioso, aquilo lhe deixava tão sexy, pensou Thifanny.
– Que tal, verdade ou consequência? – Thifanny lhe perguntou no mesmo tom e os outros se entreolharam concordando com a cabeça – E você Juliet? O que acha?
A garota não respondeu, estava em um mundo paralelo como sempre. Kennedy estalou os dedos na frente do rosto da garota e nada.
– Ultimamente ela anda assim – Janetty falou fazendo todos olha-la – Aérea – ela completou, seu tom de voz soou como se fosse um mistério.
– Besteira – Thifanny falou revirando os olhos
– Terra chamado Juliet, Terra chamando Juliet, responda – Kayle Fisher balançou bruscamente a amiga a fazendo despertar para a vida
– O que? – ela perguntou confusa ajeitando o cabelo louro longo para o lado
– No que estava pensando? – Kennedy perguntou olhando para ela
– Que tal brincarmos de verdade ou consequência? – Thifanny falou interrompendo Juliet que iria responder – O que acha?
– Podem ir vocês, eu não estou afim – Juliet falou mais baixo do que deveria
– O que foi? – Thifanny perguntou em um tom raro de preocupação
– Nada – como Juliet mente mal, Janetty pensou – Só quero ficar vendo a lua, podem ir
– Mesmo? – Thifanny perguntou e a amiga assentiu
– Qualquer coisa grita – Lyan falou se afastando de Juliet e ela assentiu rindo
Os cinco entraram na cabana dos Smith’s e Juliet deitou-se na grama verde olhando para o céu. Ela soava frio como se estivesse com medo de algo e então seu coração começou a disparar do nada.
O que diabos está acontecendo? – A garota pensava
(...)
– Ora Kennedy, não vale – Thifanny gritava com o ruivo que ria descontroladamente
– Achei que já estivesse acostumada com o jeito sujo que ele joga – Lyan falou ironizando e ela o fuzilou
– Juliet querida – a voz de Janetty soou por toda a sala de estar fazendo com que Thifanny não atacasse Lyan e Kennedy ali
Juliet acabará de entrar na sala, ela estava pálida, seus lábios rosados estavam brancos; ela estava branca como papel.
– Está tudo bem? – Kayle perguntou preocupado então ele foi até ela e tocou seu rosto.
Gelado.
– Deus, você está tremendo – Thifanny falou
– E gélida – Kayle completou ainda olhando para Juliet que estava aérea
– Ju, olha pra mim – Lyan falou se aproximando da loura – JU – ele falou a balançando, a chuva caia fora da cabana; forte e brusca.
Juliet Hester não falou nada por alguns minutos, apenas se direcionou até a jaela da sala olhando para a mesma. Uma figura com capuz preto e uma espécie de manto estava do lado de fora da casa. O coração da Hester acelerou a mil naquela hora.
– O que foi? – Kayle perguntou, mas Juliet o ignorou saindo em disparada para fora da cabana, os amigos foram atrás da garota que parou no jardim. – JULIET – ele gritou mas ela não virou para olha-lo
– Corram – ela falou depois de alguns minutos ainda sem se virar, mas nada seus amigos fizeram – CORRAM – ela gritou dessa vez virando-se para eles.
E então eles viram o homem que Juliet estava vendo, ambos se entreolharam e em um movimento Kennedy puxou a mão de Juliet e os seis adentraram a floresta.
Corriam o mais rápido que podiam mas mesmo assim sabiam que algo estava atrás deles, o cansaço invadia cada um deles. Correram tanto que nem perceberam que já estava, pelas contas de Kayle, no centro da floresta.
– Temos que nos separar – Juliet falou afastando-se do grupo
– Está louca? – Lyan rebateu – Ele nos quer, não adiantará nos separarmos
– Confia em mim, apenas corram e não olhem para trás – ela falou voltando ao seu caminho e adentrando cada vez mais a grande floresta; sozinha.
(...)
Quanto cada um dos seis mais corriam mais eles se distanciavam um dos outros, mas alguns para sempre.
O silêncio da floresta pairava, mas um grito agudo e depois outro em seguida despertou tudo que vivia na floresta. Juliet correi ainda mais rápido e então quando chegou em um certo ponto ela parou e percebeu que a floresta voltou ao silêncio ensurdecedor e normal de sempre.
Onde meus amigos então? – ela se perguntava constantemente
E então ouviu passos se aproximarem, a garota voltou a correr sem rumo novamente, mas dessa vez só faltava voar de tão rápido.
Os passos se aproximavam cada vez mais, e então, na correria ela caiu. Seu coração parou quando viu seus amigos jogados no chão.
Juliet foi até todos eles e tentou a pulsação, mas nada, estavam mortos.
Todos eles. A garota pôs-se a chorar desesperada, não sabia mais o que fazer, seus amigos não estavam mais com ela, ele havia os pegado, e então ela percebeu que quanto mais ela corresse mais ele iria procura-la.
Ela sentou ao lado de seus amigos e respirou fundo.
Se for para morrer, que seja agora. Acabou a brincadeira de gato e rato – ela pensou deixando que o ódio a domasse por completo
(...)
Ela esperou bem mais do que pensava pela morte e logo agora que ela iria se entregar a ela.
Já estava cansada daquilo então levantou-se e começou a andar devagar, estava totalmente perdida, claro.
E então ela ouviu um barulho ensurdecedor e os passos apareceram novamente, ela tentou correr mais então deu de cara com o tal encapuzado, ela negativou com a cabeça mas ele a pegou pelo pescoço a enforcando.
Ele era forte, bem mais forte que ela. Juliet estava ficando já sem ar até sentiu algo a puxar para longe do encapuzado. A garota caiu deitada no chão, ela tentava recuperar o folego e tentava reconhecer quem era, mas nada.
Ela via um vestido preto e uma máscara, era uma mulher lutando contra o encapuzado, ele tentou acerta-la com algo mas então ela o jogou para longe sem nem encostar nele. Ela se aproximou de Juliet que rapidamente se levantou e pôs-se a correr, mas a garota estava debilitada e sem ar, na metade do caminho caiu sem mais nem menos.
E ela estava lá, a mulher havia segurado a queda de Juliet e então a mesma desmaiou.
Que se dane tudo – ela pensava fechando os olhos devagar e apagando de vez.
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