500 Anos
4 Holandeses
Notas iniciais
~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~
"Eu não preciso de babá!"
Brasil apontava zangado para o loiro de cabelo espetado. Vai começar...
"Ele não é sua babá."
"Você não vai estar aqui só Deus sabe por quanto tempo e ele vai tomar conta de mim. É uma babá!"
"Huf... Olha aqui Brasil... É, ele vai tomar conta de você por enquanto. É, eu não sei por quanto tempo, mas no máximo alguns meses. Mas ele não é sua babá."
"Mas — "
"Pense nele como seu professor, ok? Ele está aqui para te ensinar a tomar conta do açúcar."
E para que nenhum francês enxerido invada sua casa de novo enquanto Portugal não está ali.
"Mas eu já sei plantar açúcar..."
"Mas ele é um quase expert nisso. E está aqui para ajudar. Então, temos um acordo?"
Brasil apertou a mão que foi oferecida ainda olhando para baixo.
"Ótimo! Então, vamos fazer isso direito: Brasil, esse é o Holanda. Seu 'professor' pelos próximos meses. Holanda, esse é o Brasil, o moleque preguiçoso, chato, curioso demais e que não gosta de usar calças quem você vai aturar nos próximos meses."
"Ei!"
"Está tudo bem, Portugal. Estou acostumado com crianças, aposto que ele não vai ser tão ruim assim. Não é Brasil?"
A criança olhava de baixo para o loiro, que devia ser a pessoa mais alta que já vira na vida, timído até Holanda dar um quase sorriso para ele. Brasil estufou o peito colocando os punhos na cintura e olhando para a metrópole com a cara mais confiante que conseguiu fazer.
"É! Eu vou ser ótimo! Você vai ver só!"
"Ótimo. Então está tudo certo, boa sorte Holanda. Brasil, Promete que vai se comportar?"
"Huf."
"Ok. Então te vejo em alguns meses."
Portugal afagou o cabelo de Brasil antes de ir para o navio. Um pouco antes de embarcar, o moleque gritou para ele.
"Boa sorte com aquele chefe louco que quer ir atrás de árabe!"
E Portugal não sabia se ria ou se ficava zangado.
"Eu preciso é amarrar aquele cara numa cadeira isso sim, Diogo!"
~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~
Fale com o autor