50 tons de submissão

12 Capítulo Doze - Bailando


Notas iniciais
Oi =) Espero que gostem e comenteem A música que Kaya dança na apresentação: https://www.youtube.com/watch?v=CUqfdDEYFLQ beijooos

Ela chega no exato momento, adora ser pontual. São três jurados, duas mulheres e um homem. O único homem olha admirado para Kaya, o corpo da jovem é perfeito. Os olhos dela brilham tanto deixando assim os castanhos olhos mais magníficos. Ela dá piruetas, seus joelhos flexionados perfeitamente, giros, saltos, seus braços quase levantam voo no ar. A música termina e Kaya finaliza sua apresentação com um perfeito arabesque. Todos aplaudem como já é costume. Quando a garota sai do teatro, vê outras jovens chegando. Algumas mais bonitas que ela, mas tenta pensar que não é uma disputa de beleza. Mas sim, de talento. Receberia a carta de admissão em quinze dias, segundo a secretária. Isso se passasse. Não tinha mais aquela certeza. Quando voltou para casa, Julietta a esperava ansiosa. A amiga comprara bolo e doces, Kaya tenta ao máximo aparentar um bom sorriso. Responde as perguntas e ouve enquanto Julietta conta suas expectativas em relação ao bebê. Sua barriga está maior a cada dia.

‘’Suas costas ainda doem?’’ – Kaya pergunta, deitando na cama, ao lado de Julietta.

‘’Um pouco’’ – confessa à amiga.

‘’Bom, ao menos você poderá ver seu rostinho em poucos meses’’ – ela tenta alegrar a amiga, Julietta passa a mão na barriga.

‘’Sim. Isso que me mantém em pé até hoje’’

‘’E como é?’’

‘’Como é o quê?’’

‘’Como é... Gravidez. ’’

‘’Não sei explicar’’ – Julietta a principio ri – ‘’É um pouco estranho, na verdade. No início, suas prioridades mudam. É o verdadeiro amor. Você coloca as necessidades de alguém antes da sua e você nem conhece esse alguém’’ – Kaya sorri com esse pensamento. – ‘’Você sentirá um dia’’

‘’Não!’’ – exclama – ‘’Não quero filhos’’

‘’Ora, achei que tivesse tirado esse pensamento da cabeça. Você é louca por crianças, Kaya’’

‘’Sim, mas por crianças dos outros’’ – ambas riem. – ‘’Crianças que eu possa brincar por alguns instantes e só’’

Kaya abaixa e apoia a cabeça no colo de Julietta, que começa a mexer no cabelo negro que agora está liso. Kaya fecha os olhos, a sensação é tão boa.

‘’Kaya?’’ – diz Julietta.

‘’Hum?’’ – murmura, abrindo os olhos.

‘’Você não devia estar na faculdade?’’

‘’Devia’’

Ambas riem.

‘’Você devia ter ido trabalhar e ter ido à faculdade, mas continua deitada aqui’’

‘’Uhum’’ – concorda ainda murmurando.

‘’Lembra quando filávamos nossas aulas na escola?’’ – ela pergunta, é claro que Kaya lembra-se, é impossível esquecer. Elas faziam muitas loucuras, houve um dia que precisaram ficar trancadas no banheiro juntas por quase quatro horas.

‘’Sim’’

‘’Sente saudades?’’ – Kaya estava quase dormindo, mas Julietta parecia estar bem desperta.

‘’Sempre’’ – diz, deixando que o sono a levasse.

Henri acorda, não sabe que horas são ou que dia é hoje. Não saía de casa há dois dias, contava pelos dias que não via Kaya. Seu celular tocava desesperadamente. Resolveu atender.

‘’Senhor Henri?’’ – é sua secretária.

‘’Pode falar’’ – sua voz é rouca, ele está com mau hálito. Quando havia tomado seu último banho?

‘’O senhor gostaria de cancelar as reuniões de hoje?’’ – ela continua – ‘’Havia reuniões importantes ontem, e haverá outras importantes amanhã’’ – declara a jovem. Henri olhasse pelo espelho. Sua aparência não está das melhores, já teve melhores dias.

‘’Eu chego aí em uma hora’’ – desliga o celular.

Quando chega à empresa, todos olham para ele. Henri Ampere nunca havia esquecido ou não comparecido há alguma reunião.

‘’Bom dia, senhorita’’ – ele pega as apostilas que a secretária estende – ‘’O mesmo capuccino de sempre. Confirme todas as reuniões. ’’ – sim, ele está de volta.

Tempo é dinheiro e na empresa W&Ampere realmente é. Havia perdido uma reunião importante, com um comerciante chinês. Começariam a produzir um novo produto, um lubrificador sabor menta. A ideia de Henri é excepcional, ele já tinha desenhado até mesmo a embalagem do produto. Faltava apenas a produção. Remarca a reunião para o dia anterior, milhões estão salvos agora. Olha de relance para a tela do notebook cinza. Quinze de agosto, é uma sexta feira. Pensa em ligar para Sarah, mas desisti antes de chegar às 17:00. Resolveu ir para um lugar melhor, um lugar que o faria realmente feliz. Um prostibulo.

O carro com o vidro fumê entra no estacionamento do bordel. É um dos mais caros da França, há apenas prostitutas de luxo. Henri senta próximo ao balcão, pede uma stoli elit. Costumava vir ali com seus amigos de faculdade, encontra vários colegas negociantes ali.

‘’Olá’’ – a jovem sussurra. Ele volta sua atenção para ela. É loira, seus olhos são pretos e tem um decote que é impossível não olhar.

‘’Oi’’ – Henri sorri, pede para ela dá uma voltinha. O vestido da garota é impecável, sensual.

‘’Me chamo Claire’’ – diz ela – ‘’Está a fim de relaxar?’’

‘’Ah, sim’’ – ele volta a beber – ‘’Escolha o quarto mais luxuoso, o champanhe mais caro. Eu quero comer você’’ – a garota sorri satisfeita, não é sempre que tem um cliente gato como Henri.

Antes de entrarem no quarto Henri já agarra a garota, ela dá gritinhos sorridentes. Ele fecha a porta atrás de si. Tem muita ação do jeito que ele gosta, a garota é profissional.

‘’Aaaah’’ – ele suspira saboreando a satisfação – ‘’Assim’’ – inclina-se um pouco. A garota faz um boquete incrível, o chupa lentamente. Ele aperta os loiros fios cacheados e força sua cabeça até todo seu membro está na boca dela.

Coloca então a camisinha e a penetra. Ele não tem dó, não precisa beija-la (apesar de adorar beijar Kaya) não precisa preocupar-se em satisfazê-la. Ele bate nas nádegas da loira com força, puxa seu cabelo para trás. Claire geme alto. Mudam então de posição. Ela agora está de quadro, estão fazendo sexo anal. Henri tem total controle sobre ela, à garota segura a cabeceira da cama e continua gemendo ao sentir todo seu pau entrando e saindo, cada vez mais rápido. Henri geme palavras sem nexo, chama-a de Kaya, puxa seu cabelo com força. E quando chega ao seu clímax se inclina um pouco, relaxa ao sentir a sensação de alívio o preenchendo. Desencaixa então e retira a camisinha, dá um nó na mesma. A prostituta cai na cama, está fatigada.

‘’Você quebrou comigo’’ – diz ela, ofegante. Ele sorri e começa a pegar suas roupas no chão, ele está vestindo-se – ‘’Mas já vai? Não quer conversar?’’

‘’Não’’ – ele retira vários euros da carteira, a garota não consegue ver a quantia exata, mas pelo bolo de euro parece ser um bom valor.

‘’Tem certeza?’’ – ela pergunta, olhando agora o rosto dele. Henri abotoa sua camisa.

‘’Sobre o quê conversaríamos?’’

‘’Você poderia começar falando da Kaya’’ – esclarece a moça. Ele a olha confuso.

‘’Não conheço nenhuma Kaya’’ – mente.

‘’Hum, curioso. Você me chamou de Kaya durante toda nossa transa’’

A testa dele está franzida, lembra-se de pensar bastante nela durante toda a transa com essa garota, mas não lembrasse de falar o nome dela. Henri sai então do quarto sem olhar para trás. Dirige até o Parc floral, é seu lugar favorito, adora íris. O lugar é calmo e tranquilo. Já é noite e há pouco movimento, ele leva as mãos até a cabeça e chora. Por que não consegue esquecê-la?