50 tons de submissão

18 Capítulo Dezoito - Emoção


Notas iniciais
ooi :) espero que gostem e comentem Õ

Silêncio. Os braços de Henri ainda a rodeiam, mas ele adormece. O único barulho do quarto está localizado nos pensamentos de Kaya, aí reside à confusão. Todas as suas certezas agoram não sobrevivem ao completo silêncio que a calará naquela banheira. Total desamparo, grande interrogação. Não vê ao certo quando o sono a leva, mas ele a leva para bem longe. No local não há flores, olhares ou arco-iris. Há apenas o escuro.

Logo de manhãzinha, Henri acorda, Kaya ainda dorme. Ele deixa um bilhete azul sobre o criado mudo para a amada.

Estou trabalhando

Voltarei mais tarde, pode levar a chave reserva, caso queira ou precise sair

Já estou com saudades

Henri Ampere.

Kaya terminou de ler ainda com o sorriso bobo nos lábios. Henri nunca escrevia muito, nunca falava demais. A jovem guarda então o bilhetinho e vai em direção ao banheiro. O banheiro é enorme, quase do tamanho do seu apê e de Julietta. A várias loções pós-barbas e sabonetes líquidos. A quente água molha as costas nuas de Kaya e leva embora todos seus problemas, por alguns instantes. Esquece-se completamente dos seus problemas familiares, do Henri e do resultado para a escola de ballet. São tantas escolhas para tão pouco tempo. Termina então o banho e volta para o quarto, detesta mexer em coisas que não são suas, mas é por uma causa nobre.

Está enrolada no roupão de Henri, revirando seu guarda-roupa. Encontra contratos, agendas... Mas nada de sua vida pessoal . Retira mais roupas do seu caminho, quase as jogando. Até que encontra um álbum de fotos. Está perfeitamente organizado, parece antigo. Kaya senta-se na cama, abrindo o álbum em suas mãos. Há uma foto de um garotinho, que depois de algum tempo, ela percebe que é Henri mais jovem. Os claros olhos, o formato do rosto e o sorriso continuam o mesmo. Haviam fotos de pessoas desconhecidas para Kaya, pessoas totalmente estranhas. Algumas uma mulher loira carregava Henri nos braços, mas o que chama a atenção de Kaya é uma foto. Estão em uma praça, o garotinho(Henri pequeno) está com algodão doce na mão direita e a mulher loira segura seu braço esquerdo, enquanto no outro braço dela está uma criança, é um bebê na verdade. Veste rosa e tem os mesmos fios loiros. Kaya passa então e quase caí, se já não estivesse sentada, a última foto Henri está agarrado com uma mulher, logo atrás é possível visualizar a Torre Eiffel. Ambos sorriem. A mulher é linda, tem cabelos claros e olhos negros.

Je t’aime

Talvez eu goste do seu sorriso, da sua imagem, do seu tom sarcástico ou do famoso Henri Ampere. Talvez. E, apenas talvez, eu goste de como você olha para mim depois do sexo ou de como você anda tortamente até o banheiro.

Cinco de maio, 2008. Nathália Crawford

Kaya lê tudo, reconhecendo cada característica. Seu celular toca, a despertando.

Está atrasada para o trabalho, era Oliver. Pega o primeiro táxi que vê pela frente, saltando no shopping central.

Mais um dia de tortura

Mais um dia de nada produtivo.

Quando chega às 18:00 vai até a garagem, Oliver está a esperando. Antes checa mais uma vez sua caixa de mensagem, Henri ainda não respondeu sua mensagem.

‘’E como tem sido as noites? Fui visitar a Julietta ontem e você não estava’’ – pergunta Oliver

‘’É.’’ – tudo que Kaya consegue responder, ainda olha impaciente para o celular.

‘’Aconteceu algo?’’ – como não a resposta, Oliver continua – ‘’Aquele idiota do Henri? Olhe, se precisar, eu posso acerta-lo muito bem’’ – acrescenta rápido.

‘’Não seja estúpido, Oliver’’ – dispara Kaya, impaciente. As ruas estão desertas e não demoram a chegar a faculdade.

A primeira aula havia sido normal.

A segunda fora quase insuportável, Kaya pede para ir ao banheiro (uma desculpa fajuta para reparar o celular) Nenhuma mensagem de Henri, uma ligação perdida. Não é o número de Henri, quem seria? Retorna então a ligação e quase caí para trás ao ouvir o sotaque do estrangeiro.

‘’Alô?’’ – diz Kaya.

‘’Olá’’ – ela sorriu, gostava do sotaque dele. Era gostoso de se ouvir – ‘’Tudo bem?’’

‘’Hãn... tudo e com você?’’

‘’Tudo bem’’ – ele falava – ‘’talvez não se lembre de mim, eu fui o seu jurado para a classificação das escolas na Itália’’ – explicava ele.

‘’Ah, sim. Sim eu lembro. Posso ajudar?’’

‘’A senhorita ainda não sabe?’’ – sua voz era de surpresa

‘’Não’’ – disse Kaya, baixo.

‘’Você passou’’

A jovem precisou segurar-se para não gritar. Estava sonhando? Aquilo, com certeza, é um sonho.

‘’Eu... eu... eu’’ – gaguejava ela – ‘’Passei?’’

‘’Oh, sim’’ – ele riu da emoção da garota. – ‘’Onde você está agora? Posso ir aí?’’

‘’Ah, claro. Estou na faculdade de gastronomia, próximo ao shopping central. Quando embarcamos?’’ – perguntava ela, ainda estagnada com tamanha alegria.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.