50 tons de submissão
17 Capítulo Dezessete - Perfeita aula de anatomia
Notas iniciais
A sensação foi maravilhosa.
O banco continuava inclinado, Kaya mantinha os olhos fechados. Henri estacionou. Teve de ajuda-la com as roupas. A garota estava com o corpo mole, seus olhos estavam pesados. Ela só queria cama. A carregou-a até o quarto, de pois de deixa-la apenas de lingerie, foi para a sala. Havia tocado piano ontem, mas já sentia saudades. Tomou uma ducha e resolveu por fim terminar de limpar a sala (que já estava perfeitamente limpa e arrumada) limpava tudo e bebericava a caneca com chá ( com uma tentativa de afastar a insônia) Detesta insônia, mas elas estavam mais frequentes com a ausência de Kaya. Já passavam das 03:00, mas Henri continuava limpando onde não havia nada.
A cama era grande demais para Kaya, ela não sentia o calor de Henri. Levantou ao perceber sua ausência, abrindo a porta do quarto viu-o na sala. Ele está de costas, sem blusa, com uma daquelas vassouras enormes com pano de chão. Piscou algumas vezes, sentia-se relaxada e leve, mas ainda sente sono. Ele estava passando pano?!
‘’Posso ajudar?’’ – pergunta Kaya. Henri vira-se para jovem. Ela parece feliz, ele parece cansado.
‘’Não, obrigada. Acordei-te?’’ – pergunta ele, voltando a esfregar o chão – ‘’Não tem muitas horas que você foi dormir... ’’
‘’Venha dormir’’ – Kaya se aproxima com um sorriso amistoso nos lábios.
‘’Eu estou suado’’ – justifica ele
‘’Eu te dou um banho’’
‘’Obrigado, mas eu não estou conseguindo dormir’’
‘’Eu cuido de você’’ – ela afasta alguns fios do cabelo dele da suada testa.
‘’Por que está fazendo isso?’’ – pergunta ele. Kaya afasta a vassoura de sua mão, colocando a mão dele em sua cintura. Ela beija o pescoço dele, adora o cheiro do suor dele.
‘’Estou apenas retribuindo a gentileza’’ – Henri sente a mão da garota em seu pau. Ela chupa seu pescoço lentamente.
‘’Estou suado’’ – relembra ele, sua voz é rouca
‘’Eu limparei você’’ – sussurra ela, andando calmamente até o banheiro. Eles se beijam
Henri liga a luz do banheiro, continuam se beijando. Kaya chupa sua língua e continua acariciando-o. Ela liga a água quente da banheira. Está sensível, mas com um desejo quase enlouquecer de chupa-lo. De fazer com que ele perca a noção de espaço, assim como ela perdeu no carro. Quando estão nus, Henri é o primeiro a entrar na banheira, seu membro está ereto e duro, muito duro. Kaya entra também e lança um sorriso gentil para ele que está sentado, ela senta entre seu colo, ajoelhada. Henri desce a mão e Kaya sente uma dor desconfortável, tira a mão dele de sua vagina. Henri a olha confuso. Kaya não diz nada, apenas desce beijando o corpo dele, passa por sua barriga e abocanha o seu pênis. Henri aperta o cabelo dela e a induz. Todo seu pau está na boca dela, Kaya o chupa como se fosse um sorvete de castanha, seu favorito. Henri inclina um pouco a cabeça, deixando que a sensação o relaxasse.
‘’Oh, minha menina’’ – ele geme. E ela o chupa, suga, dá fortes sucções. Ele arfa, ofega e geme mais alto. – ‘’Kaya, pare’’ – pede ele, em voz alta – ‘’Eu não quero gozar na sua boca’’ – ele olha para ela agora. Kaya para por uns instantes, mas continuava massageando um de seus testículos. Henri está boquiaberto, aperta com força a borda da grande banheira. Ela continua passando a língua pela cabecinha.
‘’Goza na minha boquinha’’ – ela pede, em alto som. Henri se arrepia inteiro ao ouvi-la. Kaya chupa sua glande e ele goza. Sente o jato quente, o sabor é cítrico. Ela engole tudo. Kaya ainda consegue ouvir a respiração ofegante de Henri.
‘’Não quer que eu retribua a gentileza?’’ – ele alisa as costas dela, Kaya está deitada sobre ele.
‘’Hoje não’
‘’Aconteceu algo?’’ – pergunta ele, preocupado. Kaya não consegue esconder o sorriso, a voz dele é cheia de preocupação.
‘’Não. Só estou sensível’’ – ela alisa o braço dele.
‘’A culpa é minha’’ – ele diz automaticamente. Está fitando o vazio.
‘’Não, é normal e provavelmente seja apenas a... ’’ – ela pensava em uma palavra mais bonita que aquela. O lembrete a fez questionar-se que data é hoje?
‘’Menstruação?’’ – pergunta ele. Kaya afirma com a cabeça. Ele ri – ‘’Eu estou fedendo’’
‘’Gosto do cheiro’’ – ela diz sorrindo.
‘’Então vou continuar ficando um bom tempo sem banhos’’ – brinca Henri
‘’Não, não’’ – ela muda de posição quase se levantando. Ele a segura – ‘’Seu porquinho’’ – ambos sorriem. Henri acaricia o sedoso cabelo da jovem. Os lábios deles se tocam. E, Kaya com a mão sob o peito dele (próximo ao lado esquerdo) sente seus batimentos aumentarem. A testa de ambos estão encostadas. O claro azul transa com o castanho claro. Henri passa os lábios por cada parte do corpo moreno dela, da parte mais esquecida para os olhos, os lábios... Uma perfeita aula de anatomia.
‘’Senhorita,’’ – diz ele, as mãos de ambos estão juntas. Henri beija a mão dela e sobe, lentamente, os beijos pelo fino braço da moça – ‘’Eu estou apaixonado por você. E, sei que isso pode não ser tudo, nem muito. E, que você pode não sentir o mesmo por mim e que podemos colidir com um caminhão com uma tonelada ou com um iceberg na Groelândia. E, eu posso perder a memória ou ficar cego ou paraplégico porque o acidente afetou a droga da minha medula espinhal. ’’ – ele analisa o rosto de Kaya, seus olhos brilham, mas seus lábios estão fechados, não demonstram nenhuma expressão. Nenhum sorriso. – ‘’Eis minha dama. Oh, sim! É o meu amor. Se ela soubesse disso! Ela fala; contudo, não diz nada. Que importa? Com o olhar está falando. Vou responder-lhe. Não; sou muito ousado; Não se dirige a mim: duas estrelas do céu, as mais formosas, tendo tido qualquer ocupação, aos olhos dela pediram que brilhassem nas esferas, até que elas voltassem. Que se dera se ficassem lá no alto os olhos dela, e na sua cabeça os dois luzeiros? Suas faces nitentes deixariam corridas às estrelas, como o dia faz com a luz das candeias, e seus olhos tamanha luz no céu espalhariam, que os pássaros, despertos, cantariam. ’’ – Henri recitava as falas de Romeu, é um grande fã de Shakespeare. Kaya o olhava ainda sem reação, ela sabe as falas desse livro – ‘’Vais deixar-me sair mal satisfeito?’’ — pergunta Henri, analisando o rosto da jovem.
‘’ Que alegria querias esta noite?’’ – diz Kaya, encarando ele. É a frase que Julieta diz a Romeu.
‘’Trocar contigo o voto fiel de amor’’ – ambos sorriem nesse momento. Henri se aproxima mais dela – ‘’Não, má noite, sem tua luz gentil. O amor procura o amor como o estudante que para a escola corre: num instante. Mas, ao se afastar dele, o amor parece que se transforma em colegial refece’’ – sussurra Henri em seu ouvido. – ‘’E, amo-te, senhorita Montedescu’’ – os olhos de Henri a devoram, mas Kaya ainda está sem reação. Ela o ama também, mas que diabos! Quem está segurando, abaixando ou colocando-a no mude?
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