Notas iniciais
Cara, adorei escrever este capítulo, vocês não tem noção! *O*

Phoebe teve dificuldades para dormir. Rolou de um lado para o outro na cama, sem conseguir pregar os olhos. Perguntas demais rondavam a sua mente. Como Ethan tinha o telefone de sua casa? O que ele queria tanto com ela? Como existia alguém tão bonito assim como Ethan? Não que esta última pergunta fosse pertinente. Resolveu escutar algumas músicas em seu IPod, já que o sono não colaborava. Do I Wanna Know, do Arctic Monkeys tocava alto em seus ouvidos. Por um milagre, acabou adormecendo.

— Phoebe! O que você ainda está fazendo deitada? Sabe que horas são? Quinze para as oito, e sabe o que quer dizer? Você vai chegar no segundo horário. — Teddy cantarolou no ouvido da irmã, assim que tirou os fones do ouvido da jovem.

— O que? — ela falou, meio dormindo.

— É, agora são quatorze para as oito, e imagina só! O papai acha que você já saiu de casa. — Phoebe pulou da cama, correndo para o seu banheiro.

— Sai do meu quarto! — ela gritou de dentro do toalete.

Tomou um banho na velocidade da luz. Correu para dentro do quarto, vestiu qualquer coisa e jogou uma mini saia dentro de sua bolsa, para usa-la quando encontrar Ethan. Ela não era tola de não perturbar o homem com o que ela achava que tinha de melhor em seu corpo: belas cochas.

Voou para o seu carro, tomando cuidado para que ninguém a visse, mas sabia que perceberiam quando ela arrancasse da garagem, mas não ligou muito para isso. Entrou dentro do carro, colocou a chave no contato, girou-a, ouvindo o motor rugir baixo e arrancou, em direção à escola.

Entrou na escola, mas não havia ninguém nos corredores.

— Srta. Grey, atrasada? — um velho disse, olhando severamente para ela.

— Sim, vice-diretor Gibs. — ela falou sem vontade alguma.

— Por que não vai para a minha sala? — ele disse, caminhando a frente dela. Ela curvou os ombros, arrastando-se até a sala do vice-diretor. A última vez que ela esteve lá, não saiu boa coisa.

FLASH BACK ON

Phoebe estava sentada de braços cruzados na sala do vice-diretor. Estava irritada com a situação de olhar para aquele velho rabugento por muito tempo. A porta se abriu, e Christian entrou, com um terno cinza claro, que caia bem nele. Seu semblante aparentava uma calma descomunal que Phoebe sabia não ser real. Sabia que estaria ferrada quando chegasse em sua casa.

— Bom dia, senhor Grey! — disse o vice-diretor Gibs, olhando para o homem à sua frente. — É um prazer tê-lo aqui.

Phoebe rolou os olhos. "Que homem puxa saco", pensou. Christian sentou-se ao lado da filha, olhando-a de relance.

— Claro. — Christian disse, simplesmente, fazendo Phoebe reprimir um sorriso.

— Er... Bem, sr. Grey, eu não chamaria o senhor de seu escritório, se não fosse algo realmente sério. Hoje é véspera de feriado, e bem, não esperava encontrar a situação que encontrei na sala de sua filha.

Christian não esboçou emoção. Havia saído de uma reunião importante, e agora estava ali, sentado, ouvindo um homem falar de sua filha, e isso não lhe agradava em nada.

— Bem, sr Grey... — Gibs continuou. — A situação que encontrei sua filha, foi no mínimo deplorável. Achei que ela estava bêbada, porém estava sóbria até demais. — ele olhou para Phoebe, que tinha um mínimo sorriso no rosto. — Sua filha estava dançando semi-nua em cima da mesa do professor.

Christian arregalou os olhos, e Phoebe encolheu os ombros.

— Semi-nua? — ele encarou a filha calmamente.

— Pelo menos eu não estava nua. — murmurou baixo.

Nem ela sabia direito o por que de ter dançado daquela forma. Ela era a santinha da turma, e queria mudar aquilo. Aproveitou que o professor saiu e dançou semi-nua na frente de toda a sala, e diga-se de passagem que os meninos aprovaram o ato com aplausos e elogios mais baixos.

— Sr. Grey, só queríamos que o senhor tomasse nota deste fato, por isso o chamei.

— Obrigado, vice-diretor. — ele disse calmo, olhando para o homem.

— De nada, senhor. Vou liberar Phoebe hoje, então o senhor pode leva-la para casa.

Sem mais nem menos, Christian levantou-se apertou a mão de Gibs e saiu da sala, sendo seguido por Phoebe. Taylor os esperava do lado de fora, e pela primeira vez, Christian solicitou que Taylor fosse no banco do passageiro, para que ele dirigisse. Quando chegou em casa, ela correu para o seu quarto, não querendo dar satisfação, mas quando ela chegou lá em cima, ouviu um rugido vindo do andar de baixo.

— PHOEBE! — ela desceu as escadas lentamente, parando bem no pé da escada. Christian já havia aberto seu paletó, e seus cabelos estavam levemente bagunçados, de tanto ele passar as mãos sobre os cabelos, nervosamente.

Os dois se encararam por algum tempo, e Christian não tentava aparentar a falsa calma. Estava possesso de raiva.

— O QUE VOCÊ TEM A ME DIZER? — ele gritou. Alguns passos se ouviu do andar de cima, e Anastasia surgiu, olhando para o marido um pouco assustada. Ele nunca havia se exaltado com seus filhos.

— Christian, você está bem? — Ana perguntou, olhando para o marido.

— NÃO! — gritou, fazendo as suas se encolherem. — NÃO ESTOU, GRAÇAS A SUA FILHA, QUE FICOU SEMI-NUA E DANÇOU ASSIM, DENTRO DA SALA DE AULA. TEM IDEIA DO QUE ISSO ME CAUSA? TEM IDEIA DE COMO ISSO É RUIM PARA A IMAGEM DE UM GREY? COMO EU PUDE TER UMA FILHA COM UMA ATITUDE DESSAS?

— EU NÃO PEDI PARA NASCER NESTA FAMÍLIA. — Phoebe gritou. Nem ela acreditava que havia feito isso, e por um momento, ela viu o olhar de surpresa de seu pai. — NÃO PEDI.

Ela correu para o andar de cima, trancando a porta de seu quarto, jogando-se na cama, chorou. Ela ouviu alguém batendo na porta do quarto, mais ignorou. Não queria ver ninguém.

FLASH BACK OFF

— Então, Phoebe... Fazia algum tempo que você não vinha a minha sala, não acha? — Gibs sorriu sarcástico. — Diga-me, por que chegou atrasada?

— Bem... — Phoebe respirou fundo, querendo ficar calma. — Perdi a hora.

Era a mais pura verdade.

— Sabe que não vai poder entrar, não é?

— Sei.

— Então... — disse Gibs. — Por que está aqui?

Phoebe bufou, pegou sua bolsa e voltou para o seu carro. Não queria ir para casa. Tinha que fazer alguma coisa.

Uma ideia correu pela sua mente. Não, ela não poderia fazer aquilo, ou poderia? Seria insanidade da sua parte fazer aquilo. É, até poderia ser divertido. Phoebe trocou a calça jeans pela mini-saia jeans branca. Ela está bem bonita com aquela roupa. Dirigiu o carro até a uma das mais recentes empresas a serem abertas naquela região: CEO Wiegraft.

***

Phoebe encontrou um lugar para estacionar bem próxima a CEO Wiegraft. Ela andou alguns poucos metros e sorriu ao entrar. A recepcionista olhou para ela com um sorriso doce, o que era raro de acontecer com alguém.

— Posso ajudá-la, srta? — ela perguntou com um sorriso.

— Claro... Ethan Wiegraft. Poderia avisá-lo que eu estou aqui?

— Sim, por favor, preciso do seu nome, srta. — ela falou, um pouco mais formal.

— A sim... Phoebe. Diga apenas que a srta. Phoebe está aqui, acho que ele entenderá. — ela falou tímida.

— Por favor, srta. Phoebe, sente-se. Irei falar com ele, aguarde apenas uns minutos.

Phoebe teve vontade de sair correndo. O que ela estava fazendo? Ela fechou os olhos, colocando as mãos sobre o rosto, esperando.

— Ele pediu para que você me acompanhasse, srta. — a recepcionista disse, com um sorriso. Ela seguiu a mulher até o elevador, apertando o último andar, o décimo. Elas ficaram em silêncio, apenas esperando.

Phoebe sentiu suas mãos suarem.

A porta do elevador se abriu, e a recepcionista sorriu.

— A porta dupla de madeira no final do corredor, senhorita.

Phoebe caminhou lentamente até a porta dupla de madeira. Por um breve momento, arrependeu-se de estar com uma saia tão curta, ou com uma roupa tão chamativa. Ela abriu a porta demoradamente. Entrou na sala e fechou a porta, olhando para o loiro que estava em pé, virado para a grande janela de vidro. Ele virou-se para Phoebe, exibindo um sorriso que fez as pernas da jovem tremerem.

— Phoebe, que surpresa agradável! — ele disse, caminhando até a jovem, que estava estática, ainda observando o sorriso que tomava conta do rosto de Ethan.

— É... — foi a única coisa que ela conseguiu responder.

— Por que veio até aqui? Esperava buscá-la no colégio, srta. — ele falou, sério. Phoebe sorriu. Resolveu brincar um pouco com ele.

— Havia combinado de encontrar um amigo meu, mas ele não estava em casa. — disse com um sorriso divertido nos lábios. Ela percebeu os músculos de Ethan ficarem rijos. — Brincadeira, sr. Wiegraft.

Ethan relaxou os músculos, percorrendo os olhos pelo corpo da jovem, que ruborizou. Aquelas pernas brancas chamaram a atenção dos olhos castanho esverdeados do loiro.

— O que foi? — ela murmurou, sem graça.

— Nada, estava apenas admirando a sua beleza, srta. Grey.

Ela conseguiu abrir um sorriso, mas ela logo o tirou dos lábios. Aquela não poderia ser sua reação. Ela fechou a cara, deixando Ethan confuso.

— Agora eu pergunto: o que foi? — o loiro sorriu galanteador.

— Não vou cair nas cantadas baratas que você deve jogar para todas. — resmungou a morena.

Ethan gargalhou, atitude que assustou a morena. Ele passou a ponta dos dedos pelo rosto de Phoebe, que fechou os olhos instintivamente. O loiro sorriu vitorioso com a atitude da jovem.

— Por que não vamos tomar café, Phoebe?

— Claro... — ele sorriu minimamente com a resposta da morena. Caminhou até a sua mesa, pegou a chave de seu carro e caminhou até Phoebe, colocando uma mão na base de suas costas, guiando-a até o elevador.

Os dois sentiram um arrepio com o contato. Phoebe tentou pensar em outra coisa para não ruborizar, e Ethan sentiu seu membro latejar querendo o corpo de Phoebe. Respirou diversas vezes tentando controlar-se, mas o perfume doce que a morena usava era como uma droga para o loiro.

— Phoebe, você pode escolher o carro.

Phoebe encarou os vários carros que haviam na garagem. Um Porsche, uma Ferrari e uma BMW. Ela arregalou os olhos, olhando para os carros.

— Lindos. — Ethan sorriu com a resposta.

— São quase meus filhos. Então... Qual vai ser?

— Por que não vamos de Ferrari? Acho esse carro lindo. — ela disse já caminhando até ele. Ethan acionou o alarme, desativando-o. Caminhou até Phoebe, abrindo a porta do passageiro. Phoebe revirou os olhos, mais sorriu. Ele correu, dando a volta no carro, abrindo a porta do motorista, sentando-se.

— Tem preferência por alguma cafeteria, Phoe?

Ela sorriu involuntariamente quando Ethan falou seu apelido.

— Não, eu não tenho.

— Ótimo, quero levá-la em uma cafeteria nova aqui perto. — ele saiu da garagem, dirigindo calmamente seu carro pelas ruas de Seattle.

Eles pararam alguns minutos depois, em frente a uma pequena cafeteria. Ela nunca havia visto aquela casa ali. Era de madeira, aconchegante e simples.

— Nunca imaginaria você aqui dentro. — ela decretou.

— Por que? Só por que sou rico não posso frequentar um lugar simples? — Phoebe sentiu vergonha. Não era bem isso, mas ela não sabia o que dizer. — Não fique assim. — ele disse, como se soubesse o que ela estava sentindo. — Não foi nada. Você não é a primeira a pensar isso, e não será a última.

Phoebe caminhou na frente de Ethan, o que ele cogitou ser um erro, já que ele conseguia ver bem as pernas de Phoebe roçarem uma na outra, causando-lhe um grande desejo, que só a morena conseguiria apagar. Ela sentou-se em uma mesa mais ao fundo, e Ethan sentou-se a sua frente. Uma jovem loira veio atende-los, e ela não tirou os olhos de Ethan, o que perturbou Phoebe profundamente. Os dois acabaram pedindo um capuccino.

Mas... Por que ela havia ficado perturbada? Ela massageou as têmporas.

— Você está bem, Phoebe?

— Estou sim, só... Cansada.

— Cansada? São dez da manhã agora! — ele disse, olhando para o relógio e para Phoebe, que o encarava com os olhos brilhantes. Ele a encarou com um leve sorriso.

A vagabunda loira voltou, carregando o pedido. Ethan encarou o seu guardanapo, rindo.

Phoebe não acreditou. Havia um número de telefone escrito a caneta ali. Ela fez uma careta, cruzando os braços.

— Vadia.

Ethan parou de rir, encarando Phoebe com um sorriso galanteador, que fez Phoebe tremer.

— Isso é ciúmes, srta. Grey? — ele falou em uma voz rouca e sexy. Phoebe nem conseguiu negar quando ouviu aquela voz. Ficou encarando Ethan com os lábios entre abertos, o que fez o loiro sorrir. — Quem cala consente.

— O que...? — ela disse, voltando a si. — NÃO! Só achei ela muito abusada.

Os dois jogaram conversa fora, riam e trocaram sorrisos. Ethan não queria ir embora, mas Hellen ligou, avisando de uma reunião que o loiro havia esquecido completamente.

— Phoebe, eu não queria, mas tenho que voltar para a empresa. — ele disse, coçando a nuca, sem graça. Phoebe suspirou, infeliz.

— Tudo bem, me leve com você.

— Como se eu não fosse fazer isso.

Ele pagou a conta, saindo da cafeteria com Phoebe. Sorriu quando ela entrou em seu carro. Ele se acostumaria fácil com isso. Ele queria que o trajeto da cafeteria até a CEO Wiegraft fosse mais longo, mas demorou apenas alguns poucos minutos. Ele parou bem em frente ao carro de Phoebe, que o encarou com um leve sorriso. Nenhum dos dois sabia o que fazer, até que Ethan foi surpreendido com o beijo doce da morena em seu rosto.

— Foi mais divertido do que eu imaginava. Obrigada, Ethan. — ela saiu do carro, indo até o seu com um sorriso nos lábios.

Ethan o viu de relance, sorrindo também. É, ela era a pessoa certa. Depois dele tanto buscar, encontrou a submissa perfeita. Pegou seu telefone e discou um número, apenas esperando a pessoa atender.

— Alô? — a voz feminina se ouviu.

— Consegui a pessoa perfeita. — disse Ethan.

— Oh! Finalmente, Ethan.

— É, finalmente, Elena.

Notas finais
ELENA? ÉS TÚ? 'O' Cara, como disse, eu amei escrever! *O* Então, comentários, por favor!