Notas iniciais
Boo: SURPRISE! *O* Quem achou que iriamos demorar levanta a mãozinha! Dita: õ/ Boo: Dita, você não conta e_e' MAAAAAS ENFIM! A conversa Grey, pelo menos para mim, me surpreendeu ~mentira~ e vai surpreender vocês ~verdade~. DITA, MEU AMOR, FALA AÊ! Dita: Ah, agora é a minha vez? *v* Sua vaca, você me deixou triste com este capítulo, sabia? Fiquei com pena da Phoebe, mesmo ela estando errada, masok, né? NÉ? *V* Então, espero que gostem e... Dita (diva) e Boo (boonita): Nos vemos lá em baixo!

— Surpresa por me ver aqui? — a voz de seu pai estava tão calma, que os pelos da nuca da castanha se eriçaram.

Ele nem esperou por uma resposta. Chamou-a com a mão enquanto caminhava em direção ao seu carro. Phoebe estranhou o fato de Taylor não estar ali, para dirigir o veículo, e estranhou mais ainda o fato de seu pai dando a volta e sentando-se no banco do motorista.

A moça sentou-se ao lado de Christian, no banco do passageiro, olhando para a janela. Sentia-se completamente frustrada com seu pai, e decepcionada consigo.

— Olha, pai...

— Não vamos conversar aqui. — decretou Christian, não olhando para o lado.

A verdade era que o homem estava decepcionado e irritado. Grey fazia um esforço tremendo usando o seu autocontrole para não explodir e gritar com Phoebe naquele carro, e a morena ao seu lado sabia disso tão bem quanto ele.

O tráfego estava normal, e rapidamente os dois chegaram em casa. Phoebe não fez questão de sair correndo para o seu quarto ou para qualquer outro lugar. Todos — incluindo Jeremy, que alugara um apartamento para ficar mais a vontade durante as férias — estavam em casa.

— Escritório, Phoebe. Agora. — Grey disse, vendo Anastasia sair da cozinha, acompanhada de Georgia. As duas olharam para Phoebe com pena, e isso só deixou a garota mais irritada.

Subindo as escadas, Phoebe pode ouvir as risadas de Theodore e Jeremy, vindas do quarto de seu irmão. Uma pontada de remorso cutucou Phoebe, deixando-a ainda mais perturbada.

Quando ela entrou no escritório, ficou de costas para a porta, ouvindo-a bater em um baque surdo, e passos, que caminharam até ela.

— Pai... — a garota disse, virando-se e encarando o seu progenitor.

— Não, Phoebe. Estou cansado das suas desculpas! — ele falou quase que em um rosnado. — Você me desafia sempre que pode, como se tivesse tal direito. Eu sou o seu pai, e não vou tolerar mais isso. Você se tornou uma irresponsável, desobediente e completamente cheia de si, e se você não abaixar este seu gênio, eu terei que abaixá-lo para você. Estou decepcionado com você. Quebrou minha confiança!

Em nenhum momento ele gritou com Phoebe, mas ela preferia que ele tivesse gritado. Ele foi ríspido, mas não elevou a voz para ela um segundo se quer.

— Papai, eu não tenho mais quatro anos! — Phoebe falou, exasperada. — Eu tenho 17 anos, e sinceramente, falta pouco para os meus 18! Eu não gosto de ser submissa as vontades dos outros!

Christian, que olhava para qualquer outro canto do escritor, menos para Phoebe, virou-se ao ouvir a palavra 'submissa' saindo de seus lábios.

— Eu não quero que você seja submissa à vontade dos outros — ele rangeu os dentes. — Quero apenas que obedeça a mim! — ele começou a se exaltar. — OBEDEÇA-ME! — gritou. — Fui bem claro agora?

Phoebe fechou as mãos em punhos.

— EU CANSEI DISSO. CANSEI DE VOCÊ ME DANDO ORDENS, SABIA? CANSEI! — ela tentou caminhar até a porta, mas foi impedida por Christian, que a segurou pelo braço, e a puxou para si, abraçando-a.

Phoebe chorou ali. Chorou por longos minutos, sentindo-se completamente chateada.

— Phoebe, eu não... Me desculpe, querida. — a voz grave de seu pai reverberou por seus ouvidos, enquanto a castanha sentia um afago ligeiramente carinhoso em seus cabelos. — Eu tento me controlar com tudo isso, mas é complicado para mim. — sussurrou, caminhando com ela, até sua cadeira, puxando-a para o seu colo, assim como fazia quando ela tinha apenas quatro anos de idade. — Eu me esqueço que você não tem mais quatro anos, princesa. Eu sinto a necessidade de te proteger, e confie em mim quando digo que Ethan não é flor que se cheire.

Phoebe acalmou seu choro, olhando para os olhos cinzentos de seu pai, que a fitava com intensidade.

— Papai, eu não tenho nada com o Wiegraft. — disse, entre alguns soluços que teimavam em escapar de seu peito. — Só fui lá por aqueles motivos que eu já havia dito, e por que Ashley falou que só iria se eu fosse...

— Esta não é a questão aqui, Phoebe. O problema principal é que você não me obedeceu, e foi para o velório de David.

A castanha franziu o cenho. Em nenhum momento a morena lembrava-se de ter mencionado o nome do pai do homem por quem estava apaixonada.

— Como sabe o nome do pai dele? — perguntou, curiosa.

— Phoebe... Quando se trata da concorrência, devemos saber tudo sobre eles, assim como eles devem saber tudo sobre nós.

Phoebe encostou sua cabeça no ombro do pai, inspirando seu perfume. Desde que se conhecia por gente, aquele cheiro específico era um calmante para ela. Sentia-se segura, mesmo não havendo perigo nenhum.

— Vai me deixar de castigo, papai? — perguntou a caçula com a voz manhosa.

— Não, Phoebe. — ela se espantou com aquilo. — Mas saiba que você quebrou a minha confiança, e não tenho motivos para acreditar em tudo que você fala. Terei sempre que ficar com um pé atrás na sua palavra, por que eu mando você fazer algo e no final, você faz o contrário, e mente.

O choro da castanha voltou. Para ela, teria sido melhor um castigo do que isso. E ele tinha razão: Phoebe mentia para fazer as coisas. Para a sua sorte, esta era a única situação que ele havia descoberto sobre as suas mentiras, e Christian não sabia sobre suas idas constantes ao apartamento de Ethan.

— Phoebe, para a sua sorte, a minha confiança pode ser reconquistada com o tempo, mas não vou dizer que será uma tarefa fácil.

— Papai, me desculpa... — murmurou a menina.

Christian não conteve um sorriso triste que formou-se em seus lábios.

— Tudo bem, Phoebe.

Ele deu uns tapinhas na coxa de Phoebe, querendo que ela se levantasse. Quando os dois estavam de pé, ouviram uma batida na porta, e o Grey falou um 'entre'. A porta se abriu, e Jeremy colocou sua cabeça para dentro do ambiente.

— Ahm... Senhor Grey, Phoebe... A senhora Grey está chamando vocês para almoçar lá em baixo...

— Não estou com fome, Jer. Avise a mamãe que irei deitar.

— Você precisa comer, Phoebe. — o Christian mandão falou de forma dura. Ele sempre fora assim em relação a comida.

— Papai, eu como mais tarde, sim? No momento, tudo o que eu quero é a minha cama. — ela disse, já caminhando para fora do escritório.

Jeremy deu passagem para ela, que correu para o seu quarto, sendo seguida por ele.

O garoto fechou a porta, caminhando até a cama onde Phoebe acabara de se jogar.

— Foi tão ruim assim, Be? — Jeremy perguntou, deitando-se ao lado da castanha, puxando-a para o seu peito, onde Phoebe apoiou sua cabeça.

Phoebe abraçou o tronco de Jeremy, fungando.

— Ele disse que eu quebrei a confiança que ele tinha em mim, e que não será fácil eu tê-la novamente.

Phoebe ouviu o suspiro de Jeremy, enquanto o garoto afagava seus cabelos castanhos.

— Ah, Be... Você sabe que não deveria ter ido, não sabe? Querendo ou não, seu pai está certo. Ele mandou você não ir e você foi e...

— Você não está ajudando. — decretou a castanha, fungando.

Jer deixou um riso baixo escapar.

— Desculpa. Por que você não dorme, Phoe? Eu vou ficar aqui até você dormir, tudo bem?

Phoebe fechou seus olhos, ainda sentindo o carinho de Jeremy em seus cabelos, e rapidamente, o sono a levou para o seu subconsciente.

Notas finais
Dita: JEREMY, SEU FOFO, CASA COMIGO.