Notas iniciais
IMPORTANTE: Trechos deste capítulo foram retirados do contrato original de Christian Grey e Anastasia Steele. OOOOOI! Quem aqui curtiu o feriado? Nunca fiquei tão feliz pelo nosso país ser católico

"Porque a vida é feita de escolhas, sejam elas boas ou ruins"

POV's Narrador

"O Dominador e a Submissa garantem não sofrer de doenças de natureza sexual, séria, infecciosa ou que constitua uma ame- aça à vida".

Os olhos de Phoebe liam aquele contrato com certa curiosidade e divertimento. A este ponto, o contrato, que apenas estava no começo, já tinha sido rabiscado diversas vezes.

— "O Dominador poderá prender, algemar ou amarrar a Submissa a qualquer momento durante as Horas Designadas ou em quaisquer horas extras acordadas por qualquer razão e por períodos de tempo prolongados, tendo a devida consideração com a saúde e a segurança da Submissa."

A jovem riu ao ler a cláusula. Parecia surreal a ideia de um homem amarrar uma mulher na cama para o seu prazer sexual, mas mesmo assim, a castanha não poderia negar o fato de que aquilo fazia a sua intimidade se contrair de uma maneira gostosa.

Aquele mundo atiçava os desejos mais profundos de Phoebe.

Ela ouviu a alguém bater a porta, e rapidamente escondeu o contrato debaixo do travesseiro.

— Be? — ela ouviu Jer chamar do outro lado da porta de madeira.

— Pode entrar, Jer! — a castanha responde, vendo o moreno abrindo a porta do quarto da mais nova e abrindo um largo sorriso.

— Topa dar uma volta comigo? Vi uma cafeteria legal no caminho para a sua casa ontem.

Phoebe arqueia uma sobrancelha.

— Está me chamando para sair? — ela perguntou de forma galanteadora, o que arrancou uma risada divertida de Jeremy.

— Estou chamando a minha irmã para dar uma volta e conversar. Além disso, ela é a minha melhor amiga, e eu preciso colocar o assunto em dia. E eu estou sentindo que precisa me contar alguma coisa, então... Se arrume, daqui a dez minutos nos encontramos na sala, tudo bem?

— Sim, Jer.

O rapaz fecha a porta, e Phoebe retira o contrato debaixo do travesseiro, levantando-se e o guardando dentro da mochila, um lugar mais seguro.

Phoebe abre a porta do seu closet, demorando um pouco para escolher qual queria, e quando finalmente achou, tomou uma ducha rápida.

Precisava mesmo de um tempo com seu melhor amigo.

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— Nossa, Phoebe, os seus dez minutos devem ser o tempo de marte, por que estou de esperando a meia hora.

— Não reclame, Jer! Não posso sair com um cara na rua estando mal vestida.

— Então vai, estou esperando você ir trocar de roupa. — Jer brincou, fazendo a castanha dar alguns tapas no ombro do amigo, quando estava mais perto dele. — Calma! É brincadeira!

— Onde está Teddy? Ele não vai conosco?

— Não, ele saiu com a ruivinha. — disse, fingindo ciúmes do amigo, o que arrancou uma risada gostosa de Phoebe.

— Vamos? — o chamou, pegando a chave de seu carro.

— Vamos, mas eu dirijo.

— Tanto faz. — ela respondeu, mostrando a língua para Jer, que a abraçou pelos ombros, caminhando para o carro.

Durante o trajeto, Jer não deixou de brincar com Phoebe. O moreno sentia um amor muito grande por Phoebe. Um amor de irmão, apenas, e os sentimentos para com ele eram recíprocos. A companhia do moreno trazia uma felicidade que a jovem não sabia explicar.

— Então... Muitas namoradas? — Phoebe perguntou, fazendo um sorriso torto surgir nos lábios de Jer.

— Não, só o Teddy mesmo. — disse, fingindo suspirar de forma apaixonada.

— Jer, se você continuar fazendo isso, direi a Ashley que você é gay.

— Não ouse! — ele disse, olhando para a castanha de forma surpresa, arrancando um riso da moça. — Chegamos! — disse, estacionando em frente a cafeteria. Phoebe sentiu seu coração acelerar brevemente, quando reconheceu a cafeteria. A mesma cafeteria que Ethan a levara da última vez. — Eu achei este lugar bacana. Até entrei e tomei um café que meu bom deus, estava uma delícia!

Jer saiu do carro, dando a volta e abrindo a porta do carro para Phoebe, que sorriu.

Ele a abraçou pelo ombro, guiando-a para dentro da cafeteria. O cheiro amadeirado invadiu os pulmões de Phoebe, fazendo-a suspirar.

— Gostou?

— Amei, Jer! Apesar de já ter vindo aqui antes, com certeza será muito diferente com você aqui comigo. — o rapaz beijou a bochecha dela, piscando para a mesma.

— Você é fofa demais, misericórdia.

Phoebe riu, caminhando para uma das poucas mesas vazias.

— Uau! Este lugar está cada vez mais frequentado! — constatou a castanha, que olhava para as pessoas com um pouco de interesse.

— Sabe, Be, eu realmente estava precisando conversar com você.

Phoebe franziu o cenho, apoiando seus cotovelos na mesa. Seus olhos se fixaram nos de Jeremy, que parecia um pouco desconcertado em falar com a mais nova.

— Jer, o que aconteceu?

— Samantha está grávida, e ela diz que o filho é meu.

Phoebe piscou uma, duas, três vezes, tentando assimilar o que Jeremy havia despejado. Samantha, a ex namorada puta de Jeremy, grávida.

— Mas é seu filho mesmo?

— Eu não sei. Você lembra como ela era uma puta, não lembra? E não estamos mais juntos a pelo menos um ano, mas em uma festa, eu fiquei bêbado e acordei na casa dela, sem saber o que fazer. Depois de dois meses, ela me ligou, dizendo que estava grávida, e que o filho é meu. O problema é que eu não me lembro de nada! — ele passava a mão pelos cabelos, de forma nervosa. — Eu queria poder me lembrar, para tirar esta dúvida, mas não consigo! E você sabe que eu nunca tomei um porre tão grande para não me lembrar do que aconteceu no dia seguinte. — os olhos de Jeremy estavam marejados. — Eu não posso falar isso para o meu pai. Pareço um gay contando tudo isso, mas... Eu simplesmente não sei o que fazer.

Phoebe arrastou sua cadeira para mais perto de Jeremy e o abraçou apertado. Apesar do moreno não ter chorado, Phoebe sabia que ele estava se contendo. Estava se contendo, por que queria ser forte. Ela afagou os cabelos castanhos dele, tentando acalmá-lo.

— Calma, Jer. Não se desespere! Sabemos o quanto Samantha era uma vadia, e é bem possível que você não seja o pai daquele filho que ela carrega. Ela está grávida de quantos meses?

— Sete.

— E você nem para me ligar para falar? Jeremy, você é um péssimo melhor amigo.

— Eu sei.- ele falou, deixando uma lufada de ar escapar. — Mas o que você tem para me contar? Sério, não quero falar sobre Samantha e o filho que ela carrega. — ele fez uma careta, arrancando um riso de Phoebe.

— Sabe, Jer, eu não tenho nada para contar. — ela disse, dando de ombros. — Eu não estou em um relacionamento sério, não estou apaixonada e nem nada disso. — falou olhando nos olhos de Jer, tentando fazer a sua mentira a mais convincente de todas.

— Sei. — ele falou, fitando Phoebe, que abriu um sorriso para o castanho.

Phoebe ouviu algumas risadas, e olhou para a porta. Seu coração perdeu algumas batidas ao ver Ethan parado ali, conversando em francês com outros três homens.

— Você não acha francês uma língua sexy? Eu acho. — Phoebe disse, ouvindo um "pfff" de Jeremy.

— Meu bem, eu sou sexy. O resto é resto! E nada de ficar olhando esses homens, menina, você ainda é menor de idade, e eles tem idade para ser o seu irmão mais velho. Bem mais velho.

— E...? — a morena sentiu Jeremy lhe dar um leve tapa na cabeça, que fez os dois rirem, que sem perceberem, chamou a atenção de um certo presidente de uma empresa olhar diretamente para eles, possesso de ciúmes.

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Ethan olhou diretamente para os dois, perdendo completamente o raciocínio da conversa. A sua atenção fora tirada do trabalho, e agora estava diretamente no garoto que abraçava a sua pequena.

— Tout va bien avec vous? (Está tudo bem com você?) — perguntou um dos três franceses que acompanhavam Ethan, ao vê-lo perdido na conversa.

— Excusez-moi, (Desculpem-me,)- se desculpou ele. —je ne faisais que regarder ce couple là-bas, après tout, la jeune fille est Phoebe Grey, fille du chef de la direction Grey. (estava apenas prestando atenção naquele casal ali, afinal de contas, a jovem é Phoebe Grey, filha do CEO Grey).

Os franceses olharam para a mais nova com certo interesse.

— Vous utilisez cette fille pour se rendre à son père? (Você está usando essa menina para chegar ao pai dela?)

Ethan olhou para o homem que falara e abriu um leve sorriso, que a vista de todos, era um sorriso sádico.

— Comme si j'étais un idiot. (Como se eu fosse idiota) — falou seriamente, ouvindo mais risadas da mesa onde Phoebe e o futuro defunto estavam. O rapaz que estava com Phoebe a abraçou, beijando sua bochecha. — Mais je ne peux penser à cette possibilité. Suivez-moi (Mas eu posso pensar nesta possibilidade. Sigam-me)

Ethan começou a caminhar a passos lentos até a mesa de Phoebe, ouvindo a risada da castanha, sentindo-se estranho. Ela jamais rira desta forma com ele, e isso o incomodava.

— ... Jer, pare, seu idiota! — ela ria, enquanto via a careta que o rapaz vez.

— Srta. Grey? — Phobe levou um susto ao ouvir a voz de Ethan, que estava bem ao seu lado, junto com outros três homens.

— Sr. Wiegraft! O que faz por aqui? Que surpresa encontrá-lo aqui! — ela tentou parecer o mais natural possível, mas Ethan podia ver o nervosismo dominando Phoebe.

— Eu frequento este café, senhorita. Deixe-me apresentá-la a estes colabores franceses da CEO Wiegraft.

— Enchanté de faire votre connaissance! (Prazer em conhece-los!) — a mais nova disse, com um sotaque francês impecável.

— Be, não sabia que você falava francês. Isso é sexy. — Jer disse, fazendo Ethan arquear uma sobrancelha.

— Le plaisir est pour nous (O prazer é todo nosso). — respondeu um deles.

— Bem, srta. Grey, não queremos atrapalhar o seu encontro, então iremos nos retirar, tenha um ótimo dia. — Ethan disse, com a sua voz pingando sarcasmo, caminhando para a sua mesa, sendo acompanhado pelos três homens.

— Ele parece ser simpático. — Jer disse de forma irônica.

Eles riram quando perceberam que não haviam tomado nada, e trataram de pedir alguma coisa para viajem.

— Obrigada. — Phoebe agradeceu a contra gosto quando viu que a moça que os atendera era a mesma oferecida que escreveu o número de seu telefone para Ethan.

— Vamos, Be. Podemos ir para o shopping ou um parque, quem sabe?

— Que tal um parque? Adoraria sentar em um balanço e ficar lá, balançando.

— É, por que o balanço tem outra função além de balançar, né? — falou, debochando da morena, que revirou os olhos, rindo.

Eles não entraram no carro. Jeremy alegou ter um parque ali perto, que ele também havia visto.

E ele estava certo. O parquinho estava deserto, e havia o balanço que Phoebe tanto queria. Ela correu igual a uma criança para o balanço, arrancando uma risada de Jeremy.

— Eu menti para você, Jer. — ela falou, quando já estava sentada no balaço. — Aconteceu algumas coisa que tem me perturbado, e me deixado com medo.

Ela contou sobre a boate Lunae e sobre Ian, contou que alguém a salvou, mas omitiu quem foi seu salvador aquela noite. Contou que Ian havia sido transferido para a sua sala, e que ela sabia que mais cedo ou mais tarde, ele tentaria alguma coisa. A essa hora, ela já chorava. Mas não chorava por causa da situação, mas chorava por que não poderia falar tudo para Jeremy. Chorava por que, por mais que ela quisesse que Jer fizesse parte de sua vida, que ele soubesse de todos os seus problemas como ela sempre confidenciara a ele, ela não podia. Não podia falar a Jeremy sobre Ethan, sobre o contrato e sobre como ela se sentia a respeito de tudo isso.

— Be, que tal eu te levar para o colégio e trazer esses dias? Até que pensemos em alguma coisa. E eu acho que seria prudente contar aos seus pais, por que...

— Não, Jer. Eles não podem saber, tudo bem? Eles... Eles tirariam qualquer liberdade minha.

— Tudo bem, eu não contarei, mas se alguma coisa acontecer, eu falarei sem exitar, estamos entendidos? — ele disse, entregando o café para Phoebe, que o bebericou. Ela sentou-se no chão, sendo acompanhada por Jer, que a puxou para um abraço de carinho e conforto.

"Porque a vida é feita de escolhas, sejam elas boas ou ruins"

Notas finais
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