Notas iniciais
A capa será feita, eu prometo, ok? D: Se gostarem, comentem!

— Phoebe, coma. — a voz de Christian Grey reverberou pelos ouvidos da garotinha que estava sentada ao seu lado. Anastasia encarou o marido de forma incisiva, mas ele nem se quer a olhou.— Estou mandando, Phoebe.

Phoebe olhou para o irmão, Theodore, que mastigava o seu café da manhã em silêncio, e a observava, fazendo um gesto com a cabeça, apontando para o prato. "Coma", ele disse, sem emitir som de sua boca.

— Não. — Phoebe cruzou os braços, olhando para o Pai, que respirava pesadamente, apesar de aparentar uma calma enorme.

— Phoebe, se você não comer esta comida agora eu...

— Christian. — interrompeu Anastasia.— Deixe-me lidar com Phoebe, sim?

Ela se levantou de sua cadeira, caminhando até a onde a sua filha estava sentada, que continuava com um grande bico e de braços cruzados. Ana não conseguiu deixar um leve sorriso escapar de seus lábios. Ela pegou a filha no colo e sentou-se na cadeira, com Phoebe sentada em suas pernas.

— Querida, você precisa comer, ontem você já não jantou e...

— Ontem ela não jantou? — Christian vacilou em sua calma, deixando sua irritação transparecer. — Anastasia, eu havia mandado ela comer.

— Christian, ela ficou uma hora e meia sentada aqui, e ela não iria comer.

Christian a fitou por alguns instantes, e Ana sabia que este assunto ainda não havia acabado.

— Phoebe, olhe para a mamãe. — a pequenina olhou. — Lembra-se de quando você reclamou que todos na sua sala eram maiores que você? — a pequena assentiu. — Então, se você comer direitinho, você vai crescer, e vai ficar maior do que eles, é uma promessa.

A morena pegou um pedaço de torrada, guiando até a boquinha da pequena, que a abriu com certo desgosto. Ana sorriu quando viu sua filha mastigar a comida, engolindo.

— Viu? Não foi tão ruim, né? — Ana colocou a filha sentada na cadeira, caminhando até Theodore. — Filho vá escovar os dentes para Taylor levá-lo para a escola. E Phoebe. — ela virou-se para a pequena. — Assim que você comer a sua torrada, vá fazer o mesmo.

— Sim, mamãe. — os dois disseram em uníssono.

Christian observava Anastasia com uma leve irritação, por ela ter feito a filha desobedece-lo, mas amava sua mulher, e sabia que ela amava seus filhos mais do que qualquer coisa. Ana encarou o marido com um sorriso, voltando os olhos para Phoebe.

— Phoebe, quero você na minha sala assim que terminar sua torrada e escovar os dentes.

Phoebe encolheu os ombros. Já estava acostumada com as conversas de seu pai, mas elas nunca foram boas. E sempre acabava levando um beliscão.

Ana olhou para a filha, fazendo uma careta. Christian caminhou para a sua sala, sentando-se em sua mesa, olhando algumas folhas e documentos importantes. Checou seu Blackberry, vendo seus e-mais, mas nada ali lhe interessou.

Ele ergueu os olhos, para ver a sua filhinha de apenas cinco anos, olhando timidamente para ele. Ele quase não conteve o sorriso fraco, que começava a formar-se em seu lábios. Quase.

— Entre e feche a porta, Phoebe.

Phoebe o fez. Os cabelos da pequena já estavam no meio das costas, e tinha leves ondas. Os olhos castanhos estavam olhando para os pés.

Christian caminhou até a sua filha, pegando-a no colo, voltando a sentar-se na cadeira.

— Phoebe, quero que você olhe para mim. — a pequena ergueu os olhos, encontrando os olhos azuis do pai.— É pedir demais para que você me obedeça?

— Não. — ela murmurou. Christian não gostava de vê-la coagida, mas ele não conseguia ver outro modo de cuidar de sua pequena.

— Então comece a me obedecer! — esbravejou ele.

— Mas eu não estava com fome, papai.

Christian deixou um sorriso fraco aparecer. Adorava quando seus filhos, principalmente sua princesinha, o chamava de papai.

— Filha, eu faço isso para o seu bem. Quero que você me obedeça quando eu mandar, entendeu? — ele já não tinha mais aquele sorriso no rosto. Phoebe fez bico, mas assentiu.

— Quero que você me responda.

— Sim, papai. Eu vou obedecer.

— Sempre, minha princesa?

Phoebe abriu um sorriso, olhando para o pai de forma carinhosa.

— Sempre!

— Agora vamos, vou acompanhar vocês até a escola, já que tenho de ir para CEO Grey.

Phoebe pulou do colo dele, descendo as escadas como um furacão.

— Pelo visto seu pai brigou muito com você, não é Phoebe?

A filha nem ouviu, correu para a sala, encontrando Theodore, que ouvia música em seu Blackberry. Ele não era muito mais velho do que Phoebe, mas Christian, como super-protetor que é, tinha que saber onde o filho estava.

— Teddy, papai não brigou comigo! — Phoebe falou, contente.

— Claro, você é a princesinha dele, Phoe, não tem como ele brigar com você. É algo impossível.

Os dois riram. Phoebe amava Teddy com todas as suas forças. Ele sempre foi um bom irmão, e sempre a abraçava quando ela precisava.

— ... Sim, sim. Não, eu vou precisar daqueles documentos hoje. Sim, estarei na empresa. — os dois garotos ouviram a voz do pai, descendo as escadas.

Ana levou a mochila deles até as crianças, beijando-lhes o rosto.

— Comportem-se.

— Vamos? — disse Christian ao pé da escada, olhando para os filhos.— Taylor já nos espera.

***

O trânsito estava terrível, e Christian esbravejava ao telefone, perturbado com o horário. Theodore dormiu, encostado no banco, e Phoebe olhava para a janela, vendo o movimento da calçada.

— Papai, eu vou encontrar um namorado quando?

Christian quase se engasgou com a própria saliva, e desligou o telefone, olhando para a filha, sério.

— Que tipo de pergunta é essa, Phoebe?

— Só queria saber. — ela disse, dando de ombros.

— Se depender de mim, você nunca vai encontrar um namorado.

Phoebe olhou para o pai, exibindo uma carranca, que arrancou um riso baixo dele.

— Mas eu vou namorar!

Christian respirou pesado, mas controlou-se, fingindo aquela calma costumeira dele.

— Phoebe, este não é o momento para falarmos nisso, entendeu? E quero que não retome este assunto.

— Mas... — ela começou, mas o semblante do pai a repreendeu. — Eu só estava curiosa. — ela murmurou, juntando as mãozinhas e olhando para a janela, observando alguns casais de mãos dadas.

— Sente-se em meu colo, Phoebe. — a filha sentou-se no colo de Christian, que a abraçou carinhosamente.

— Você vai encontrar uma pessoa na hora certa, assim como eu encontrei a sua mãe, mas você vai ter que me apresentar ele, promete?

— Prometo!

— Que bom. — ele sorriu, mantendo a sua princesa no colo, não querendo que ela crescesse.

Notas finais
Comentem! :DDD