50 tons de Luxúria
5 Chapter 4
Notas iniciais

Ethan desligou o telefone e jogou o telefone em cima do banco da Ferrari. Ótimo, agora que a sua mentora, Elena, já sabia que havia encontrado a pessoa certa, sentia-se mais animado a investir tudo o que tinha em Phoebe. Fosse dinheiro ou seu tempo. Queria a jovem morena perto de si.
Estacionou o carro na garagem, olhando para o nada, respirou fundo, sentindo o cheiro do perfume de Phoebe ainda no carro, gravando-o em sua mente. Ajeitou o terno, descendo do carro, caminhando para o elevador. Apertou o botão do último andar, o de sua sala, não querendo lembrar de todos os seus afazeres. Abriu a porta e levou um susto com o que encontrou lá dentro. Ou melhor, com quem.
— Elena? O que faz aqui? Por que não me avisou que estava aqui?
A loira abriu um leve sorriso para o homem, que enfiou as mãos no bolso, olhando para ela com receio.
— Queria saber quem era a garota com o potencial para ser sua submissa, Ethan. Sabe que me... — ela parou, olhando para a janela, buscando a palavra, depois voltou os olhos para o loiro. — Interesso.
Ethan cruzou os braços, arqueando uma sobrancelha, não gostando do tom utilizado por Elena.
— Olha, agradeço por tudo o que você fez por mim, ensinando a sua arte e ajudando-me com a empresa, mas pelo que sei, já paguei a minha dívida, e seu último pedido, pelo o que me lembro, era para que eu lhe falasse quando encontrasse a mulher perfeita, e isso eu já fiz. — ele sorriu sarcástico para a mulher, e franziu o cenho. — Então, sem mais o que lhe dizer, peço para que se retire de minha sala, tenho muita coisa para fazer, Elena.
— Ora, não é necessário que seja rude, Ethan. — ela caminhou até o jovem, que manteve a pose séria. — Eu só estava curiosa, mas já que você não irá saciar a minha curiosidade, terei que descobrir eu mesma.
Ela passou a mão no rosto de Ethan, que continuava a olhar seriamente. Elena saiu da sala do mesmo jeito que entrou: silenciosa e sem deixar rastros de sua presença, a não ser, talvez, pelo perfume enjoativo e doce que Ethan já estava acostumado. Ele sentou-se em sua mesa, olhando para os vários documentos que precisavam serem mandados, aprovados, emitidos e etc. Sentiu o celular vibrar em seu bolso, e não conteve o sorriso ao ver o nome Phoebe brilhar na tela.
— Ethan Wiegraft, foi proposital você não ter devolvido a minha carteira? Ethan não conteve a gargalhada. — Isso foi muito baixo da sua parte, agora preciso dos meus cartões de crédito aqui no Shopping e eles estão com você!
— Desculpa, ma belle. — falou a ultima parte em francês. (Minha linda)
— Desculpa, mas você fala francês? — ela não conteve a surpresa.
— Sim, por que?
— Nada não. Mas, falando de algo importando... MEUS CARTÕES, ETHAN! — Ethan coçou a nuca, colocando a mão sobre o bolso do terno, sentindo a carteira ali.
— Calma, Phoebe. Eu não posso sair daqui agora, estou cheio de afazeres, e já estou atrasado por causa do nosso café, mas você pode vir buscá-los.
Ele ouviu a jovem bufar do outro lado da linha, e sorriu fraco com isso.
— Olha a vergonha que você me fez passar, Ethan. Vou aí buscar a minha carteira, e não quero ter que esperar!
Ela desligou o telefone, fazendo o jovem deixar um suspiro cansado escapar dos lábios. Pegou o telefone, discando para a cozinha.
— Quero um café aqui na minha sala, de preferência forte. — ele nem esperou a resposta, desligou o telefone, olhando para os documentos, assinando alguns sem nem olhar do que se tratava.
Retirou o paletó, jogando-o sobre o a mesa, derrubando alguns papéis e lápis. Uma empregada entrou as pressas, colocando uma bandeja de prata em cima da mesa. Uma pequena garrafa e uma xícara vazia estavam sob a bandeja de prata. Colocou o café na xícara e deu um gole da bebida amarga. Apertou os olhos quando a bebida quente queimou a sua língua, e por acidente, deixou a xícara virar um pouco sobre a camisa branca.
— Porra! — xingou. Com raiva, jogou a xícara no chão, estilhaçando-a e derramando café pelo chão de carpete marrom.
O telefone começou a tocar e ele o atendeu assim que viu que era da recepção.
— O que é? — falou quando colocou a ligação no alto falante, para que ele conseguisse tirar a gravata sem problemas.
— A srta. Phoebe, senhor.
— Merda! Mande-a entrar.
Ele desligou o telefone, desabotoando os botões da manga, para que conseguisse retirar a camisa depois.
A porta se abriu quando ele estava desabotoando os botões da frente. Phoebe o encarou por alguns segundos, olhando para o chão, vendo o café, olhando para Ethan que estava com, agora, todos os botões abertos, exibindo o tórax e barriga musculosos.
Ela piscou algumas vezes, fazendo o loiro sorrir torto.
— Gosta do que vê, srta. Grey? — ele disse com a voz rouca e sexy, fazendo o coração de Phoebe perder algumas batidas.
— Eu estaria mentindo se dissesse que não, sr. Wiegraft. — ela conseguiu dizer, mas ficou vermelha assim que percebeu o que dissera.
Ethan abriu um sorriso, exibindo uma fileira de dentes brancos para a jovem, que ainda olhava para a camisa aberta. Ela deu alguns passos, olhando para o tanquinho do loiro, que a admirava. Olhava para os cabelos castanhos que desciam ondulados até quase a cintura, olhava para os lábios rosados e convidativos e olhava para os olhos, que davam atenção para o seu corpo.
— Então... Onde está a minha carteira? — ela conseguiu, depois de algum esforço, desviar os olhos para os castanho esverdeados de Ethan, que mantinha um sorriso sexy no rosto.
Ele tirou a camisa branca, jogando-a no chão, e por azar, caiu na poça de café do carpete, manchando mais a camisa.
Phoebe arregalou os olhos ao ver as costas de Ethan, mas não era por causa dos músculos evidentes e sim por causa de vários cortes na diagonal que ocupavam grande parte daquela região.
— O que aconteceu com você? — ela deixou um sussurro escapar dos lábios, e Ethan olhou para ela sobre os ombros, enquanto suas mãos pegavam a carteira dentro do bolso do paletó.
— Esta é, definitivamente, uma história que eu não quero que você ouça. — ele favou em um tom seco.
Phoebe franziu o cenho, ainda olhando para os machucados já cicatrizados. Ela simplesmente não resistiu a vontade de tocá-los. Ethan só sentiu o toque da mão quente de Phoebe, fazendo-o sentir um calafrio de satisfação e medo. Ele virou-se, segurando a mão da morena, olhando-a nos olhos.
— Não faça isso. — ele disse em um sussurro, porém o seu tom de voz era de repreensão e desgosto.
— Qual é o seu problema? — ela perguntou, olhando bem nos olhos dele, que exibiu sinais claros de confusão.
— Acho que eu não a entendi. — falou frio. Os olhos dele acabaram indo um pouco mais a baixo, olhando para a blusa cor de rosa decotada.
— Você quer o que de mim? Eu encosto em você e sou repreendida, quando qualquer homem incentivaria, mas mesmo assim você me procura. O. Que. Você. Quer. De. Mim? — ela falou pausadamente.
Phoebe não acreditava e nem sabia de onde estava vindo aquela coragem. Nunca falaria alguma coisa assim para alguém, mas olhar para Ethan e vê-lo daquela forma, aflorava todos os tipos de desejo que até ela desconhecia.
Com um movimento rápido, Ethan pegou na cintura de Phoebe, segurando-a por suas coxas firmes e grossas, deixando uma perna de cada lado da cintura do loiro, prensando-a contra a parede branca. Ela teria reclamado com a brutalidade do ato se a vontade de senti-lo mais próximo não fosse maior, mas aproveitou para envolver seus braços no pescoço do loiro.
— Eu. Quero. Você. — ele falou da mesma forma pausada que a jovem havia usado. Os lábios dela fizeram um pedido mudo pelos lábios de Ethan, que pareceu entender.
Ele tocou os lábios dele nos dela sem beijá-la. Queria que ela fizesse isso, e ela, sem hesitar muito o fez. O hálito de hortelã de Phoebe misturava-se com o hálito de menta de Ethan, que a prensava ainda mais contra a parede, deixando que Phoebe sentisse o quão excitado ele estava por ela. Ela gemeu fraco contra o lábios do loiro.
Ethan rompeu o beijo, colocando Phoebe com os pés no chão, caminhou até a mesa, pegou a carteira e jogou para a jovem.
— Não acredito que você fez isso comigo. — Phoebe disse, colocando a mão sobre a testa. — Você só queria me beijar?!
Ethan caminhou até a jovem, exibindo um sorriso safado.
— O que eu quero fazer com você não chega nem aos pés do que eu fiz agora.
Phoebe sentiu seu corpo tremer, e sua intimidade pulsar, querendo Ethan, mas ela não exibiu nada disso, pelo contrário, sorriu brilhante para ele, que franziu o cenho.
— Interessante. Como deve ser querer algo e ficar com vontade? Ethan, eu vou fazer você clamar por mim, e mesmo assim não irei ceder.
Ethan arqueou uma sobrancelha, olhando para a jovem, que estava com os lábios vermelhos, provavelmente por causa do beijo.
— Veremos, srta. Grey.
— Até logo, sr. Wiegraft.
— Até, srta. Grey.
Phoebe saiu, deixando um Ethan sorridente, porém cheio de tesão, algo não muito bom para ela, que teria de acalmar aquilo, mais cedo ou mais tarde, e quanto mais tarde, pior seria para ela.
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