50 Tons de Vida
12 Capítulo 9 * REPOSTANDO"
Notas iniciais
LEIAM: Gente estou pensando seriamente em parar de postar nessa plataforma, no último capítulo eu tive mais de 600 acessos e 1... isso mesmo 1 comentario. Os comentários são importantes e motivam o autor, alem do que eu tenho que saber a opinião de vocês.
Duas semanas se passaram e nenhum sinal de Christian. Não voltaram a se procurar desde o incidente em sua cozinha. Ana tinha seu carro de volta, mas nenhuma explicação ou ligação ate então.
— O que foi aquilo? O que era aquilo que você disse sentir e ser correspondida? Ana, você tem q tomar alguma atitude não pode deixar isso acabar do nada. – Kate fez um gesto com as mãos do outro lado da linha.
— Eu estou indo até ai vamos...
— NÃO! – Ana a interrompe rapidamente, sabia que sua reação não passaria despercebida por sua amiga.
— Eu estou bem, sério.
E não, nada estava bem. Olhando em volta sua casa estava de pernas para o ar, Anastasia não conseguia pensar em outra coisa a não ser nos belos olhos do Grey. Sua casa era apenas o reflexo do que se passava em sua mente. Levando uma das mãos em suas temporas continuou a ouvir sua amiga tagarela.
— Ok, eu devo ficar chateada agora ou depois por ter sido expulsa da casa da minha melhor amiga?
— Kate, não é... Quer dizer, você nem aqui esta para ser expulsa. – diz coçando a cabeça perdida na bagunça de sua sala.
— Ah... Você me da raiva Em. Tem um gostosao de quatro por você e você não faz nada. Acorda pra vida. Se fosse eu já tava com ele a muito tempo, nessa hora nem estaria falando com você. Porque essas coisas nunca acontecem comigo? Só com pessoas que não sabem aproveitar? Eu não acredito nisso... AH!
Ana estava tão distraída, com a metralhadora de palavras que costumava chamar de amiga, que quase caiu da cadeira alta de sua cozinha ao ouvir um grito.
— Você ainda não ligou para Carla, o que eu faço com você garota? LIGUE PARA SUA MAE.
— Você ainda me mata com esses seus gritinhos do nada, Kate. – " Realmente, devo ligar para mamãe." Pensou .
— Você me irrita e meus gritinhos são necessários. Pode confessar você ama meus gritinhos. Eles são parte de mim, sem eles eu não sou nada. AH! Você ta se cuidando? Às vezes parece que eu sou sua mãe.
— É e ficou grávida de mim quando? Com seis meses? E eu já disse, foi só um beijo. Meu Deus Kate, nem consigo pensar nisso agora. – Kate revira os olhos da tentativa de Anastasia em escapar de suas perguntas.
— Duvido que você não pense, ate eu penso só de olhar para ele.
— Katherine!! – Emma solta um suspiro indignado.
— Ok senhora ciumentinha, mas você não procura o cara e dividir com "azamigas" também não. Assim fica difícil, mas você sempre foi assim! Nunca dividia aqueles chocolatinhos que sua mãe dava para gente.
— Claro você comia o seu todo e falava que tinha sido seu irmão.
— Mas era ele, Ana! Eu era uma pobre garotinha inocente querendo um pouco do chocolatinho da melhor amiga. Mas naaao! Até nisso você era egoísta. Sua... Sua possessiva.
Mesmo sem vê-la, Anastasia imaginava sua amiga cruzando os braços como uma criança birrenta. Lembrou-se rapidamente de sua infância e de como sua amiga era cara de pau desde novinha. De quando chegava correndo, com a boca melada e a blusinha branca com marcas de dedinhos sujos do doce, para roubar um pedacinho dos chocolates que guardava com tanto carinho para mais tarde. O irmão mais novo sempre levava a culpa já que Ian, certamente, a acobertava e levava parte do chocolate q conseguisse.
— Você e o Ian eram uma quadrilha. Pobre Nick, sempre levava a culpa tadinho. Falando nele, como ele está?
— Está bem, quer dizer, parece estar no mundo da lua e vive agarrado num lenço verde*. Que por sinal é bem feio.
— Lenço verde?
— É. Ah! Não mude de assunto Ana. E não estava falando da sua vida sexual e sim da sua saúde, sua safada!
Um sorrisinho de lado surgiu no rosto de Kate. Ela sabia pelo silencio do outro lado que sua amiga estava fingindo não ter escutado. Já Ana estava calada por ter percebido seu descuido, os dias estavam tão agitados, sua cabeça tão cheia que nem se lembrara de sua atual condição.
— Estou indo sabe? O tratamento é difícil, mas o que na vida não é?
— Bom, não sei se acredito muito. Espero que esteja indo nas sessões, o moço do café perto do hospital disse que faz uns dias que não te vê passar por lá.
— Moço do café? Katherine Kavanagh , você esta investigando minha vida? Já não basta estragar a festa surpresa da sua mãe? Já te falei mil vezes que você não é uma das Três Espiãs Demais.
— Em minha defesa, papai não quis me deixar escolher o presente que daria para mamãe e você sabe do péssimo gosto dele.
— Mas daí perguntar para sua mãe onde seu pai tinha guardado o presente surpresa dela foi de mais.
— Mamãe sempre sabe onde estão as coisas daquela casa, para quem mais eu perguntaria?
As duas continuaram a conversar ate começar anoitecer. Ana riu muito da amiga tentado se defender das situações que relembravam juntas. Como o esperado, horas mais tarde, Kate apareceu na porta da amiga.
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O dia seguinte, como o esperado, amanheceu cinzento. Bem parecido com o meu humor. Nunca era um dia bom quando eu tinha que acordar cedo e me encontrar com Theodoro, a quem eu me refiro carinhosamente como Super Theo. Ah, o Super Theo é o herói que mantém minhas esperanças de ser salva um dia. Por diversas vezes eu vi meu mundo desabar, como uma tempestade no meio do verão. Trágica e inesperada, porém Theo sempre esteve lá me fazendo enxergar a bonança que os dias seguintes da chuva poderiam me proporcionar. Sempre otimista, me fazendo querer aprender a encontrar paz e conforto em dias chuvosos. Era sempre assim, quando eu achava que não aguentaria mais, ele e minha família, me faziam enxergar o lado bom da vida. Por isso, minha ligação com Theo ia além de doutor-paciente. Eu já o tinha como um amigo... Um Super Herói.
Tão herói que me fez levantar cedo e correr para uma consulta com ele. Sempre otimista e bem humorado me fazendo rir nas situações mais adversas, era bom estar ao seu lado. Ah, só ele mesmo para me fazer acordar cedo, depois de uma noite ouvindo Kate falar ininterruptamente. Não me leve a mal, as noites com minha amiga eram hilárias. E me deixavam mais cansada no dia seguinte do que se eu corresse da cozinha até a sala de estar da Sra. Kavanagh. Juro! A sala da Sra. kavanagh era gigante. E Kate... Bom, era cansativa demais. Sua agilidade em fazer quinhentas coisas ao mesmo tempo me deixava exausta, além do que, passar a noite inteira de bagunça era o suficiente para me cansar graças ao meu sedentarismo noturno. Sabe aquelas pessoas que tem disposição de sair para correr, malhar, depois de um dia inteiro trabalhando? Não da para entender. Quando chego em casa, a única coisa que quero fazer é ficar largada no sofá atualizando minha lista de series no Netflix. Entretanto, graças às diversas músicas que dançamos em frente ao espelho e de nossas tentativas frustradas de preparar algo comestível, tinha certeza que meu corpo reclamaria no dia seguinte. E o dia seguinte, era hoje!
E mesmo depois de vir de ônibus e ter passado boa parte sentada na cadeira do consultório, ouvindo o super Theo me explicando os próximos passos do meu tratamento, meu corpo ainda reclamava de cansaço. Eu sabia exatamente o que faltava para ele se sentir com um pouco mais de vida. Era o combustível corporal mais conhecido do mundo. Sim, o bendito do café. E era atrás dele que eu estava indo. Theo se ofereceu para me acompanhar e me aproveitei da situação para tentar acabar com meu nervosismo e ansiedade. Pobre Theo, tendo que responder perguntas já feitas tantas vezes por mim. Sei que, provavelmente, estava me acompanhando para fugir um pouco do trabalho. Eu tinha plena consciência de como meu tratamento seguiria, não era nenhuma novidade, eu só não queria dar tempo para minha cabeça pensar em você sabe quem. O que faria meu coração doer de saudade só de lembrar o som de sua risada. Christian era um vicio do qual eu não conseguia me livrar.
Eu e minha mania de me viciar nas coisas. Quando era mais nova sempre me viciava em algum doce, filme, ou sei-la o que, eu ficava obcecada pela coisa durante meses. Foi assim com o Zac Efron, com aquela balinha de framboesa, com filmes antigos que tenho certeza que assisti mais de trinta vezes. Eu queria reviver o momento e cada sensação que comer a balinha ou olhar para cara do Zac Efron me trazia. Queria esquecer os filmes assim que acabavam só para poder revê-los e me surpreender com o seu desenrolar novamente. Eu não imaginava minha vida sem assistir Gatinhas e Gatões todo fim de semana ou sem pensar na cara maravilhosa do Zac Efron. E não, eu não sou viciada no Christian, mas também não conseguia ficar sem. Era um ciclo vicioso pensar nele. Então era isso... Eu sem café não era nada. Precisava dele pra me manter sã. Só a ideia de estar indo em busca dele, me fazia voltar à vida e começar a raciocinar como qualquer outro ser humano mediano.
"Que? Cara você bebeu?" – minha musa analisa meus pensamentos com uma grande interrogação na cabeça.
— No final, sempre tem coisas que fazem mais sentido para mim. Tipo aquela piada que eu contei para Kate ontem, na minha cabeça era muito mais engraçada.
— Kate? Quem é Kate? – Theo me olha relaxado, rindo da minha confusão ao ser pega pensando alto de mais.
— Oi? – Ele fez um gesto com a mão como se dissesse para que deixasse para lá.
— Então, você me fez mil perguntas, mas não respondeu ainda se está de acordo com o tratamento. — Super Theo me questionou. Com um sorriso singelo, eu assenti de cabeça.
— Sim, sempre estou. — Respondi. — Tudo o que meu Super Theo disser, eu assino embaixo.
Theo sorriu, como sempre, com simpatia.
— Não sou um super herói. Aliás, estou longe disso, mocinha. – disse tocando meu nariz com o indicador de leve.
— Ah, mas é o meu super herói. — Rebati, fazendo biquinho de menina birrenta e ele riu. — Nunca vou esquecer dos seus conselhos encorajadores e inspiradores, doutor. — Dessa vez, eu disse com veracidade.
E fiz questão de deixar isso claro em meus olhos, enquanto olhava fixamente nos seus. Eu seria eternamente grata a ele por tudo o que fez e ainda faz por mim. Vamos falar sério, como não apelida-lo de Super Theo quando ele enche minha caixa de mensagens, meu email de lembretes? E o fato de ter ligado diversas vezes para mim atrás de notícias quando eu, a desleixada do século, esquecia de tudo e faltava as consultas? Que médico faz isso? Ok, não conseguir pensar em mais nada além do fatídico dia do bolinho era o efeito que Christian tinha sobre mim, mas vamos deixar isso pra outra hora.
Theo balançou a cabeça assentindo e olhou para frente, calando-se de repente. Continuamos nosso caminho até a minha cafeteria preferida e só quando viramos a esquina, ele voltou a falar.
— Promete que não vai mais fugir? — Perguntou quando paramos para esperar o sinal fechar. — Te conheço, Ana. Estamos juntos nessa jornada há algum tempo e já conheço o poder que sua inexplicável baixa autoestima tem. O que não consigo entender, já que é tão bonita e inteligente. – Senti meu rosto corar com a intensidade de seu olhar. Theo pigarreou e continuou. — É crucial que não falte nem um dia desse novo tratamento, mocinha. — Falou com preocupação. Peguei em seu braço e ofereci meu mais sincero sorriso.
— Prometo super Theo! — Deitei minha cabeça em seu braço e suspirei. — Não vou deixar minha baixa autoestima me vencer. — Sem que eu quisesse, um sorriso bobo surgiu em meus lábios. — Tenho bons motivos pra não querer fracassar nesse tratamento. Tenho que estar bem para viver uma aventura ou um grande amor quem sabe?
E sem que eu pudesse controlar, meus pensamentos voam para um certo alguém de olhos lindos e sorriso charmoso. Droga, porque estou pensando em Christian? Ele não me procurou nas ultimas duas semanas. Provavelmente, já deve estar nos braços de uma morena linda ou uma loira de me deixar no chinelo, depois daquele mico do bolinho não duvido nada. E nós duas aqui, pensando nele... "Boba!" Minha musinha interior revirou os olhos e me deu as costas. Encolhi gradativamente com o comentário meio rude dela e fiz beicinho. Não sou boba. Ou sou? Pelo menos ser uma boba por amor é uma coisa boa... Ou não? Cadê a musinha quando se precisa dela? Ela só aparece para rir de mim. Senti-me um pouco confusa com isso.
Saí do transe quando senti a mão livre do meu amigo desfazer o franzido que se formou entre minhas sobrancelhas, antes de começar a atravessar a rua levando-me com ele.
— Então, quer dizer que aqui é o seu refúgio?
Ele perguntou quando atravessamos a porta da minha cafeteria. Sim, minha porque é um lugar especial. Especial, porque aqui conheci um café bebível e... É só por isso mesmo. Cenas dos últimos dias me atingem e um sorriso idiota brota nos meus lábios. Balanço a cabeça e continuo sorrindo feito idiota por não sei qual motivo. Ta, na verdade eu sei, todos sabem. Deve estar escrito na minha testa o nome do motivo nesse momento.
— Sim, aqui é um lugar que eu tenho gostado muito de frequentar. Tem esse estilo Britânico antigo e com esse tempo... Sinto que a qualquer momento estarei tomando uma xícara de chá com Dolores Umbridge, apesar de odia-la.
Ele riu do jeito que me referi àquele lugar e continuou o caminho até o balcão. Eu fiz questão de acompanhá-lo e até faria um pedido decente se não tivesse travado. Que sensação estranha, só falta ser uma Dolores da vida. Viro-me só para ter a certeza de que é alguém bem pior. Theo percebe meu desconforto e segue meu olhar. Christian estava me secando visivelmente. Olhos grandes, intimidadores e... Confusos? Bom, não sei. Na verdade, eu não sabia mais de nada. O que ele estava fazendo aqui com outra mulher? No meu lugar especial. Indignada cruzo meus braços e o observo se aproximar.
— Bom dia, Anastasia. — Christian me cumprimentou e olhou para super Theo. — Quanto tempo não nos vemos. — Acrescentou e voltou o olhar pra mim. Ele estava com... Raiva? Franzi a testa, ainda muito brava. — Não vai mais cumprimentar seu namorado? — Questionou ao me ver sem reação, direcionado um olhar matador a Theo que até então observava tudo calado.
Observei uma morena bonita, vestindo um jaleco tão branco e impecável quanto o de Theo, chegar até nós e passar os braços em volta de Christian o abraçando de lado. Que droga é essa, e agora?
"Reage, Ana! Crie boca, garota!" Minha musinha ressurgiu das cinzas, gritando comigo. Mas eu não sabia o que fazer a não ser continuar muda e imóvel.
"Ótimo, virou estátua agora!"
— Dra. Helena. Que prazer revê-la! Esta de volta a cidade? Como foi o congresso de Ginecologia em Berlim?
A voz de trovão de Theo me fez olhar em sua direção brava e belisca-lo enquanto o puxava de seu rápido e esquisito abraço com a Dra. Helena, já que a bendita não se desgrudou de Christian para cumprimentá-lo e eu não larguei o braço do meu amigo. Theo pareceu gostar da minha reação e passou seu braço, ate então aprisionado pelas minhas mãos, em volta de minha cintura. Segurei um sorrisinho debochado ao ver os olhos de Christian nos fuzilando. Parece que você não é o único a ter o direito de levar um médico para tomar café, "namorado".
— Querido! Estou ótima e o congresso foi maravilhoso. Vim para ficar dessa vez. – falou olhando para mão de Theo em minha cintura e dando um sorriso satisfeito. – Ah, que cabeça a minha. Esse aqui é meu melhor amigo Christian, nós conhecemos desde o colegial. Christian, esse é Theo. Trabalhamos no mesmo hospital e fizemos residência juntos. Não vai nós apresentar sua namorada Dr. Gonzalez?
Então vejo o estopim da 3ª guerra mundial acontecer na minha frente, Theo assume uma postura relaxada me levando para junto de si ao mesmo tempo em que observo Christian visivelmente incomodado esperando qualquer gracinha de Theo para pular em seu pescoço e sair me arrastando pelos cabelos. A amiguinha deles assistia tudo com um olhar de divertimento irritante. E eu, bem... Eu estou no meio de dois homens gigantes, lindos e exalando testosterona. Um deles com uma baixinha abusada do lado. Estou me sentindo uma girafona do lado dela, ela cabe perfeitamente nos braços de Christian. Ela é tão pequena e... A filha da mãe era linda. Os Homens devem preferir mulheres pequenas, pelo menos é o que dizem nos livros que leio. Se bem que eu não sou lá tão alta assim, perto dos dois deuses gregos meus 1,70m não são nada.
— Ana é apenas...
— Anastasia não é a namorada dele. – Christian o interrompe, os dois estão se encarando e parecem alheios a tudo.
— Como você sabe Chris? – ai eu vou matar essa mulher e Theo por estar cedendo às provocações de Christian.
— Anastasia é minha paci....
— Amiga! Pode deixar que eu me apresento, Super Theo. Sou a amiga, prazer em conhecê-los. Felicidades ao casal. — Virei às costas e sai arrastando Theo para sentarmos em uma das mesas.
— Super Theo? – pude ouvir a voz de Christian repetindo o apelido criado por mim. Nunca tinha ouvido sua voz nesse tom, baixo e perigoso.
— Anastasia, eu acho que você e seu namorado deveriam conversar.- Theo disse com a voz impostada imitando ridiculamente o Grey.
— Ele não é meu namorado, Super Theo. — ele sorri para mim. Theo está agindo estranhamente. Não estou entendendo mais nada.
— Mesmo assim, acho que deveria conversar com seja lá o que ele for seu, para que possamos comer em paz sem sermos fuzilados.
— Por que você tem que ser tão sensato sempre? – digo bufando fazendo um biquinho. Theo sorri e acaricia minha mão pousada na mesa, como costumava fazer sempre em minhas consultas, esse gesto me transmitia tranquilidade.
Olho em volta e vejo Christian saindo do Café pelos fundos, digo a Theo que já volto e ele assente. Antes que eu possa tomar qualquer atitude sou arrancada de meus pensamentos com Christian me colocando em seu no colo como se eu fosse um bebê.
"Que cena ridícula Jesus! "·.
— Christian! – ele me beija de forma desesperada, fazendo meus lábios doerem e pinicaram conforme sua barba por fazer entrava em contato com a minha pele.
— Você fica linda toda vermelha. – Ele diz quando meus pés tocam no chão. Sinto meu rosto arder, com certeza estou ainda mais vermelha agora.
— Christian eu... – sinto seus dedos me calarem enquanto um barulhinho deixa seus lábios me fazendo ficar quietinha.
— Eu não consigo mais ficar longe de você Anastasia. — suas palavras me fazem fechar os olhos e apreciar o carinho que fazia em meus cabelos. -Eu quero você para mim e quero que todos saibam disso. E eu não sei o porquê disso ou quando começou. Nunca me senti assim antes e não quero que termine.
Quando meus olhos encontram os seus novamente fico perdida, sinto que qualquer decisão que tomarmos juntos, dali em diante, não teria volta.
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