50 Tons de Uma Cor Vibrante
1 Capítulo 1 - O Preço da Verdade
Notas iniciais
A festa estava animada, era um fato. Pessoas corriam pelo gramado da mansão dos Grey. Eu observei enquanto Phoebe conseguia ser até mais animada do que eu mesmo. A ideia de organizar tudo aquilo, havia sido dela. Eu não me importo com aniversários, apesar de gostar da ideia de haver um dia apenas para mim no mundo. Dezoito. Assim como todas as outras idades, só se fazia dezoito uma vez na vida. Esse foi o argumento utilizado pela minha mãe, ao concordar com a montagem do show pirotécnico da minha irmã mais nova.
Era uma guerra perdida, tentar evitar a festa. Além da mamãe, Phoebe tinha o apoio de outra sacerdotisa importante naquele ramo, nossa tia. Conhecida como Mia Grey, ou Senhora extravagante. Minha irmã estava a dançar com Carter Jenkins, um “colega” de escola dela. Mesmo sendo nova para namorar, na opinião do papai, eu poderia chutar que havia um relacionamento de roçar de narizes ali. Claro, por que ela não poderia nem saber como beijar direito. Eu pelo menos preferia pensar assim. Vários balões com fotos minhas foram postos em diversos locais da mansão. Por toda a parte tinha uma mesa de comes e bebes. E por fim, havia a pista de dança ao centro.
Como membro da família mais poderosa de toda Seattle, certamente eu poderia afirmar que conhecia muita gente. Todavia, não podia dizer o mesmo quanto a ter o mesmo quantitativo de amizade neste meio. Na escola eram apenas dois amigos, já nos conhecidos da mamãe e do papai, apenas um: Conrad Ward. Era filho de um dos principais profissionais da SIP, ou seja, trabalhava para mamãe. Bem, Conrad e eu temos algo estranho há alguns poucos meses. Tudo começou com um encontrão na saída do colégio. A forma como nossos corpos se encontraram, foi intensa, diferente. Os olhares que demos em seguida um para o outro, foram de certo, o empurrão necessário para o beijo.
O corredor estava deserto, éramos os últimos. Seus braços encontraram meu corpo e me encostaram num armário ao fundo. A forma como sua boca se chocou coma minha, fez-me querer me permitir aquilo. Era diferente de todas as formas, era meu primeiro beijo. Eu sabia que me sentia atraído por garotos, porém eu obscureci aquilo de tamanha forma, que assumi uma outra personalidade. Crescemos juntos, eu e Conrad. Havia certa confiança em tudo que fazíamos, e foi o que me levou a aceita-lo no corredor. Nossas línguas se chocavam de um jeito bom, apesar de ser uma experiência nova. Era como se elas quisessem ser apenas uma.
Acordei do devaneio momentâneo, mantendo meus braços cruzados. A cosia estranha entre nós era, que mesmo nos beijando secretamente e saindo, não éramos namorados. Aquilo soava como amigos coloridos. Pensando bem, eu não tinha certeza se o amava, no entanto, sentir seus lábios e seu toque me trazia uma boa sensação. Em muitos momentos eu pensava em como os nossos pais reagiriam se descobrissem. Seria algo totalmente destrutivo para os dois. Papai e eu mantínhamos uma relação muito próxima, vindoura da nossa paixão oculta pela música. Quando criança, o grande e magnífico empresário, Christian Grey, tocava o piano à noite. Eu, por minha vez, cantava e começava geralmente a aprender uma música nova.
Toda minha vida se firmou nas opiniões que eu tinha sobre minha família, e sobre aquelas vinculadas constantemente à mídia. E era da mídia que eu tinha medo por ele, se fosse o caso de ocorrer tal descoberta. Ainda assim, a atração existente em mim e Conrad, simplesmente não fora ignorada. Nunca passamos dos beijos ou mãos pelo corpo, mas foram muitas vezes em que ele quis e eu reagi em recusa.
Não era querendo ser o garoto certo, nem tampouco difícil. Eu sabia o quanto queria outras coisas, porém eu sentia que não era ali, nem com ele. Não naquele exato momento. Deixando de lado os últimos pensares, um eu mantinha. Na verdade, era uma promessa: Contar par aos meus pais, como eu me sentia com relação à garotos, quando completasse dezoito.
— Eu acho que meu aniversariante está maravilhoso. – Uma mulher morena, num vestido de cor branca, aproximou-se. Era mamãe.
— Olá, mamãe. Está linda neste vestido. – Falei com um tom de admiração.
Ela circundou meu pescoço com os braços, puxando-me para um abraço.
— Parabéns, meu amor. Desculpe minha demora. – Mamãe estendeu uma sacola decorada com papéis coloridos. – Abra.
— Mãe, falei que não precisava se preocupar com isso...
— Espere até seu pai aparecer com o presente dele. – Dando uma risada, a Srª Anastasia Steele, me encorajou a abrir o presente, mais uma vez.
Puxei as abas da sacola, retirando o conteúdo de dentro. Era um envelope em azul marinho, abrindo-o. Meus olhos ficaram um pouco surpresos com a quantia que havia naquele cheque. Não me surpreendia a quantia em sai, pois eu sabia o quanto meus pais eram ricos. Me surpreendeu o fato de eu ganhar aquela quantia tão abertamente e de maneira tão livre.
— É para que faça uma viagem que queira, ou talvez para comprar algo muito importante. – Mamãe soava feliz.
— Não posso aceitar, mãe. Não precisa disso. – Coloquei o cheque de volta no envelope e estendi para a mamãe.
Ela estava desapontada, mas sendo teimosa como era, ela ia dar um jeito de fazer aquele cheque entrar em minha conta bancária. Fosse por bem ou por mal.
— Theodore, não ouse rejeitar o presente da sua mãe.
E o Sr. Grey, vulgo Christian Grey, vulgo meu pai, apareceu às minhas costas e dando a volta para me encarar.
— Olha ele aí, o dono das empresas Grey. Helo, papai. – Após a brincadeirinha, dei uma breve risada.
Eu não costumava desafiar meu pai, mesmo que nunca tivéssemos constantes atritos. Estávamos mais para um acordo mútuo, que as vezes sofria uma rachadura breve. Papai usava um costumeiro terno preto, e uma gravata cinza laçada em seu pescoço. Eu não sei o porquê, mas gostava daquela gravata. Segundo ele, era sua favorita. E da mamãe também. Ele segurava uma caixa de presente quadrada, a qual estendeu para mim:
— Parabéns, filho. E não, hoje não tentarei vencer o jogo do convencimento. Te deixo ganhar.
— Eu não preciso que deixe, eu... – E o homem alto me abraçou, cortando-me a frase.
Para as pessoas, meu pai não passava de homem bem sucedido e rico, mas haviam mais coisas sobre ele que eu tinha o privilégio de conhecer. Ele era gentil, carinhoso, atencioso, apesar de todo o trabalho. Por vezes, perdi as contas de quando ele ficava até mais tarde acordado para que eu pudesse conseguir dormir, e enquanto isso, ele contava sobre voar, viagens. Seus braços eram um dos meus lugares favoritos para me esconder, principalmente de mim mesmo. Não havia no mundo alguém como Anastasia e Christian Grey, melhor para mim. Durante o abraço, dei um meio sorriso:
— Obrigado, pai.
— Abra! – Ele ordenou, ainda estendendo-me a caixa.
Habilmente, abri os laços e destampei a caixinha. Puxei uma fotografia de dentro. Um jatinho era exibido nela. Eu comecei a gargalhar, uma vez que, meu pai me pregar peças como aquela, era simplesmente o melhor presente.
-Okay, me dar uma fotografia foi simplesmente incrível. Te amo, pai.
-Acho que você não entendeu, Sr. Little Grey. O conteúdo da foto é seu. – Papai me olhou a analisar-me.
— O quê? Está me dando um jatinho? – Meus olhos estavam esbugalhados e incrédulos.
— Suponha-se que seja o contrário, uma vez que tem uma tartaruga aí na foto. –Ele ironizou.
Papai e mamãe se encararam, e ele a tomou nos braços, passando o braço por sua cintura. Aquilo era surreal, nunca imaginei nada tão grandioso. Eu não queria viver do dinheiro do meu pai, não sem trabalhar. É, acho que sou um pouco maçante. Eu trabalhava em meio período, com a mamãe na SIP. Me parecia uma boa forma de ter responsabilidade o suficiente.
— Tudo bem, vou trabalhar o suficiente. Ao ponto de realmente merecer estes presentes. Começar de baixo, ajuda. – Falei para os dois.
— Ele parece você, acho que são gêmeos, Christian. – Mamãe disse orgulhosa.
— Não quero uma cópia minha andando por ai. Vou acabar a concorrência. – ele fez menção à luta, com o gesto dos braços.
Fiz uma careta e depois olhei todo o gramado. Phoebe havia sumido, provavelmente tinha visto o papai e foi dançar noutro lugar, para que ele não visse sua forma próxima de lidar com o amigo. Meu celular tocou, era uma mensagem, a julgar pelo bip único:
“Cadê você? Estou esperando na área do campo de golfe. Está tudo calmo. Não vai vir ninguém.”
Conrad. Papai me olhou a avaliar minha expressão, ele adorava isso. Mamãe, apenas olhou. Coloquei o celular no bolso da calça:
— Umas amigas minhas precisam de ajuda para descer os presentes. Vou ajuda-las. Ok? – Disse para ambos. – E ah, depois que a festa acabar, posso conversar com vocês? É algo sério.
— Estaremos esperando acordados, ou não. – Mamãe disse. Tive abreve impressão de papai piscar de lado para ela.
— Certo, esperarei suas palavras, Little Grey. – Ele disse seriamente e após isso, corri dali.
O corpo de Conrad pesava em cima do meu e suas mãos corriam por meu corpo. A forma com a qual levantou parte da minha camisa, revelava que ele já tinha bebido o suficiente para estar “altinho”. Eu não queria ter de me importar, não agora. Passava minhas mãos por suas costas e o apertava em meus braços. Nossas línguas brigavam naquele beijo de desejo e ele logo passou para meu pescoço, de uma forma mais ousada. Posicionado entre minhas pernas, o prendi com uma das pernas e girei-o no chão, sentando-me nele.
— Você está mais gostoso hoje, do que já vi na vida toda. – Ele falou com seu tom firme e potente.
— Bajulação de aniversário, Conrad. Ideal isso. – Cruzei meus braços sobre o peito e encarei-o.
— Entenda como quiser, mas ainda quero ver você sem essas roupas hoje. Quem sabe, fazer você fazer outras coisas comigo.
Conrado pegou minha mão direita e deslizou por seu corpo, até chegar perto do botão de sua calça, local ao qual podia-se sentir um volume dentro da roupa. Guiando meus dedos, o outro me fez apertá-lo e soltou um gemido breve e baixo. Eu continuei com minha mão lá, e permaneci a segurá-lo por cima da calça. De maneira ágil, Conrad desatacou o botão da calça e desceu o zíper, posteriormente abaixando a calça até os joelhos e exibindo sua cueca preta.
— Mais fácil para você agora. Vai lá, Teddy. – Ele disse numa voz embriagada.
Subi até seu pescoço e comecei a distribuir beijos naquela região, enquanto uma das minhas mãos continuava em cima agora de sua ereção, acima da cueca. Os meus beijos o faziam contorcer-se de certa forma. A grama abaixo de nós, do campo de golfe, era lisa e pouco menos incômoda do que outras coisas. Passei meus beijos por seu peito e ao chegar na barriga, dei uma pequena mordida em uma parte de seu corpo bem definido, tal qual o meu. Num súbito lapso momentâneo, parei os beijos. Voltei para meu pensamento anterior, não fazer nada.
— Não para não, eu quero você nessa grama. Vem cá, Teddy, deixa eu fazer primeiro você. – Ele adiantou-se para tentar tocar minha roupa.
— Conrad! – Alertei – Aqui não, e não agora. Eu quero, juro. Mas não é a hora.
-E quando vai ser? Quando se formar? – Ele exprimiu seu desgosto através das ironias.
— Quem sabe? Eu apenas quero ter a certeza de quando devo fazer. – Comecei a ficar de pé, ouvindo a música ao longe.
Conrad fez o mesmo, puxava sua calça para cima e escondia a cueca preta. Coloquei as duas mãos nos bolsos e o olhei:
— Cara, é só sexo. Vamos ter tempo.
— Você tem sido um pé no saco, Teddy. Não seja tão certinho. Eu já fodi, e quer saber? É a melhor coisa do mundo. – Ele cuspiu as palavras diretamente na minha cara.
— Ah, você já...- Seria idiotice achar que ele esperaria por mim, e agora estava mais do que claro. – Enfim, preciso voltar e me preparar para assumir para os meus pais.
Conrad ficou branco, como se alguém o tivesse jogado uma caixa de fermento.
— Você vai o quê, Teddy?
— Contar para os meus pais, que sou ao avesso e gosto de garotos. Foi uma promessa para mim mesmo. – Comecei a encará-lo diretamente. – Tenho dezoito e não quero esperar mais. Devia fazer o mesmo, Con.
Conrad segurou meus braços fortemente, colando o olhar no meu:
— Ficou maluco, cara? Você não pode falar sobre a gente, sobre mim.
— Eu não vou falar sobre você, digo de mim. – Olhei para o aperto em meu braço. – Eu nunca faria nada para prejudicar você, Con.
— Eu confio em você, por favor. Agora devo ir, já que não vai rolar nada. – Sua despedida foi com um aceno.
Não houve um beijo, nem nada do gênero para despedir-se. Olhei ele se afastar, e eu tive a sensação de que dali em diante não haveria mais qualquer tipo de beijo. Respirei fundo e caminhei de volta para casa, com a música já mais baixa e os convidados a irem embora.
Agradeci a alguns pessoalmente, já outros, não foi possível. Pouco a pouco, a casa foi ficando vazia. Phoebe e eu deixamos tudo do lado de fora, alguém arrumaria no outro dia.
— Gostou da festa, irmãozinho? – Phoebe segurou em meu braço, enquanto andávamos para dentro.
— Foi muito boa, Phoebe. Obrigado. – A beijei na testa. – Agora vou encontrar o papai e a mamãe, preciso falar com eles. Algo sério.
-O que aconteceu? Machucaram você? – Phoebe se adiantou, já com certa ira na voz.
-Não, não. Apenas algo de pais e filhos. Vai lá para cima, passarei lá depois. – A encorajei ela e segui para a sala de TV. Papai e mamãe às vezes ficavam a assistir por lá. Abri a porta com cada parte do meu corpo a tremer. Praticamente eu estava fazendo o mais certo, no entanto a reação deles me dava medo. Apenas imaginar, me dava. Eles estavam a ver um filme em preto e branco, ao qual reconheci logo, Casa blanca. Minha mãe gostava dos clássicos, e meu pai, bem, ele a acompanhava.
— Voltei. Ou melhor, cheguei. –Coloquei os braços para trás e cai nas vistas deles.
— Sua mãe já estava querendo ir para a cama, demorou. – Papai disse a abraçando pelos ombros.
— Eu vou tentar ser rápido, prometo. – Fiquei em frente a uma pequena mesa no centro da sala, pouco antes das cadeiras.
— Está preocupado com algo, filho? – Mamãe, perguntou.
— Um pouco. – Falei baixo.
— Parece assustado. Teddy, não esconda nada de nós. – Minha mãe levantou e veio até mim. – Seja sincero, o que aconteceu?
De repente, eu me vi na estrada sem saída. Eu havia esperado ter coragem o suficiente para fazer o que faria, porém minhas pernas estavam líquidas. Meio trêmulo, adiantei-me:
— Eu vim aqui para ser sincero. Não me passam mentiras pela mente, não mais agora.
— Teddy, somos seus pais. Seja lá o que for, deve nos contar sem pestanejar. – Papai ficou de pé próximo à cadeira onde outrora estivera sentado.
— Toda minha vida eu me senti diferente das pessoas. Eu sabia que havia alguma cosia que me fazia sentir essa divergência. Com o tempo, ela foi ficando mais forte. Não é o medo de algo que me faz estar nervoso, é o de saber que eu posso não ter mais nada depois de falar isso.
Ambos trocaram olhares estranhos, minha mãe guiou seu olhar para mim novamente. Já papai, caminhou até ela.
— Acabe logo esse joguinho, Theodore. Fale! – Meu pai disse imponente.
— Bem, eu... – Olhei para eles a me encararem. – Eu gosto de meninos, da forma como dizem que eu deveria gostar de meninas. Eu sou gay. – E algumas lágrimas me apareceram por sob o contorno dos olhos.
A expressão dos dois alteraram-se, porém não foram as mesmas. Minha mãe estava mais com ar de surpresa, já papai, olhava-me sério. Parecia analisar algo, como sempre fazia. Passamos um momento sem dizer nada, e meu corpo parecia que derreteria, como sorvete fora da geladeira.
— Theodore, você tem noção do que está falando? – Meu pai me olhou nos olhos.
— Sim, eu tenho. Porque dói estar falando. – Engolia o choro com dificuldade.
— Teddy, não chore. – Minha mãe disse.
— Ana, sem sentimentalismo agora. – Ele se voltou para mim. – Theodore, quando começou essa coisa?
— Coisa? Eu não estou doente. – Indignado o respondi.
— Normal é que não é. – Ele pôs as mãos na cintura. – Isso não pode estar acontecendo. Não...- Ele colocou uma mão na testa. – Preciso falar com o Flynn. E você vai comigo, Theodore.
— Eu não vou à um psiquiatra. Eu não estou com problemas mentais. – Falei alto, contra aquilo.
— Você vai sim. Eu estou dizendo. – Ele me encarou.
— Não, eu estou declinando pela primeira vez na vida.
— Cala a porra dessa boca. Você vai se tratar disso. Eu não vou ter um filho Gay. Eu não quero isso. – Ele gritou.
Nunca em toda a vida eu o havia visto daquele jeito, principalmente ao se dirigir a mim. De alguma forma, eu sabia que era difícil para ele, mas as palavras começaram a cortar por dentro.
— Christian, pare. – Mamãe se intrometeu.
— Não, Ana. Eu não quero que argumente, ele não vai ser defeituoso, mais um veado da vida. – Os olhos de mamãe se arregalaram.
— Christian, você não falou isso. – Mamãe soou decepcionada.
Ao ouvir aquela palavra sair dele para comigo, eu definitivamente percebi que nunca conheci o homem a que eu chamava de pai. Abaixei a cabeça e tentei não chorar, mais uma vez. Coloquei as mãos em minha cabeça, e foi quando senti o puxão em meu braço:
— Vem, você vai comigo no Flynn, agora. – Papai disse me puxando até a porta. No entanto, eu gritei- Me solte. – Puxei meu braço violentamente em fúria. – Eu não vou. Eu não sou um de seus empregados. Não pode me obrigar ou me demitir.
— Tem razão, eles estão valendo algo ao contrário de você agora. Arrume suas malas, vou arranjar um lugar longe daqui para abrir mais a sua mente. De preferência um colégio interno. – Ele disse sério.
Papai não estava fazendo aquilo. Me mandar embora? Me dizer para ir? Pela forma com a qual eu também estava enfurecido pela forma como ele agora me tratava. Olhei brevemente para minha mãe, com súplica para que fizesse alguma coisa. Ela apenas me olhou fixamente com o rosto perdido. A passos rápidos, sai da sala. Corria na direção do meu quarto, lágrimas rolavam por minha face, porém eu precisa ser forte. Ainda haviam malas para arrumar. Aquela não era mais a minha casa.
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