50 Tons de Reconciliação
10 Cap-09
Pov Anastásia
Acordo no dia seguinte com o corpo todo dolorido, e sinto as mãos de Christian segurando em minha cintura fortemente, que não consigo me mexer. As lembranças da noite anterior vem com tudo em minha cabeça com força total, sorrio com isso, Christian é um incansável, me deixou completamente esgotada.
Tento sair da cama sem acorda-lo, para quem sempre teve problemas para dormir, está assim tão sereno, calmo e tranquilo é admirável mais uma vez tento sair, mas ele acaba acordando.
— Desculpe, não queria que você acordasse- falo o encarando, enquanto ele passa as mãos em meu rosto.
— Acordar assim, te olhando é a melhor coisa do mundo Anastásia. Você não imagina como foi horrível ficar sem poder tocar em você.
— Oh Christian- falo sentindo um nó se formar em minha garganta, enquanto ele me abraça fortemente.
— Estamos bem? — Me pergunta após me dá um selinho
—Sim, estamos bem- falo o abraçando também, não adianta nada ficar negando meus sentimentos, eu amo o Christian, mesmo ele tendo errado feio comigo eu não deixei de ama-lo
— Obrigado meu amor, prometo não te desapontar, te prometo ser o melhor marido do mundo- fala e então ele apoia a cabeça em meus seios, ficamos assim por mais alguns minutos, pernas emaranhadas para todos os lados-amo você Ana.
— Também amo você Christian- ele me beija e suas mãos vão passeando por todo meu corpo e não adianta eu falar não, pois meu corpo parece que ascende a cada toque dele, então suas mãos vão para meu clitóris e começa a estimula-lo, me causando arrepios e eu começo a gemer, Christian vai me deitando e fica por cima de mim, vai distribuindo beijos por toda a parte.
— Te quero agora Ana.
— Eu sou sua, sempre sua- falo enquanto passo as mãos por seus cabelos, e puxo, e ambos gememos com isso. Ele continua me estimulando, até que não demora e não aguento, e me desmancho em um orgasmo.
— Que sejamos abençoados meu amor- fala em meu ouvido enquanto me penetra, e eu gemo feito uma louca, depois de alguns segundos começamos a nos movimentar em um vai e vem sincronizado, e o suor começa a pingar de nossos corpos.
Estou sentindo a adrenalina passar por meu corpo, como se eu estivesse andando de montanha russa e acabei de descer da parte mais alta, Christian sabe como me deixar louca.
— mais forte Chris...tian- gemo em seu ouvido totalmente ofegante.
Enquanto ele segura fortemente em minha cintura e aumenta a velocidade das estocadas, o que me leva a outro mundo.
— você é deliciosa Ana, e quero vê em seus olhos quando você gozar- fala e é como se meu corpo obedecesse aos comandos do Christian, pois logo estou me desmanchando em um fabuloso orgasmo. Christian dá mais algumas estocadas e é sua vez de se ter seu alivio e o sinto me inundar por dentro, e depois disso ele cai por cima de mim, mas sem colocar todo seu peso por cima do meu, me dá um beijo na testa e eu envolvo meus braços em seu pescoço, nossas respirações estão irregular, estamos ofegantes mais também com sorrisos idiotas, como se esta fosse a nossa primeira vez.
— isso foi totalmente demais- eu falo com a voz baixa, pois ainda não estou no meu normal, estou completamente esgotada.
— sim, foi muito bom- ele me dá um selinho e ficamos assim por mais alguns minutos, com ele ainda dentro de mim, senti falta disso tudo, mais quando a minha bexiga aperta tenho que acabar com o momento.
— Christian...- o chamo pois ele está com a cabeça entre meus seios.
— sim amor- fala enquanto me olha.
— apesar de está amando este momento preciso me levantar.
Ele me olha sem entender.
— minha bexiga está...- ele não me deixa terminar a frase e começa sorrir, não fico com raiva, amo a risada dele, então ele sai de dentro de mim- obrigada senhor Grey- falo e me enrolo no lençol e vou para o banheiro, esvazio minha bexiga e sinto um enorme alivio, escovo os dentes.
Não paro de sorri, este é o efeito Christian Grey e mal termino de pensar nele, o vejo através do espelho, seu corpo lindo e nu, completamente meu, se aproxima e me envolve em seus braços, apoiando seu queixo em minha cabeça, suas mãos vão para minha cintura, na verdade um pouco abaixo da cintura.
— será que deu certo?- ele pergunta e eu o encaro sem entender.
— o que deu certo?- o encaro através do espelho.
— você engravidar, porque nem ontem e nem hoje usei aquelas porcarias de plástico, e em nenhum momento vi você usar remédios, desde que estamos aqui.
Diz e com isso fico sem palavras, pois é verdade. Pois em uma consulta com a Dra. Greene ela me aconselhou a não tomar nenhum remédio e esperar alguns meses para poder engravidar novamente para que meu útero possa se recuperar totalmente, isso se eu conseguir engravidar mesmo.
— Christian, não quero ser a chata mas, você sabe que as coisas não são tão simples assim, eu preciso de mais tempo, meu útero na verdade para que possa se curar, e quanto ao remédio, realmente não estou tomando, por ordens medicas, então a partir de agora, sexo só com camisinha, ou nada de sexo por mais uns quatro meses, e vou tomar a pílula do dia seguinte daqui a pouco.
Falo e vejo ele ficar vermelho, e não é de prazer, e sim de raiva, ele então me vira e me faz encara-lo.
— não ouse fazer isso, se eu souber que tomou aquelas porcarias estará em maus lençóis. E NUNCA, que eu irei usar aquelas porcarias.
— pensei que quisesse meu bem estar.
— é claro que eu quero seu bem.
— então, por favor, seja razoável, outra gravidez agora seria arriscado, pois meu útero não está 100%. Isso porque estamos falando de algo hipotético.
Falo em um tom totalmente calmo, porque não quero brigar com ele, só quero que ele entenda meu ponto de vista e a situação em si, pois não é apenas querer ter um filho, e como em um passe de magica ele aparece em meu ventre, às coisas não são assim.
— eu entendo que você precisa está 100% mas acredito que já deu tempo para isso acontecer, já tem umas oito semanas meu amor.
— mais para o útero voltar ao normal e ser capaz de levar a gravidez adiante é necessário esperar de três a seis meses após o procedimento da curetagem, e como eu disse, comigo ouve complicações o que irá dificultar uma gravidez.
— e eu falo que não tem problema, pois iremos aos melhores especialistas do mundo- fala e me abraça, e eu não sei o que pensar de sua insistência em agora querer ter um filho, quando o nosso estava aqui seguro em meu útero ele o renegou, agora está insistindo em termos outro.
— vamos deixar esse assunto para outra hora porque não quero brigar no mesmo dia em que fizemos as pazes.
— tudo bem, como quiser, mas que fique bem claro que você NÃO, vai tomar aquelas porcarias de pílula do dia seguinte.
Apenas concordo com ele e termino de escovar os dentes e vou para o chuveiro tomar meu banho e deixo Christian ali.
— está tudo bem?- ele me pergunta.
— sim por quê?
— você ficou meio estranha de repente. Foi algo que eu disse?
— não se preocupe com isso, é só que as coisas entre nós dois acontecem tão rápido que às vezes fico meio perdida, sem ação.
— você se arrepende de alguma coisa?- ele pergunta abrindo o Box do banheiro e me encarando.
— não é que eu me arrependo, pois eu amo você Christian, só que como eu disse, tudo entre nós foi tudo muito rápido, do nosso primeiro encontro ao casamento não foi nem três meses, e depois da nossa lua de mel eu já estava gravida, quando casais normais esperam anos para ter um filho, eu só fico um pouco assustada com a velocidade que as coisas acontecem entre a gente, queria ir com calma pelo menos uma vez.
— ai que está o problema Ana. Eu não quero ir com calma coisa nenhuma, agora estou decidido a ter um filho com você.
— Christian...
— não Ana... Sem mais desculpas, aceitarei ir com calma até mais quatro semanas para não correr o risco de acontecer alguma coisa, mas assim que voltarmos a Seattle você irá se consultar com a Dra. Greene para vê se está tudo bem.
Desisto de tentar conversar com ele agora, ele fecha o Box e eu volto para meu banho.
Depois de alguns minutos eu termino meu banho e quando saio do Box vejo Christian fazendo a barba.
— eu gosto de você com um pouco de barba, acho sexy você com uma barbinha por fazer.
— bom saber disso senhora Grey.
— mais nada de muita barba, que mal dá para vê sua boca- falo e ele sorri e me beija, me sujando um pouquinho, com o pouco de creme que ainda resta em seu rosto. Limpo meu rosto e saio do banheiro e vou me arrumar.
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Estamos prontos e de saída, Christian quis tomar café da manhã na rua, assim faremos um passeio em seguida, o que eu gostei, hoje quero ir aos campos de flores, pois sei que é um lugar lindo.
Estamos tomando café da manhã em um local bem aconchegante, o clima está maravilhoso, um ventinho frio, que eu aprendi a gostar, pois não é algo exagerado.
— então, para onde você quer ir depois do café da manhã?
— eu quero ir para o Keukenhof.
— sabia que não iria demorar para você querer ir lá- fala sorrindo- então depois daqui iremos lá- ele pega minha mão e a beija, e continuamos com o nosso café da manhã.
Depois do café da manha Christian fala para Taylor e o segurança local para onde queremos ir, e eles prontamente concordam, entramos no carro e partimos, durante o caminho eu fico olhando a paisagem e Christian segurando minha mão. Não demora muito e chegamos
Saio do carro igual uma criança que acaba de ganhar o presente que tanto queria, Christian apenas sorri de mim.
— vamos logo Christian, o parque é gigante.
— eu sei amor, estou pronto- fala e entramos no parque, e o sorriso não sai do meu rosto, é simplesmente lindo e encantador, se eu já não fosse casada adoraria me casar aqui, seria inesquecível.
Conversamos, tiramos fotos, fizemos de tudo um pouco, isso é um sonho, queria morar aqui.
— Christian isso aqui é lindo.
— lindo é o seu sorriso Ana, e não tem nada que se compare com ele- ele fala e meu coração pula de tanta felicidade, é impossível se apaixonar ainda mais por esse homem? Acredito que não.
— você é a causa do meu sorriso Christian- falo o abraçando enquanto continuamos nosso passeio.
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Já no final do dia saímos do Keukenhof, e eu quero voltar aqui mais vezes.
Vamos para casa e estou esgotada, passar o dia todo praticamente andando, além dos esforços de ontem a noite e hoje cedo, não estou acostumada com esses ritmos do Christian.
Seria uma boa ideia eu ter umas aulas com o Personal dele, como ele queria, faço uma nota mental para falar com ele depois, e sei que ele vai gostar de saber disso.
Encosto minha cabeça no ombro de Christian e devido ao cansaço acabo cochilando, só acordo quando sinto Christian mexer em meu rosto.
— já chegamos?
— sim baby, vem, você está muito cansada hoje- fala e eu apenas faço o que ele pede e assim entramos em casa, ele me pega no colo e me leva para o quarto, me coloca na cama.
— muito cansada?
— demais- falo com os olhos fechados.
— então vai tomar um banho para descansar e depois a gente janta.
— não posso descansar agora?
— só depois do banho- fala e beija minha testa, em seguida se levanta e vai ao banheiro, mas como estou muito cansada fecho os olhos, e logo sinto ele deitado ao meu lado.
— não durma Baby- ele me fala só que não digo nada.
Depois de não sei quanto tempo sinto Christian tirando minha roupa.
— não quero sexo- resmungo.
— do jeito que você está não tem graça sexo- fala e continua tirando minha roupa, e depois me leva para o banheiro e me coloca na banheira, e a água está deliciosa, em poucos segundos ele se junta a mim na banheira, me puxando para seu colo, e logo começa a fazer uma massagem deliciosa.
— assim eu vou dormir mais rápido.
— depois do banho você poderá dormi o quanto quiser- fala e beija meu ombro e me permito relaxar em seus ombros.
—unhum- falo e sinto ele sorrindo, e ficamos assim por um longo tempo, ele me tratando como uma criança, e quando a agua já está fria saímos da banheira, e ele me seca e me veste.
— vou vê o que tem pra gente jantar- fala ao terminar de se vestir e indo para a cozinha.
Eu mal comi pois estou com muito sono, mas nem para discutir com Christian consegui, então comi um pouco e logo cai no sono, completamente feliz e realizada.
Dias depois.
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