50 Tons de Reconciliação
4 Cap-04
Pov Christian
Meus dias com Anastásia estão sendo bem mais complicados, do que eu podia imaginar.
principalmente pela culpa e do remorso, por não ter aceitado meu filho, e agora não posso mais mudar as coisas.
Minha rotina é basicamente, cuidar da Ana, mesmo que de longe, e ir pra a Geh, onde cuido de fusões, transações, aqui eu consigo respirar um pouco sem a culpa me corroendo.
Estou lendo alguns relatórios, quando o telefone toca e eu atendo.
— Senhor Grey, a Ross está aqui querendo falar com o senhor.
— claro, deixe ela entrar- digo e desligo o telefone e não tenho muito tempo para pensar, pois Ross entra e senta na cadeira a minha frente. Fica me olhando, até que depois de alguns minutos ela resolve falar.
— então, como está a Ana?
— saiu do hospital, mas ela passa o dia trancada no quarto, só se alimenta quando é obrigada, e fica a maior parte do tempo chorando. Sinceramente, já não sei o que fazer para reverter tudo isso.
— que tal uma viagem?
— viagem?
— sim. Uma viagem para longe disso tudo, talvez faça bem a elas, bem a vocês dois.
Eu respiro antes de falar, o que está me sufocando.
— Anastásia estava grávida, e quando me contou, não aceitei muito bem, cheguei até a perguntar se ela tinha feito de propósito, e agora ela perdeu o bebê após salvar minha irmã. Tem noção do quanto isso é esmagador? Meu filho não sobreviveu, para que minha irmã continuasse viva.
Agora todos os dias fico remoendo tudo o que aconteceu, e a culpa a cada dia me mata, pois acabei magoando a única mulher que amei e amo, e não ter tocado em seu ventre, ouvido o coraçãozinho do bebê, não poderei sentir a emoção de nada disso, porque sou um idiota filho da puta, que deixou o passado interferir no presente e no futuro.
Porra, não sei o que me levou a falar tudo isso, mas sinto que precisava, estou chegando ao meu limite, estou ficando sufocado e acho que Precisava falar para alguém, antes de ficar sufocado, e sei que Ross não é fofoqueira, tudo isso, não irá sair desta sala.
Terminei de falar, olho para Ross e vejo que ela está com os olhos arregalados, e pela primeira vez, vejo que ela não sabe o que falar.
— grávida? — é só o que ela consegue falar.
— sim. Ela estava grávida, e eu não sei nem com quantas semanas ela estava, e este será meu maior arrependimento.
— sinto muito, por tudo isso. Não Fazia ideia que vocês estavam passando por isso.
— a culpa disso tudo, é do meu passado de merda, e agora não já como reparar as coisas. Talvez eu tenha perdido a Ana para sempre.
— não é o fim, o jogo ainda está no começo, e cabe a você mudar esse placar, fazendo as jogadas certas. Agora mais do que nunca, acho que a ideia da viagem pode ser boa para vocês dois.
— ela nem está olhando direito na minha cara.
Falo enquanto apoio os braços na minha mesa.
— isso não é o final do mundo, crie coragem, vá a luta, e se for preciso, se ajoelhe, seja um homem. Bem, agora eu estou indo, só vim para saber como você estava, pois você ultimamente estava bem estranho.
— obrigado pela ideia da viagem.
— de nada- fala e então se levanta e sai, me deixando sozinho, com os meus pensamentos, e ela tem razão.
Talvez uma viagem seja bom, assim iremos colocar os pontos nos "Is" esclarecer tudo, e se ela me perdoar, irei fazer de tudo, para que ela seja a mulher mais feliz do mundo, e quando ela tiver pronta iremos ter o bebê que nos foi retirado, drasticamente pelo filho da puta do Jack.
Então, resolvo pesquisar alguns lugares, para a nossa viagem, quero que seja um lugar calmo e tranquilo, onde só nós dois estaremos, mas que seja um lugar romântico também.
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As horas hoje passaram voando, e quando vejo, já está na hora de ir pra casa, nestes últimos dias, estou fazendo de tudo para chegar cedo em casa, para a minha Ana, minha vida.
Saio da minha sala, e vejo que Taylor já está a postos.
— Andrea estou indo pra casa, se tiver alguma emergência pode me ligar, mas realmente só se for algo muito grave.
— sim Senhor Grey. — ela fala, e eu vou para o elevador, juntamente com Taylor, a descida é tranquila, logo estamos em meu carro e a caminho do Escala.
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Assim que chego vou primeiro falar com a senhora Jones para saber como a ana passou o dia, e o relatório é basicamente o mesmo dos dias anteriores.
Vou para o antigo quarto das sub e vejo que ela está dormindo, me aproximo e me sento na poltrona e fico velando seu sono. Seu sono é um pouco pesado mas ela não chega a ter pesadelos, o que me deixa bastante aliviado, pois quando ela tem pesadelos, não me deixa nem abraça-lá. E isso me deixa mortalmente arrasado.
Depois de um tempo ela vai acordando, o que me deixa bem mais calma.
Pergunto se ela está bem, ela fala que sim, mas isso não me convence porque sei que não é verdade, ela desceu a escada e eu fui atrás e tentando convencê-la que eu realmente a amo e quero ajuda — lá neste momento difícil pelo qual ela está passando e sozinha, já que não aceita a ajuda de ninguém.
E acaba que discutimos, ela acaba despejando o que pelo jeito está entalado em sua garganta e a cada palavra me sinto o mais idiota dos homens, ela me acusa de não querer o bebê, o que não precisava jogar na minha cara, fala também que ninguém a esta apoiando nessa hora, pelo contrário, ela fala que só tem ouvido palavras acusatorias e isso não tem a ajudado, pelo contrário. E diante disso não tenho o que argumentar, pois realmente todos estão bem chateados com sua negligência, mas não imaginava que ela estava neste estado de fragilidade.
Tentarei mudar isso, serei um marido muito presente. Mas o ponto que mãos mexeu comigo foi ela relembrar o dia fatídico, que meu pai atrapalhou nosso café da manhã com o acordo pré nupcial, fato que eu totalmente ignorei, eu não queria fazer isso com Anastásia, claro que ela não esqueceu isso, pois falou que meu pai estava feliz pelo fato do fruto do golpe não existir mais.
E deu a entender que ele não gosta dela, que prefere a Kate, já que quando ela e Elliot falaram em casar, ele não falou no acordo e eu sempre desconfie que ela não tinha esquecido, e agora quando ela falou isso, me deu certeza.
De repente, a porta é aberta e eu me viro para vê quem é, e é meu pai, que ouviu o desabafo de Anastásia e pela sua expressão, está em choque com tudo o que ouviu de minha esposa, ela também o olha e em seguida sai, nos deixando a sós.
—posso voltar outra hora- ele fala.
— não é preciso, Anastásia apenas não está tendo uma fase legal, vamos ao meu escritório.
— o que ela acabou de falar, eu...
— ela está estressada pai, muitas coisas acontecendo rápido demais.
— eu não queria que ela pensasse que não gosto dela, ou que prefiro a Kate por ter nascido em uma família rica, eu estava tentando te proteger, depois que eu soube do seu passado com a Elena, me senti um péssimo pai, mas não queria que as coisas chegassem a este ponto. A Ana é uma menina maravilhosa e que só te fez bem, talvez eu tenha me expressado errado ao colocar meu ponto de vista.
— pai. Isso não importa mais, o que está feito não tem volta.
— então durante esse tempo, ela convive com a gente, pensando que não gosto dela?
— isso não posso afirmar, e é melhor deixar as coisas assim, o senhor viu que ela se tornou uma bomba ambulante, e qualquer passo em falso ela explode. Mas o que o senhor veio fazer aqui?
— sua mãe está preocupada com vocês dois, e como está com a Mia, e eu ainda estava no escritório, me pediu pra vir vê como as coisas estão por aqui.
—, como o senhor viu, meu apartamento virou um campo minado, qualquer coisa a Ana explode, já não sei o que fazer.
— de um tempo a Ana meu filho, as coisas com o tempo vão se ajeitar.
— eu não quero tempo pai, eu já dei tempo demais a ela, ela está assim a praticamente um mês, e porra, já não sei mais o que fazer. Eu só fico de longe vendo ela se afundar cada dia que passa, eu quero a minha Ana se volta, seu sorriso, seu carinho, seu amor, quero a minha esposa de volta, não esse zumbi que ela se tornou.
Antes que meu pai pudesse falar alguma coisa, batem na porta, peço para entrar e vejo que é o Taylor.
— me desculpe por interromper, mas eu vim avisar que a Ana acabou de sair com o Sawyer.
— O QUE? — Grito.
— ela queria ter saído sozinha, mas o Sawyer não deixou, ela falou com a Gail que precisava se distrair. Estarei em contato direto com o Sawyer, caso aconteça alguma coisa.
Fala e encosto na cadeira, soltando levemente a respiração. Claro que eu não importo que ela saia, ela não é uma prisioneira e sim minha esposa, só não gosto quando ela age sem pensar e acaba colocando sua vida em risco, e sei que todos os jornais querem uma entrevista com ela, ou tirar fotos, depois do que aconteceu.
Meu pai apenas me olha sério.
— não adianta ficar assim Christian, ela é uma menina.
— sim, eu sei disso, mas não consigo suportar a ideia dela em perigo.
— Christian, ela não está em perigo, apenas foi espairecer um pouco.
Queria ter a certeza que ele tem, mas não consigo.
— senhor Grey, o Sawyer me ligou, eles estão no Shopping aqui perto, só que os paparazzi estão cercando a Ana, querendo uma declaração dela, além de falar coisas.
— que coisas? — pergunto, e pelo tom de Taylor, não irei gostar da resposta.
— um dos jornalistas, perguntou a ela, se é verdade que ela está envolvida no sequestro da senhorita Mia.
Neste momento tanto meu pai, quanto eu, olhamos pra Taylor, que merda é essa que ele me falou.
— mande mais seguranças para da suporte a Sawyer, e Taylor, depois procure com Sawyer, o nome desse jornalista e o jornaleco que ele trabalha. Pois irão aprender a não falar merda da minha esposa. se ele pensa que isso vai ficar assim, está muito enganado. a Anastásia não é esposa de qualquer um, ela é MINHA esposa e por ela faço qualquer coisa.
Ele concorda e em seguida sai, eu pego o celular e ligo para Sawyer,que no primeiro toque atende, converso com ele a respeito da segurança da minha esposa, e que em hipótese alguma esses urubus devem chegar perto dela, sei que ele não irá vacilar. As horas vão passando e a ansiedade toma de conta, não suporto não ter controle de tudo e é isso que está acontecendo.
Taylor está sempre falando com Sawyer, e ele disse que as coisas estão controladas, Ana o obedeceu e seguiu as regras de segurança, além de mandar o filho da puta cuidar de sua vida, essa é a minha garota. E sei que ela irá concordar com o que vou fazer com ele.
Então, após tudo está sob controle, deixo Ana mais um pouco no Shopping, afinal, ela estava presa aqui a dias e merece isso.
O celular do meu pai toca, ele atende e é a minha mãe, ele fala que ainda está aqui no escala, e ela fala que virá nos visitar, e ele concorda.
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Pensei que apenas minha mãe e Mia viriam, mas assim que Gail abre a porta, vejo que estou totalmente enganado, Ethan, Kate e Eliot vieram também, e sei que o Kavanagh já quis entrar na calcinha da minha Ana.
— oi querido, como está?- minha mãe perguntou enquanto me abraça.
— bem- digo apenas isso.
— e cadê a Ana? Kate trituradora de bolas pergunta.
— Ana saiu, foi da uma volta, mas não deve demorar.
Falo e eles me olham.
— mais sentem- falo e assim eles fazem.
— e como as coisas estão por aqui?
— poderiam está melhores mãe.
— o que Aconteceu? — é a vez de Kate perguntar.
— pelo que aconteceu, ao que parece Ana está entrando em depressão, não sai do quarto, não se alimenta, só sabe chorar.
— e porque ela ainda não foi a um psicólogo? — Ethan pergunta- se ela quiser, posso atende- lá.
Nem em um dia frio no inferno, irei deixar minha esposa desabafar, falar dos nossos problemas para o inimigo, seria como jogar as ovelhas para os lobos.
— não é preciso se preocupar Ethan, tem um psicólogo que está a disposição de Anastásia a qualquer momento- falo em um tom, que sei que ele entenderá, e vejo Mia querer fuzilar o Kavanagh por seu súbito interesse em cuidar da minha esposa.
Gail trouxe algumas bebidas para nós e eu me lembro de falar mais uma coisa importante a eles.
— e outra coisa, a partir deste momento está terminantemente proibido falar qualquer coisa relacionada ao que aconteceu com a Ana e a Mia.
— como assim? — Katherine pergunta.
— basicamente, a Ana está em um momento bem delicado, a perda do bebê foi algo realmente traumatizante pra ela, e as palavras de todos aqui presentes falando o quanto ela foi estúpida, idiota, descuidada e afins só estão piorando a situação. Não é preciso ninguém ficar jogando isso na cara dela. Minha esposa não é idiota e sabe muito bem o que fez, e como ela mesma fala, está pagando um preço caro demais por isso. E não quero que mais ninguém fique lembrando, ou jogando em sua cara os seus erros.
— não estamos fazendo isso. E se o fizermos é por gostar da Ana, querer o melhor pra ela.
— tem certeza que é o melhor, ficar ouvindo essas palavras, que no momento acabam se tornando piores? Aliás, tem certeza que você foi uma boa amiga para ela neste momento difícil em que ela se encontra? Sim. Porque de todos aqui, você foi a primeira a ser estúpida e não saber levar o momento. Não deu carinho e nem ficou ao lado da Ana, pelo contrário só ficou a recriminando o tempo todo. E eu sei que se fosse ao contrário, ela apenas te daria colo e falaria que tudo ia ficar bem, que estaria o tempo todo com você. É, realmente, a Ana está precisando de uma nova melhor amiga.
Terminei de falar, e vejo Katherine Kavanagh ficar vermelha, não sei se de raiva ou vergonha, e se dependesse de mim, Ana teria outra melhor amiga, não essa medida.
— não é como você disse- por fim ela se pronunciou, enquanto Elliot me olha de cara feia, mas estou pouco me fodendo pra ele.
— eu não quero saber de discussões aqui, Ana deve está pra chegar e fique tranquilo Christian que agora todos irão pensar antes de falar.
Minha mãe fala como uma verdadeira mãe de família, impondo sua vontade, sem deixar brechas para discussão.
Aproximadamente meia hora depois Anastásia entra em casa, e posso dizer que, ela ficou assustada ao ver que todos estão aqui.
Minha mãe é a primeira a se levantar e cumprimentar Ana, que sem jeito corresponde ao abraço dela.
E assim, um por um, vão se aproximando dela e a cumprimentando.
Ana se senta ao meu lado, e pego em sua mão, e nossa, como sentia falta desse contato, ficar sem tocar Anastásia é algo torturante, eu tenho que está sempre tocando minha esposa, ela é minha tábua de salvação, mas tenho medo de perder essa tábua, pois nosso casamento a cada dia que passa fica mais frio, está indo para o espaço.
— como você está?, digo, depois dos paparazzi no shopping?
— estou bem. Consegui controlar minha língua e não responder da forma que eles mereciam.
— você fez bem, e não se preocupe pois irei cuidar disso pessoalmente- aproveito a oportunidade e faço carinho em seu rosto.
— eu quero que ele seja demitido e processado pelas ofensas que me disse.
— não se preocupe, ele irá. isso era exatamente o que eu iria fazer, só preciso do nome dele. além do mais, o jornaleco em que ele trabalha também será proibido de mencionar qualquer coisa a seu respeito.
— Sawyer sabe, depois fale com ele.
— quando você vai voltar a trabalhar Ana?- minha irmã pergunta.
— ainda vai demorar um pouco mais Mia, o que particularmente eu não gostei, não é preciso ficar tanto tempo se atestado.
— querida. Você passou por um trauma muito grande, quatro dias desacordada, as dores de cabeça, as costelas, os dedos fraturados, você não iria conseguir ficar muito tempo na editora sem sentir dor.
Minha mãe fala em um tom totalmente profissional e isso foi o bastante para Ana.
— porque não vai tomar um banho? O jantar não irá demorar para ser servido.
— claro, não irei demorar.
Fala e vai para o nosso quarto, talvez no antigo quarto das Submissas não tem alguma roupa que queria, ou é para evitar que alguém fale alguma coisa.
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O jantar não está sendo feito em silêncio por causa dos meus pais, que estão sempre procurando um assunto, o que internamente eu agradeço, pois já basta o que está acontecendo entre a Ana e eu, sem que ninguém saiba.
Falando em pais, Carla veio passar alguns dias aqui em casa, para cuidar da Ana, o que eu achei bom, ela ficou desesperada quando soube, então mandei o jatinho para buscá-la, quando ela estava aqui, Ana tinha outro comportamento, talvez por ter tido o colo de mãe, sem ficar ouvindo, que o que fez foi errado. Da pra vê o amor que existe entre as duas, e com isso Ana não ficou tão deprimida como está agora.
Mas Carla teve que voltar, afinal não poderia se ausentar tanto assim do trabalho, mas disse que se algo acontecesse era pra avisar imediatamente. Mas eu prefiro resolver os nossos problemas, por nós mesmos.
A Ana agora é uma mulher casada e não precisa correr para os braços da mãe, sempre que tiver um problema, nós dois somos capazes de resolver tudo sem a interferência de terceiros, e sei que Carla se meteria caso percebesse que sua menininha está com problemas, mas Anastásia tem 21 anos e é casada, tem que aprender a ser independente, mesmo que seja muito amada e mimada por ser filha única.
Saio dos meus devaneios quando meu pai me cutuca, então sou obrigado a voltar para a realidade.
E tento prestar atenção em tudo que eles falam.
Após o jantar eles ficam cerca de uma hora, e nesse tempo, Katherine aproveitou para tentar ser uma boa melhor amiga, assim como Mia está tentando ser um ombro amigo pra Ana, tento decifrar a feição da minha esposa, mas não consegui.
E quando eles vão embora, em minutos aquele clima chato retorna.
E não sou capaz de fazer nada, para mudar isso, Ana então se despede e vai para seu antigo quarto, e eu vou para o piano, tocar e assim me desestressar.
Aproximadamente uma semana após o jantar com meus pais e o clima não tem melhorado em nada, sinto meu casamento escapar por entre meus dedos, e eu não sei o que fazer.
Minha rotina é basicamente a mesma, ir trabalhar e cuidar de longe de Ana.
Estou chegando em casa e assim que abro a porta vejo que Ana está sentada, a olho e vejo que ela está diferente.
Me aproximo e dou um beijo em sua testa.
— como você está?
—precisamos conversar Christian- fala e sinto um arrepio percorrer meu corpo.
— sobre?
— eu não estou aguentando mais isso, cheguei ao meu limite, essa não sou eu, e não quero mais ficar assim Christian.
— do que está falando? Pergunto mas com medo da resposta.
— de nós dois, do nosso casamento. Um casamento não é assim, ainda mais que somos recém casados, e não vou jogar a culpa toda em você, porque também tenho a minha parcela de culpa no que está acontecendo, eu amo você de verdade e falar tudo isso está me matando, mas não está dando mais certo, nosso casamento não resistiu a minha gravidez, o sequestro e o fim foi o aborto. Eu não estou feliz e sei que você também não está, e para tentar salvar os bons momentos, eu pensei e cheguei a conclusão que não adianta insistir em algo que não vai da certo, nós tentamos, mas não deu, e não adianta ficar insistindo em algo que vai nos fazer ficar tristes, você é um homem maravilhoso, mas tem coisas que não adianta tentar esquecer, pois não vai da certo, então Christian, eu quero o divórcio.
— O QUE? Grito apavorado com a ideia.
— Christian, seja razoável, nosso casamento não resistiu aos últimos acontecimentos e não merecemos ficar presos em uma relação assim, vai acabar destruindo as boas lembranças que ainda temos, só quero o divórcio, não quero um centavo seu, só quero poder ser feliz de novo.
— não Ana, meu amor não faz isso comigo, sei que não fui um bom marido quando me contou que estava grávida, não fui bom o suficiente pra te ajudar a sair dessa depressão, mas eu te imploro, não faz isso comigo, não sei viver sem você-, falo desesperado e caio de joelhos no chão, ela me olha assustada.
— o que você está fazendo Christian?
— estou a seus pés, sou seu submisso se quiser, faço o que você quiser, só não me deixe Ana, eu morro sem você, podemos ter um filho, quantos você quiser na verdade.
— Christian levanta daí, alguém pode entrar e te vê assim.
— não me importo, só não quero te perder Ana.
— não torne as coisas mais difíceis, e quanto a ter filhos, não sei mais se um dia realizarei meu sonho de ser mãe, ao que parece fiquei com alguma sequela- fala limpando as lágrimas e em seguida se ajoelha ficando em minha frente.
— não importa, eu pago o tratamento que for, para que você engravide, se não de certo, a gente adota, não tem problema, só quero que você seja feliz.
— então me dá o divórcio, por favor.
Fala e eu lembro do que Ross me falou.
— tenho uma proposta.
— o que?
— uma viagem, só nos dois.
— Christian, você acha mesmo que viajar vai resolver nossos problemas? Eu acho que não.
— uma viagem só nós dois, onde longe de tudo e de todos iremos colocar todos os pontos nos "Is" colocaremos tudo pra fora, e se no final, não de certo, se não nos entendermos aceitarei o divórcio, o que me diz?
Ela pensa por alguns minutos, e isso me mata.
— está bem, aceito sua proposta.
— obrigado meu amor, não irá se arrepender, irei fazer você voltar a me amar- digo e a abraço fortemente, pedindo aos céus que meu plano de certo.
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