50 Tons de Reconciliação
17 Cap-16
#Cap 16- Pov Christian
Eu não poderia está mais feliz do que isso, pegar meus filhos no colo, senti o calor vindo de seus pequenos corpos, vê o quão perfeitos são, me trouxe uma felicidade sem tamanho, e agora vejo o quão estupido fui ao renegar meu primeiro filho com a Ana. Mais agora farei de tudo para ser o melhor pai para eles.
Saio do centro cirúrgico, retiro as roupas especiais que estava usando e vou falar com minha família, avisar que os gêmeos nasceram.
— então meu filho, como a Ana está? Os bebês já nasceram? — minha mãe me bombardeia de perguntas, assim como os demais.
— gente, deixem o Christian falar.
— obrigado pai, e sim a Ana está bem e sim, os bebês nasceram, são lindos fortes e saudáveis- falo e recebo os parabéns.
— quando podemos vê a Ana e os bebês?
— daqui a pouco, tanto a Ana quanto os gêmeos ainda estão sendo examinados.
Mia e Kate mesmo contrariadas concordam e esperar mais um pouco, aproveito que todos estão eufóricos e vou beber um pouco de agua, para que assim eu me acalme.
— fico feliz por você meu filho- me assusto ao vê meu pai ali ao meu lado.
— obrigado pai, quando peguei aqueles pequenos, vi que ainda não tinha sentido nada comparado, eles são lindos, e senti uma grande necessidade de protege-los.
— é assim mesmo, o mesmo instinto de proteção que sua mãe e eu sentimos com você e o seus irmãos.
Não conversamos mais, porque a enfermeira avisa que Ana já está no quarto e está querendo me vê, antes de todos entrarem, então eu a acompanho, e durante o caminho ouço uma conversa das enfermeiras.
— hoje meu dia não começou fácil, não foi fácil vê aquela mulher morrer assim que a filha nasceu.
— ao que parece, ela será órfã, mal chegou a este mundo e já está com a vida condenada.
A curiosidade toma conta de mim
— o que elas estão falando?
A enfermeira me olha e continua me olhando
— hoje mais cedo chegou uma mulher, praticamente da idade de sua esposa, ou mais jovem, ela foi atropelada enquanto atravessava a rua, seu caso era bem delicado, chegou aqui praticamente sem vida, os médicos em uma corrida contra o tempo, salvaram a bebezinha, mas assim que ela foi tirada do ventre da mãe, ela teve uma parada cardíaca, e foi fatal, a menina é saudável, não corre nenhum risco, está na incubadora apenas para que continue tudo bem, afinal, ela sofreu um trauma e não queremos que nada aconteça com ela.
Fala e eu concordo com a cabeça, agora eu Christian Grey estou aqui penalizado com essa história, lares adotivos não são muito bons, falo isso por experiência, e para proteger minha esposa decido não contar nada a ela, pois eu conheço Anastásia muito bem, e ela não pode ficar nervosa assim.
A enfermeira para em frente e em seguida abre a porta e eu entro, e vou direto para perto da minha jovem e linda esposa, dou um pequeno beijo em seus lábios.
— como se sente?
— cansada, mas imensamente feliz Christian, e quando vou poder vê meus filhos? Eu fiquei tão pouco tempo com eles- fala e olha de mim para a enfermeira.
— em minutos estarão trazendo eles, não se preocupe- ela fala para minha esposa.
E assim foi feito, não demorou muito para que as enfermeiras aparecessem com eles dois, meus dois amores, ainda não acredito que sou pai de dois anjinhos como eles, as enfermeiras ajudam Ana quando eles começam a chorar, mas ao que parece temos um grande problema pela frente, o pisca alerta está feito doido, e não gosto disso.
— o que está acontecendo?- pergunto me aproximando delas.
— ao que parece sua esposa ainda não tem leite o suficiente, o leite não desceu ainda- uma das enfermeiras fala e arregalo meus olhos.
— mais como assim? Isso não é possível, ela acabou de ter os bebês, e o certo era ela ter leite para amamenta-los.
— Christian calma por favor- Ana fala e vejo sua voz embargada pelo choro e os olhos cheios de lagrimas.
— nada de calma Ana, meus filhos estão com fome, como irão se alimentar?- falo e no mesmo instante me arrependo mortalmente disso
— senhor Grey, peço que se retire do quarto, sua presença está deixando sua paciente abalada e isso não é bom pra ela.
— uma porra que eu vou sair, são minha esposa e meus filhos.
— senhor Grey, por favor, nos deixe a sós com a sua esposa, tentaremos ajuda-la e com certeza o senhor não está ajudando-a.
Acho isso um completo absurdo, não poder ficar perto da minha esposa, mais elas são irredutíveis, dou mais um beijo em Ana, olho para meus filhos e vejo que Ana derramando algumas lagrimas, mais os olhares raivosos e mortais das enfermeiras me fazem sair, assim que estou do lado de fora, vou procurar minha mãe, ela é medica e pode tirar esse medo que estou sentindo de ter alguma coisa errada com a Ana.
— então, já podemos entrar?- ouço Mia perguntar, mas eu a ignoro totalmente.
— mãe, podemos conversar um instante?
— algum problema Christian?
— acho que sim, e não, ninguém pode entrar para vê eles- falo olhando especialmente para Mia e Kate, que fecham a cara pra mim, depois disso saio com minha mãe e vamos para sua sala.
— então querido, o que tanto te aflige?
— mãe, o que leva uma mulher a não ter leite, assim que seus filhos nascem? Isso vai ser pra sempre?
— porque está me perguntando isso?
— parece que a Ana não tem leite para nossos filhos, e vê eles chorando foi como se eu não pudesse protege-los.
— Christian, tem coisas que estão fora do seu poder, e essa é uma delas, e é normal algumas mulheres não terem leite nos primeiros dias, mais depois ele desce, as enfermeiras e a medica dela vão fazer o possível pra isso, não se martirize por isso meu filho.
— mais porque isso acontece?- pergunto curioso .
—A produção insuficiente de leite materno se denomina hipogalactia, e ainda que ouçamos com frequência muitas mulheres dizerem que o seu aleitamento fracassou porque 'não tinha leite suficiente' é uma alteração que acontece numa porcentagem muito baixa de mães.
A hipogalactia é aquela situação em que a mulher não é capaz de produzir leite suficiente para satisfazer as necessidades nutricionais do seu bebê de maneira exclusiva, e é necessário complementar com a mamadeira. E a inúmeras causas que ocorrem isso, e no caso da Anastásia que foi um parto cesáreo
Cesárea: as cesáreas urgentes produzem muita ansiedade à mãe, enquanto que as programadas sem que a mulher chegue a se colocar em parto implicam duas situações em que pode se ver afetado o início do aleitamento. Também nesses casos o contato pele a pele com o bebê, a estimulação com a bomba de leite ou manual e a suplementação do bebê, se for necessário, são chaves para estabilizar a situação. O medo e o estresse excessivo podem inibir a produção, e no caso das cirurgias programadas ao demorar o processo do parto, o corpo não está preparado para o início do aleitamento.
Retenção da placenta: fisiologicamente, a produção de leite se inicia quando a placenta se desprende do útero. Caso fique algum resto pode ser que a cascata hormonal necessária para que se ponham tudo em andamento se detenha. Pode chegar a produzir colostro, mas não leite de transição.
Síndrome de Sheehan: devido a uma hemorragia massiva durante o trabalho de parto/cesárea que produz a falta de irrigação na glândula pituitária, que controla os hormônios que estão relacionados com o aleitamento materno. É uma situação excepcional, que pode chegar inclusive a fazer com que a produção de leite seja inexistente.
Na maioria dos casos a hipogalactia não é facilmente reversível, mas com a ajuda de especialistas em aleitamento materno e, às vezes, de alguns medicamentos, será possível chegar a paliar a hipogalactia e conseguir um aleitamento materno exclusivo em alguns casos ou a estabelecer um aleitamento misto em outros.
Minha mãe termina de falar e não sei o que pensar, começo a andar de um lado para o outro, ela falou tantas coisas e não absorvi nem metade, só quero saber como a Ana e meus filhos vão ficar.
— mais a Ana vai ficar bem?
— vai sim querido, não se preocupe, em alguns dias o leite da Ana vai descer, provavelmente até hoje mesmo.
Minha mãe me fala, e resolvo dá uma chance a ela, e peço que ela vai até o quarto de Ana e vê como as coisas estão.
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Minha voltou para onde eu estava e disse que já poderíamos vê a Ana, e disse que eu tenho que ter mais cuidado com a Ana neste momento delicado em sua vida, concordo e em seguida vamos para o quarto, ao chegar lá vemos Ana com os gêmeos em seu colo, me aproximo dela com cuidado.
— me desculpe por mais cedo- falo a ela.
— eu também estava nervosa, fiquei assustada por não ter leite.
Mia e Kate se aproximem de Ana para verem os bebês.
— então, eles são meninas ou meninos? — Elliot pergunta.
— é verdade, por favor falem de uma vez- Mia praticamente grita.
—Ana meu amor, como você está? — vejo Carla se aproximar de Ana e lhe beijar na testa.
— estou muito bem mamãe, e muito feliz.
— falem logo, são meninos ou meninas- Mia insiste.
— se acalme Mia, para acabar com sua curiosidade e a de todos, os mais novos membros da família são dois lindos garotões- falo sorrindo por ser pai de dois meninos.
— o que? Não é possível, tem certeza? — Mia e Kate perguntam enquanto Elliot fica sorrindo e a cara do Kavanagh
— podem passar o dinheiro- Elliot fala para as duas estendendo a mão e contrariadas dão o dinheiro, me aproximo dele e pego o dinheiro.
— meus filhos, meu dinheiro e não falam apostas com eles.
— meus queridos, parabéns, e eles são muito lindos- minha fala evidentemente emocionada, enquanto se aproxima de Ana e olha com carinho para meus filhos.
— meus filhos são muito lindos- não escondo a alegria, e pelos próximos minutos vejo todos babarem em meus filhos, e claro que as primeiras são Mia e Kate.
— apesar de não serem meninas, eu estou apaixonada por eles, mais qual é o nome deles?
— Theodore Raymond e Christopher- Ana fala sorrindo.
— lindos nomes- meu pai fala.
Todos ficam no quarto por um tempo, mais depois todos vão embora, me deixando com Ana e meus filhos, que já estão dormindo.
Sento na cadeira ao lado de Ana, e pego sua mão e a beijo delicadamente e enquanto olho para meus pequenos, me veem a cabeça aquela bebezinha que não terá a chance de viver assim, não terá o amor de sua mãe.
— o que foi Christian? Você está estranho.
— não é nada não baby, não se preocupe- tento convence-la que estou bem.
— você não me engana Christian, e eu sei quando tem alguma coisa errada com você, me fala o que é, por favor- ela fala e tem razão, ela é a única que realmente me conhece, e não sei mentir pra ela, solto um suspiro longo e pesaroso, enquanto pego a pequena mão do Christopher.
— hoje mais cedo enquanto vindo te vê, escutei uma conversa entre duas enfermeiras, e resumindo tudo, antes de você vir pra cá, aconteceu um acidente com uma mulher mais nova que você, ou da sua idade, e ela estava gravida, chegou aqui em estado grave e os médicos só conseguiram salvar a bebê, a mãe não resistiu, e como não tem família provavelmente será levada para um orfanato. E olhando para você e os nossos filhos fico imaginando que ela passou os últimos meses planejando cada detalhe e sonhando com o momento de ter a filha nos braços, assim como você, e agora por causa de um idiota tudo isso foi tirado dela e da criança, que só Deus sabe o que vai acontecer com ela a partir de agora.
— isso é...- fala mas eu a corto.
— eu não queria que você soubesse disso, pois eu te conheço e sei que ficaria abalada e no seu atual estado não era o melhor a se fazer.
— isso realmente é triste, e como a bebezinha está?- me pergunta enquanto olha para nossos filhos.
— a enfermeira disse que ela está bem, não sofreu nenhum trauma.
— graças a Deus- fala.
— não fique pensando nisso Ana, e quanto ao seu leite?
— as enfermeiras fizeram estimulações nos meus seios, e com a sucção dos bebês ajudou também, elas acham que não vai demorar para que o leite desça, enquanto isso, eles terão que tomar leite próprio para recém nascidos.
— tudo bem, fique calma Ana- dou um selinho nela e depois me aproximo da cama e ela deita em meu peito, faço carinho em seu cabelo e não demora para que ela esteja dormindo, e assim me permito respirar aliviado por ter meus três amores comigo, e assim descanso também.
E não demora para que eles sejam levados para o berçário
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Acordo horas depois e vejo que Ana ainda está dormindo, com cuidado me levanto e vou ao banheiro.
E quando volto para o quarto, ouço uma batida na porta, peço para que a pessoa entre, e vejo que é Taylor, e sua feição não é das melhores.
— Taylor
— temos um problema senhor Grey- fala e meu alerta dá sinal, me encaminho para o lado de fora, pois não quero perturbar o sono de Ana.
— o que foi?
— já saiu em todos os meios de comunicação que a Sra. Grey já deu à luz a seus filhos e a pessoa que deu a informação deu o serviço completo, pois eles sabem até o número do quarto.
— que merda é essa Taylor- falo quase gritando- quero essa pessoa identificada para que eu possa bater tanto nela, que nem os médicos irão da jeito.
— já estamos cuidando disso senhor, e eu sugiro que troquem a Senhora Grey de quarto, pois os jornalistas estão loucos para conseguir uma foto dela com os bebês.
— tudo bem, irei falar com minha mãe agora mesmo, peça que Sawyer e Ryan fiquem aqui e não deixem ninguém suspeito se aproximar do quarto e a peça, e a Prescot ficará no quarto com a Ana, e você vai descobrir quem deu essa informação.
— perfeitamente Senhor Grey- ele fala e pega seu celular e liga para os seguranças os avisando do que eu pedi, e depois disso eu entro e Ana ainda dorme, e isso é bom, beijo sua testa, pego meu celular e saio, e logo os Prescot, Ryan e Sawyer já estão do lado de fora.
— ninguém da lista que eu fiz está permitido a entrar no quarto, entenderam?
— sim senhor- falam juntos, e então Taylor e eu saímos, depois cada um vai para um canto, eu estou fumegando de raiva, e louco para descobrir quem vazou essa informação.
Falo com minha mãe e é claro que com sua enorme influência não foi difícil para trocar Ana de quarto, um problema a menos para resolver, agora só preciso descobrir o causador de tudo isso.
Mais isso é com Taylor, então volto para o quarto de Ana e vejo que ela não está.
— cadê minha esposa? — pergunto aos seguranças.
— ela foi com Prescot, e as enfermeiras até o berçário- fala e eu arregalo os olhos- não se preocupe Senhor Grey, a segurança do hospital já está ciente do que está acontecendo, e tem mais de sua segurança pessoal com ela, ela está em segurança- Ryan fala e eu não o respondo, apenas vou para o berçário, não me importando com quem eu esbarro pela minha frente, e assim que chego vejo que Ana está com um bebezinho em seus braços, e não é os nossos filhos, ah não, não poder ser o que penso que é, ela está tão entretida que não me viu.
Ela está sentada em uma poltrona e com a bebê em seu colo e a menina está a boca no seio de Ana, ela não estava sem leite? Ela passa a mão na cabecinha da pequena, que está em seu mundinho particular e não está ligando para mais nada, faço um barulho para que Ana veja que eu estou aqui, então ela olha pelo vidro e dá um pequeno sorriso pra mim, mais logo volta sua atenção para a pequena, e logo ela larga o seio de Ana e uma enfermeira pega a menina e a faz arrotar, e a coloca em seu berço em seguida.
Ana se aproxima dos nossos filhos e passa a mão em suas cabecinhas e os beija em seguida, e logo sai do berçário com a ajuda de Prescot.
— devo saber o que você estava fazendo?
—Christian, não tem perigo em nada- ela fala porque não sabe a confusão que está aqui, e eu empurro sua cadeira de rodas e voltamos para o quarto, e é claro que as pessoas estavam olhando para nós dois.
— vamos trocar de quarto.
— e porquê? — ela me pergunta.
— porque algum filho da mãe resolveu falar que você deu a luz, e passou até o número do seu quarto, e lá fora está infestado de jornalistas querendo uma foto de vocês- ela não fala nada.
E não demora para que chegamos ao quarto, e eu a ajudo a deitar na cama resolvo perguntar.
— o que você estava fazendo?
— Christian, está tudo bem, primeiro, meu leite desceu, segundo, com o que eu disse anteriormente estava sentindo um incomodo então fui até o berçário, e amamentei nossos filhos, e fiquei curiosa com a bebezinha que você falou, e ela é linda Christian, ela estava chorando e não queria mamadeira, então eu pedi para tentar da de mamar pra ela, e ela pegou meu seio.
Fala e tem um brilho em seus olhos que eu conheço muito bem.
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Depois da nossa conversa mudamos de quarto e Taylor ainda não sabe quem falou demais, mais segundo ele, está próximo pra isso.
No quarto estão praticamente todos, menos o Kavanagh, o que eu acho ótimo, já que não gosto dele pois ele quer a minha mulher. Mais decido deixar isso de lado, porque no final das contas ela é minha, é comigo que ela se casou e acabou de ter dois filhos homens, é Kavanagh, você perdeu essa, sorrio e isso não passou despercebido de Ana, que me olha.
Meus pais estão com os gêmeos no colo e eles estão bem quietinhos.
— então Christian, já sabe quem vazou a notícia?
— ainda não pai, mais já estamos perto de descobrir quem foi.
— isso é ótimo querido, porque lá fora está lotado de jornalistas, temo que eles consigam o que tanto querem- minha mãe fala e sinto Ana ficar tensa ao meu lado.
— não se preocupe mãe, eles não vão conseguir isso.
Depois meus pais dão os gêmeos para Mia e Kate, e Deus, elas vão matar meus filhos, essas duas não tem controle.
E uma leve batida na porta me traz de volta a realidade, peço para entrar, e vejo ser Taylor.
— Senhor Grey, descobrimos quem é que vazou a informação- ele fala e nesse instante todos nós olhamos pra ele.
— já volto- falo para Ana e vou até Taylor, fecho a porta e o encaro.
— então, quem foi o desgraçado?
— acredito que o senhor não vai gostar nem um pouco de saber.
— fala logo Taylor.
— foi o Senhor Kavanagh- eu abro a boca, mas nenhuma palavra eu consigo dizer, eu esperava tudo dele, menos que fizesse isso.
— você tem certeza?
— sim, absoluta, ao que parece ele foi a um bar com algum amigo, encheu a cara e acabou falando tudo.
Porra, é hoje que ele morre.
— deixe os seguranças aqui, e não fale nada pra ninguém, principalmente para a Mia, ela não merece saber disso- ele concorda e chama os seguranças e depois me acompanha até o apartamento do desgraçado, toco a campainha e ele atende a porta com a maior cara de ressaca, e antes mesmo que ele pudesse falar alguma coisa eu lhe dou um soco, fazendo com que ele caia no chão.
— porque fez isso porra?
— pra você parar de ser um merdinha, eu já estou sabendo que abriu sua boca grande, e agora o hospital está cheio de jornalistas querendo tirar uma foto da Ana e dos MEUS filhos.
— não sei do que está falando- fala enquanto coloca uma mão no queixo.
— não seja cínico, tenho provas que foi a um bar, encheu a boca e saiu falando merdas e agora a minha esposa está pagando por isso.
— você é um cretino, enche a boca pra chamar a Ana de esposa mais não a ama, pois se a amasse não teria chamado ela de vagabunda quando soube que ela tava gravida da primeira vez, é eu sei disso tudo, a Ana é uma garota especial e merece alguém que a ame de verdade, não você.
— e esse alguém é você?- pergunto cheio de raiva, pela ousadia dele.
— sim, eu sei que faria a Ana muito mais feliz do que você, você não a merece.
— deve ser triste né? Amar uma pessoa e ela não está nem ai pra você, mais triste ainda é ver que ela é feliz, construiu família e não te vê como homem, que ela arriscou sua vida para salvar a cunhada, isso sim é uma tremenda prova de amor, mais acho que estou falando grego pra você, já que não sabe o que é isso, e não me venha falar dos meus sentimentos pela minha esposa, pois você não sabe de merda nenhuma, e só pra você saber, eu sou louco pela Ana, e quanto a primeira gravidez dela, as minhas atitudes não te interessam, ela me perdoou e isso é o que importa, e hoje estamos muito felizes e nem você e nem ninguém vai estragar isso.
Eu sempre soube que você queria a Ana, sua historinha furada de que era amigo dela nunca me convenceu, e eu estava certo, pois eu via seus olhares pra ela, como ficava com ciúmes quando eu tocava na MINHA mulher, mais é melhor aceitar, que ela é minha e nunca vai querer nada com você.
e não entendo o que a minha irmã viu em você, ela é linda, inteligente, engraçada, com certeza merecia alguém melhor do que você, e só um aviso, faça mais uma merda e eu te mando em um caixote pra Escandinávia.
E termine com a Mia, não quero minha irmã perto de um traste como você- me aproximo dele e lhe dou outro soco, e saio, ele não vale a pena, deixa que o maior castigo será ver a Ana feliz e ao meu lado.
Voltamos para o hospital e a loucura na frente continua a mesma, então entramos pela lateral e eu vou para o quarto da minha esposa.
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Dois dias se passaram, e eu tive que contar a todos que o Kavanagh soltou a noticia, só fiquei triste por Mia, ela realmente gosta dele, mais não irei deixar que ela sofra por ele, ele não merece, e nesses dois dias que se passaram Gail e Taylor cuidaram da nossa mudança, já que iremos levar apenas o básico.
Ana também tem ido todo dia visitar a pequena, e vejo o quanto ela já se apegou a menina, quando fala nela, vejo seus olhos brilharem, mais não quero que ela sofra com o que pode acontecer, a qualquer momento podem leva-la para um orfanato.
Agora estamos nós dois e nossos pequenos aqui, Ana já deu de mamar pra eles, e agora eles estão deitados na cama, não me canso de olhar pra eles dois.
— Christian...
— oi baby
— posso pedi uma coisa?
— você sabe que sim, o que é?
Ela respira fundo antes de falar, e não sei se gosto disso.
— então.... é.... por favor podemos ficar com a bebezinha
— é o que?
— por favor Christian, você disse que não teria nenhum problema em adotarmos um bebê.
— mais você acabou de ter dois bebês Ana.
— eu sei, mais eu me apaixonei por ela, assim que a vi, ela é perfeita Christian, e eu não me imagino longe dela, ou outra mulher sendo a mãe dela, eu sei que serei uma boa mãe pra ela Christian, e como já temos dois bebês será fácil, você disse, por favor vai.
— dois bebês Ana- falo para tentar convencê-la.
— Christian, pensa que ela pode cair em uma família má, que vai machuca-la, eu não quero nem imaginar ela sofrendo qualquer tipo de violência, nós somos os mais qualificados pra cria-la, não iremos fazer distinção dela com os gêmeos, ela será a nossa menininha, por favor amor.
Ela fala e eu sei que ela está certa, a inúmeros casos de crianças adotadas que sofrem algum tipo de violência, e não consigo imaginar essa garotinha passando por isso, fico olhando para Ana e vejo ela me encarando com seus olhinhos ansiosos.
— está bem, você me convenceu, iremos ficar com a menina. Vou ligar para meus advogados para agilizarem o processo.
— obrigada Christian, você não vai se arrepender, vamos ter nossa bonequinha- ela me abraça completamente feliz, pois ter uma menina não exige muitos cuidados, mais eu prometi que faria tudo para que Ana seja feliz.
— vai demorar muito pra gente ficar com ela?
— acredito que não, só precisa ter calma.
— tá bom, contarei os minutos para ter a minha princesa com a gente.
E assim eu faço, ligo para meus advogados e falo que quero dá entrada nos papeis de adoção, e eles farão isso imediatamente.
Continuamos conversando sobre ela, até que Ana fala.
— precisamos de um nome pra ela.
— verdade, você tem alguma sugestão?
— na verdade sim, Valentina, pois ela foi valente e lutou para ficar aqui com a gente, nossa pequena valente.
— lindo nome baby, Valentina Grey, gostei- sorrio e em seguida a beijo.
.....
No dia seguinte estamos prontos para irmos para casa, então estamos aqui com Valentina, e Ana estava certa, ela é linda, estou olhando pra ela, que agora está mamando.
—meu amor, esse é seu papai, ele é lindo não é? A mamãe promete que virá te ver todos os dias te vê, para que você não se sinta só, mais logo não se preocupe pois logo você estará com a gente e os seus dois irmãozinhos em casa, a mamãe vai decorar seu quarto e ele vai ficar lindo, não tenha medo meu anjinho pois você não vai ficar sozinha, eu prometo- Ana termina de falar e dá um beijo na testa de Valentina, e em seguida a pequena mãozinha dela, Valentina está em seu mundinho particular, mais logo para de mamar e Ana faz ela arrotar, e depois a coloca em meus braços e eu fico ali, olhando aquele pequeno ser em meus braços.
— oi princesa, eu sou seu papai mais lembre-se de uma coisa, meus seguranças tem permissão para atirar, lembre-se disso e não terá problemas, claro que não, porque você vai passar sua vida em um colégio interno na suíça.
Eu falo como se ela fosse me entender, pego seu dedinho e sinto ela o apertando, a Ana tem razão, ela é perfeita, e é a minha menininha, que vai me causar um infarto antes dos trinta, minha Valentina Grey.
Ficamos mais um pouco com ela, mais logo as enfermeiras falaram que tínhamos que ir embora, deixamos avisado que qualquer coisa é pra nos ligar.
Pegamos os gêmeos e vamos para nossa nova casa, que é surpresa pra Ana.
Assim que chegamos todos estão lá, Gail fica eufórica ao vê os bebês, assim como todos, assim como todos, eu não sei quem é quem, então irei comprar umas pulseirinhas pra eles.
Ana os coloca nos bercinhos, e eu aproveito e peço pra Taylor comprar as pulseirinhas e uma pra Valentina, a primeira joia da minha princesa.
Volto para o quarto onde meus amores estão, e me sinto realizado, por ter eles comigo, só falta uma pequenininha menina.
Semanas depois.
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