50 Tons de Reconciliação
6 Cap-06
Notas iniciais
Pov Christian
Estou realmente levando a sério meu objetivo de reconquistar Anastásia, as vezes vejo que ela começando a se render, mais outras vezes ela constrói uma enorme muralha de gelo em seu coração e não deixa que eu ultrapasse está barreira.
Em uma das minhas consultas com o Flynn ele disse que cada pessoa tem seu tempo para reagir, sair do luto em que se encontra e que não é bom tentar apressar as coisas, e mesmo com dificuldades estou tentando seguir seu pedido, mais devo dizer que é muito difícil.
Ela tem que ter seu próprio tempo e quando tiver pronta, aos pouco ela vai reagindo e voltando a ser a de antes.
Eu falei a ele que uma vez tinha ido ao quarto dela, só ela estava tomando banho, e o surpreendente foi o que eu vi em cima da cama, três roupinhas de bebê e um sapatinho vermelho, não sabia que ela tinha comprado essas peças, e o mais importante, porque ela não se desfez delas? Pois eu que as vi apenas uma vez me senti mal, por saber que elas não serão usadas, imagine ela.
Cometei isso com o Flynn e ele me disse que, se ela não se desfez delas é porque ainda não se sente preparada, que este é um pontos do luto, ter dificuldade em se desfazer das coisas que lembram a pessoa importante e que já não está mais aqui entre nós, e que eu não tenho que tentar apressar ela, deixar tudo em seu ritmo. Prometi a ele que não iria fazer nada.
E em um dia em que Ana estava dormindo, fui no closet e encontrei a sacola com as minúsculas peças, as retiro e senti a maciez e a delicadeza de todas elas, e ali me permitir deixar as lágrimas descem.
Sei que fui idiota com ela, que disse palavras que sempre me arrependerei, mais poxa, eu fiquei desesperado ao saber que seria pai, acho que não tenho os genes bons para passar a outra pessoa, não sou digno de gerar um ser tão puro e inocente. A minha Ana daria uma mãe maravilhosa, mais o que de bom um filho de uma puta viciada pode oferecer um filho? Não quero ser responsável por uma vida se não serei capaz de suprir suas necessidades.
Durante uma consulta com o Flynn ele me disse que uma coisa não tem nada a ver com a outra, que eu não iria ser um pai negligente só porque minha mãe foi, que eu tenho todas características para ser um bom pai, eu me preocupo com as pessoas, que sou severo quando tem que ser, e que eu sempre fui muito amoroso com a Mia, e que a Ana estaria ao meu lado.
Olho para essas pecinhas e milhares de coisas passam por minha cabeça, e a principal é a culpa, por ter sido um grande idiota, e talvez por causa disso não terei chance de mudar as coisas.
Olhando este sapatinho vermelho faço uma promessa de que irei mover céus e terra, farei de tudo, o Possível e o impossível para concertar as coisas e ter o perdão da minha vida, e da um filho a ela, de preferência um biológico, não medirei esforços pra isso, e quando disse isso a Ana, ela falou que a Dra. Greene disse que ela teve sequelas impossibilitando assim que ela engravide, e estou disposto a gastar todo meu dinheiro com tratamentos, fora do país se não tiver jeito, só quero o melhor pra ela, falei disso a ela, e ela ao que parece não ficou muito feliz.
Mais sou Christian Grey e não desisto do que eu quero, e quero a Ana ao meu lado e Feliz.
Sou afastado dos meus pensamentos quando o telefone toca.
— Senhor Grey seu pai está aqui.
Fico surpreso pois a esta hora ele deveria em seu escritório.
— deixe ele entrar
Falo e desligo o telefone, nunca fui curioso mais esta visita surpresa do meu pai está me deixando assim.
Segundos depois vejo meu pai entrando em minha sala, e se senta na cadeira a minha frente.
— desculpa vir sem avisar- ele começou a falar.
— não tem problema pai, aconteceu alguma coisa?
— na verdade, eu vim aqui por causa da Ana- fala e não esperava que fosse isso.
— como assim pai?
— estou agoniado desde o dia em que ela teve aquele surto e falou aquelas coisas. Não paro de pensar no que eu ouvi.
— pai, esquece isso, o senhor sabe que a Ana está em um momento delicado.
— eu sei, mais como dizem por aí, somente três tipos de pessoas falam a verdade, as crianças, os bêbados e os nervosos, e a Ana estava bem nervosa pelo que vi naquele dia.
— pai... Antes de completar a frase ele me corta.
— não era a minha intenção fazer ela se sentir menos amada que a Kate, ou especial para mim ou sua mãe. Quando na verdade, é ao contrário, ela é uma menina encantadora, que te devolveu para nós, desde que você conheceu a Ana você se tornou outra pessoa, e seremos eternamente gratos a ela por isso, mais eu sou seu pai e me preocupo com você filho.
E quando sua mãe me contou da Elena eu me senti um péssimo pai, que não consegui proteger meu filho de uma pedófila.
Quando eu propus o acordo pré-nupcial não era com a intenção de ofender ou chamar a Ana de golpista ou interesseira, eu sou advogado Christian e acredite, eu já vi de tudo acontecer, a minha intenção era somente te proteger, e sei que ela faria o mesmo se tivesse em meu lugar.
— pai. Sei de tudo isso, mais peço que não fale mais nisso, é passado.
— como você quer que eu esqueça, se sua esposa tem ideias tão equivocadas ao meu respeito? Como eu disse, a minha intenção era somente te proteger, e não deixar ela achando que não gosto dela.
— bom, as palavras já foram lançadas então não tem muito que fazer, a não ser deixar que tudo se resolva.
— Christian, por Deus, como é que eu vou encarar a Ana?
— bem, talvez o senhor não precise.
Falo o encarando e ele arqueia uma das sobrancelhas.
— do que está falando?
— não sei se meu casamento irá resistir a tudo que está acontecendo?
— Christian....
— a Ana pediu o divórcio.
— meu Deus Christian, se você a ama não pode deixar isso acontecer.
— eu a amo pai, e eu fiz uma proposta com ela, iremos viajar para tentar salvar nosso casamento, e se no final não de certo mesmo a amando irei da o divórcio.
— você não pode desistir assim, se você realmente a ama.
— não vou desistir dela pai, apenas irei da um tempo a ela, para que ela saia dessa depressão.
—, faz bem, porque vocês são jovens e terão muito o que aproveitar, e logo estarão me dando netos.
— quem sabe isso não aconteça, isso é o que eu mais quero pai, um filho para que EU, possa me perdoar. E recomeçar como a Ana merece.
Meu pai fica aqui mais um pouco, mais logo ele vai embora, e eu aproveito que estou sozinho e volto a planejar minha viagem com a Ana.
E como ela é romântica sei que ela vai gostar do local para onde iremos.
E eu torço para que no final tudo de certo, e se ela voltar dessa viagem grávida seria melhor ainda. Meu sonho, agora mais do que nunca eu quero um filho com a Ana.
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Eu fui pra casa e como sempre, Ana está enfurnada em seu quarto. Mais hoje as coisas serão diferentes, não quero que ela durma em outro quarto, quero dormir sentindo seu delicioso cheiro, sentindo sua respiração contra a minha.
Conversamos um pouco e por um momento senti que Ana está um pouco melhor.
Arrumamos nossas coisas para a viagem no dia seguinte, e quando estava indo conversar com a Ana, ouvi ela falando ao celular e sei que é errado, mais eu fiquei ouvindo sua conversa com sua mãe, ela falou por alto o que está acontecendo com nosso casamento, falou do divórcio, da viagem, enfim, falou um pouco de tudo.
Depois de alguns minutos ela desliga o celular, fico pensando no quanto está sendo difícil pra Ana, passar por esta crise longe de sua mãe, já que como filha única são muito apegadas.
Devo me preocupar com isso?
Ultimamente só estou tendo perguntas e nenhuma resposta.
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Após o jantar fomos para o nosso quarto, e vê Ana entrando nele, enche meu coração de alegria, ela é minha vida, meu amor, meu tudo.
Pela primeira vez em semanas tive uma noite de sono tranquila, com Ana em meus braços, com ela aqui eu não tive pesadelos.
E isso foi maravilhoso.
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Acordo no outro dia completamente feliz, pois passei a noite com o amor da minha vida.
Saio da cama e vou para o banheiro, faço minha higiene matinal, sem conseguir apagar meu sorriso, tomo um banho bem relaxante, volto para o quarto e vejo que Ana não está mais, deve ter ido para o antigo quarto das sub tomar banho e se arrumar.
Depois de devidamente arrumado eu saio do quarto e vou para a cozinha e vejo que senhora Jones está fazendo o café da manhã.
— bom dia senhora Jones.
— bom dia senhor Grey, deseja tomar o café da manhã agora?
— irei esperar a Ana.
Falo e ela concorda, eu me sento e não demora e sinto o doce perfume de Ana.
— bom dia.
Fala enquanto se aproxima de mim.
Ana se senta em minha frente, e não demora muito para que a Senhora Jones sirva nosso café da manhã.
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Após a refeição pegamos nossas malas e fomos para o elevador.
Anastásia está bastante ansiosa, me perguntou para onde estamos indo, mais eu não falo, quero que seja uma surpresa para ela.
Colocamos nossas coisas no carro, e vamos para o aeroporto.
Quando chegamos cumprimentamos a tripulação e em seguida entramos no jatinho, Ana se senta e eu me sento ao seu lado.
Falei para Stefan não falar nada sobre o nosso destino, sei que Ana está curiosa, mais ela terá que esperar mais um pouco.
Decolamos e não tivemos nenhum problema.
Depois de algumas horas Ana vai dormir e eu fico mais um pouco no assento, e como a viagem será longa, vou para o quarto e vejo que Ana está dormindo tranquilamente, tiro meus sapatos e deito ao lado de Ana, fico admirando minha bela esposa dormindo, aliso seu rosto delicado.
Não demorou muito e já estou dormindo, abraçado a ela.
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Acordo horas depois, sem noção de quanto tempo eu dormir, Ana está dormindo tranquilamente, saio do quarto e vou ao banheiro, e lavar meu rosto.
Volto para o quarto e vejo que a Ana não se mexeu, me aproximo da cama e lhe dou um selinho, e saio do quarto, e volto para meu assento.
Não demorou muito e uma das comissárias de bordo aparece e pergunta se eu quero comer. Devido ao meu passado não recuso, ela então trás o almoço que não comemos.
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Continuo sentado, quando sinto o perfume de Ana, ela se senta.
Em alguns minutos eu irá chama- lá pois já estamos para aterrissar. Ana olha a paisagem e seus olhos brilham e pergunta se estamos onde ela pensa que é, apenas dou um sorriso como resposta.
— Christian, por favor, me fala, estamos em Amsterdã?
— sim Ana, iremos ficar aqui, e resolver as coisas entre nós dois.
— eu nem sei o que falar Christian.
— não é preciso falar nada, eu apenas quero que você me deixe tentar de reconquistar e ter o seu perdão.
— está bem, como quiser- fala e logo estamos aterrissando, saímos do jatinho e o vento frio faz Ana se encolher em sua fina blusa, e me culpo por não ter pedido para ela usar um casaco mais grosso, então tiro meu terno e coloco em seus ombros,
— obrigada- fala e vai para o carro alugado por Taylor, enquanto nós pegamos as malas.
— iremos ficar quanto tempo aqui?
— o suficiente Ana para que possamos nos entender.
Ela não fala nada, apenas balança a cabeça confirmando, e depois de colocar todas as malas no carro entramos e começamos a andar pelas movimentadas ruas de Amsterdã, e pelo olhar de Ana sei que acertei na escolha e fazendo uma nota mental, estamos a pouco mais de uma hora de distância da casa da autora preferida dela, e dependendo de como as coisas serão aqui, levarei ela mais uma vez para visitar a casa que ela tanto amou.
— vamos ficar em um hotel? — ela me perguntou, fazendo com que eu olhe pra ela.
— não Ana, eu aluguei uma casa, assim teremos privacidade para resolver nossos problemas.
— claro- fala apenas isso e volta a olhar pela cidade, eu aproveito e pego sua mão, e por sorte ela não repeliu o ato. Me deixaria morto se ela não aceitasse meus gestos de carinho.
Pois tudo o que eu mais quero é demonstrar o quanto a amo e a quero.
Não demorou e chegamos a casa, Taylor desce e abre a porta para que Ana saia, assim que ela sai, olha com bastante atenção todos os detalhes da Casa.
— gostou?
— é linda- fala sorrindo, me aproximo e pego sua mão, e entramos, tudo está exatamente como eu queria.
Taylor disse que terá uma mulher para cuidar de tudo, três vezes por semana, incluindo as refeições que ela deixará congeladas, não quero que Ana cozinhe, mesmo amando sua comida.
Mostro toda a casa a ela que está bastante feliz.
Estamos na suíte principal, Ana está olhando o belo jardim.
—quer descansar?
— não. Eu dormi a viagem toda praticamente.
— então quer da uma volta, e comer alguma coisa?
— se não for incomodo.
— claro que não meu amor.
Sorrio com carinho pra ela.
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Depois de prontos Taylor e um segurança local nos acompanham, primeiro quero que Ana coma alguma coisa, mais como ainda é início da noite, ainda não tem nenhum restaurante funcionando e não quero que ela coma besteiras.
— se não tiver problemas iremos dá uma volta antes de irmos a um restaurante, mesmo que a minha ideia inicial fosse justamente o contrario-falo em um tom descontente.
— sem problemas, podemos ir ao A Praça do Dam e o Palácio Real?
— claro, sem problemas- falo e o segurança então vai até esta praça, quero fazer de tudo pela minha esposa.
— obrigada.
Assim que chegamos a praça, Ana nem espera Taylor abrir a porta, desce praticamente correndo, e eu a acompanho.
— A Praça do Dam fica localizada bem no coração da cidade, bem no centro mesmo. Nós arriscamos em dizer que 90% dos visitantes que passam por Amsterdam acabam conhecendo a praça, mesmo que sem querer. Por ali, também está o Palácio Real que, apesar de não ser a residência oficial do Rei, ainda é umas das habitações da realeza. Felizmente, o palácio fica aberto para visita e oferece tour para conhecer os seus detalhes medievais e as lindas pinturas que são preservadas nesse lindo monumento.
— Alguém andou estudando pelo visto- falo sorrindo enquanto ela está admirando a vista.
— Eu não li, estava assistindo um programa onde os apresentadores iriam aos pontos turísticos de todo o mundo.
— boa resposta Senhora Grey- falo e ela sorri, ficamos ali observando o local que aos pouco vai se enchendo de turistas. Ana está bastante encantada com tudo o que vê, e me coração se enche de alegria.
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Depois de aproximadamente uma hora saímos da praça e vamos para um restaurante, que ainda está pouco movimentado, escolhemos uma mesa mais afastada das demais, Taylor e o outro segurança ficarão em outra mesa, para caso precisemos de suporte.
Escolhemos os nossos pedidos.
— você já tinha vindo aqui antes?
— sim, mais a trabalho. Não tive tempo de aproveitar nada, você sabe como é isso.
— sim, entendo.
Poucas palavras foram ditas, o clima ainda continua estranho entre nós dois, mais o objetivo desta viagem é justamente este, mudar as coisas que não estão dando certo, para que não seja preciso chegar ao divorcio.
Logo nosso jantar é servido, e a comida realmente está maravilhosa, comemos em silencio, uma vez ou outra Ana me olhava, isso é uma coisa, passo a maior parte do tempo pensando em como começar a fazer isso.
E pela logica o correto é começar do começo.
— vou te contar uma história e talvez assim você entenda meu medo de ter filhos, sei que não é uma boa justificativa para o que eu fiz mais...
— Christian...
— quando eu tinha quatro anos morava em um quartinho com a puta drogada, e ainda tinha o cafetão que ia lá para fode-la, de todas as maneiras possíveis, e quando isso acontecia, o que bem frequente, eu tinha que me esconder. Tentava não escutar os gritos dela, ou aos palavrões que ele falava, mas isso era meio impossível, pois o lugar era pequeno, eu costumava me esconder dentro do armário que tinha na cozinha, esperando que terminasse logo.
Aquele lugar era fétido, mais não tinha jeito sairmos dali, o cafetao não deixava. Lembro perfeitamente que eu tinha fome, sede, medo e ela não podia fazer nada, ela mal podia cuidar de se mesma como iria cuidar de uma criança? Minha barriga roncava de fome, mais não tinha comida em casa. Ela não me protegia do cafetão, quando ele vinha me bater.
Não me recordo de uma única vez em que ela me defendia, na época eu não entendia, mais agora faz todo sentido, ela não me defendia pois estava drogada demais, ele a drogava para que ela não resistisse e os únicos momentos em que estava um pouco menos bêbada tinha que ficar em seu lugar, ele a ameaçava e varias, várias e várias vezes senti minha pele doer quando ele me fazia de cinzeiro e me batia de cinto quando eu chorava, e chamava por ela, e depois por causa da minha desobediência, por ter sido um verme chorão ele descontava nela também.
E eu tinha que ficar ali, assistindo tudo sem poder fazer se quer um barulho.
Eu ficava bem Feliz quando ele ia embora, aí ela vinha me abraçar e pedi perdão por tudo isso, mais não adiantava pedi perdão pois não demorava e tudo voltava como antes.
Eu lembro que o lugar que eu gostava de ficar era no armário dela, depois ela tomava banho e se arrumava pra sair, era um cheiro doce e me fazia bem, então eu ficava ali dentro, sentindo aquele cheiro bom que ela tinha.
Antes de tudo acontecer, ela tinha feito um bolo de chocolate, lembro que pela primeira vez eu tinha ficado muito feliz, ela tinha tomado banho, lavado o cabelo e tinha o cheirinho que eu tanto amava nela. O bolo não era grande, mais pra mim, que nunca tinha tido um, era perfeito, ela fez cobertura, e antes de partir o bolo ela me pegou no colo e disse que me amava, eu comi aquele bolo em uma felicidade que não cabia em mim, depois disso, fomos para o pequeno sofá e ela deixou que eu brincasse com seu cabelo, ali estava ciente disso, diferente das outras vezes que eu fazia isso, mais ela não via pois estava bêbada demais.
Ela me pegou no colo e mais uma vez falou que me amava, eu também falei que a amava, aí ficamos deitados ali e acabamos dormindo. Acordei com sede e chamei por ela, mais ela não acordou, e eu fui procurar água, ou outra coisa, mais não Tinha, voltei na sala e achei uma latinha, abri para vê se tinha água, mais era uma coisa com gosto ruim, então pra vê se a sede passava eu deitei com a minha mãe e ela não acordava, foi assim até a polícia encontrar a gente.
Terminei de falar, sentindo um misto de emoções que nunca tinha sentido antes, eu já tinha falado disso tudo para o Flynn, agora falar do meu passado sujo para Ana é diferente, decidi que aos pouco eu vou falando tudo pra ela, para que no final ela entenda porque eu reagir daquela forma.
— eu não sei nem o que falar.
— tudo bem Ana, isso foi só o começo, mais o resto vou falando devagar, e no final espero sinceramente que você entenda porque agi daquele jeito, eu tenho um passado sujo Ana, não sou como você, eu tenho medo.
— Christian, eu sei que isso é difícil e se não quiser falar o que ainda tem, eu não vou insistir, mais você só vê este lado, não vê que foi criado por uma família amorosa, que te passou os melhores valores que uma pessoa pode ter, e são estes os valores que você iria transmitir adiante.
Fala e meu lado consciente concorda com ela, mais ele é a minoria no momento.
—bons argumentos, depois eu continuo, agora iremos pra casa, a viagem foi cansativa.
Ela não fala nada, e eu chamo o garçom e peço a conta, não olho o valor e a pago, depois saímos do restaurante e fomos para o carro.
Espero que me lembrar disso não me faça ter pesadelos, quando o que eu mais quero é ter uma noite de sono tranquilo ao lado da Ana.
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