Notas iniciais
espero que gostem, boa leitura

Pov Anastásia

Mais um dia se iniciou, e eu estou com a sensação de está parada no tempo, que minha vida parou, e eu não sei o que fazer para mudar isso.

Levanto da cama e vou para pra banheiro, fazer minhas necessidades e higiene matinal. E enquanto estou tomando banho, começo a pensar em alguma ideia, para que minha vida volte aos trilhos, penso, penso e nada, a única ideia que me vem a cabeça é o divórcio.

Mesmo que divórcio seja a última coisa, em que eu pensaria em fazer, mas pelo jeito não terá outra alternativa.

Saio do banheiro, me visto e desço as escadas, vou para a cozinha e encontro Gail atarefada como sempre, me sento em um dos bancos do balcão.

— bom dia Gail.

— bom dia Ana, vai querer o café da manhã Agora?

— sim, por favor.

Eu falo e ela começa a me servir, panquecas, suco de laranja e meu chá de sempre. Agradeço e ela volta a arrumar algumas coisas, tento deixar minha mente clara, que o divórcio será o melhor para nós dois, mesmo que o Christian seja o homem que mais amei, eu tenho que ser realista, a vida real não é como os romances que tanto amo. Nem sempre o amor é suficiente pra segurar um casamento.

— Ana, me desculpe me intrometer em sua vida, mas hoje você está mais calada que o normal.

— estou pensando Gail. Você está vendo o que está acontecendo, meu casamento com o Christian acabou- falo e tento não chorar.

— menina, vocês estão passando por uma crise, mas vai passar, vocês se amam.

— acho que essa crise foi forte demais, como se o nosso casamento fosse um castelo de areia e essa crise o mar, que apenas com uma onda desmanchou todo o nosso castelo.

—conversar é sempre a melhor opção Ana.

— a tantas coisas Gail, e a sombra do meu bebê sempre vai existir, vai ser algo que sempre irá nos separar. Eu não estou aguentando mais, cheguei ao meu limite, só quero voltar a ser a Ana de antigamente, aquela que era Feliz com tão pouco, que poderia sair sem ser apontada como cúmplice do sequestro da própria cunhada, quero a minha vida de volta Gail, e acredito que só a um jeito para isso- falo e seco as minhas lágrimas.

— tenho até medo de perguntar, mas o que você está pensando em fazer?

— quando o Christian chegar em casa hoje, irei conversar com ele, e pedi o divórcio.

— Ana, isso é loucura, não é preciso chegar a esse ponto, vocês são jovens e vão conseguir superar essa crise se ficarem juntos, pois separados será pior, o Senhor Grey ficou péssimo quando você foi embora a primeira vez, e sei que você também ficou, pensa bem, um casamento é assim mesmo, eu estou com o Jason a quatro anos, e pode acreditar que já tivemos várias crises, mas não deixamos transparecer, sempre a gente sentava e conversava, nós nos amamos e sempre conseguimos chegar a um meio termo para que tudo fique bem.

— no nosso caso não há meio termo Gail, eu sempre sonhei em ser mãe, mas parece que o Christian vê filho como algo abominável.

— Talvez isso seja pelo passado dele, mas de um tempo a ele, que as coisas vão mudar. Para falar a verdade, acredito que já estejam mudando, o que aconteceu com você pode ter feito ele mudar de ideia.
— você coloca muita expectativa Gail.
— Ana, eu conheço o Senhor Grey a praticamente cinco anos e já vi ele fazer coisas que jamais imaginária que pudesse ser feitas. Você o mudou, ele é praticamente outro homem, depois que te conheceu que eu o vi sorrir, ele voltou a se aproximar da família, Ana, só tenha mais um pouco de fé. Todo homem quer ter um filho um dia.
Ela fala e pela primeira vez a ouço falar sobre ela e o Taylor, e é difícil imaginar aquele homem apaixonado, ou falando coisas românticas, enfim, é impossível vê ele assim, mas voltando ao assunto em questão.
Christian já deixou bem claro que não quer ter filhos, e eu quero ter uma menininha, para poder arrumar e fazer dela a minha boneca, só que é difícil quando a gente é casada com alguém como o Christian.

— acredite Gail, eu imaginava o Christian como meu príncipe encantado. Que meu casamento iria ser pra sempre, eu idealizei tanta coisa, e nada disso aconteceu. Pelo contrário, mal me casei e já estou assim, não era assim que eu imaginava que era um casamento.

— vocês dois são bem diferentes, tem que aprender a lidar com isso, ele é mais velho que você sete anos, analisando as coisas, você ainda é uma menina, que acabou a pouco tempo a faculdade e pelo amor aos livros acabou idealizando algumas coisas, mas Ana, as vezes as coisas não saem como queremos, elas ficam melhores ainda, você não pode desistir do seu casamento assim.

— eu cheguei ao meu limite Gail, não tenho vontade de mais nada, a não ser chorar, quando o divórcio sair irei passar um tempo com minha mãe. Porque aqui, estou me sentindo muito sozinha, só ouvi coisas negativas, e não é isso que eu preciso, eu preciso de colo.

—- Ana, você não está sozinha.

Fala e eu largo o garfo e ela vem me abraçar, Gail é a única que não está me condenando, ela me dá colo, fala o que preciso ouvir, mas não de um jeito duro, ela escolhe bem suas palavras.

— obrigada por tudo Gail, você é a única que não é dura com as palavras.

— não precisa agradecer Ana, você é uma ótima menina, só que ainda precisa conhecer mais do mundo e das pessoas.

Fala e eu concordo com isso, termino meu café da manhã e em seguida vou para a biblioteca, tem uns manuscritos que preciso lê, são de ótimos autores, que com certeza irão fazer bastante sucesso.

As horas vão passando e eu mergulhada nessa história, que é muito envolvente. Perdi totalmente a noção do tempo, tanto que Gail teve que me chamar para almoçar.

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Agora estou agoniada, enquanto espero Christian, passei a tarde ensaiando o que irei falar pra ele, ainda o amo e muito, mas o fantasma do nosso bebê irá nos separar, ele sempre ficará no nosso meio.
Eu mereço ser feliz, e ele também merece, só não sei se será comigo isso, mesmo que me doa imaginar ele com outra mulher. Tenho que ser realista, não sou o suficiente pra ele.
Tomo banho, me arrumo e desço as escadas para esperar Christian, que não demorou muito, assim que ele chega, e da beijo na testa e pergunta como estou, decido parar de enrolar e falar logo, tudo de uma vez, e é isso que eu faço, só não imaginava a reação do Christian, foi de partir o coração.
Vê ele, ali ajoelhado na minha frente, foi mais do que eu poderia suportar.
E ouvir ele falando do bebê, que vamos ter um filho, que irá pagar o tratamento que for, para que eu engravide, não sei como reagir diante disso. Tentei ser forte e não chorar na frente dele, mas não consegui, ele sabe me desestruturar de um jeito que ninguém jamais soube.
e o que pensar da sua proposta, uma viagem só nós dois, para tentarmos salvar nosso casamento e amor.
No início não gostei muito não, mas mesmo assim, decidi da uma oportunidade a ele, e quando vejo, estamos os dois ajoelhados na sala de estar, e quando eu falo que aceito sua proposta ele me abraçou e disse que fará de tudo para salvar nosso casamento e fazer com que eu volte a amá-lo.
— Christian, meus joelhos estão doendo- falo após me afastar de seu abraço.
— tudo bem — ele fala sorrindo e em seguida ele nos leva para o sofá, claro que sem afastar nossas mão
— então, pra onde iremos viajar?
— bem.... Tenho algumas sugestões, mas estou em dúvida, mas não se preocupe com isso, sei que irá amar e obrigado por me dá essa segunda chance, sei que não vai se arrepender.
— não precisa agradecer Christian -
Falo e mais uma vez, ele me abraça, e me permito isso, pois estava realmente sentindo falta desse contato, de sentir seu coração batendo, sua respiração que agora está calma, ele separa nossos corpos e em seguida me dá um selinho, e basta isso para meu corpo se ascender.

— agora o que acha de irmos deitar, mas na mesma cama?- ele me pergunta, me olhando com expectativa.

— não sei Christian.

— eu não aceito não como resposta- fala e em seguida me pega no colo e me leva para nosso quarto, com cuidado me deita na cama- senti falta de está assim com você – ele fala enquanto alisa meu rosto.

— eu também senti Christian, mas as coisas que aconteceram foram demais pra mim, ainda estou me recuperando do aborto, sequestro.

— e eu falei serio quando disse que quero ter um filho com você, se você ficou com sequelas, não tem problema meu amor, a gente vai no melhor especialista do mundo, eu pago o que for para que você faça o tratamento e engravide.

— mas você não... — ele não me deixa terminar a frase.

— eu sei que disse que não queria filhos, que não reagi bem quando me falou do bebê, mas Ana, tenta me entender, eu fiquei com medo de ser tão ruim quanto minha mãe biológica era comigo, não queria colocar alguém no mundo para depois sofrer como eu sofri, não me achava digno de ter um ser tão puro ao meu lado e depois estraga-lo com meu passado de merda.

— Christian eu...

— Ana, me dá mais uma chance meu amor, por favor.

— eu não quero criar expectativas e depois me decepcionar. Eu já aceitei seu pedido para fazermos uma viagem, mas por enquanto não quero falar de filhos, pois a Dra. Greene disse que...

— não importa o que ela falou, só quero uma chance.

— eu aceitei o que me pediu, então peço que aceite o que o eu pedi, não iremos falar de filhos, momentaneamente este será um assunto proibido nesta casa, ou nada de viagem entendido?

—o que você está querendo dizer com isso?
— que esse é um assunto proibido a partir de agora, por tempo indeterminado, você não sabe como foi deprimente ir ao shopping e passar em frente a lojas de roupas de bebê, ou vê uma mulher grávida, um bebezinho e saber que eu não posso engravidar mais, então eu peço pra esquecer esse assunto, porque isso só vai me deixar pior do que já estou, não quero alimentar falsas esperanças, de que irei poder engravidar, e por isso que eu também peço que não insista nessa história de tratamento, pois vai que não de certo, só irei me encher de esperança para depois vê ela se esvaindo por entre os dedos.
— meu amor, não fala assim, a medicina está muito avançada, existem vários novos métodos, tratamentos, para que uma mulher engravide.
— será que você pode por favor, esquecer isso? Não é pedi demais Christian, já sofri demais por ter engravidado uma vez.
Ele me olha e respira pausadamente, para se controlar.
— não vamos discutir por isso, por enquanto irei fazer sua vontade.
Se aproxima e me dá um selinho, tira sua gravata, terno, camisa, me dando a visão de seu lindo corpo, Christian é realmente um homem muito lindo, e deveria ser proibido alguém ser assim, tão lindo quanto ele.
— vou tomar banho, porque daqui a pouco a Senhora Jones vai servir o jantar.
— claro- só consigo dizer isso e ele vai para o banheiro e eu fico pensando no motivo que o fez mudar de ideia em relação a ter um filho, mas eu não quero que ele faça isso por obrigação, só porque eu quero, pois esse é o meu sonho, e não o dele, ter filho por obrigação é horrível, e não vou deixar que ele faça isso, brinque com o meu mais precioso sonho.
Não vou aceitar nenhum tratamento que ele venha propor, se ele não aceitou o pontinho, quem garante que ele irá aceitar esse? Que não falou isso apenas para que eu desista do divórcio, e em seguida repita suas palavras grosseiras? Não vou cair no mesmo erro duas vezes.

Fico perdida em meus pensamentos não sei por quantos minutos, quando sinto Christian tocando em meu braço, então volto a realidade, e o vejo só de toalha, com algumas gotas de água em seu corpo, isso deixa a visão mais tentadora ainda, que tenho que me controlar para não agarra-lo.

— está tudo bem?

— está sim, só estava pensando em algumas coisas.

— que coisas?

— nada de mais Christian. Vá trocar de roupa, pois já vamos jantar.

Digo tentando me recuperar de vê ele assim, após tantos dias sem vê ele desta forma.

Ele sabe que vê- lo desta forma, me desmonta. Então dá um sorriso safado e vai para o closet se vestir. Voltando em minutos depois, já devidamente vestido, o que eu agradeço.

— vamos jantar? — ele perguntou e eu concordo e então vamos para a sala, e assim que chegamos a sala Gail aparece para avisar que o jantar já está servido.

Vamos para a sala de jantar, e Gail então nos serve. E após isso, ela se retira e nos deixa a sós.

A refeição é feita em silêncio, mas não está sendo um silêncio constrangedor. Como pensei que seria.

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Terminamos o jantar e fomos para o quarto de Christian, quer dizer, nosso quarto, pois ele quer que a gente volte a dormi juntos, não que ele irá querer que a aconteça algo entre a gente.

— então, você não vai mesmo dizer pra onde iremos viajar?

— não Ana, será uma surpresa para você, mas sei que irá gostar. Confie em mim. Como eu disse mais cedo, irei fazer de tudo para que você me perdoe e volte a me amar.

— tudo bem- digo por fim, será mesmo necessário uma viagem pra tentar salvar nosso casamento? Será que ainda teremos uma segunda chance? São tantas perguntas e nenhuma resposta, e isso está me deixando ansiosa, pois meu objetivo era o divórcio e depois passar um tempo com minha mãe, e aos pouco ir reconstruindo minha vida.

— não pense tanto Anastásia- ele fala enquanto pega minha mão e a beija delicadamente.

— desculpe mais é que...?

— apenas confie que tudo dará certo Ana- ele fala e em seguida me dá um beijo em meu rosto, troco de roupa e me deito, sei que ele está tentando que a gente volte ao que era, e quando estou perto dele, sempre acabo me lembrando de tudo o que ele me disse e isso faz com que eu me retraia novamente e volte a trata-lo com frieza, eu não sou assim, mas o que ele me falou, não sei se esquecerei esquecer tão cedo.

Vou para o banheiro, faço minhas necessidades, escovo os dentes e volto para o quarto, entro no closet e troco de roupa, volto para a cama e me deito ao lado de Christian.

Dois dias depois, as coisas estavam praticamente iguais, mais prometi fazer um esforço para não ficar distante de Christian, as vezes isso é bem complicado, ele falou que a viagem já está programada, que amanhã iremos sair, ele ainda continua fazendo mistério, até já desisti de tentar descobrir.

Agora estou aqui, criando coragem pra ligar pra minha mãe.

Crio coragem e ligo pra minha mãe, que no terceiro toque ela atende.

— oi meu amor, como você está?

— estou bem mamãe.

— então porque estou te achando com a voz tristinha?

— ah mãe. Falo e lá vem aquela vontade de chorar.

— quer que eu vá passar uns dias com você?

— não é preciso mamãe, amanhã irei viajar com o Christian.

— isso é ótimo meu amor, uma viagem a dois, ainda mais que estão no começo do casamento, apesar do que aconteceu com você, vejo o amor em vocês dois.

— mãe...

— o que foi Ana? Sei que tem alguma coisa acontecendo.

— tanta coisa está acontecendo mamãe.

— oh meu amor, me parte o coração saber que você está assim é não poder está aí para te dá colo.

— era do que eu realmente estava precisando agora, mais amanhã irei viajar e não sei quanto tempo iremos ficar fora.

— está tudo bem com o casamento de vocês dois? E não ouse mentir, mesmo a distância sei quando menti.

— está certo mãe, meu casamento com o Christian não está nada bem, por isso a viagem, para ver se conseguimos salvar nossa relação ou terá o divórcio.

— meu Deus, o que aconteceu para que as coisas chegassem a esse ponto?

— várias coisas mãe, não foi apenas uma coisa, e eu não estou conseguindo aguentar tudo isso, então pedi o divórcio, e o Christian sugeriu a viagem pra gente tentar se entender.

— meu amor, eu nem sei o que te falar.

— apenas fala que tudo vai ficar bem, se a senhora falar, irei me acalmar mãe.

— claro que no final tudo fica bem, não se preocupe meu anjo, mamãe está aqui pra você.

— obrigada mãe, amo a senhora.

— também te amo Ana, e muito.

Ficamos conversando por mais alguns minutos, depois ela desliga, mais me faz prometer que ligarei caso precise.

Eu prometo e em seguida desligo o celular e vou terminar de arrumar as malas para a viagem.

Mais arrumar uma mala sem saber para onde irei é bem difícil, mais mesmo assim eu arrumo, quando termino vou tomar banho para dormir.

Christian está no escritório arrumando os últimos detalhes, e logo irá voltar para dormir.

Pego um livro pra lê e não sei em que momento eu dormir, só acordo no dia seguinte com Christian enroscado em min.

Dou bom dia a ele e vou para o banheiro, faço minha higiene matinal.

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Estamos tomando o café da manhã, e Christian está com uma aparência leve, queria entender como ele consegue.

Terminamos de nos arrumar, me despeço de Gail e vamos para o aeroporto onde o jatinho está a nossa espera.

E agora estou mais ansiosa que nunca, quero saber para onde estaremos indo, mais não tenho nenhuma pista.

Logo estamos voando e uma das aeromoças vem perguntar se queremos alguma coisa, respondemos não.

— não vai me falar pra onde estamos indo?

— não. Em algumas horas irá saber.

Fala e desisto de saber, nem o comandante falou nada, Christian deve ter proibido.

Depois de algumas horas o sono me vence e vou para o quarto dormir.

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Acordo horas depois, com um carinho em meu rosto, lentamente abro os olhos.

— já vamos aterrissar.

— dormi muito?

— umas dez horas mais ou menos- Christian fala e arregalo os olhos, saio da cama e vou ao banheiro lavar o rosto e tirar essa aparência de cara inchada, faço xixi e volto para a minha poltrona, coloco o sinto e me preparo pra aterrissagem.

— Christian que lugar é esse?

— espero que goste, pois iremos passar algumas semanas aqui.

Fala e do tô tenho a sensação de já saber onde estamos, olho para ele, que está sorrindo como se estivesse confirmando meus pensamentos.

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