Pov Anastasia.

Nos últimos dias estou apenas no modo automático, descobri que estou grávida e o Christian não aceitou o bebê por um medo, talvez totalmente bobo. Se ele se esforçasse mais um pouco, iria vê que seria um bom pai, mas ele prefere saídas mais simples, como colocar a culpa em mim.

As palavras dele ecoam em minha mente, toda vez que fecho os olhos veem em minha cabeça as duras palavras dele, e o que mais me dói foi ele insinuar que eu engravidei de propósito e por isso, ele saiu e encheu a cara como se fosse um adolescente mimado e ainda por cima com aquela pedofilia. E agora ele está me ignorando, ele se comunica comigo através dos funcionários. Se ele não se sente preparado, eu também não me sinto, mas aconteceu e eu serei mãe aos 21 anos de idade.

Estou em minha sala lendo um manuscrito quando meu celular toca e eu vejo o nome de Mia, então rapidamente eu atendo.

— Mia- atendo animada.

—Ora, ora, ora, quanto tempo não nos falamos- reconheço está voz e sinto um enorme calafrio, minha sorte é que estou sentada, puta que pariu, todos os pelos do meu corpo instantaneamente se eriçam, o sangue parou de circular, assim como o oxigênio some do meu corpo, Jack Hyde.

—Jack!- minha voz sai trêmula devido ao medo crescente em meu corpo. Como que ele saiu da cadeia? E o pior, como que ele está com o celular de Mia?

— então ainda se lembra de mim? Muito bom isso.

— como eu iria esquecer? Pergunto acidamente a ele.

— não vai me perguntar por que estou ligando do celular da sua adorável Cunhada? — pergunta é mesmo sem o vê, sei que está sorrindo e isso me causa náuseas.

— porque está me ligando? O que você quer? — pergunta logo de uma vez, para acabar com isso logo.

Eu penso em desligar, mas a preocupação e o medo do que ele fez com Mia são maiores do que qualquer coisa.

— não ouse desligar este telefone- e mais uma vez sinto os pelos do meu corpo se eriçarem- sabe, andei batendo um papinho com sua cunhadinha.

O que? Mia. Isso não é possível.

— o que você fez com ela? Pergunto enquanto tento conter o medo correr.

— escuta aqui sua vadia vendida, sua puta safada, você acabou com a minha vida, seu maridinho também fodeu com tudo, e você me deve muito sua vadia. E eu estou com a vadiazinha da sua cunhada aqui e você e os Grey dos infernos vão pagar e muito caro por isso.

Fico chocada ao ouvir os despropérios de Jack, e sinto calafrios percorrerem meu corpo. Tanto ódio e rancor me chocam e começo a entrar em desespero.

—O que você quer para soltar a Mia?

— eu quero pouca coisa. Mais precisamente o dinheiro dele, porque se as coisas tivessem sido diferentes teria sido eu, não ele, mais como sempre, ele está fodendo tudo. Então eu quero 5 milhões de dólares.

— Jack, está é uma quantia muito grande, e não tenho acesso a este valor.

— você tem duas horas para pegar este dinheiro, e não tente bancar a engraçadinha, nada de avisar seu marido, os seguranças ou a polícia, ou essa vadia morre, porque se você o fizer, eu irei saber e vou descontar na putinha aqui. Entendeu?

Ele termina de falar e sinto o pânico crescer rapidamente dentro de mim.

— sim_ falo em um sussurro.

— não se esqueça, qualquer vacilo eu mando a puta para o inferno, sem dó nem piedade.

Minha respiração acelera rapidamente.

E antes que eu possa falar qualquer coisa, ele desliga o telefone, e eu não consigo pensar em nada a não ser em Mia. Será. Mesmo que ele está com ela? Tantas dúvida é minha mente está fervendo, apenas com a possibilidade dele está com ela, e mais uma vez meu estômago se revira e tenho vontade de vomitar, mas me controlo, pois não posso fraquejar agora, se Mia está com ele mesmo, ela depende de mim.

Enquanto tento controlar minha respiração, penso no que fazer, chamar Christian está fora de questão, já que o mesmo não está falando comigo, Taylor? Está em Portland e talvez não possa ajudar, a Polícia? Aí meu Deus, não sei o que fazer.

Depois de ficar alguns minutos pensando em alguma coisa, não chego a nenhuma conclusão, então decido ir pra casa, talvez assim eu consiga pensar em algo, desligo o computador, pego minhas coisas e saio.

— Hannah estou saindo, e como não sei a que horas retornarei então cancele meus compromissos desta tarde e também avise a Elizabeth que precisei sair.

— tudo bem, mas você está bem? Precisa de ajuda?

— estou bem, não se preocupe- falo e rapidamente saio, e logo chego a recepção e vejo que Sawyer está, vou até ele- Sawyer.

Quando ouve minha voz, rapidamente vem ao meu encontro.

— Sawyer me leve pra casa, não estou muito bem.

— tudo bem, só espere enquanto eu pego o carro.

— não, também vou. Quero logo chegar em casa- digo com firmeza e então ele não ousa me contrariar.

Enquanto estamos andando pelas movimentadas ruas de Seattle eu fico pensando no que devo fazer, e como fazer para que não levante nenhuma suspeita, nada pode dá errado ou Mia poderá.... Não, não quero pensar nisso, tenho que pensar positivo.

Após alguns minutos Sawyer liga para Taylor, para avisar que está me levando pra casa, pois não estou me sentindo muito bem, e não demora muito e já estamos chegando ao Escala.

Quando entramos, eu não vejo Gail em lugar nenhum, e enquanto Sawyer vai para a sala de Taylor, eu vou para meu quarto, troco de roupa, abro a gaveta de Christian e pego um dos talões de cheque e vejo a arma de Leila, por Deus, Christian não sabe nada sobre armas, a prova disso é deixa-la em um local de fácil acesso e com isso, ele pode acabar se machucando, eu pego e coloco no cós da minha calça, para caso preciso me defender.

Penso em vê se há dinheiro no cofre, mas não lembro do segredo, lembro do Christian ter mencionado uma vez que o segredo está no armário, vou ate lá, só que o armário está trancando. Droga, ele deve está com a chave, então eu pego a bolsa de ginastica de Christian e deixo as coisas em cima da cama, vou até o Closet e pego uma mala minha e depois, com cuidado, saio do quarto e vejo que não há mais ninguém, na sala, saio com cuidado e do lado de fora, mando uma mensagem para Sawyer ir até meu quarto no andar de cima, e com cuidado para não ser vista pelas câmeras de segurança eu saio, entro no elevador e rapidamente entro no meu carro e vou até o banco.

Espero que meu louco plano dê certo e que eu possa salvar Mia sem maiores contratempos, em poucos minutos eu chego ao banco e vou falar com uma das atendentes que me olha com descrença. Talvez pelo modo que estou vestida ela pensa que não possuo conta em um banco como este. Mas assim que ouve o nome do meu marido, muda drasticamente e me leva para uma sala privada. Pede um documento de identificação e eu peço para falar com o gerente.

Ela sai para busca-lo, e eu começo a ter ânsia de vomito, mas tento me controlar ao máximo para não vomitar, e imediatamente levo minha mão ao meu ventre.

— calma pontinho, a mamãe está fazendo isso por sua tia, colabore com a mamãe está bem?- falo e faço um leve carinho em meu ventre ainda imperceptível.

Alguns minutos mais tarde eu olho no meu relógio já impaciente e angustiada com demora do gerente, quando a porta é aberta e um homem de meia idade entra no local e se senta a minha frente depois de alguns minutos de conversa ele pede meu documento de identidade e eu o entrego, só que o documento ainda está em meu nome de solteira, e ele fala em ligar para Christian e meu medo aumenta. O Christian não pode saber disso, ou ele irá colocar tudo a perder, merda, o que farei agora?

Começo a procurar algum documento que comprove que sou casada com Christian, e depois de alguns minutos encontro meu cartão Amex preto e o entrego e para meu alivio o gerente aceitou como um documento. Ele fala que o procedimento não é regular, e eu não vejo outra opção a não ser apelar, e sim, dá certo.

Depois de alguns minutos o senhor Troy Whelan volta e diz que o Christian está querendo falar comigo, que ele está na linha um, e em seguida ele sai, não era para acontecer isso, eu não posso falar com o Christian, não agora.

— oi Christian- murmuro, enquanto tento acalmar a ânsia de vomito.

— você está me deixando? Sua pergunta me parte o coração, seu medo está presente em suas palavras, isso me mata.

— não! – A minha voz está tremula, coração acelerado, mãos tremulas, estou suando frio, e por um momento penso que ele está achando que eu estou indo embora por causa do dinheiro, que sempre foi o dinheiro, que não o amo, e isso me causa um mal terrível. Mas rapidamente percebo que esta é a única maneira de mantê-lo longe e salvar a vida de Mia, então falo algo que me dói no fundo da alma.

— sim! E uma dor me bate e as lagrimas descem descontroladamente de meus olhos, sem que eu tenha algum controle disso, e sei que ele está como eu.

— Ana eu... Ele não termina a frase, a minha ultima alternativa a fechar a boca para conter as minhas emoções.

— Ana você vai embora? Pergunta

— sim! Digo sem nenhuma emoção.

— mais porque o dinheiro? Foi só pelo dinheiro? Sussurra angustiado.

— não!

— cinco milhões é o suficiente?- Christian não faça isso meu amor, por favor.

— sim!

— e o bebê?- ao ouvir ele perguntar sobre o bebê levo minha mão imediatamente ao meu ventre.

— cuidarei dele, não se preocupe.

— é o que você quer?

— é! Falo, mas isso me mata, e ao vê seu sofrimento eu quase volto atrás em minha decisão e contar sobre as ameaças de Jack, o sequestro de Mia.

— sempre vou te amar Ana- sua voz é repleta de emoção, isso é o fim pra mim, nenhuma das nossas discussões, nada tem importância, eu quebrei minha promessa, de nunca deixa-lo. Meu amor, não estou te deixando, estou indo salvar sua irmã.

Após ele desligar o telefone começo a chorar, a dor em meu coração é dilacerante, não posso suportar isso, é demais pra mim, sei que agora ele irá me odiar. Mas preciso que ele entenda que é por Mia.

Sou despertada de meus pensamentos pelo senhor Whelan que entra na sala, e ele não tem coragem de me encarar, fica encarando um ponto fixo acima da minha cabeça, respira fundo e fala.

— O Senhor Grey concordou com a retirada dos 5 milhões dos investimentos Sra. Grey. Devo dizer que isso não é muito comum, mas ele sendo nosso principal cliente... Ele concordou com a retirada.

Finalmente ele me encara, e sua expressão é indecifrável, mas apenas pergunta.

— a senhora se sente bem?

— eu aparento está bem?- retruco.

— sinto muito Sra. Grey, quer um copo d'agua? Não falo nada, não estou nada bem, meu marido pensa que eu o abandonei, que sou uma interesseira, não quero agua, e nem nada.

Ele pede para que eu assine alguns documentos e o cheque, enquanto ele sai e pede para alguém me trazer um copo com agua, depois que eu assino tudo, ele me pede meia hora para pegar a quantia.

Christian me liga, mas não tenho forças para falar com ele, não agora, estou em uma corrida contra o tempo, Mia está em perigo, depois me acerto com ele. Não demora e o gerente volta e avisa que já tem a quantia que eu pedi.

Saímos da sala, e vejo Sawyer. E ele está furioso comigo, merda, isso não vai dá certo. Mas rapidamente eu consigo encontrar uma saída, e falo ao gerente que tem alguém me seguindo, e ele pergunta se quero chamar a policia, imediatamente digo não, e falo que preciso ficar sozinha para dá um telefonema, então quando ele sai, ligo para Jack.

— ora, ora, ora, se não é meu bilhete premiado- ouço Jack e seus sarcasmos que tenho vontade de manda-lo ir para o inferno.

— estou com um problema- digo por fim.

— sim! Seu segurança te seguiu ao banco- ele fala e eu fico branca, ao vê que ele está ciente do que está acontecendo.

— você vai se livrar dele, tem um carro te esperando atrás do banco, um SUV preto, um Dodge, terá três minutos para chegar até o carro.

— talvez três minutos não será suficiente.

— você como uma verdadeira puta safada e vendida vai conseguir se virar. E por fim, jogue seu celular fora, entendeu?

— sim!

— fala de novo- ele ordena rapidamente.

— sim! Falo um pouco mais alto para que ele entenda, ele então desliga, que Merda.eu abro a porta e vejo o senhor Whelan me esperando.

— Sr. Whelan, preciso da sua ajuda para levar as sacolas para o carro, ele está acionado atrás do banco. Por acaso tem alguma saída pelos fundos do banco? Pergunto e ele franze o cenho.

— sim senhora! Para os funcionários.

— podemos sair por lá? Eu não quero correr o risco de chamar a atenção dos Paparazzi.

— claro senhora Grey, eu irei chamar dois funcionários para ajudar com as sacolas e também dois seguranças, por favor, venha comigo.

Alguns minutos mais tarde, eu consigo sair do banco e vamos na direção do Dodge preto, não consigo vê quem está na direção, mas quando a porta do motorista se abre e eu vejo uma mulher toda de preto, fazendo meu mundo parar segundos depois, após reconhece-la, Elizabeth.

— Sra. Grey= ela fala como se fossemos amigas.

— Elizabeth- por fim consigo dizer.

O gerente se despede e eu o agradeço, mas não estou raciocinando direito, já que minha mente está a mil, porque Elizabeth está ajudando o Jack? Tudo isso é confuso demais. Elizabeth pede meu celular, entrego o que pedi emprestado e ela o joga no lixo.

Eu peço pra ela ligar para Jack e soltar Mia, mas ela não faz, diz que ele quer me agradecer pessoalmente, meu estomago mais uma vez embrulha e eu tento não demonstrar medo, não só por mim, mas por meu pontinho, e também por Mia.

Tento conversar, saber porque ela está fazendo isso, mas ela não fala nada e fica cada vez mais irritada ela rapidamente sai do centro de Seattle e vai para as colinas que ficam a leste. Depois de alguns minutos ela estaciona o carro e fala.

— hora do show- sinto a bile subir e o medo aumentar, ela me manda sair do carro, e assim que eu desço do carro sinto minhas pernas ficarem bambas.

— ora, ora, ora, meu bilhete premiado veio.

— onde está a Mia?- pergunto a ele imediatamente.

— existem outras prioridades sua vadia- fala se aproximando, e quase que consigo sentir o ódio emanando de seus poros- cadê meu dinheiro?

— tem uma montanha de dinheiro aqui- Elizabeth diz ao abrir o porta malas do carro.

— e o celular dela?

— joguei no lixo

— perfeito! Fala e sorri sarcasticamente, e sem que eu espere ele desfere um tapa em meu rosto, e com a surpresa do ato, acabo caindo no chão, minha cabeça bate com tudo no chão.

Meus olhos enchem de lagrimas, e a minha visão fica embaçada, solto um grito baixo de medo e pavor. Meu pontinho, tenho que protege-lo.

— isso é pela SIP sua cadela, piranha filha da puta- ele fala cheio de ódio e dá dois chutes em minhas costelas, me contorço de dor, e encolho-me, na tentativa de proteger meu bebê, mas ele não para, continua com os chutes, ele está fora de controle, tento me proteger, e proteger meu bebê da forma que consigo.

— Jack, deixa isso pra lá, já temos o dinheiro.

Ele para com as agressões e fala pra Elizabeth.

— não! Ela merece isso é muito mais-após isso, ele volta ainda mais violento, se abaixa, me encarando e desfere mais um tapa em meu rosto, minhas mãos o cobrem imediatamente, mas nem isso é o suficiente para conter a fúria de Jack, ele se levanta por um descuido meu, ele acerta alguns chutes em minha barriga, o pânico toma conta, meu pontinho não.

— para- peço e tento proteger meu ventre com as mãos.

— porque sua vadia? Tudo isso é culpa sua- e então chuta minhas mãos e desfere mais alguns chutes nas minhas costelas, e barriga, já não aguento mais.

— Jack, para com isso, vamos embora- Elizabeth mais uma vez fala.

— ainda não acabei com ela.

ele fala e já, não estou aguentando de dor, mas reúno as minhas ultimas forças e consigo pegar o revolver, estou tremendo, mas mesmo assim miro e acerto em Jack, a bala pega acima de seu joelho. Fazendo ele cair em minha frente, gritando de dor, levando a mão ao local que a bala pegou .

— merda= Elizabeth grita, tento me manter acordada, mas logo sou levada para a escuridão, mas antes de apagar completamente ouço vários pneus de carro se aproximando e uma enorme gritaria.

— Ana- a voz de Christian é a ultima coisa que ouço antes de ser levada completamente pela escuridão.

Notas finais
espero que gostem