50 Tons Nova Geração

7 Capitulo 7: De uma Briga para um quase Suicídio


Notas iniciais
Boa leitura

Depois que me acalmei fui para o vestiário já que minha próxima aula era educação física. Peguei o uniforme e me troquei quase chorando pela camisa de minha mãe, ela com toda certeza ficaria chateada quando visse o estrago que foi feito. A professora chamou para a aula mais acabei esquecendo de amarrar o cabelo. Voltei para o vestuário e pequei um elástico vermelho quando uma mão me empurrou rumo aos armários.

— Acha mesmo que deixaria aquilo passar em branco? – Perguntou Josh com uma raiva assustadora me segurando fortemente contra os armários.

— Você estar me machucando – Falei tentando me soltar de sua força.

— Pensasse nisso antes de ter falado aquelas coisas todas. Acha que eu não faria nada? Diga-me – Exigiu me jogado mais uma vez contra os armários.

— Você está mesmo me machucando me solta Grey.

— Nunca mais você irar falar aquilo – Gritou me jogando dessa vez no chão me fazendo arranhar o cotovelo.

— Ai.

— Isso mesmo – Disse me segurando pelo pescoço e me levantando até a parede – Eu adoro quando você sente dor sabia disso?

— Você é maluco – Gritei tentando lhe fazer soltar meu pescoço.

— Você pediu isso quando me provocou daquela maneira. Vou acabar com você – Disse me jogando de novo no chão.

— Socorro – Gritei desesperada.

— Isso grita – Falou agarrando meus cabelos – Grita ruivinha, implora por socorro.

— Para com isso – Chorei.

— Eu vou parar quando eu quiser – Falou olhando no meu rosto – Até que tem olhos bonitos, pena que eu vou arranca-los.

— NÃO – Gritei.

— Pare com isso Josh – Falou uma voz seria.

— Não se intrometi irmã – Disse me soltando me deixando ver minha heroína, sua irmã Violeta Grey.

— Como pode fazer isso com a moça?

— Ela disse...

— Não importa sai imediatamente daqui agora mesmo.

Com relutância, ele andou até a saída e se virou olhando para mim.

— Isso ainda não acabou ruivinha – Avisou saindo logo em seguida.

— Você estar bem? – Perguntou Violeta acalmando a voz.

Sem pensar me debrucei e comecei a chorar ignorando a dor no meu cotovelo que agora ardia muito.

— Sinto muito mesmo – Disse sentando do meu lado – Ele não a machucaria seriamente, você sabe disso né?

— Ele é maluco, precisa urgentemente ficar em um hospício.

— O que ele precisa é aprender a amar.

— Quero ir embora daqui – Disse me levantando.

— Posso falar com a professora e dizer que você passou mal. Ela irá entender, só peço que não conte o que ouve aqui para ninguém. Minha mãe não vai aguentar mais essa decepção com meu irmão.

— Só me deixa em paz – Sem esperar a resposta segui para fora de lá imediatamente.

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Mal conseguia dirigir de tanto que chorava. Josh Grey parecia sentir prazer em me machucar, a cada grito que eu dava parecia musica para seus ouvidos. Estacionei na garagem e corri para o banheiro, com toda rapidez que conseguia me despi e mergulhei no chuveiro tentando tirar qualquer rastro daquele dia nojento do meu corpo.

Cai na cama e mais um litro de lagrima começou a escorrer pelas minhas bochechas. Nunca ninguém tinha me dado tanto medo, nunca ninguém tinha me dado tanta repulsa e principalmente nunca ninguém tinha me dado tanta pena.

Estava tão concentrada nos meus pensamentos que mal tinha ouvido a porta da frente bater e vozes lá embaixo. Com esforço fui andando devagar até ver meu pai com uma mulher loira se agarrando na porta de entrada.

— Tem certeza que sua filha não está em casa? – Perguntou ela tirando os sapatos.

— Ela nessa hora deve estar na escola, estamos completamente sozinhos – Respondeu beijando-a logo em seguida.

Sentindo nojo da cena me tranquei no quarto e tomei um tranquilizante. Sempre achei esses remédios desnecessários, pois os seres humanos tem a capacidade de sonhar por sim mesmos, mas hoje entendo como é importante aquele simples comprimido. Não demorou muito e eu mergulhei em um sono onde Josh Grey foi o ator principal de meus sonhos.

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Abri os olhos e vi que já eram 05h30min da tarde pelo relógio feio de coruja que veio junto com o meu quarto novo. Aos poucos fui me lembrando do dia maluco que tive e quase começando a chorar novamente. Como eu queria que Josh não tivesse me atacado ou como eu queria não ver meu pai se agarrando com uma loira peituda na minha frente.

— Nora – Meu pai gritou batendo na porta – Você está ai dentro?

Com as coisas meio girando ganhei impulso e abri a porta.

— Que bom Nora. Quando chegou que não vi.

— Não foi muito tempo. Acabei pegando no sono.

— Tenho uma urgência muito grande agora. O filho mais velho do senhor Grey sumiu, tenho que encontra-lo e não sei que horas vou voltar.

Demorei um pouco para pensar na noticia.

— O Josh sumiu? – Perguntei surpresa.

— Parece que ele discutiu com o pai e saiu de casa. Nada demais, ele sempre fez isso. Você pode pedir algo para comer, o dinheiro estar na escrivaninha. Tchau – E saiu correndo pela escada batendo a porta com força.

Qual deve ser o motivo para o senhor Grey de brigado com Josh? Sentindo minha barriga roncar, desci e fui procurar algum numero de restaurante que fazia entregas e encontrei do restaurante de comida mexicana que tia Renata tinha pedido antes. Liguei e pedi o prato especial do dia.

Sentei no sofá meio fora de mim pelas coisas que tinha acontecido. Não importava o quando Josh tinha me machucado não queria que nada de mal acontecesse a ele. Comecei a procurar alguma coisa interessante na TV quando a companhia tocou.

— Nossa que restaurante rápido – Falei me encaminhando até a porta e a abrindo que para minha surpresa mal acreditava quem estava na porta.

— Josh – Falei.

— O senhor Carther está ai? Preciso dele – Perguntou meio parando nas palavras.

— Meu pai saiu para procura-lo.

— Droga – E sem falar mais nada ele caiu em cima de mim desacordado. Com toda a minha força o peguei e levei para o sofá e tranquei a porta. O que eu faria agora com esse garoto quase morto no meu sofá? Ligo para alguém? E quando eu ia pegar o telefone pedir completamente o ar quando vi os pulsos de Josh completamente cortados.

Ele tinha acabado de tentar se matar e se eu não fizesse algo para parar o sangramento ele iria conseguir. Corri direto para cozinha onde tinha uma caixa de primeiros socorros no armário e comecei a limpar o sangue com soro feito em casa e panos limpos. Sempre fui uma ótima enfermeira, principalmente quando ninguém em casa gostava muito de ver sangue. Com todo cuidado enfaixei seus pulsos e tirei sua camisa toda suja de sangue e suor.

Sem querer comecei a reparar em seu peito cheio de músculos, sua pele tinha um tom bonito de dourado e estava na cara que ele mantinha uma ótima alimentação e frequentava a academia. Mas o que mais me chamou a atenção foram suas cicatrizes em lugares perigosos e foi com um pesar que percebi aquela não era a primeira vez que ele tinha tentado se matar.

Notas finais
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