50 Tons Nova Geração
5 Capitulo 5: Nunca irei acertar isso
Notas iniciais
As aulas de matemática e português foram tranquilas porque graças a Deus eu não me encontrei com o chato do Grey. Minha próxima e ultima aula seria biologia que sinceramente eu era horrível, era quase um milagre eu conseguir a média.
Fui umas das primeiras a chegar à sala, as cadeiras eram juntas em duplas então escolhi uma na frente perto da porta de saída. Comecei a pegar as minhas coisas quando senti uma pessoa desagradável sentar do meu lado.
— Olha se não é a filha do segurança? – Perguntou Josh com ironia.
— Não tem outro lugar para você sentar não?
— Eu sempre sentei aqui, se está incomodada senta em outro lugar.
— De jeito nenhum, eu cheguei primeiro.
— Então vamos de que aguentar a companhia um do outro. Pelo jeito formos de duas aulas juntos hoje, espero que seja mais esperta de agora em diante. Eu realmente odiaria de que fazer alguma coisa contra a filha do Vagner.
— Quer parar com isso.
— Parar com o que?
— De ficar querendo me meter medo só porque eu não abaixei a cabeça para você.
— Escuta ruivinha, não entra no meu caminho, você irá se arrepender por isso.
— Você é maluco.
— Ninguém de perguntou nada.
— Quer saber melhor eu segui aquele conselho: “Os incomodados que se mudem”. Se me der licença – Sem esperar pela sua resposta peguei minhas coisas e fui sentar do lado de uma menina de cabelos curtos.
— Melhor tomar cuidado com ele – Aconselhou assim que sentei do seu lado.
— Não tenho medo dele.
— Mas devia, sou Sara e meu pai é motorista do pai dele, e vai por mim Josh nunca paga pelos crimes dele.
— Crimes? – Perguntei assustada.
— Tem certeza que não tem medo dele?
— Sou Nora.
— Eu sei, todos estão falando de você agora. Mas se quer mais um conselho tenta ignorar o máximo que conseguir o Josh não é flor de se cheirar.
— Nem eu sou.
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Caminhei o mais rápido que consegui pelo estacionamento, mandei uma mensagem para minha tia dizendo que já estava saindo quando uma coisa aconteceu. O mesmo garoto que eu tinha encontrado estava em um circulo de pessoas prontas para lhe jogar bexigas com algo dentro. E para minha não surpresa Josh estava liderando tudo e sem pensar fui até lá.
— A professora pediu que você se limpasse – Josh comentou.
— Mas eu me limpei – O Garoto gritou já com lagrimas nos olhos.
— Não foi o que a Paty disse, ela falou que você estava fedendo muito na aula que nem a deixou estudar direito. Isso é verdade Paty?
— Sim, me deu até nojo – Uma garota loira falsa comentou fazendo todos rirem.
— Por favor, Josh me deixa em paz, estou lhe implorando.
— O que faria para me impedir de mandar eles jogarem os balões com detergente?
— Qualquer coisa que pedir.
— Se eu pedi para que beije minha bunda, o fará? – Todos não se aguentaram e riram mais alto.
— Vai para o inverno Grey.
— Tudo bem então. Preparar e apontar... FOGO.
— Não – Gritei ficando na frente do garoto – Parem já com isso, vocês são malucos?
— Você realmente está me irritando ruivinha.
— E você não é rei e dono de ninguém para agir feito um imbecil. Parem já com isso todos vocês ou eu juro que ligo imediatamente para a policia.
— Eu tentei ser bonzinho com você, mas já vi que não vai rolar. Amanhã o seu inverno nesta escola começa Nora Carther.
— Pode vim, eu não tenho medo de você Josh Grey.
— Vamos embora pessoal – Como por passe de magica todos o seguiram me deixando sozinha com o garoto.
— Você não devia ter feito isso – Falou se levantando – Ele vai acabar com você agora.
— O que esperava que eu fizesse? Deixasse-os fazerem aquilo com você?
— Eles agora faram aquilo com você.
— Eu não me importo.
— Acho que você é maluca sabia disso.
— A proposito meu nome é Nora.
— O meu é Lucas Williams.
— Muito prazer, tenho que ir minha tia está esperando.
— Nora – Parei assim que ouvi ele me chamar – Obrigado.
— Até amanhã Lucas.
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O meu almoço foi rápido, mal conseguia comer pensando em tudo que tinha acontecido. Minha tia me deixou em casa e foi trabalhar me deixando sozinha com meus pensamentos que não parava de gritar como eu era idiota pelo que eu tinha feito.
Subi para o quarto e disquei o numero da única pessoa que precisava ouvir a voz. Depois de três chamadas ela atendeu.
— Nora, filha como você estar?
— Mãe – Não aguentando mais comecei a chorar.
— O que ouve? Conta-me esta me deixando preocupada.
Pensei em lhe contar tudo, dizer sobre a ameaça, o quando estava sendo difícil para mim ficar longe dela e a vontade de sair correndo para seus braços. Mas também sabia que ela ficaria preocupada comigo e com toda certeza meu pai faria alguma coisa para prejudica-la.
— Não aconteceu nada.
— Não mente para mim Nora, o que aconteceu?
— Nada, só estou com saudades mãe.
— Eu também estou com saudades meu amor. Tem certeza que é só isso?
Josh, ameaças e sozinha.
— Tenho, está tudo bem.
— Você vai ver isso não vai durar muito tempo. Logo, logo vamos estar juntas.
— Não vejo a hora.
— Limpe esse rostinho lindo que merece só sorrisos e nada de lagrimas.
— Tudo bem.
— Você almoçou?
— Sim com a minha tia.
— E como ela estar?
— Bem, ela cortou o cabelo e fez uma tatuagem.
— É a cara dela, e a escola nova? Fez amigos?
— Conheci pessoas interessantes.
— Tenho que desligar estou recebendo umas pessoas para comprar alguns quadros. Eu te amo muito.
— Também te amo muito.
— Você sabe o que nos faz felizes quando estamos tristes, não sabe?
— Desenhar.
— Isso minha artista. Tchau.
— Tchau.
Assim que ela desligou me sentir mal novamente, pegando toda solidão e magoa que sentia jogando tudo no papel. Não importava as ameaças de Josh, eu não poderia permitir que aquilo com o Lucas continuasse. Se eu ficasse quieta estaria indo contra tudo que minha mãe me ensinou, então que venha tudo que vier, serei corajosa e não deixarei Josh Grey me vencer.
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