50 Tons Nova Geração

2 Capitulo 2: A Cidade Nova e Fria


Notas iniciais
Mais um para vocês espero que gostem

Nunca pensei que a estrada até o aeroporto fosse tão longa e difícil. Minha mãe me acordou antes das oito para que pudéssemos ficar mais alguns minutos juntas, mas acabou ficando emocionada novamente e foi chorar escondida no banheiro. Agora aqui estou eu sentada no banco do passageiro vendo-a pegando a mão do Bob, que estava dirigindo, a cada minuto lhe tanto forças.

Não gostei muito quando minha mãe disse que ia se casar novamente, achava que deveríamos viver apenas nós duas, as artistas. Mas depois de ver Bob a fazendo sorrir de uma maneira que eu nunca tinha visto minha mãe sorrir na vida, deixei de ser egoísta e acertei, tanto que fui daminha de honra.

Bob conseguiu achar uma vaga no estacionamento muito rápido, claro quem seria maluco de abandonar a Califórnia? Desci do carro relutante e fui ajudar a pegar minhas malas. O aeroporto por incrível que parecia quase não tinha ninguém, fiquei esperando com minha mãe enquanto o Bob arrumava os papeis.

— Prometo, se você não estiver gostando volte para casa imediatamente – Disse minha mãe me abraçando apertado.

— Pode deixar – Respondi não querendo solta-la.

— Tudo pronto, seu avião já vai sair – Explicou Bob se aproximando – Vou sentir saudades ruivinha.

Ruivinha, era o meu apelido que o Bob colocou por causa das cores do meu cabelo. Minha mãe tem lindos cabelos avermelhados e eu tenho um cabelo laranja que todos sempre diziam que era lindo.

— Cuide de minha mãe Bob – Falei o abraçando.

— Não se preocupe com isso, e quando tiver um tempo bom em Folks vá surfar, entendeu?

— Pode deixar.

“Ultima chamada para Folks” – Informou uma voz pelo auto falante.

— Melhor ir – Disse minha mãe me dando um ultimo abraço forte – Tente se dar bem com seu pai, sua tia estará lá para qualquer coisa que precisar.

Há sim, tinha me esquecido da irmã mais nova de meu pai, minha tia Renata. Eu gostava muito dela, pelo o menos quando eu tinha três anos de idade.

— Vejo vocês daqui alguns meses – Depois segui seja lá para onde o destino queria me levar.

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O voo demorou sete horas inteiras, minha sorte foi que pude desenhar para me distrair. Não demorou muito para eu sentir o gelo da minha nova cidade, tenho que agradecer a minha mãe por de me feito usar tantas roupas de frio. Não sei muito bem como vai ser minha convivência com meu pai, eu só o via em fotos que ele mandava no natal junto com um presente que eu nunca gostava.

Diferente da Califórnia o aeroporto estava cheio de pessoas, minha mãe tinha dito que meu pai iria me buscar, mas depois de ver varias famílias e amigos se abraçando e se encontrando por horas, vi que eu tinha sido esquecida completamente pelo o grande homem que estava me fazendo passar por isso. Sentei em um banco exausta e comecei a mexer no celular: Eu não tinha o numero dele, nunca quis e nunca fiz questão de ter. Minha única opção era ligar para minha mãe e dizer que iria pegar o próximo avião de volta para a casa.

— Senhorita Carther? – Perguntou um policial moreno perto de mim – Você é a senhorita Carther?

Demorei uns segundos para reconhecer o sobrenome de meu pai.

— Sim, sou eu.

— Sou Marcos, colega de trabalho de seu pai. Eu vim de busca e de levar até ele.

— Sei, e onde ele está?

— Ouve um problema e ele não pode vim. Então vamos?

— Claro – Pelo menos era melhor do que ficar plantada aqui feita uma idiota.

O senhor Marcos pegou minhas coisas e juntos saímos para um dia bem frio de Folks. A cidade era de poucos habitantes, mas era conhecida por ser uma cidade de gente rica. Não estou mesmo brincando, as casas eram mansões e chiques, as lojas eram de marcas caras e sofisticadas e não tinha um só mendigo andando pelas ruas.

— O meu pai é policial? – Perguntei tentando quebrar o clima estranho no carro.

— Não, a gente é segurança particular. Seu pai é um homem muito importante nesta cidade.

— Sei – Realmente era a cara do meu pai ser o herói de gente rica e mimada. Uma vez minha mãe contou que os homens da família do meu pai eram todos militares.

— Você vai gostar daqui, ansiosa pela escola nova? – Perguntou Marcos quando parou esperando o sinal.

A escola de gente podre de rica aonde seria a minha futura escola agora. Folks só tinha uma escola que era o olho da cara segundo o site que dei uma olhada antes que eu fosse deitar.

— Estarei entrando atrasada, não acho que devo ficar esperançosa.

— Você vai gostar. Chegamos – Anunciou parando na frente de um prédio cheio de vidro e andares onde estava escrito “Segurança Particular de Folks” – Deixe suas coisas no carro, vem seu pai deve esta esperando por nós.

O segui entrando no majestoso prédio, o lado de dentro era bem maior. O piso era de mármore branco, as pessoas só andavam de gravata e paletó e as mulheres com saltos enormes, e todos eles estavam com muita pressa. Pegamos o elevador com um Bethoven tocando ao fundo até o decimo primeiro andar e seguimos por um corredor onde tinha duas portas grandes de marfim e uma atendente sentada no meio que não parava de digitar.

— Sonia, o senhor Vagner esta livre agora? – Perguntou Marcos quando nos aproximamos da atendente.

— Não, a família Grey ainda está ai – Respondeu não tirando os olhos do que fazia.

— Obrigado. Nora você pode ficar sentada aqui até seu pai aparecer, eu tenho que ir.

— Mas e minhas coisas?

—Aquele carro é do seu pai, não se preocupe.

— Tudo bem. Obrigada senhor Marcos.

— Me chama só de Marcos, boa sorte na cidade nova.

— Obrigada – Agradeci já o vendo pegar o elevador.

— Você quer alguma coisa? – Perguntou Sonia quase me matando de susto.

— Não obrigada.

— Melhor sentar seu pai vai demorar um pouco.

Sem pensar duas vezes sentei na poltrona cinza e percebi que passarei a esperar muito o meu pai.

— Isso é ridículo – Gritou um garoto meio loiro saindo da sala.

— Você precisa parar de ficar tanto desgosto para sua mãe e sua irmã – Repreendeu um senhor que se não fosse pela cara de raiva diria que é até mesmo jovem.

— Christian tente se acalmar – Pediu uma senhora bem vestida com seus cabelos castanhos.

— Não Ana, eu não aguento mais as maluquices desse garoto.

— Pai, não estamos sozinhos – Falou uma garota que parecia ter minha idade com os cabelos enrolados que olhou em minha direção.

— Peço desculpas – Pediu o senhor.

— Tudo bem senhor Grey – Respondeu Sonia – Querem alguma coisa para acalmar os nervos.

— Sim, Sonia uma agua com gás – Pediu a senhora.

— Pronto senhor Grey a situação já foi resolvida – Informou um outro homem que tinha saído da sala deixando meu coração acelerado.

— Pai? – Chamei fazendo todos olhar para mim.

— Nora – Disse meu pai ficando surpreso por me ver depois de tanto tempo.

Notas finais
Comentem, quero a opinião de vcs