50 Tons Diferentes 2º temporada
5 capítulo 5
Notas iniciais
Me lavo me preparando para mais uma cirurgia, caramba hoje a Bailey está pegando pesado. Passei 5 horas em uma laparotomia e agora ela me mandou acompanhar o Dr Shepherd em uma craniotomia. A porta se abre e ele entra, se aproxima naturalmente do lavatório e começa a se lavar. Tem uma semana que estamos nessa, desde que virei as costas para ele no estacionamento. Ele me evitando e eu a ele, mas hoje a Bailey colocou minha sanidade mental a prova. Sem falar que estou com a menina do shopping na cabeça ainda. E por algum motivo meus pesadelos que tinha melhorado no último ano voltaram, e quase não estou conseguindo dormir por causa disso.
—Concentre-se se quiser entrar nessa Cirurgia Dra Whiters, vamos entrar no cérebro de alguém – ouço e olho para o lado, ele está me avaliando. Levanto a cabeça e o olho terminando de enxaguar as mãos.
—Estou pronta Sr Shepherd e boa tarde para você também – dito isso eu me viro e entro no centro cirúrgico.
...
Depois de mais 4 horas nessa cirurgia eu só quero descansar.
—Leve ele para o pós-operatório e o monitore a cada hora, qualquer alteração me avise – Derek fala e sai. Faço o que ele diz, fico monitorando o paciente e sei que terei que passar a noite aqui.
—Você parece cansada – ouço e me viro vendo Cris, ela me olha enquanto come sua barrinha de cereal.
—Ta brincando eu to um caco – digo e me sento na nossa maca no corredor dos internos. Esse é nosso esconderijo desde sempre, ela se senta do meu lado.
—Ele não falou mais nada? Fiquei sabendo que operou com ele hoje – ele pergunta curiosa, achou assim como eu que o Shepherd realmente queria algo comigo. Mas no dia seguinte quando eu estava pronta para aceitar sair com ele, o idiota simplesmente me ignorou. Tá que também fui estúpida mas eu merecia uma chance né?
—Além de me dar ordens atrás de ordens não – digo e me escoro nada parede. Quando ela vai falar algo meu pager apita avisando uma mensagem. Olho e tem uma mensagem de emergência.
—Droga tenho que ir – digo e me levanto. Corro para emergência e quando chego a equipe toda está tentando reanimar o paciente que operamos. Merda, penso enquanto me aproximo – o que aconteceu?
—Pressão intra-craniana está nas alturas e ele parou a 2 minutos. O que fazemos Doutora? – fico olhando o paciente. Merda, merda, merda. A enfermeira então no meu campo de visão –Dra WHiters o que fazemos? Você tem que nos dizer o que fazer.
—Já deram adrenalina? – digo me recuperando do choque, me aproximo e começo a dar ordens para injetarem medicamentos de parada. Olho para uma enfermeira enquanto preparo o desfibrilador – Alguém já chamou o Shepherd?
—Acabamos de chamar mas ele vai demorar um pouco. Ele não está no hospital – diz e eu me desespero. Droga eu só deveria manter esse cara vivo, o que direi a família? Fico fazendo massagem e dando ordens e penso em todo o momento na filhinha dele de 2 anos. Ela não vai conhecer o pai. Penso no quanto é difícil não ter a figura paterna presente.
—Não morra droga – digo e sigo tentando reanimar o paciente. Não tenho noção de quanto tempo passou até que sinto mãos sobre as minhas.
—Dra Whiters acabou, temos que declarar – ouço e sei que é o Derek, ele fala com carinho no meu ouvido tentando me acalmar.
—Não, ele não pode morrer. EU só tinha que mante-lo vivo. Foi só isso que você me pediu – falo e vejo que a enfermeira parou de bombear oxigênio – Por que parou?
—Amelia, já chega acabou – Derek diz mais firme e me puxa me forçando a olha-lo. Olho para ele tentando segurar as lágrimas.
—Ele tem uma filha pequena e a esposa está grávida – digo inconformada. Ele só me olha mas sei que também está mal. E está lindo com uma camisa social azul e calça jeans. O cabelo perfeitamente penteado – Você não sabe o inferno que é crescer sem um pai, sem família. E quer saber eu sei como é. E nós tiramos isso das filhas dele hoje, ele poderia ter vivido anos com aquele tumor.
—Eu sei, mas ele quis arriscar. Não podíamos prever isso, toda cirurgia tem seus riscos – diz mas acho que está espantado com a minha declaração. Olho para as enfermeiras que desviam o olhar, já estão acostumadas. As vezes é difícil deixar alguns pacientes irem, e isso não acontece só com um mas com a maioria dos médicos em alguns casos.
—Hora da morte 19:35 – digo e tiro as luvas com raiva e jogo na bandeja do meu lado. Me viro e passo feito um furação pelo Shepherd e sigo em direção ao corredor.
Entro em um almoxarifado, que tem várias prateleiras com equipamentos e insumos hospitalares e por sorte não tem ninguém aqui. Me seguro numa prateleira e deixo as lágrimas rolarem livremente. Ouço a porta abrir e fechar atrás de mim e tento me recompor limpando o rosto. Me viro e dou de cara com Derek que me olha cauteloso.
—Estou bem, já passou – digo e ele se aproxima mais, tampo a respiração e seguro meu jaleco tapando meu corpo.
—Sinto muito pelo paciente. E pela sua família, quer conversar sobre isso? – diz e passa uma mão no meu rosto, numa carícia. Passo a língua nos lábios antes de falar.
—Não, é uma longa história. Me desculpe por hoje Dr Shepherd, não vai voltar a se repetir – falo num fio de voz e se aproxima mais e me abraça. Não sei bem como reagir no começo mas então me rendo e o abraço de volta apertando o rosto contra o peito dele e espalmando as mãos nas suas costas.
—Estou aqui com você. Juro que tentei dar espaço para você decidir o que queria, mas não posso ficar mais longe de você. Algo não me deixa – diz e eu me afasto e olho em seus olhos espantada.
—Espere ai. Você não estava me ignorando? – Falo realmente indignada e ele arregala os olhos azuis espantado.
—Claro que não. Jamais faria isso Amelia, só achei que você precisava de uns dias para decidir se queria ou não que deixássemos de ser somente a garota e o cara do bar – diz e sorri, como esse homem é lindo. E inteligente e está querendo me conhecer.
—E se você não gostar de quem eu sou? – digo com medo. Ele coloca as duas mãos do lado do meu rosto.
—Eu adoro quem você é. Uma médica, inteligente, linda, comprometida com os pacientes, ótima no sexo, amiga e aposto que tem muitas qualidades mais e eu adoraria conhecer cada uma delas. E os seus defeitos também, vou amar cada um deles – diz e me beija de leve. Rio contra a boca dele – O que?
—Até os defeitos? – pergunto sorrindo e me aproximo um pouquinho mais, ele sorri para mim.
—Cada um deles – diz com toda certeza e eu encosto minha testa na dele e fecho os olhos.
—Caramba eu lutei tanto contra isso, eu estava indo bem, nunca tinha me rendido para outra pessoa, sabia disso Derek? Ai você chegou e tudo está de ponta cabeça – falo sincera.
—Sério, bem eu gosto disso – diz e me beija de leve então me olha nos olhos – podemos ir devagar se quiser. Nos conhecer depois vemos no que dá.
—Eu adoro essa idéia – digo e subo uma mão e coloco de trás do pescoço dele. O puxo e o beijo, fico na ponta dos pés para alcançar a boca dele e é ótimo, gosto de chiclete e Derek. Suas mãos apertam minha cintura e me puxam contra seu corpo. Me choco contra ele e sinto sua ereção. Gememos juntos, ele se afasta e me olha.
—Quero você – falo e o beijo de novo, ele corresponde e me empurra até que minhas costas encostam na parede e ele me empurra para de trás de uma prateleira. Ele me olha com intensidade.
—Aqui? Tem certeza, a ideia de que alguém posso te ver não me agrada – Diz sério. Sorri e mordo o lábio e vejo seus lábios escurecerem.
—Não precisamos tirar a roupa. Por favor eu só saio amanhã daqui e quero muito você – digo e acaricio seu cabelo de leve e a outra mão apoio no seu peito. Me aproximo e beijo seu pescoço. Ele me afasta e me vira de costas bruscamente. Vou protestar mas ele encosta a boca no meu ouvido.
—Caladinha, linda, vamos fazer isso mas será do meu jeito – diz e beija meu pescoço tomando cuidado para não deixar marcado dessa vez. Gemo alto e ele tapa minha boca com a mão. Começo a rir sem querer –Shii se fizer barulho não vamos fazer isso, não quero outras pessoas vendo a minha garota pelada.
—Ok desculpe – digo prontamente e me calo. Ouço o barulho de papel laminado rasgando e olho para trás e vejo que ele está colocando uma camisinha, semicerro os olhos para ele – Você anda preparado agora é? Ou anda fodendo com outras por ai?
—Já está com ciúmes? – diz sorrindo ele gostou disso, mas segura o riso quando vê que estou séria – Eu estou andando protegido sim, por que com você andando com esse traseiro lindo por aqui eu pensei, na verdade eu desejei que isso acontecesse. Mas não se preocupe é só com você que estou transando.
—Certo – digo e me viro, tiro o jaleco e o coloco em cima da prateleira, e sinto ele abaixando minha calça azul do unissex, somente o suficiente. Ele passa um dedo na minha entrada testando.
—Caramba transar em lugares proibidos te excita tanto assim? – sussurra atrás de mim. Me empurro na direção dele que apoia uma mão na minha cintura.
—Você me excita, dá pra andar logo? – falo impaciente.
—Ok como quiser – diz e o sinto na minha entrada, ele deslisa devagar testando até estar totalmente dentro de mim. Mordo o lábio para conter o gemido, uau isso é ótimo. Ele me alarga muito é grande.
—Nossa você é grande – falo entre dentes tentando acomoda-lo, me mexo um pouco causando fricção entre nós e ele geme baixinho no meu ouvido. Ele passa as mãos na minha cintura e então as desliza por baixo da camisa do uniforme acariciando minha barriga, minhas costas. Ele fica mais alto nessa posição, apoio minha mãos na parede e a testa e fecho os olhos quando ele sai e entra de novo. Ele começa a se mexer de verdade, entrando e saindo e ouço nossos corpos se chocarem. Caramba, estou quase chegando lá quando o sinto me empurrar com força contra a parede, seu corpo pressionando o meu.
—SHiiiii – diz e fico parada. Alguém entrou aqui e está mexendo nas prateleiras perto da porta, viro a cabeça e vejo que é a Dra Bailey, minha chefe. Ela não nos vê por que está escuro, Derek continua se movendo devagar, dentro e fora. Dentro e fora, então tem um dedo no meu clitóris e me sinto cada vez mais perto.
—Alguém viu a Dra WHiters, ela some. Se alguém a ver diz que preciso dela na emergência, tem um trauma chegando – diz para uma enfermeira que estava passando e então termina de pegar as coisas. Começo a gozar, incapaz de me segurar. Derek não para de me estimular, ele tapa minha boca com uma mão e com a outra continua fazendo movimentos no meu sexo. Ele entra profundamente e o sinto pulsar. Ele também chegou lá.
...
Coloco minhas roupas no lugar e me viro sorrindo. Ele está amarrando a camisinha, ele coloca no bolso da calça e me olha.
—Você usa algum tipo de anticoncepcional? – pergunta naturalmente. Arregalo os olhos e ele sorri, diante do meu susto –Bem acho que deveria tomar algum agora que vamos fazer isso sempre, essas coisinhas podem não ser muito seguras. E um bebê no meio da sua residência seria complicado.
—É irei tomar algum, começando de já por uma pílula do dia seguinte – digo indo em direção a porta mas ele segura minha mão quando estou quase lá e me faz olha-lo.
—Calma Amelia, está tudo bem. Não preciso tomar uma bomba hormonal a camisinha não estourou, eu só disse isso por que penso a longo prazo – diz e beija meus lábios. Levanto as mãos e passo nos cabelos e os puxo com força, uma mania que tenho desde que me entendo por gente. Ele fica me olhando, apreciando.
—Eu também costumava fazer isso. Mas você faz meu cérebro virar geleia caramba – digo e o empurro com raiva. Ele franze a testa.
—Você está brava comigo? – pergunta indignado.
—Sim. Quero dizer não. Aaaah eu não sei, to com raiva de mim por ser irresponsável eu não era assim sabia – falo e ele sorri.
—Isso é coisa de gente apaixonada – diz e abre o sorriso mais lindo que eu já vi. Cruzo os braços.
—Tenho que ir trabalhar, te vejo amanhã – falo e me aproximo e o beijo de leve. Ele me segura antes que eu possa sair.
—Tem certeza que está tudo bem? – pergunta preocupado. Passo os braços ao redor do pescoço dele.
—Tenho sim. Toda certeza – digo e antes de sair me viro e o olho, e ele sorri – Cara eu to saindo com um cara muito gato.
—Com certeza – diz convicto.
—Convencido.
—Foi você que disse – diz e eu o deixo lá e vou para a emergência. Onde a Dra Bailey me espera respiro fundo preparando-me para o furacão Bailey.

Derek
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