Notas iniciais
Oi meninas, não aguentei e voltei. Estou estressada com a tensão pré prova e escrever ajuda, então aqui está. Peço que tenham cabeças abertas agora, por que essa fic trata de superação e amor. Então coisas ruins aconteceram mas coisas boas virão. Bjoooos até logo. Recebi a primeira recomendação da fic e amei, Obrigado Mucali.

POV Amy

—Dra Whiters pode tirar a mão – ouço ao longe, mas continuo olhando o paciente sentindo seu coração bater na minha mão. Lembranças passando pela minha cabeça, mal consigo respirar. Sinto uma mão no meu pulso e olho para o dono da mão, Dr Burke me olha preocupado – Amelia, preciso que tire sua mão agora ok?

Olho para ele e reparo em seus detalhes, é bem alto e negro. Seus olhos escuros me inspecionam, olho para o paciente e tiro a mão devagar. Me viro e começo a caminhar para fora do centro cirúrgico. Ele imediatamente começa a trabalhar no paciente que está sangrando.

—Não vai querer acompanhar a cirurgia Dra? Você salvou a vida deste homem, tem todo o direito de estar aqui – diz ele mas eu nem olho para trás. Paro perto do cesto onde se coloca as roupas cirúrgicas e tiro o capote, as luvas e a máscara. Começo a caminhar em direção a saída – Dra Whiters você esta bem?

Saio da sala, estou em choque demais para poder falar qualquer coisa. Sinto como se fosse desabar a qualquer segundo.

Penso em sair mas provavelmente teria que passar por eles, sigo para o lado oposto e entro no almoxarifado. Vou para o canto mais escuro e bem no fundo e me sento no chão, me encolho e abraço minhas pernas, exatamente como costumava fazer quando me escondia detrás daquele sofá sujo para ele não me bater. Apoio a cabeça nos joelhos e fico assim. Tento respirar mas não consigo fazer isso direito. Eles me encontraram, e se eles fizeram isso ele vai fazer.

“Não adianta tentar fugir pirralha, eu iria te encontrar em qualquer lugar e você iria se arrepender muito de fazer isso”

—Ei o que está fazendo aqui escondida? – ouço e quase infarto. Levanto a cabeça e vejo que Derek está parado na minha frente, abaixado. Vestido com o unissex e uma toca cirúrgica de barcos. Será possível que já terminou? Ele me olha e então fala – estou te procurando a um tempo Amelia. Burke disse que você estava em choque quando saiu da centro cirúrgico. O que houve?

—Eles estão aqui – sussurro tão baixo que ele tem que se aproximar para ouvir, aperto mais os braços em volta das pernas.

—Quem está aqui? – pergunta confuso e fica me olhando.

—Não estou ficando louca, eu os vi. Na sala de espera todos eles. Eles me deixaram e agora estão aqui para esfregar na minha cara como estão bem sem mim – sussurro com desgosto, isso dói demais. Tudo dói principalmente meu coração partido. Ele me olha e então arregala os olhos azuis quando parece entender o que estou falando. Ele se aproxima mais e se senta na minha frente.

—São os Grey, não são? Seus pais, você sabe que eles não te deixa... – tenta mas eu o corto.

—Não diga o que não sabe, eu estava lá não você – falo baixo com raiva e trinco os dentes.

—Ei eles amam você – tenta falar e coloca uma mão sobre a minha.

—Amam porra nenhuma, eles me deixaram – teimo em dizer, sinto um lágrima cair e limpo com raiva, jurei que não ia mais chorar por causa deles.

—Sua avó está bem caso queira saber – fala e eu o olho.

—A merda com todos eles. Me tira daqui, por favor Derek – falo e ele só me olha.

—Não quer ouvir o que eles tem a dizer? –pergunta.

—Não, e se não quer me tirar daqui. Ok eu faço isso, só não garanto que aparecerei de novo – falo e levanto, ele segura firme minha mão e se levanta comigo, me impedindo de sair.

—Como assim, acha que deixarei você sair daqui desse jeito sozinha? – pergunta irritado.

—Bem você prefere eles a mim, então vai lá ficar com eles para você – ele me segura firme pelos dois braços mas sem apertar.

—Escuta bem, eu amo você e eu quero que você fique bem. Se você ainda não está pronta para ouvi-los ok, eu te levo daqui. Mas não diga besteiras sobre meus sentimentos, por favor – fala e sei que o magoei. Cruzo os braços, me lembro que eles estão lá fora e sinto o ar faltar de novo. Me afasto e viro de costas, coloco as mãos na cabeça e puxo com força os fios.

—Não consigo respirar – digo arfando, tento respirar, mas não entra o ar.

—Ei eu estou aqui, é uma crise de pânico. Amor olha para mim, por favor – me viro devagar ainda tentando respirar enquanto puxo meus cabelos. Ele parece quebrar com o que vê, mas não se afasta. Ele se aproxima e me abraça sem nem ao menos duvidar – estou aqui com você, preciso que se acalme e vou te tirar daqui eu prometo ok? Ninguém vai chegar perto de você.

Me agarro a ele com força, e aperto a cabeça contra o peito dele. Fecho os olhos e fico ouvindo o pulsar do seu coração. Pouco a pouco minha respiração vai voltando ao normal, me afasto e o olho.

—Havia anos que eu não tinha uma crise – digo sem graça ainda tentando me recuperar. Ele acaricia meu rosto com a mão, e me olha com tanto amor que tenho que desviar o olhar.

—Eu entendo, é muita pressão. Vem vamos embora, vou tirar você daqui e cuidar de você Amy – diz e me puxa em direção a porta, mas eu paro quando ele vai abrir e puxo sua mão.

—Não, eles estão ai fora. Eles vão me ver – falo sentindo o pânico subir de novo. Ele me olha.

—Eles ainda não sabem que é você – diz.

—Sim eles me viram, e a filha mais nova também. Tenho certeza que sabem Derek – olho para ele apavorada e ele fica sem saber o que fazer – Por favor não deixe eles me machucarem de novo.

—Do que você tem tanto medo? – pergunta finalmente e eu fico calada. Ele vê que não vou responder e desiste – Ok, eles não irão se aproximar eu prometo.

Ele me leva até o vestuário depois de ir na frente e garantir que não tinha nenhum deles no caminho. Eu não consigo pensar em nada além do fato que não deixarei eles me machucarem de novo. Troco de roupa rápido e pego a bolsa. Ele estende a mão e eu a seguro, estou tremendo para caramba. Respiro fundo e deixo que ele me puxe pela mão. Caminhamos um tanto rápido mas quando chegamos perto da recepção onde sei que provavelmente estão todos eles eu paro, sinto todo o meu corpo gelado.

—Acho que eu poderia desmaiar a qualquer segundo – falo num fio de voz. Ele se aproxima e beija minha cabeça.

—Eu te seguraria – diz calmo. Me agarro nele e deixo que me leve.

Quando viramos no corredor vejo eles de novo e a Phoebe é a primeira a me ver, ela diz algo e todo mundo olha. Desvio o olhar não sou capaz de olhar para essas pessoas, vejo que Ana, a mulher que eu costumava chamar de mãe, dá alguns passos na minha direção e eu dou um passo para trás esbarrando em Derek que passa uma mão pelo meu ombro e com a outra levanta e faz um sinal claro de pare. Ela tem os olhos cheios de lágrimas que escorrem livremente. O marido dela vai até ela e a segura pelos ombros, sei que ele está com a expressão destruída, mas não sou capaz de olha-lo nos olhos.

—Dra Whiters, a Dra Yang estava te procurando – diz uma interna aparecendo do nada na nossa frente. Ela tem uns papéis nas mãos e já sei que são do banco. De novo. Ela me olha e estende a mão – Ela pediu para você procura-la e disse que o banco ligou de novo. Com licença.

—Obrigado – Derek assume por mim e pega os papéis. Logo depois ele me puxa em direção a porta. Saio para fora e praticamente corro até o carro dele, já que não sou capaz de dirigir. Entro no carro e finalmente olho para porta do hospital e solto a respiração. Ela sai para fora e logo o marido dela está atrás a segurando.

—POR FAVOR NÃO VÁ – ela grita e eu abaixo a cabeça e apoio em minhas mãos, o ar faltando de novo. Logo Derek está ao meu lado, ele coloca uma mão no meu joelho. Ouço ela chorar e isso me parte o coração e me destrói por dentro.

—Tem certeza que não quer falar com ela? Olha só Amelia ela está sofrendo, ela ama você e sente sua falta – ele fala baixo como se tratasse de não afugentar um animal assustado.

—Isso é o inferno de novo. Será que eu só não podia ser feliz uma vez nessa maldita vida? – falo e apoio a cabeça no banco – Por favor me tira daqui.

—Certo – diz e então o carro de move, me levando para longe dali.

...

Tomo banho e coloco uma camisa do Derek, uma calcinha e me sento na cama. Ele entra acabando de desligar o telefone, e me olha.

—O Grey não parava de me ligar, sinto muito acabei atendendo uma chamada de emergência do hospital achando que era a Grace e era ele. Queria saber se você estava bem, eu disse que está absorvendo tudo – fala cauteloso me avaliando, me encolho na cama e seguro as pernas.

—Estou tão exausta. Sabe eu achei mesmo que poderia finalmente ser feliz, com você. Mas eu cheguei a conclusão que estou destinada a ser infeliz – falo descrente.

—Por que diria isso? Eles são seus ...

—Não ouse dizer isso. Por favor – sussurro e me deito virando de costas.

—Então é assim? – pergunta indignado – Vai virar as costas para mim e fingir que nada está acontecendo. É a sua família caralho. Da pra expressar um pouco de sentimento ao menos.

—Sim, raiva – falo e continuo de costas e falo calma – eles me negligenciaram ok? Me deixaram sozinha quando deveriam me proteger, eu não fui sequestrada do nada. Eles me deixaram sozinha e eu estava completamente apavorada e ele virou as costas e saiu.

Ele fica em silencio, sinto as lágrimas escorrerem livremente pelo meu rosto, fungo e limpo as lágrimas na coberta. Sinto a cama afundar e logo ele passa um mão ao meu redor e me puxa para ele, não me viro em sua direção. Me sinto tão sozinha agora. Adormeço pensando nisso.

Flashback ON.

—Pequena Grey cadê você? Vem aqui no tio – ouço e me encolho mais atrás do sofá, estou com medo ele me bateu muito e um olho está fechado por que está machucado, ouço os passos dele se aproximando e aperto Flock – Se eu tiver que te achar será pior.

Fico encolhida e vejo quando sua cabeça espia por detrás do sofá, começo a chorar baixinho já sabendo o que vem pela frente. Ele afasta o sofá e me puxa pelo braço com força.

—Vadiazinha estava se escondendo? – pergunta perto do meu rosto, ele tem o hálito ruim, de bebida.

Sinto um golpe no rosto e cambaleio para o lado. Dói.

—Ai – choro baixinho e ele rir. Então me empurra com força e eu caio em cima de uma mesinha de vidro, que se quebra em muitos pedaços. Sinto uma dor no meu braço e vejo que cortou. E sai sangue, muito sangue.

—Droga olha que merda sua inútil – diz e se vira indo em direção a cozinha e pegando um pano de prato.

...

Me sinto fraca, não vejo quase nada só luzes brancas e pessoas de branco.

—Por favor salvem minha menina – o homem mau fala.

—Meu Deus olha quantas marcas com certeza ela sofre abusos físicos. Por sorte que fizemos a transfusão a tempo, ela perdeu tanto sangue – ouço e abro os olhos. Me encolho quando sinto mão em mim. Calma querida eu irei chamar ajuda, uma médica diz me olhando.

—Eles nunca vem, a ajuda nunca chega. O papai e a mamãe não vão vir – sussurro e ela me olha triste.

Depois de um tempo ela me deixa sozinha, logo o homem mau entra no quarto e começa a tirar meus fios.

—Sua praga o que você fez? Fui pegar uma bebida e ouvi aquela maldita dizendo para chamar a segurança – vamos logo anda. Diz e me puxa para o seu colo e eu estou fraca demais para protestar.

...

Acordo sentindo alguém mexer em mim. É o homem mau. Agora estamos em um lugar longe da fazenda. Ele disse que era minha culpa termos saído de lá e agora estamos em um apartamento sujo em um lugar que não sei onde é.

Tento me mexer mas ele me segura e começa a abaixar minha calcinha. Começo a chorar e tento me afastar, ele tem o bafo de bebida forte.

—Shiiii. Vamos brincar pequena Grey – diz e tapa minha boca, não entendo a brincadeira que ele quer fazer – Era para eu ter brincado assim com a vadia da sua mãe, mas eles desistiram de vez de você. Não te procuram mais, então me divertirei enquanto posso.

Ele continua tirando parte da minha roupa, ele destapa minha boca.

—Tio não, eu não quero brincar disso por favor – falo chorando, não sei onde está flock, mas queria muito abraçar ele agora.

Sinto uma dor muito forte no meio das minhas pernas e choro mais.

—Ai isso dói, para titio, por favor...

FASHBLACK OFF

—AMELIA – Ouço um grito e acordo, é o Derek que está sentado na cama me segurando pelos ombros enquanto me chama. Me levanto rápido me afastando dele, indo até o canto da cama. Ele me olha – Que diabos foi isso?

—Pesadelos, eu sou muito fodida – falo e coloco as mãos nos cabelos e os puxo com força. Ele levanta da cama e anda de um lado para o outro.

—O que aquele cara fez com você? – pergunta e eu olho a pequena cicatriz no meu pulso onde me cortei.

—Ele matou a filha dos Grey – falo simplesmente. Ele continua olhando então se descontrola.

—SEJA CLARA PORRA SERÁ QUE DA PARA PARAR DE JOGOS DE PALAVRAS E FALAR LOGO –grita e me encolho. Ele quer saber tudo.

—Quer saber tudo? Ok, contarei só não diga que não avisei depois – falo e olho em direção ao nada – Meu pai me deixou naquele hospital sozinha e desprotegida, quando Jack Hyde ameaçava. Ele gritou tanto comigo, ele foi tão mau. Eu era uma criança porra, não entendia o que estava havendo. Eles não tinham o direto de me tratarem daquela maneira. Entendo que eles estavam sofrendo, mas e eu? Só me ferrei.

‘Ele me levou para uma cabana numa fazenda onde me batia, e me deixava com fome. Ele bebia para caramba, e perdia o controle. Uns dias depois que estávamos lá ele perdeu o controle e me derrubou em cima de uma mesa de vidro. Eu cortei o pulso e sangrei, pra caramba. Tiveram que fazer transfusão sanguínea no hospital, ele tinha documentos provando que teoricamente eu era filha dele, então ninguém suspeitou. Uma cidade no interior do Alabama que mal tinha tv.

Depois disso tivemos que mudar de lugar, fomos para um apartamento, em New York, no Broklyn.’

Derek está escorado na cômoda do quarto esperando calmamente enquanto eu conte a história toda, que nunca havia contado a ninguém. Cristina sabe partes, mas não em detalhes.

—Acredito que deve ter passado 1 ano mais ou menos – falo e abaixo a cabeça incapaz de olha-lo – Foi quando ele me estuprou pela primeira vez.

Vejo quando ele prende a respiração e todos os músculos do seu corpo se contraem.

—Eu tinha uns 6 anos. Ele falava que ia brincar, era sempre a noite no escuro e eu não entendia por que aquilo doía para caramba, depois de um tempo eu parei de pedir para ele parar. Aparentemente um belo dia ele se cansou e sumiu, não voltou mais. A senhora que era dona do apartamento me encontrou lá uma semana depois, quando foi para receber o aluguel. Ela cuidou de mim, me colocou na escola e me deu um carro velho de presente quando fiz 16 anos. Ela morreu pouco antes de eu completar 17, então tive que sair do prédio onde morávamos. Eu nunca consegui ter contato de verdade com as pessoas, mais especificamente homens. Até que conheci você – finalmente olho para ele, limpo umas lágrimas que escorrem. Ele não parece mais o mesmo – Você foi o primeiro homem para quem eu consegui me entregar depois daquilo, eu demorei anos para superar Derek. Ou tentar, então me desculpe se não estou entusiasmada para conhecer as pessoas que causaram meu sofrimento, eu era uma criança não tinha que passar por tudo aquilo. E eles estavam lá sendo a família perfeita, enquanto aquele cara me estuprava. Eu nunca contei isso a ninguém. A única pessoa que sabe algo é a Cristina, e agora você. Não queria te contar por que não queria que me olhasse assim.

—Assim como? – pergunta indignado puxando os cabelos, ele segura com força os fios.

—Com pena, eu só precisava de você – falo e ele fica vermelho de raiva.

—Ta brincando? Claro que sinto pena, eu não seria humano se não o fizesse caramba. Ele machucou você e isso me mata. Tomara que eu nunca tope com esse desgraçado – diz e se vira, então respira fundo – Caramba, ontem mesmo eu te tratei duro enquanto estavámos transando. Desculpa.

—Não se desculpe Derek, estávamos fazendo amor. Do jeito que gostamos, sempre é bom com você. E você faz com que ele não esteja presente. De alguma forma você tirou as marcas que ele havia deixado no meu corpo. Obrigado por devolver meu corpo a mim mesma – falo sincera e ele continua de costas – por favor olha pra mim, ainda sou eu. Amelia. Você queria saber tudo e eu contei. Você mesmo disse que minha história fazia de mim quem eu era.

—Sim eu disse – fala baixo e então se vira, tem lágrimas nos olhos dele. Me encolho na cama quando ele vai em direção a cadeira e pega o casaco. Ele me olha – Eu preciso beber alguma coisa bem forte.

—o Que ? – falo confusa, ele está saindo?

—Já volto, é muita informação. Preciso de uns minutos sozinho para processar tudo –fala e se vira e vai em direção a porta. Encolho as pernas e abraço, ele está me deixando, como todos fazem na minha vida. Ele olha para trás e eu encaro os olhos azuis, é parabéns sua inútil. Destruiu mais uma vida.

Abaixo a cabeça e fico assim uns minutos. Então levanto e decido que não ficarei aqui parada vendo mais alguém sofrer por minha culpa. Pego minha bolsa e coloco algumas roupas que tinha deixado aqui, visto uma calça e uma blusa. Coloco uma jaqueta jeans por cima e vou em direção a saída. Quando vou sair entrego a minha cópia da chave ao porteiro e peço que entregue ao Dr Shepherd.

Caminho pelas ruas de Seattle sem saber o que fazer da minha vida. Quando eu pensei que as coisas estavam indo bem eu perco o homem pelo qual me apaixonei e tudo por minha culpa. E ele não merece nada disso, não merece estar com uma pessoa quebrada como eu. Me sento em um parque pego o celular e desligo. Começa a chover mas eu não ligo, estou anestesiada demais para qualquer coisa.

—Você vai ficar doente – ouço quando alguém se aproxima o suficiente e me cobre com um guarda chuva grande. Olho para cima e vejo olhos azuis me encarando.

—Theodore, você cresceu. Da última vez que te vi você era um feto, numa foto de ultrassom – falo simplesmente e ele se senta do meu lado sem se importar em molhar o smoking. Ele fica do meu lado sem encostar em mim. Fico olhando para frente.

—É eu cresci – fala somente. Sua presença até que é um pouco reconfortante.

—É uma pena, é uma droga crescer – falo num desabafo e ele sorri.

—É eu já percebi – fala e se cala.

—Eu acabei de estragar a vida de outra pessoa. Parece que é a única coisa que faço bem – solto.

— Você está falando do Shepherd? – pergunta mas eu fico calada – Por que não saímos da chuva, você descansa. Teve um dia agitado, e amanhã você fala com ele.

—Ele não vai querer, eu provei para ele que não o mereço – falo o autodesprezo derrama da minha voz – Talvez eu só devesse acabar logo com isso afinal.

—O que quer dizer ? – pergunta preocupado.

—Nada – finalmente o olho, e vejo que ele está um tanto triste – vá pra casa, sua família precisa de você.

—Nossa família precisa de nós- corrige como se fosse óbvio – Mas como sei que ainda está em choque, podemos resolver isso quando estiver pronta. Só vamos sair dessa chuva?

—Não, eu não tenho para onde ir. Se eu for para casa da Cristina ele provavelmente vai para lá me procurar – falo e aperto minha bolsa.

—Você tem outra casa, me deixe cuidar de você irmã. Não tem que falar com ninguém se não quiser, eles não vão te incomodar – fala e o olho séria.

—Não sou sua irmã. Amelia Grey morreu anos atrás nas mãos daquele cretino, por culpa dos seus pais – falo e me levanto. Encaro ele e por fim resolvo – ficarei lá essa noite por que não tenho mais nenhum lugar onde ir, mas é só. Amanhã darei um jeito nessa minha vida inútil.

Ele apenas acena com a cabeça, garoto esperto. Sigo ele até o carro um SUV preto grande, um segurança que me lembro bem abre a porta. Está mais velho com fios brancos e me encara.

—Dra Whiters – cumprimenta somente.

—Taylor – falo e me sento no banco e Theodore senta ao meu lado sem se importar em estarmos ensopando o carro.

—Para casa T – fala e sinto o carro se mover. Encosto a cabeça no vidro e fecho os olhos, pensando em toda a merda que aconteceu hoje.

Notas finais
E ai o que acharam??? Cabeças abertas espero que gostem. Bjoosss. comentem