50 Tons Diferentes 2º temporada
11 Capítulo 11
Notas iniciais
Pov Christian
Minha menina, minha filha tão amada adormeceu nos meus braços. Sua cabeça descansa em minha perna enquanto remexo em seus fios castanhos. Fico observando seus traços, tão parecida comigo. Ana tinha razão ela é minha cópia fiel.
Ouço a porta abrir e contra minha vontade olho para cima, minha Ana entra com cuidado e para ao ver a cena, ela parece cansada, não dormiu a noite ouvi ela chorar quase a noite toda. Sorrio e levanto a mão colocando em frente a boca fazendo sinal de silêncio, ela se aproxima devagar com uma mão sobre o peito como se tentasse segurar o coração dentro do peito, o rosto com uma expressão emocionada. Olho nossa filha de novo que parece em uma posição ruim para se dormir, está um pouco torta.
—Vou levanta-la e você afasta as cobertas amor ? — sussurro e ela balança positivamente a cabeça quase instantaneamente. Coloco uns fios de cabelo de Amélia atrás da orelha e depois seguro com cuidado sua cabeça e me levanto. Ela protesta em resposta, ainda sonhando.
—Por favor não vá ! Não me deixe sozinha ... — ela diz baixo, mas de uma maneira tão angustiada que me corta o coração, seu rosto franzido enquanto ela sonha. Me abaixo e a pego devagar no meu colo, sinto ela relaxar quase automaticamente. Ana observa a cena e afasta as cobertas para que eu possa colocar ela no meio da cama quentinha, olho para nossa filha que está com a cabeça no meu ombro. Está tão cansada que nem notou que a levantei.
Coloco ela devagar na cama e ela parece se assustar e se agarra com força na minha camisa.
—Não!! — diz e respira fundo.
—Não vou a lugar a algum filha, estou aqui com você- falo e me deito ao lado dela que ainda está agarrada a mim.
—Ele não podia fazer isso... — diz baixinho.
—Quem?? Fazer o que ? — falo sem entender. Ana se deita do outro lado e vejo que luta para não toca-lá.
—Eu me esforcei. Eu juro que sim ... — continua e sei que está sonhando, mas parece falar comigo, sua testa forma um ruga no meio quando ela franze- mas ele fez igual a todo mundo. Eu me abri, contei tudo o que ele fez comigo, sabe o quanto doeu? Eu nunca tinha falado disso com ninguém. E ele virou as costas e foi embora, por que as pessoas que eu amo sempre vão embora?
Ela começa a chorar, isso me mata.
—Shiii filha estou aqui, você não está sozinha. Não vamos mais te deixar ouviu — sussurro no seu ouvido — Eu e sua mãe estamos aquí.
Ana aproveita o momento e se aproxima dela, acaricia seu rosto enquanto chora.
—Amo você querida, sinto tanto — diz emocionada chorando. Ela me olha e sei que seu olhar reflete o meu, estamos sentindo a mesma coisa. Falhamos com a pessoa que mais importava na nossa vida e ela se machucou e ainda sofre com isso. Ana me olha chorando- o que fizemos com ela Christian? O que será que ela quis dizer?
—Acho que ela possa ter se aberto com o Shepherd. Ele parecia bastante transtornado hoje quando me ligou, disse que eles conversaram ontem e depois disso ele saiu para tomar alguma coisa e ela sumiu — falo tentando pensar nas possibilidades.
—Mas o que será que ela disse que o fez precisar beber para digerir ? — ela verbaliza exatamente o que eu estou pensando. Olho minha filha que ainda dorme, ela parece sentir os carinhos da mãe e se mexe. Ana para no mesmo momento e afasta a mão parecendo ferida.
Amy se vira na direção dela e a abraça pela cintura, parece pequena assim. Não uma mulher de 26 anos, ela se aperta na mãe e cheira a roupa dela.
—Cheiro bom mãe — diz e sinto um sorriso abrir no meu rosto, e o mesmo acontece com Ana. Em anos eu não a vejo sorrir assim, de verdade, completa.
—você também filha, o melhor — diz Ana e cheira a cabeça dela que continua dormindo tranquilamente — estamos velando seu sono amorzinho.
Ela não conversa mais durante seu sono, Ana acaba cochilando junto com ela.
Fico olhando as duas dormirem, são parecidas mas não tanto como eu e ela. Vejo que meu celular começa a tocar e pego, é o Shepherd de novo, saio do quarto pra atender.
—Grey — falo.
—Alguma notícia? — ouço do outro lado, ele parece ansioso.
—Ainda nada — respondo tentando parecer neutro, Teddy disse que ela não queria falar com ele ainda, e por tanto acho melhor esperar ela acordar para perguntar a ela o que dizer a ele. Também não me sinto bem em falar dela depois de ouvir ela chorar por ele, ela precisou dele e o mesmo virou as costas ou seja lá o que for que aconteceu.
—Porra!! Você disse que ia colocar seus homens para procurar — diz com raiva, quase gritando — Não desista dela de novo caralho!
—Não desisti da minha filha Shepherd. Preste atenção em como fala comigo — falo sério, ele não pode me acusar disso enquanto estou tentando cuidar da minha filha.
—Olha eu estou preocupado, ela nunca fez isso e a amiga com quem ela vive também está preocupada. Ninguém sabe onde ela se meteu, por favor eu preciso de notícias — diz angustiado. Ele parece se preocupar de verdade com ela.
—Olha ... — Começo e penso se devo dizer. Por fim resolvo que o melhor é tranquiliza-los, afinal eles também se importam com ela — Ela está bem ok?
—O que?? Você sabe onde ela está? — diz confuso do outro lado — Ela está aí? Me deixe falar com ela, por favor.
—Ela vai entrar em contato assim que estiver pronta — falo.
—Mas eu preciso falar com ela. Ela precisa saber que estou aqui, ela entendeu errado ontem à noite. Eu não a deixei lá sozinha, só fui no bar da esquina tomar um trago. Foi muita informação. Quero dizer, não tem um protocolo de como agir quando alguém te conta algo assim! — diz cansado.
—O que quer dizer? Contar o que? — falo rápido querendo saber o que diabos aconteceu.
—Olha isso não é algo que eu deva falar, é o passado dela. E se alguém tem que falar algo é ela é somente ela — diz e eu suspiro. Pelo menos ele respeita o espaço e a privacidade.
—Ok, olha eu tenho que ir.
—Certo, diz a ela que eu quero falar com ela, ok? — fala triste.
—eu direi a ela — falo e encerro a ligação. Penso no que será que ela contou, o que será que aquele desgraçado fez a ela? Se ele tiver tocado na minha filha eu mato ele.
Passo as mãos no cabelo e puxo com força.
—O que houve papai? — ouço e me viro e vejo Phoebe perto de mim. Ela parece preocupada — Ela está bem? Está indo embora? Desculpe foi culpa minha, eu deveria ter ficado calada.
—Ei filha calma, está tudo encaminhando. Ela está dormindo, sua mãe está com ela — falo sorrindo e passo uma mão no seu rosto acariciando. Ela inclina o rosto na direção da minha mão e seus olhos azuis me encaram confusos.
—Ela não foi embora?- pergunta
—Não, ela está descansando. Espero que possamos falar com ela quando acordar — digo e ela sorri e me abraça.
—Nem acredito que tenho uma irmã- diz animada e se afasta. Ela sorri para mim -Eu disse que iria dar tudo certo. Vou no hospital ver a vovó e contar pra ela que a neta está em casa. Posso?
—Claro, ela merece atualizações.
Ela se vira e sai praticamente correndo. Vou em direção ao menos quarto onde minhas outras mulheres estão descansando. Entro e vejo que elas continuam dormindo, sorrio. Sou um cara de sorte, e agora vendo essa cena tenho esperanças de um futuro melhor, me sento na cadeira ao lado da cama e fico velando o sono delas.
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