Notas iniciais
Oi meninas voltei. Espero que gostem do tão esperado encontro.Estou muitooo feliz por que recebi mais duas recomendações. Obrigado DM e Sinistra esse cap é para vocês. Não esqueçam de favoritar meninas, bjooos

POV Ana

—Me solta, estão levando ela para longe de mim de novo. Nãaao – choro desesperada e caio de joelhos no chão. Meu marido me abraça forte e ouço os soluços dele atrás de mim.

Estamos do lado de fora do hospital, Grace acabou de passar por uma cirurgia depois de ter um AVC, quando ficamos sabendo do depoimento do Hyde. Ele disse que não tinha matado a nossa menina e todos ficamos em choque, isso queria dizer que ela poderia estar em algum lugar e agora acabei de vela aqui mesmo no nosso hospital. Tenho certeza que era ela, está tão crescida e linda, mas não parecia feliz em nos ver.

—Amor eu sei que dói mas temos que ser fortes, nossa família precisa de nós- Christian fala e eu me viro e o olho.

—A minha filha precisa de mim porra – falo com raiva, me levanto e me afasto dele. Sei que não é justo ele está sofrendo tanto quanto eu ou mais, já que se considera o culpado de tudo.

—Mamãe – ouço e me viro, Phoebe se aproxima devagar, está chorando. Outro bebê meu está sofrendo, seus olhos azuis nos encara culpados – Sinto muito, eu deveria saber. Eu a vi no mês passado no shopping e achei estranho. Mas eu ...

—Filha, a culpa não foi sua. Todos achamos que ela estava morta – Christian fala e abre os braços. Ela corre e se joga nos braços do pai, meu marido me olha por cima do ombro dela e eu quebro com o olhar que vejo. Ele está destruído. Me aproximo e me abraço a eles e choro.

—Eu não sei se aguento passar por isso de novo – falo quando nos afastamos devagar, Phoe me olha e segura firme minha mão.

—Vou dar um jeito Ana, trarei sua filha de volta. Nem que eu morra para isso acontecer – Christian fala sério.

—Papai, nunca mais diga isso – Phoebe fala brava – Todos vamos ficar bem, temos que ficar. Ela está chateada. Não sabemos o que aconteceu com ela, falaremos com ela e tentaremos concertar tudo como a família que somos.

—Ah querida. Amo tanto você – digo e a abraço.

—Vocês são os melhores pais do mundo, nunca duvidem disso. Aconteceu coisas ruins sim, mas ela tem que entender que não foi culpa de vocês – fala certa disso, está já pensando em tudo.

—Vamos voltar para dentro está frio – Christian fala e quando entramos todo mundo levanta.

—Era mesmo ela? – Mia solta.

—Conseguiram falar com ela? – Kate vem e me abraça quando vê a resposta no meu olhar.

—Ela se foi, nem deu a chance de conversarmos – digo num sussurro, não quero mais chorar na frente de tanta gente. Por sorte todos acham que estamos assim exclusivamente por causa de Grace. Elliot vem do corredor.

—Ela está quase acordando – diz cansado, ele olha para mim e Christian – Conseguiram descobrir algo sobre a Amy?

—Ela acabou de sair. Com o Shepherd – Theodore se manifesta. Elliot franze a testa sem entender. Theo se vira para a mesma interna que parou para falar com os dois antes de saírem – Ei você, vem aqui.

Ela olha totalmente apavorada e aperta os prontuários que leva na mão, se aproxima devagar.

—Olha eu não fiz nada por favor não me demitam eu só sigo as ordens – fala atropelando as palavras.

—Quem era a médica que estava com o Shepherd a que você entregou umas correspondências? – pergunta e ela solta o ar claramente aliviada.

—Ah, é a Dra Whiters. Residente do 4° ano, ouvi dizer que eles se pegam – diz em tom de fofoca. Christian se enrijece do meu lado, fica puto de raiva. Seguro a mão dele e olho a garota, todo mundo prestando atenção nela.

—E o que eram aqueles papéis? – Theo pergunta e ela franze o cenho sem saber se deve falar. Theodore fala firme, igualzinho ao pai – Estou esperando.

—Era do banco, eu não deveria ter olhado. Mas diria que é relacionado ao credito estudantil que ela fez para faculdade. Deve estar com um problemão, por que eles ligam varias vezes no dia para segundo a Dra Yang, a e antes que pergunte elas moram juntas. Pelo que fiquei sabendo é uma casa grande que a Yang recebeu de herança e aluga uns quartos para os colegas do quarto ano. Deve ser uma bagunça imagina – diz e o pager dela toca. Ela pega e olha para Theo – sinto muito tenho que ir.

Ela se vai e depois de uns segundos olho meu marido que perece soltar o ar devagar.

—A culpa é toda minha, minha filha está com problemas. Problemas que não deveria ter Anastásia, e a culpa é toda minha, eu a deixei naquele corredor sozinha – diz e se vira e caminha em direção a recepção.

—Christian – falo mas ele continua caminhando.

—Deixa ele precisa de uns minutos – diz Kate me segurando quando faço menção de ir atrás dele. Olho para ela e depois para os meus filhos que parecem confusos e sem saber o que fazer.

—Por favor não percam a fé em nós crianças, nos esforçamos mas ... – começo e logo Phoebe vem e me abraça, e Theodore se junta a irmã no segundo seguinte.

—Mãe não é culpa de vocês – diz sério e se afasta e olha atrás de mim. Christian volta com o celular no ouvido.

—O que está fazendo? – Elliot pergunta confuso. Meu marido nos olha e depois se concentra no telefone. Ele olha para a tela e aperta de novo o botão.

—Merda por que ele não atende? – pergunta para si mesmo.

—Quem querido? – pergunto cansada, só quero que o dia acabe. Ele me olha.

—O Shepherd é claro – diz e todo mundo fica pasmo, ele nos olha como se fosse algo óbvio – ele está com a minha filha, relaxem só quero saber se ela está bem.

Phoe aperta minha mão me fazendo olha-la e sorri para mim, mas não consigo retribuir. Ela percebe e me abraça.

—Tudo vai ficar bem mamãe – diz e me sinto reconfortada.

—Oi, Derek – ouço Christian falar depois de ligar algumas vezes. Presto atenção ao que ele diz – Como ela está?

Ele para e fica ouvindo, então me olha e vejo que tem preocupação nos lindos olhos cinzas.

—Ok, qualquer coisa avise. Diz que quando ela quiser queremos falar com ela. Certo Tchau – fala calmo ouve, então desliga e nos olha – Ele disse que ela está absorvendo tudo. Que foi muita informação para um dia só.

—Deem um tempo a ela – Mia fala tranquilizando a todos. Uma enfermeira vem falar que Grace já acordou e Christian insiste em que nós dois entraremos primeiro.

Entro e vejo ela deitada em uma cama, com uma faixa enrolada em volta dos cabelos brancos. Está de olhos fechados, me aproximo e toco sua mão, ela abre os olhos e olha para mim e Christian que se sentou do outro lado da cama.

—Ah meus queridos, eu sinto tanto. Não queria causar mais sofrimento do que o que vocês já estão passando – diz e parece triste, ela olha o filho e passa a mão no rosto dele.

—Ah mamãe, mas ele tinha razão. Ela não morreu, ela está aqui – diz e ela fica paralisada, Christian trata de amenizar a situação – Ela trabalha para nós, é uma médica como a senhora dona Grace, e é linda. Minha menina. Eu vou concertar as coisas mãe, eu causei isso e vou consertar, trarei ela de volta para vocês mesmo que eu não mereça.

—Filho não diga uma bobagens dessas, você a merece tanto quanto nós – Diz e meu marido fica calado, sei que está se culpando. Me lembro dos episódios de pesadelos que ele teve nos primeiros anos, ele sonhava que a deixava naquele corredor e ela gritava por ele. Isso o fez se fechar para o assunto e agora ele se acha indigno do perdão dela – Agora quero que vão para casa, levem as crianças e descansem. Amanhã é outro dia.

—Certo dona Grace, estamos indo – ele diz e se aproxima da mãe – Amo você mamãe.

—Também amo você querido, e você Ana. Descansem por que amanhã começará uma árdua batalha para recuperar a menina de vocês – diz e concordamos.

Saímos e vamos em direção a recepção, me despido de Kate e Elliot que vão entrar para ver a Grace agora. Olho em volta e me concentro na minha filha.

—Onde Está Theodore? – pergunto e ela me olha.

—Ele disse que precisava resolver algumas coisas, mas que ia dormir lá em casa hoje – diz e eu respiro fundo. Vai ser bom tê-los perto de mim.

—Certo, vamos? – Christian diz e nos despedimos de todos. Saimos e Sawyer nosso segurança a anos dirige o carro, Taylor levou Teddy mais cedo então já devem estar em casa.

...

Entro em casa e penso que só quero tomar um banho e me aconchegar nos braços do meu marido, que precisa de mim. Eu sinto isso, ele parece exausto e quebrado. Phoebe logo corre para o andar de cima para tomar banho também, está chovendo para caramba lá fora.

—Você está bem? – pergunto olhando para ele, enquanto desfaz o nó da gravata.

—Já estive melhor – Diz e me olha, e então coloca as mãos nos cabelos e os puxa com força – O pior Ana é que sinto que mereço tudo isso.

—Ei, nunca mais diga isso. Não é verdade – digo e me aproximo e o abraço, ele enterra o rosto no meu pescoço.

—Mãe desculpa atrapalhar – me afasto e olho meu filho na entrada da sala, ele já está vestido com uma calça e moletom. Tomou banho e parece muito preocupado.

—O que aconteceu Teddy – Christian pergunta num suspiro.

—Olha eu quero que vocês mantenham muito a calma ok? – diz e eu já começo a pensar um milhão de coisas, ele percebe – Calma mamãe, está tudo bem. É só que eu quero dizer que eu a trouxe para casa.

Fico sem entender por um nano segundo e então coloco a mão na boca. Meu marido parece igualmente chocado.

—Onde ela está, tenho que ve-la – falo já indo em direção as escadas.

—Mas eu prometi que não iriamos incomodar. Eu estou preocupado, ela parece realmente em choque mas falou um pouco comigo – explica e fico ainda mais preocupada, meu bebê um pedaço nosso está sofrendo, Teddy me olha – Ela está la em cima tomando um banho. Eu estava vindo para casa e a vi atravessando a rua daquele parque perto do Grey’s e ela ficou lá. E quando começou a chover ela não se mexeu do lugar, ela precisa de um tempo. E de nós, mas temos que ser pacientes.

—Isso quer dizer que a minha filha que eu não vejo a 22 anos está aqui e eu não posso ve-la? – falo indignada. Christian aperta seu abraço.

—Ana ela está em casa, isso que importa – Amanhã falamos com ela, vamos deixa-la descansar um pouco. Diz e sei que ele está certo.

...

POV Amy

A casa é diferente do que eu me lembrava, na verdade segundo Theodore eles se mudaram quando ele ainda era pequeno. Ele disse que tem um quarto para mim aqui, eles fizeram questão de fazer um. Mas eu insisti em ficar em um quarto de hóspedes, que é grande com uma cama King Size e tudo decorado de bege. Na verdade tudo aqui é grande, é uma verdadeira mansão.

Sinto a água quente cair sobre o meu corpo, e penso em como minha vida deu um giro enorme. E eu cometi o grave erro de vir para cá, bem para o olho do furacão, agora que estou mais consciente me dou conta disso. Acho que de maneira inconsciente devo ter corrido para a o que deveria ser a segurança dos pais.

Ainda tem o fato de que ele também me deixou. Fecho os olhos e vejo ele se virando e indo embora como todos fazem na minha vida. E o pior é que ele está certo em se afastar, eu sou quebrada demais para alguém tão bom como ele, não vou mais machuca-lo isso está decidido.

Saio do chuveiro e visto um short e um moletom com o logo Yale da faculdade. Sorte que peguei algumas peças de roupa no apartamento dele. Resolvo deixar meu celular desligado não quero ter contato com ninguém agora. Abro a porta do banheiro e vou até a cama tentando fazer o mínimo de ruído possível. Me sento e penso que não posso dormir de maneira alguma, provavelmente teria um pesadelo e acordaria a casa toda e os deixaria pior. Ouço passos no corredor e fico calada, param perto da porta.

—Ah Christian – ouço ela chorar e isso me parte o coração. Não sei por que isso me afeta tanto, eu jurei para mim mesma por anos que os odiava e agora estou aqui sofrendo pelo sofrimento deles.

Mas não posso me deixar levar, ele poderia vir atrás deles por minha culpa e machuca-los. Machucar a Phoebe por exemplo e eu nunca me perdoaria. Estou com tanto medo que isso me sufoca. Fico ouvindo ela chorar do outro lado da porta e ouço que ele também chora.

—Vou dar um jeito amor eu prometo, a culpa é toda minha – Ouço ele dizer e isso me mata. Coloco as mãos nos cabelos e puxo. Por que estou agindo assim? Eu deveria concordar que a culpa é dele e xinga-lo, mas não consigo fazer isso. Merda a culpa não é dele, constato isso pela primeira vez na minha vida. Penso se devo levantar e ir até lá e dizer alguma coisa mas o que?

Fico parada até que ouço eles se afastarem depois de vários minutos. Penso em como sou uma pessoa fodida em muitos tons, eu odiei essas pessoas. Essas pessoas boas que me amam por tantos anos que isso me impediu de viver. Agora aqui estou eu causando mais e mais sofrimento, me sinto um fardo na vida de todo mundo. Será que eu deveria existir ou simplesmente acabar com isso? Será que seria um alivio? Pelo menos eles enterrariam a filha de verdade.

Uma batida na porta interrompe meu turbilhão de pensamentos. Olho para frente quando a porta se abre e prendo a respiração. Theodore entra e me olha confuso vendo a cama impecável.

—Você levantou cedo e já arrumou a cama ou nem dormiu? – pergunta preocupado e olho pela janela. Porra já é de manhã, olho para ele confusa, espirro e tusso. Droga só o que falta é gripar – Você passou a noite com o cabelo molhado? Poderia ficar doente.

—Eu não tinha um secador de cabelo, mas também não importa – falo e espirro de novo. Ele se senta ao meu lado, é estranho mas acho extremamente reconfortante.

—Vamos descer para tomar café? – pergunta com cuidado. Olho para a porta pensando.

—Eles estão lá não é? – pergunto desanimada, estou cansada demais para qualquer coisa e tem mais de 24 horas que não durmo.

—Sim e Amelia tem outra coisa – diz e eu o olho. Olhos azuis preocupados, acho, me encaram – O Sheperd ligou para o papai agora de manhã, ele estava apavorado. Disse que saiu ontem por dois minutos e você desapareceu e não atende o celular. Não acha que deveria falar com ele?

—Não, ele me deixou Theodore. Não quero falar com ele – falo simplesmente, e ele suspira.

—Ok. Você está com fome? – pergunta.

—Não. Mas não adianta evitar o inevitável né? – digo totalmente desanimada, não estou nem um pouco afim de conversar. Mas talvez eu possa acalmar um pouco o sofrimento deles. Me levanto e vou até e bolsa e pego um elástico, prendo meu cabelo num rabo de cavalo e o olho. Mordo o lábio sem saber bem o que dizer. Ele se levanta e sorri.

—Vamos? — pergunta e eu aceno a cabeça. Acompanho ele caminhando devagar pelo corredor e chegamos na escada. Ouço barulho de conversas baixas vindo do que acho ser a sala de jantar. Ele vai na frente e eu fico um pouco mais atrás. Merda de vida. Entro e olho em direção a mesa, eles me olham e vejo emoção nos seus olhares. Eles não dizem nada só ficam calados.

—Você quer café? – olho para o lado e a menina dá um sorriso apaziguador. É aparentemente alguém tenta amenizar a tensão. Ela está lendo um livro de fisiologia humana, quem diabos lê isso no café da manha?

Theodore puxa uma cadeira e aponta para mim, me sento calada acho que perdi a voz. Olho para a menina que me estende uma caneca com café. Pego e a olho incapaz de dizer algo e nem de sorrir, estou a ponto de surtar.

—Parece que precisa muito de um café – diz e olha para os pais que observam a cena. Levo até a boca e tomo um gole com cuidado para não queimar – Tem bolo de baunilha.

—Eu odeio baunilha – digo sem pensar, e me repreendo mentalmente. Droga Amelia controle a língua. Disfarço e olho para os lados e meu olhar se cruza com o dela, e ela parece segurar o choro. A droga, machuquei ela. Me lembro que ela usava shampoo de baunilha e eu amava o cheiro dela, acho que fiquei com algum trauma depois disso. Me viro para o lado e espirro de novo. Droga só o que me falta é gripar.

—Você está bem? – ele pergunta automaticamente preocupado. Odeio admitir mas gosto disso.

—Nada com que eu não possa lidar – respondo e continuo tomando meu café.

—Não vai comer nada? – Ela pergunta e eu a olho. Ela tem olheiras, provavelmente não dormiu nada bem.

—Não estou com fome – falo simplesmente e o Grey me olha me fuzilando.

—Quando foi a ultima vez que comeu? – pergunta sério. Ok, comida é um tema.

—Na verdade eu chocolate ontem a tarde- espirro de novo e o olho.

—Digo comida de verdade – fala bravo e eu o fuzilo.

—Ontem de manhã, algum problema? – falo séria e o clima fica mais tenso se é possível.

—Você deveria comer, pegou chuva ontem pode ficar doente – diz calmo, não tem sinal de repreensão na sua voz. Só de autentica preocupação.

—Vocês nem me conhecem, não vão chegar na minha vida me ditando ordens porra – falo alto e me levanto. Antes de me virar vejo que eles também estão de pé – Foi um erro ter vindo para cá, é melhor eu ir.

Me viro e saio rápido de lá, corro escada acima e fecho a porta. Pego a minha bolsa procurando uma calça e logo a porta se abre. Christian entra e fecha, ficando parado na frente.

—Você pode ir se quiser mas vai me ouvir primeiro, serie breve – diz sério e eu cruzo os braços. Ele está triste muito triste e não consigo sustentar o olhar dele, um olhar igualzinho ao meu – Olha, eu sei que estraguei tudo ok? Eu negligenciei você aquele dia. E não há um dia na minha vida que eu não me odeie por isso.

Começa e eu escuto com atenção, ele se odeia por minha causa?

—Não deveria ter te deixado sozinha nem te tratado daquela maneira. Eu estava surtando, não é desculpa sei disso – diz e puxa os cabelos, agora sei de quem puxei essa mania. Ele me encara e está chorando – Você pode me odiar se quiser Amelia, eu viverei com isso por que mereço. Mas a sua mãe, seus irmãos a nossa família eles sentem sua falta e te amam. Eu te amo, mas estraguei tudo e não mereço seu amor eu sei. Só pense neles, só isso que te peço, dê uma segunda chance a eles. Eles merecem seu perdão.

—Você não entende – digo num fio de voz e olho para ele sentindo lágrimas nos olhos isso tudo é demais – Eu não sou mais aquele menina, vocês não sabem o que aconteceu e acredite eu estou poupando vocês de um monte de problemas. Provavelmente aconteceria igual com o Derek, ele achava que me amava e quando as coisas ficaram difíceis ele se foi. Eu sou uma confusão e tenho um monte de problemas, eu sei. Mas eu não sei se aguentaria passar por isso de novo, não posso ver as pessoas que eu amo me virando as costas toda vez que preciso delas. E ainda tem aquele cara, ele poderia vir atrás de vocês e eu nunca me perdoaria. E a culpa não foi de vocês droga, eu tentei mentir para mim mesma por anos mas eu não posso mais fazer isso, não posso mais dizer que odeio vocês se isso não é verdade. E eu não tenho o que perdoar, isso já foi feito a anos atrás.

Falo tudo isso e sinto um peso enorme ser tirado das minhas costas. Ele me olha imensidões cinzas brilhando de amor e preocupação. Começo a ter uma crise de novo não consigo respirar. Me sento na cama e ele vem rápido e se abaixa na minha frente sem me tocar.

—O que foi o que está sentindo? – pergunta preocupado. Levanto a cabeça chorando.

—Não consigo respirar – sussurro e ele se desespera.

—Vou te levar para o hospital – diz e se levanta ele se vira mas seguro sua mão.

—Não vá por favor – falo e ele me olha confuso. Ele se senta na cama segurando minha mão, quando já consigo respirar melhor eu o olho de novo – Obrigado.

—O que foi isso? – pergunta apavorado.

—Um ataque de pânico, desculpe – digo culpada.

—A culpa não foi sua entendeu filha? – diz e segura meu rosto, ele me chama assim e não aguento. Me jogo nele e o abraço, senti falta desse abraço.

—Por favor não desista mais de mim. Sei que sou incompleta mas tentarei consertar – falo chorando.

—Jamais filha, jamais desistirei de você – diz tão seguro que me sinto melhor. Fico assim nos braços dele até que a escuridão e a exaustão me vencem e eu acabo pegando no sono.

Notas finais
E ai o que acharam? o que será que vai acontecer agora? Comentem muitooooo e favoritem também bjoos