Notas iniciais
Sinceramente não sei por onde começar.
161 comentários
131 pessoas acompanhando
41 pessoas favoritaram
4 recomendaram

Impossível eu ser mais feliz. Gente muito obrigada mesmo, estou muito feliz, hoje recebi minha 4ª recomendação, nem consigo acreditar.

Hoje vou dedicar esse capitulo para Kete Stella, que foi a 4ª pessoa a recomendar minha fanfic.
Obrigada a você Kate a todos que comentam e acompanham

Esqueço que estou de carro, esqueço tudo, eu só quero encontra-la. Penso em sua reação ao me ver, será que ela estará com mais alguém? Apago esse pensamento, a minha missão é mudar a mulher que eu amo, e o primeiro passo e jogar limpo, por as cartas na mesa. Não vejo seu motorista, estranho, James sempre está á vista, caso Elena precise dele. Subo as escadas, sem me incomodar em pegar elevador, talvez eu me arrependa, mas preciso tentar. Toc Toc. Elena sai, somente de camisola, está linda como sempre. Fico radiante ao ver seu traje, isso significa que ela não está dormindo com ninguém, pelo menos essa noite.

-Isaac? – ela não esconde a surpresa.

-Preciso falar com você – sinto-me tímido. Droga, por quê?

-Entre – ela gesticula e eu entro no familiar apartamento – O que aconteceu?

-Preciso de alguém – começo.

-Oh, sim – ela não parece feliz – Posso arrumar alguma submissa para você.

-Não. – Rio feito um bobo – Um amigo, para conversar.

-Bem – ela gesticula para o sofá – Depois de tudo que aconteceu, acho que estou adepta ao cargo. O que aconteceu?

-Eu conheci uma garota – Elena tranca o maxilar – Então tivemos nossa primeira noite, pensei em formar uma família, filho, essas coisas, estava tudo tão perfeito – viro o rosto, merda! Por que depois de tanto tempo ainda dói? – Eu ia pedi-la em casamento – prossigo com a voz embargada – Então houve um assalto no banco em que ela trabalhava e ela foi morta. Achei que iria morrer, não conseguia comer, não conseguia dormir, eu não tinha vida.

-Meu Deus – Elena cobre a boca com a mão, horrorizada – Você está contando seu passado? – confirmo.

-Um tempo depois, eu já tinha largado o emprego, descobri que Amanda estava gravida, eu ia ser pai – as lágrimas escapam – Não suportei a noticia, eu me larguei no mundo, sem ter para onde ir. Fui para naquele clube servindo mesas, como você me conheceu, eu não me importava com nada Elena, nada – estou sendo o mais sincero que posso – Então eu encontrei você, tão parecida nas atitudes com Amanda, mas tão diferente. Você é forte, independente e esperta, ela não, a garota que eu tanto amei era ingênua, delicada e sensível. Você acabou comigo.

-Você sabia na época – ela retruca.

-Sim – digo impaciente – Assinei aquela porra de contrato, porque queria estar perto de você, nem que fosse para lavar o chão que você pisasse – As lágrimas sessam, droga, porque ela não pode ser mais sensível? – Então você me tratou como um objeto, me apresentou coisas que eu jamais imaginei, e acabou comigo.

-Você me chantageou – ela me lembra.

-Eu não queria seu dinheiro – levanto-me ofendido – Eu queria a sua atenção! Você estava tão preocupado com seu garotinha, ele estava se apaixonando e você ia perder seu brinquedo!

-Isso não é verdade – ela também se levanta – Eu lhe dei atenção.

-Como? – aproximo-me dela – Largando-me na cama para ir falar com ele? Paquerando ele?

-Como você sabe? – ela me olha horrorizada.

-Você tem noção do que eu senti quando soube que você tirou um filho nosso? – grito – Você me matou Elena, eu não queria a porra do seu dinheiro, você poderia ter me dado essa criança, eu cuidaria dela – sento-me chorando.

-Isaac, eu sinto muito – ela fala indiferente – Mas eu não queria ser mãe e não quero.

-E o que você vai fazer? – levanto meus olhos e encontro ela me fitando apavorada – Quando você envelhecer e não tiver um submisso na face da terra que te queira?

-Isso não é da sua conta!

-Sim, é! – grito de volta – Eu quero estar com você, todos os dias, poderíamos ter nossa família, filho, netos – Aproximo-me dela e encosto nossas testas – Eu te amo, mesmo que você não acredite – beijo seus lábios lentamente.

-Isaac – ela geme.

-Não – me afasto – Se você quiser um brinquedinho, ótimo, você tem vários – caminho até a porta – Mas se quiser alguém de verdade, um marido que te ame, uma família de VERDADE, não como você tinha antes, me procure.

-Não vá – ela grita para mim.

-Você tem meu telefone Elena – despeço-me.

-Por favor – ela implora – Só por hoje, passe a noite comigo. Estou sozinha.

-É por isso que você me quer? – rio sem humor – Somente porque esta sozinha? Sinto muito, não sou mais seu brinquedo.

-Eu tenho uma proposta para você – ela corre até a porta, parece estar prestes a chorar – Mas só depois.

-Sexo baunilha? – pisco para ela.

-Pensei em brincarmos – ela me olha com expectativa.

-Brinque com seus brinquedos – fecho a porta e a encaro – Se quiser estar comigo, de verdade, não me importo em brincarmos, ao contrario – sorrio – Eu amo brincar com você, mas não hoje.

-Tudo bem – ela cede – Só hoje.

Sem esperar, agarro sua mão e a puxo para meus braços. Puxo-a para o sofá, beijando todo seu rosto, ela geme a cada toque meu, mas hoje, eu quero toca-la, de verdade.

-Hoje você está no controle – ela geme contra minha boca.

-Não – afasto nossos lábios – Hoje não haverá dominador ou submisso, chega disso, pelo menos por hoje.

Antes que ela mude de ideia, volto a colar nossos lábios. Tiro sua roupa rapidamente, e desço minha boca pela sua barriga. Oh, tão lisa, tão macia, passo minha lingue por seu umbigo e ouço seus gemidos, mas isso não vai me parar. Desço minha boca até seu clitóris, fazendo círculos com a língua. Elena implora para mim parar e come-la agora, mas não é isso que eu quero, eu quero que ela sinta, exatamente o que eu sinto quando ela me toca. Continuo com essa tortura deliciosa até sentir seu corpo se convulsionar, ah Elena, agora veremos se você não gosta mesmo de mim. Ela atinge o clímax e explode num orgasmo enlouquecedor, sorrio satisfeito. Elena esta ofegante, gemendo e chamando meu nome, ah, agora sim poderei comê-la. Ela fecha os olhos e joga a cabeça para trás quando me meto dentro dela, tão quente, tão acolhedor, sinto-me em casa. Não demoro muito para atingir o orgasmo também, deitando-me no chão e a puxando junto. Talvez seja a hora de conversarmos.

-Você não falou nada – comento após minha respiração se normalizar.

-Sobre o que? – resmunga.

-Eu te contei praticamente a minha vida toda Elena – abaixo os olhos para encara-la.

-O que você quer que eu diga? – pergunta irritada – Meu próprio pai me estuprou quando eu tinha três anos, minha vida é uma porra e estou literalmente fodida.

-Você nunca me disse isso – aperto meus braços ao redor dela.

-Não é algo que eu queria compartilhar – resmunga e se vira.

Penso em falar algo, mas me dou conta de que ela está dormindo calmamente em meus braços. Meu Deus, isso nunca aconteceu, fazia parte do contrato, jamais dormir com a dominadora, e agora é ela quem dorme comigo. Espero mais um pouco para ter certeza que ela caiu em um sono profundo, então a levo até seu quarto e vou para o meu quarto de submisso. Deito-me feliz, eu consegui faze-la ouvir pelo menos meu lado da historia, agora tudo depende dela. Fecho os olhos e deixo a escuridão me cercar, amanhã resolveremos o resto.

Acordo atordoado. Onde estou? Ah, apartamento da Elena. Sento confuso na cama, lembrando da noite anterior e não consigo deixar de sorrir. Sem fazer barulho, me troco e vou embora, se ela quer jogar então vamos jogar. Vou andando até o restaurante da noite anterior e vejo meu velho sedã, sozinho no estacionamento. Dirijo sem pressa para casa, tentando imaginar a reação de Elena ao acordar, raiva? Felicidade? Improvável, ela é sempre surpreendente. Meu telefone toca, sei quem é.

-Sim? – finjo não saber quem é.

-Onde você está? – ela esta irritada.

-Indo para minha casa.

-Por quê? – ela grita ao telefone.

-Elena, você não me quer, estou desistindo – brinco.

-Mesmo? – sua voz é triste.

-É claro que não – sorrio diante da sua insegurança – Sou seu, sempre fui.

- Por que não está aqui então?

-Porque você não me quer ali – sou sincero.

-O que você vai fazer mais tarde?

-Trabalhar – minto.

-Você não trabalha Isaac – ela ri.

-Trabalho sim – retruco – Sou proprietário de metade de um dos maiores salões de Seattle.

-Então é verdade?

-Sim, Ana me passou a parte dela – faço uma pausa – Algum problema?

-Não, assim será até melhor – ela ri maliciosamente.

-Elena, se pensa que ainda vai encostar em mim está enganada – ela fica muda e eu continuo – Até que você não decida definitivamente o que quer da sua vida não teremos qualquer tipo de relação.

-Isa… Isaac – ela gagueja.

-Adeus – desligo.

Porra, eu nunca tinha sido tão franco e firme com ela, preciso contar a Ana sobre meu progresso, mas o Grey não deve ficar muito feliz, então é melhor esperar, quando chegar em casa eu mandarei uma mensagem.

- — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — -- — — — — — — — -

Droga! Existem duas filiais, onde será que Elena estará trabalhando? Sigo para á que está no centro da cidade, rezando para acertar. Deixo meu carro na frente do salão, nervoso para meu primeiro dia de “trabalho”.

-Posso ajudar Sr.? – a atendente vem me receber.

-Não – respondo de imediato – Sou Isaac Price, proprietário da metade dos salões Escavla.

-Ah, s…sim – ela gagueja – Nós fomos informados, sua sala é ali Sr. – ela aponta para uma porta bonita, bem nos fundos. Hora de trabalhar.

Notas finais

Para os próximos capítulos teremos muito Christian e Ana.
Prometo. Amo vocês, obrigada.