50 Tons De Amor
5 Capítulo 5
— Sim, pelo menos espero que estejamos a sós. — Prendi a respiração quando vi que entre as minhas palavras, ele se aproximava mais em passos sedutores e pequenos.
Ele estava praticamente a um centímetro de mim, mesmo assim não me tocava. Aquilo estava me matando. Eu já sabia da fama de pegador que Cristian tinha, mas não sabia que ele me queria. Ele encostou o nariz no meu e o esfregou.
— Crist...
— Shhhhh! Não diga nada. — Disse ele sussurrando em tom sedutor.
Seus lábios começaram a encostar nos meus, pegou sua mão e segurou meu cabelo, puxando a mecha para baixo e me deixando com a cabeça virada para cima. Depositou beijos lentos que partiam do começo do pescoço e terminavam no canto da minha boca. Que agonia! Criei coragem e peguei com força seu braço direito, apertando muito. Sua boca estava perto do meu ouvido e eu ouvia claramente sua respiração ofegante. Com a mão esquerda enfiei os dedos por entre seus cachos e apertei também, deixando-o mais ofegante ainda. Cristian beijou suavemente minha bochecha e, segurando meu rosto com as duas mãos, me olhou com os olhos semi-arregalados e com a boca aberta, respirando forte. Paralisei.
— O que você está fazendo comigo? — Disse ele bem sério.
Fechei os olhos como se estivesse sentindo dor e abaixei a cabeça. Rapidamente ele, com as mãos, a levantou de novo e chegou mais perto.
— Quero você. Agora. — Disse o "agora" tão sensualmente que cheguei a derreter por dentro.
Eu estava com os olhos mais arregalados que o dele, olhando séria, imóvel. Meu estômago estava cheio de borboletas. Que enjoo! Mas mesmo assim queria ele ali, e agora. A única reação que tive na hora foi dar um selinho molhado em sua boca, como se dissesse "você pode fazer o que quiser comigo". Ele me olhou sério de novo e abriu mais os olhos e os lábios. Chegou mais perto e me deu mais um beijo. Sua boca estava quente, ao contrário de nossas mãos. Minha língua encontrou a dele timidamente porque, por mais que eu quisesse tê-lo ali, ele ainda continuava sendo Cristian Grey.
— Preciso saber de uma coisa. — Disse ele.
— Fale! — Respirando rapidamente.
— Você é virgem? Tem cara de ser.
— Pareço tão santa assim? — Demos um risinho descontraído — Sim, sou.
— E você se importa com isso ou quer que seja algo especial, tipo...Ahn... Com uma pessoa que você ame? — É. Ele estava falando bem sério.
— Não. Só quero que seja inesquecível, seja com quem for... — Deixei um ar de mistério no ar. Hmm...
— Você acha que eu tornaria isso inesquecível? — Agora sim ele deu um sorriso doce, daqueles que me fazem cambalear pra trás.
— Acho que isso não seria uma missão tão impossível para você, sr. Grey. — Sorri sem mostrar os dentes.
— Onde é o seu quarto? — Disse ele e deu um sorriso de uma criança de cinco anos quando ganha o que quer.
— Subindo as escadas.
Ele levou o olhar ansioso até a escada e depois voltou a olhar para mim. Deu um sorriso que fez barulho, como se estivesse inspirando com força, e encostou a cabeça na minha. Ahh... É hoje! Então, ele me pegou no colo e, com ele dando risada, implorei para que me soltasse. Odeio que me segurem! Ele só foi me colocar no chão quando chegamos na porta do quarto.
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