50 Tons Ainda Mais Azuis - 2ª Temporada
14 50 Tons de Vexame
Notas iniciais
A volta ao nosso lar foi excelente. Agora estávamos estabelecendo um novo ritmo em nossa vida de casados. Vegeta queria que eu continuasse trabalhando, para manter meu espírito independente. Eu queria deixar de trabalhar, para manter uma nova vida de dondoca. Meu aniversário estava chegando, dentro de dois dias eu estaria aguardando ansiosa a troca de meu pequeno Fiat 147 por algo mais robusto, caro e estiloso. Ao menos era isso que eu aguardava. Eu não poderia pedir um modelo de carro, porque Vegeta poderia pensar que era apenas materialismo da minha parte. O que definitivamente era... mas ninguém precisava saber.
Com as duas ex-submissas loucas dele fora de circulação, Juno Allbo e Anastácia estavam internadas em uma clínica para viciadas em internet, minha vida estava bem mais fácil e amena.
Meu chefe super gatinho continuava passando a mão despretensiosamente na minha pessoa, mas eu relevava. Até o dia que Vegeta presenciou o instante em que ele dava uma cafungada em meu pescoço.
— Que porra é essa aqui, Bulma? — ele perguntou irritadíssimo.
— O que? — eu era completamente inocente.
— Não é possível que você não tenha visto ou sentido o infeliz cheirando seu pescoço.
— Quem? — insisti no tema noviça rebelde.
— O seu chefe! Que vai deixar de ser chefe neste exato instante, porque estou comprando este prédio agora mesmo e também estou pagando sua comissão para que você seja promovida descaradamente ao lugar dele.
— Vegeta!!! Você não pode fazer isso? Pode? — eu perguntei emocionada.
— Claro que posso. É para isso que tenho tanto dinheiro. Para gastar do jeito que eu quiser e aonde eu quiser.
— Nossa... adoro quando você fica assim... tão cheio de pompa e prepotência... chego a ficar arrepiada. Adoro um homem super mandão...e rude.
— Deixa disso. Você sabe muito bem que vai receber um corretivo muito bem merecido quando chegarmos em nossa humilde residência. Deixou esse descarado do Yancha cheirar o pescoço na maior cara de pau.
— De forma alguma, Vegeta.... eu nem percebi que ele estava atrás de mim...
— Sei...
Encerrado o assunto em questão, eu e meu marido riquíssimo fomos para nosso apartamento, nos embrenhamos no quartinho da dormência e deixei que as fantasias mais loucas dele imperassem. Como me dar uma baita surra vestido completamente de cowboy. Tomei no lombo, mas valeu a pena. Acabei realizando meu sonho de consumo de apreciar um cowboy laçando um bezerro. No caso eu.
O dia seguinte chegou com minha amiga Chichi entrando pelas portas do meu paraíso pessoal como uma louca ensandecida. Se Vegeta foi um cowboy feroz na noite anterior, Chichi estava como um touro desconjurado em ódio puro.
— Que palhaçada é essa aqui, Bulma??? Pelo amor de Deus... eu pensei que você tivesse cabeça... que você fosse uma pessoa de princípios rígidos, quase praticamente de uma irmandade religiosa... e com o que me deparo? — ela falava e cuspia saliva na minha cara.
— Chichi... acalme-se... você precisa de uma bebida forte... talvez um licor? Não... licor não... uma 51 para acalmar os ânimos talvez? — falei tentando acalmar a fera ferida.
— Meu Deus... eu sabia que o homem era muito gato pra ser de verdade... tudo bem que estou dando uns tratos no amigo menos rico dele o Goku, mas puxa... isso aqui é artigo chocante...
— Que artigo? — senti meu útero se contrair. O único artigo, fora o que eu fizera para a faculdade em tempos remotos, que eu conhecia, era o afamado contrato de confidencialidade maldade que Vegeta me enviara pelo whatsapp. Porra... eu disse para ele não enviar naquele aplicativo.
— Meu Deus, Bulma... quase tive um piripaque quando li essa porra! What a hell? O que você estava pensando em aceitar isso??? — ela disse e despejou as páginas impressas em cima da mesinha de centro.
Senti meu subconsciente inconsciente entrar em coma induzido e minha mocreia interior aterrissar de cabeça num salto mortal e ter três ataques cardíacos.
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