5 Vidas

7 xxx. Sentimentos.


Ela havia despertado, suas ações eram lentas. Como toda a sua energia tinha sido consumida. Abriu os seus ambares cinzentos. Diferente da outra vez, não sentiu o corpo pesado. Levantou sentando no local que estava deitada.

Reparou o local que encontrava, parecia um jardim de girassóis. O sol estava forte, olhou em volta à procura de alguém. Levantou do chão e caminhou até um grande carvalho que presenteava com uma sombra. A garota estava com a mesmas vestes: vestido branco e os pés descalços.

Ao aproximar da arvores viu a velha senhora que estava sentada encostada no tronco da árvore. Orihime aproximou devagar e tentava fazer nenhum barulho. Até prender a respiração tinha feito:

— Que bom acordou criança. – falou a senhora – Como está?

— Oh! Desculpa por ter acordado – sentou ao lado da senhora – Sim, estou bem.

— Não estava dormindo criança. – riu a senhora – Foi um final feliz?

— Hmm... foi – concordou a garota – Aonde estamos?

— Sempre fazendo perguntas tolas.

— É bem diferente do outro lugar que acordei. – disse olhando ao redor.

— É o mesmo lugar. – deu a resposta

— Como? – arqueou a sobrancelha

A velha senhora riu da ingenuidade da moça.

— Ah! – a ruiva ficou admirando o lugar. – Será que todas eu e Ichigo ficaremos juntos?

— Depende o modo como “ficar juntos”? – falou a senhora

— Como assim? – questionou.

— Se for como amantes, não. – falou sem rodeios

— Hmm... – ficara desapontada.

— Apesar que a primeira vez que vocês se encontraram foram como amantes. – sorriu a senhora – Mas tem muitas formas de amar. – a garota ficou a prestar atenção à explicação – Amor maternal, paternal, de irmãos, de amigos... ah! O amor está a cada pequeno gesto.

— Então eu e ele já passou isso tudo? – perguntou espantada.

— Oh sim? Apesar que suas almas sejam novas, vocês já viveram muitas vidas. – riu.

— Ah! – a garota ficara de boca aberta com informação.

— Você continua ingênua, criança. – gargalhou. – Você namorou e casou com outros rapazes. Lembro de um rebelde de olhos azuis. – continuou a gargalhada — Você gosta de jovens rebeldes e mal humorados.

— Mas não comentei nada. – a ruiva ficara rubra com comentário

— Esqueceu que posso ler mentes criança. – gargalhou a moça.

Orihime desviou o olhar para campo de girassóis e ficara pensativa.

— Quando não ficamos juntos, como amantes, é por que nós não amamos?

— Não. – a senhora ficara séria – É por causa da inveja, ciúmes, mentiras de outros para destruir a relação de vocês ou uma peça do destino. O amor de vocês é puro e verdadeiro.

— Puro e verdadeiro. – sussurrou as palavras.

— Em uma vida, teve um cavalheiro que montou um cilada para Ichigo. Isso porque este cavalheiro a desejou. Ele deseja o seu coração, mas depois da morte de Ichigo seu coração se endureceu.

— É bem triste. – baixou o seu olhar e suspirou.

— Criança, não está com sede?

— Hmm... é bem lembrado. Não bebi nada.

— Ficara tão impressionada, que esqueceu da sede.

— Não estava com sede.

— Estava sim. – a senhora levantou foi até uma fonte. – Toma criança. – pegou a agua com uma cuia – Essa água é fresca, vai sentir melhor – entregou para jovem.

— Tem razão. – tomou mais um gole – É bem fresca.

— Toma mais.

A jovem tomou toda água. Sorriu para senhora em forma de agradecimento. Logo, sentiu tonta.

— Estranho, que dia nessa...

Não completara a frase, logo fechou os olhos e caiu em um sono profundo. A senhora apenas sorriu.

— Boa sorte, criança.