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Entre céu e a terra. – Capítulo 3

O jovem rapaz estava encostado no guarda-corpo do saguão, era dia de visitas e o local estava movimentado. Ele observava o local entediado, até que a avistou. O ruivo não lembra qual foi o dia que a viu pela primeira vez naquele saguão. Deste tão passou a admirá-la: os belos cabelos ruivos pôr do sol, pele clara, os ambares claros e expressivos... Nunca tomora a coragem de aproximar.

— Como é linda! – suspirou.

— Também acho a minha irmã linda.

Ichigo olhou assustado e logo ficou na postura, ao deparar com o jovem de cabelos castanhos ao seu lado, com uma expressão pouco sério.

— Desculpa Tenente Sora –ficara sem graça — Não foi a minha intenção de desonrara a sua irmã.

— Você apenas estava admirar a beleza dela, não fizera nada demais. – sorriu. – Também admiro a beleza dela, não somente a exterior como a interior também. – olhou para mais novo – Quando você tornar capitão, eu permito o namoro de vocês. – sorriu.

Ichigo ficou estático com as palavras de Sora, não sabia que falar.

— Ichigoo! – uma voz de criança o tira do transe, o rapaz olha. Uma pequena garotinha de cabelos castanhos acena – Aqui!

— A sua família chegou. – fala o mais velho – Depois nós conversamos, cunhado. – riu e acenou antes de ir ao seu caminho.

Deixou o ruivo sem reação com sua declaração.

Os ambares castanhos abriram, fitando o teto. Deu uma espreguiçada, e olhou para relógio no pulso. Levantou da cama, estava arrumado para sair, era o dia de folga. Tinha combinado com Sado e Renji divertir no bar. Pegou seu casaco e saiu, trancando o seu quarto.

Em poucos minutos ele estava no lugar combinado, os dois amigos estavam na sinuca.

— Olha quem chegou! – ironizou o ruivo – Pensei que se perdeu no caminho.

— Oi pra você Renji. – aproximou da mesa. – Oi Chad!

— Qual é boa? Você nunca foi de atrasar? – Renji continuou a jogar.

— Nenhuma. – fez sinal para o garçom trazer uma bebida.

— Sério!? Pensei que tirou o “atraso” com a ruiva. – riu

— Argh!!! Cara, tu é muito pervertido!

— Hahaha, e você puritano. – riu – Até Sado tem suas escapadas. – apontou para o grandão.

— Como? – olhou estranho para Sado – Quem?

— Não tem quem certo. – respondeu na normalidade

— Você fica com...várias...

—É. – respondeu com única palavra.

O ruivo ficara estático com declaração do moreno, não imaginava que seu amigo e companheiro de equipe tinha uma vida amorosa tão intensa.

— É um garanhão latino. – declarou Renji – E você sendo o único virjão do grupo, perdendo a ruiva. – olhou sério para Ichigo – Mais cedo ou mais tarde, outro chega na sua frente.

— Não posso assustar a garota, sendo apressado demais... – suspirou — qualquer falha, chega lá no alto escalão. Não estou afim de problemas e não sei se ela está afim de mim. – comentou baixo.

— Ichigo. – Renji aproxima dele e coloca a mão no ombro do rapaz – Você vive na SS, a vida lá já é curta. Nunca sabemos se iremos sair vivo nas missões. – seu olhar e timbre de voz eram firmes – Não podemos ficar presos à regras tolas e parar de viver. Aqueles grandões não estão nem aí para nossas vidas. E outra coisa – falou baixo – Para de ser lerdo, ela está na sua. Vai lá cara, arrisca.

Ichigo ficara um tempo pensativo, desencostou da mesa que estava, deu um sorriso genuíno.

— Vou lá.

Sado faz um sinal de positivo. Saiu do bar correndo.

***

O almoço das moças estava sendo divertido. Fazia um bom tempo que Orihime sentia tão leve, estava feliz. Rukia e Arisawa deram bem logo no início, a conversa estava bem animada. No momento elas estavam tirando “uma” com a ruiva.

— Ela sempre foi lerda. – comentou a Arisawa – Para perceber alguém gosta dela, vai levar uma eternidade.

— Sério!? – ficou surpresa a morena.

— Não é bem assim. – defendeu Orihime – Até parece quem interesse por mim.

— Claro. – ironizou a Arisawa – Isso porque não reparava os olhares da nossa sala quando estavam em treinamento. Você não quer eu faço a lista?

— Tá isso era antes. – a ruiva fizera um beicinho – Hoje não tem nenhum.

— O caso é grave. – riu a Rukia. – Ela realmente não percebe.

— Não estou lhe dizendo.

— Quem? – Orihime perguntou curiosa.

— O nosso ogro. – respondeu a Rukia.

Orihime piscou os olhos várias vezes, ficara de boca aberta.

— Vejo que é recíproco. Não concorda comigo, Arisawa? – Rukia deu uma piscadela para morena.

— Oh vejo o mesmo! – sorriu – Depois de tanto de elogios!

— Vocês estão enganadas. – balançou as mãos em frente do corpo – Apenas eu o admiro, c-como...- gaguejou – um c-capitão, sei lá. – ficara vermelha.

As duas morenas riram da ruiva do jeito que ficara.

— Bom, meu horário está esgotado, — levantou a morena de cabelos curtos. – Foi muito bom encontrar com vocês.

— Oh! — olhou Rukia olhou o relógio – Também já vou, está na hora de outro compromisso meu.

— Foi muito bom, podemos encontrar novamente no próximo dia de folga. – sorriu a ruiva

— A onde você vai agora, Orihime?

— Vou aproveitar e ir praticar um pouco. – sorriu

— Você deve sido uma sereia na vida anterior. – zombou a Arisawa.

A ruiva sorriu em resposta.

Não podia negar era uma coisa que a ruiva mais gostava, passar o seu tempo nadando. Assim fora seu fim de tarde, já estava praticando e aproveitando colocar as ideias que suas amigas colocaram na sua cabeça naquela tarde: que ela estava apaixonada e era recíproco.

Na verdade, Orihime nunca se apaixonara e então não sabia quais era os verdadeiros sintomas de uma paixão. Sabia que sentia uma atração pelo seu capitão e últimos tempos sentia suas bochechas aquecerem e o seu coraçãozinho palpitava mais.

Entre uma braçada e outra sentiu um formigamento na perna, estava longe da beirada na piscina. Estava em preste entrar em desespero, sentiu ser envolvida na cintura e levedada para superfície.

— Você está bem? – ouviu uma voz rouca.

Olhou para quem a segurava, deparou os ambares castanhos quentes.

— A-acho que estou bem, capitão. – respondeu gaguejando

Eles estavam bem próximos, Orihime desviou o olhar abaixando. Isso deixou ainda mais desnorteada, o capitão estava com peitoral desnudo. Ela não sabia por onde olhava e ainda sentia o toque das mãos dele na sua pele.

— Você tem certeza, que está bem?

— Sim. – mordeu os lábios inferiores – Apenas uma cambria na perna.

— Você parece febril. – tocou na testa dela, isso o coração dela palpitou mais.

Os dois se olharam. Ele ficou segurou o rosto dela e a mesma não rejeitou o toque do ruivo. Ichigo fechou a distância entre os dois, esperou por alguns segundos pela reação dela antes de colar os lábios nela.

A ruiva ficara sem reação, não pelo ato em si. Mas não saber que fazer, se acompanhava ou afastava. Não, ela não queria afastar dele. Seu corpo e mente recusava fazer isso.

— Desculpa minha ousadia. – falou o ruivo – Não era minha intenção de ofender. Na verdade, eu gosto de você. Acho que eu cometi um erro.

— N- não é isso. – pronunciou- É que e-eu...

— Seu primeiro beijo!?

A ruiva baixou a cabeça e balançou a cabeça concordando. Com isso não vira o ruivo dando um sorriso no rosto.

— Você gosta de mim? – perguntou baixo

— Sim.

— Deste quando? – levantou a cabeça.

— Deste quando você vinha para visitar o seu irmão. Sempre ficara admirar do alto do saguão. – contara saudoso – Infelizmente, não vamos apresentado naquela época. Por mais, que o Sora falava de você.

Os olhos da ruiva encheram de lagrimas, segurava seu choro. Abraçou o capitão, e escondeu o seu rosto no abraço. Ichigo a envolveu ainda mais, sabia o motivo do choro dela.

— Desculpa capitão. – falou entre o choro.

— Não precisa desculpar, eu entendo. Por favor, não precisa de me chamar de capitão fora do trabalho. Apenas de Ichigo, Orihime.

— Obrigada, cap...Ichigo. – olhou para os olhos do rapaz.

Ele sorriu.

— Eu acho que sou um desastre. – riu fraco – Eu acabei de acabar um momento romântico. Além de não saber...de...- ficara sem jeito.

— Você não é um desastre, é encantadora. – sorriu para encorajar a moça – Apenas me acompanhe.

Ele fechou a distância novamente entre eles. Orihime fechara os olhos e acompanhava naquele beijo calmo, mas que levara em rumo das estrelas.

Continua...