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3 A mais bela lição do amor - Capítulo 2
Era mais uma tarde de trabalho, Orihime orientava as crianças na atividade de linguagem¹. Tudo estava em perfeita ordem naquela turma de 10 crianças. A ruiva sentou na cadeira da sua mesa para fazer algumas notações do dia.
— Oh tiaa! – ouviu uma voz que cantarolava perto dela. Levantou o olhar, era a pequena de olhos violetas. – Tenho que contar uma coisa.
— Sim, conta-me Usagi. – falou sorrindo para menina.
— Meu pai me deu um livro ontem. – contou sorrindo – Adivinha qual é?
— Legal, livro é sempre um bom presente. Cinderela?
— Errou. – riu – A princesa e o dragão². Igual o seu!
— Minha nossa! Que coincidência! – divertindo com a felicidade da menina
— Sim! – falou alto – Falei com ele que você também tem e que eu gostei muito do presente.
— Tia aponta para mim, fazendo favor – chegou outro garotinho perto da mesa.
— Mas é claro. – pegando o lápis do menino – Usagi, agora vai terminar a atividade. Depois conversamos mais.
— Sim tia. – a menina voltou saltitando ao seu lugar.
O que não passava na cabeça de Orihime, o pai da pequena Usagi era o rapaz da livraria.
****
O rapaz de cabelos laranjas estava na sua mesa de trabalho, digitava rapidamente no computador fazendo mais um relatório da empresa. Olhou para o relógio do computador: 16:45. Encerraria o trabalho do dia para buscar a sua filha na escola.
Salvou o documento, desligando o computador, organizou os seus pertences da mesa. Levantou da cadeira, pegou sua pasta e seu paletó. Caminhou para fora da sala, despediu de um outro colega. Ichigo não era um antissocial, mas também não era tão “amigável” com todos.
Apertou o botão do elevador, este não demorou para chegar. As portas se abriram e ele viu a pessoa que evitava de ver nessa vida: Renji Abrarai. É verdade que um dia eles foram grandes amigos deste a adolescência, isso até que o dia Ichigo descobrira a verdade. Renji era apaixonado pela sua falecida esposa Rukia, e era correspondido. Uma bomba para vida do ruivo. Usagi era um bebe de meses, quando a Rukia pedira o pedido de divórcio. E seu acidente acontecera após a morena sair de casa após de um discursão.
Ichigo não aceitou o fato do divórcio, de perder a guarda de filha... E com isso a sua amizade com Renji acabou. Os dois somente troca palavras apenas profissionalmente.
O ruivo entrou no elevador, cumprimentou com educação. Não iria perder a viagem por infantilidade. Os dois são adultos, apesar do desconforto do ambiente. Chegaram ao andar do estacionamento, cada um foi para seu veículo. A única preocupação do Ichigo era chegar à tempo no colégio.
Evitou de passar nos caminhos de grande trafego, conseguiu chegar na porta do colégio. Era 17:20, havia algumas crianças. Pelo menos, Usagi não estaria sozinha. Após estacionar o carro Entrou no colégio, foi até na sala da sua pequena. Encontrou a sentada na cadeira balançando as pernas, com sua mochila nas costas. A menina sorriu com sua chegada.
— Papai! – gritou a garotinha, desceu da cadeira para abraça-lo.
— Ei está sozinha? – perguntou o rapaz.
— Ela está comigo – ouviu uma voz serena, que estava em frente do armário em um canto da sala.
Ele então ouviu o fechar da porta e a viu: a moça da livraria. Ela olhou para figura masculina que estava parada na porta da sala com a Usagi no colo. Os dois se olharam, um silencio ficou no local.
— Papai, esta é a Tia³ Orihime. – pronunciou a pequena quebrando o silencio.
— Prazer, Ichigo Kurosaki – estendeu a mão para cumprimentar a moça – Sou o pai de Usagi.
— Prazer, Orihime Inoue. – cumprimentou gentilmente. – Sou a nova professora de Usagi.
— Ah sim. – falou sem jeito o rapaz – Espero que ela não esteja tanto muito trabalho.
— Pai! – bradou a menina
— Que nada, senhor Kurosaki. – respondeu com sorriso – É umas excelente alunas da classe.
— Caso que tiver algum problema, me avisa. Pode chamar atenção, sem problemas.
— Claro, claro. – falou gentil – Qualquer coisa aviso o senhor.
— Tudo bem. Vamos embora, Usagi. – dirigiu à menor – Muito obrigado. Até mais.
— Por nada. Até amanhã Usagi.
— Até amanhã. – respondeu animada.
Saiu do colégio com Usagi ainda no colo. Abriu a porta do passageiro do veículo, colocou a menina sentado na cadeirinha e foi ao lado do condutor. Estava prestes de girar a chave na ignição, quando viu a ruiva sair do colégio. Ela vestia calça capri, uma bata sem mangas e calçava sapatilhas e hoje, seus cabelos ruivos estavam presos em rabo. Ela despedia de todos com um belo sorriso. Será que a mesma da livraria do dia anterior? Seria muita coincidência.
— Papai? – a menina retira dos seus desaveio – Vamos?
— Ah sim. – falou meio torturado – Mas é claro!
Ele girou as chaves e pôs à caminho de casa. Viu a professora fazendo o seu caminho a pé. Teve uma brilhante ideia: parou ao lado dela.
— Quer uma carona? – perguntou para a ruiva.
Ela ficara sem jeito ao receber o convite, afinal o rapaz é o pai da sua aluna. Não seria tão aprovado.
— Não precisa, obrigada. – agradeceu pelo convite – Moro perto.
— Mora aonde? – rebateu a pergunta
— Perto do centro comercial. – respondeu com objetivo dele desistir.
— É meu caminho.
— Eu realmente agradeço, mas tenho que passar na padaria...
— Vamos tia! – a menina gritou do banco de trás.
— Aceita como agradecimento de ontem. – falou o rapaz.
— De ontem? – a jovem arqueou a sobrancelha
— Ter ficado com a Usagi pós horário até meu pai buscá-la. – falou meio na dúvida, se falasse ou não sobre a livraria.
— Tudo bem, eu aceito a carona. – entrou no banco do carona.
Os dois adultos estavam meio sem jeito como agir. Eles nem sabiam o por quê.
— Papai, falei com a dia do livro que você me deu ontem. – a menina começou a conversa
— Você fez a maior festa com ele ontem. – ele olhou para ruiva – Me desculpa pela pergunta: por acaso você estava na livraria da rua principal ontem?
— Sim, eu estava — ela olhou diretamente para o ruivo – Oh! Agora que percebi, — ela riu – Era o senhor ontem.
— Senhor não. Não sou tão velho assim – ele riu — Pode me chamar de Ichigo. Posso lhe chamar de Orihime?
— Sim, tudo bem. – sorriu e olhou para frente para evitar o contato visual – Isso é uma grande coincidência.
— É muita. – respondeu o rapaz
— Do que vocês estão falando? – perguntou a menina.
— Que eu encontrei a sua professora ontem na livraria e ela me ajudou a escolher o livro. – explicou o jovem – Nem sabia que a Orihime é sua professora.
— Legal! – riu a pequena.
— Obrigado pela ajuda de ontem. Fiz a alegria da pequena.
— Por nada. Livros sempre são bons presentes. Oh! Você pode me deixar ali? – apontara para o local.
O rapaz concordou e estacionou perto do local que ela indicara.
— Obrigada pela carona. – abrindo a porta.
— Não tem que agradecer. – respondeu o rapaz – Até mais.
— Até amanhã tia! – falou a menina no banco de trás.
A ruiva acenou no passeio e continuou o seu caminho.
****
Havia um bom tempo que os Kurosakis tinham chegado em casa. Ichigo tinha arrumado a Usagi para dormir. A pequena dormia em sono tranquilo. O jovem ruivo saia daquele quarto cor de rosa em silencio, afim de não despertar-la.
Foi até a cozinha, onde seu pai terminava as tarefas domesticas. Começou ajudar- ló nos afazeres.
— Como foi seu dia? – perguntou o senhor puxando assunto
— Tranquilo. Sem nada de anormal.
— Tranquilo. Hmm... e no colégio conversou com a professora?
— Sim, conversei com ela. Parece ser uma pessoa tranquila e gentil com as crianças. Eu tinha conhecido ontem.
— Ontem? – arqueou a sobrancelha — Você nem foi no colégio.
— Na livraria, onde comprei o livro de Usagi. Ela me ajudou escolher. Foi coincidência.
— Isso é muito interessante.
— É. Ela mora perto daqui.
— Como sabe?
— Dei uma carona até centro comercial.
— Uma carona, hein? – provocou.
— Uma carona, nada de mais pai. – ficou um pouco irritado – Como agradecimento de ajudar ontem e ficado com Usagi pós horário.
— Agradecimento, sei... – o Isshin não evitou o sorriso
— Não inventa pai. – irritou o jovem.
— Senhorita Orihime é linda – continuou a o mais velho, provocando o filho.
— Orihime é muito linda – falou sem perceber.
— Então admiti? Eu sabia – riu alto
— Ei! – percebeu a mancada que dera – Ri mais baixo! Quer acordar a Usagi.
— Desculpa. – riu um pouco mais baixo – Mas que você está muito distraído deste que chegou. Por acaso a Orihime é o motivo?
— Não me enche. – fechou o assemblaste – Pronto terminei por aqui. Vou deitar, amanhã tenho muito trabalho. Boa noite. – saiu do local.
Ichigo chegou ao seu quarto, o mesmo do seu tempo de garoto, deitou na sua cama. Fitou alguns minutos o teto branco.
— Orihime. – falou suave o nome da ruiva.
Virou para posição que acostumara a dormir, fechara os olhos para encerar o dia.
***
A ruiva assistia televisão, quando o seu telefone tocara. Ela levanta do sofá, e pega o objeto na mesa atendendo a ligação.
— Alô?
— Oi Orihime! – falou a voz do outro lado aflita — Está tudo está tudo bem?
— Está tudo bem vó. – falou calmando a sua avó.
— Que bom! – sentiu aliviada – Seu avô está a sua procura e quer você volte.
— Vó, não vou voltar. – batia os dedos na mesa de nervosismo – Não quero voltar, quero viver a minha vida.
— Oh minha querida! – falou com pesar – Pensa um pouco não seria melhor...
— Vó já falei e vovô não quer me ouvir. – interrompeu a senhora – Não volto do modo que ele quer.
— Tudo bem, querida. Farei o impossível para convencê-lo.
— Obrigada vovó.
— Até mais querida.
— Até mais.
Desligou a ligação e colocou o objeto de volta para seu lugar. Voltou para o sofá, brincava de mudar de canais. A ruiva amava seus avós, apenas um pequeno entendimento com seu avô. Esse assunto que levou a sair de casa. Faria de tudo para provar que estava certa para ele.
Seus pensamentos levou ao rosto de um jovem ruivo, de olhos castanhos. Aquela trombada na livraria no dia anterior, para descobrir que era pai de sua aluna. Como ele era lindo!
Isso seria mais um problema na sua vida: como ele era pai da sua aluna, poderia ser casado? Puxou na memória se a menina tinha pronunciado alguma vez sobre a mãe. Sim, sobre a da mãe ter falecido. Mas mesmo assim, seria um grande problema! Que a direção do colégio poderiam falar?
— Melhor ficar quieta, Orihime! – repreendeu a si mesma – Problema, problema...
Balançou a cabeça, bagunçando seus fios ruivos. Olhou para janela, a lua estava cheia iluminando o local. Deu um suspiro.
Deitou no sofá, desligou a TV jogando o controle no chão.
— Ichigo- pronunciou o nome do rapaz antes de dormecer.
Continua...
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