5 Meses

1 Capítulo único


Por isso tinha que acontecer justo comigo? Por que justo agora que eu considerava o fato que talvez eu pudesse ser finalmente feliz, ao lado de meus pais? Por que ele teve que estragar tudo isso? Ah... tantos porques e nenhuma resposta boa o suficiente para satisfaze-las...

Como sou mal educada... nem de me apresentar direito eu sou capaz! Bem, meu nome é Katrina Maddox e tenho dezesseis aninhos de vida... até ai nada demais, certo? Apenas mais uma garota no mundo, a espera de que algum milagre aconteça e faça meus pais fazerem as pazes... novamente. Mas eu sei que isso não acontecerá, afinal não cai um raio duas vezes no mesmo lugar! Você não deve estar entendendo absolutamente nada, então vou tentar ser transparente de água.

Nasci no dia 12/03/1994, na grande capital paulista, São Paulo. Meus pais já não estavam mais juntos nessa época, só para vocês perceberem quanto tempo demorou para eles se acertarem novamente! Bem, meus pais haviam se separado cinco meses antes de meu nascimento... ainda me pergunto como minha mãe não teve aborto natural com tanta coisa acontecendo, mas até ai tudo bem! Cada um foi pro seu lado e coisa e tal, só que tem um pequeno problema nessa questão... meu pai não é brasileiro, e sim canadense. Lindesa isso, né? Uma mãe brasileira e um pai canadense... mas isso pouco importa agora! Voltando, por causa disso e outras razões que eu nunca quis ficar interada, eu nunca tinha visto ele... bem, até meu aniversário de quinze anos, que foi quando ele decidiu "brotar" do chão e querer uma segunda chance com a minha mãe.

Até ai todos pensam "Own... que lindo! Eles resolveram o impasse que tinham no passado e decidiram voltar", agora eu só tenho uma coisa a dizer as pessoas que pensam assim: "OWN" O CARALHO! Eles deveriam é nunca mais ter olhado um pra cara do outro, pra evitar confusão que claramente se formaria no decorrer dos meses... mas como dois bobos apaixonados, se deixaram levar pelo sentimento do momento!

Resumindo: nem cinco meses depois, eu e minha mãe estavamos a caminho dos Estados Unidos, local aonde o meu "querido" morava no momento. Mas não em qualquer lugar, e sim na linda cidade de Atlanta, Georgia. Pelo menos uma coisa boa ocorreu durante essa viagem, foi ter ido para essa cidade... nunca vi lugar mais lindo quanto aquele!

Chegamos na cidade, meu pai estava no aeroporto para nos levar pra casa e todo esse bla, bla, bla de sempre! Pra falar a verdade, não ouvi nem metade das coisas que ele falou, pois estava ocupada demais ouvindo a minha banda favorita, Avenged Sevenfold, no volume máximo. E de alguma maneira consegui cair no sono...

Quando chegamos no meu novo lar, só faltava eu babar. O lugar era totalmente incrível! Era um condomínio fechado e maravilhoso, sabe aqueles condomínios de TV? Então... era praticamente igual, só que de alguma maneira mais luxuoso ainda! E naquele momento me perguntei de onde meu pai arrumara tanto dinheiro... mas resolvi deixar isso de lado por hora, afinal não queria enxer o velho ainda!

Subi as escadas correndo, em busca do meu quarto. Não demorou muito para eu achar a porta preta com o meu nome escrito em branco... afinal a porta não era nem um pouco chamativa! Entrei no meu novo quarto e ele era simplemente perfeito! A parede que ficava atrás da cabeceira da minha cama era da cor roxa, com várias caveiras e flores pretas espalhadas por toda sua extensão, enquanto o resto das paredes eram da cor branca, da mesma cor que os móveis. Realmente, já me imaginava morando lá, colando os meus diversos posters... desde o Avenged Sevenfold até mesmo do Mcfly. Mas é claro que esse meu momento de "imaginação" foi destruído com o barulho de pequenas pedrinhas batendo na minha janela. Sem muita paciencia, abro o vidro a procura do "deliquente" quando uma das pedrinhas bateu no meu rosto.

"Quem foi o filho de uma mãe muito legal que não teve sorte com o feto que pariu que me acertou?" eu berrei, em portugues, mas berrei. Fiquei paralisada por alguns segundos esperando ouvir alguma voz ou barulho que denunciasse a posição do infrator, mas nada ouvi. Quando estava prestes a fechar a janela escutou uma voz vagamente familiar

"Desculpe pela pedrada... eu queria chamar a atenção da nova moradora, somente isso!" Disse um menino aparecendo na janela em frente. Ele me era meramente familiar, eu podia jurar que já havia visto aquele cabelo dourada em algum lugar... mas não conseguia me lembrar aonde. Dei meu melhor sorriso de "tudo bem, mas agora desaparesse" e pelo jeito ele não entendeu pois continuou a fazer perguntas. Cansada de ser perturbada, decidi responder suas perguntas que pareciam não ter fim. Eu fiquei grande parte da tarde conversando com aquele menino, e quando me vi livre de seus questionário me vi no arduo trabalho de desfazer minhas malas.

E assim o tempo foi passando, dia apos dia, semana apos semana. Eu tinha feito uma grande amizade com meu vizinho, que mais tarde descobri que se chamava Justin... eu praticamente fui obrigada a virar amiga dele pois ele conseguia me perturbar 24hs por dia, sete dias por semana... quem não ficaria amiga de um ser desses?

Bem, ele me apresentou seus amigos e sua namorada, Caitlin. Eu realmente havia gostado dela, a achei super fofa e simpática... mas acho que ela não achava o mesmo de mim, aposto que ela julgava que eu queria tirar o Justin dela... coisa que eu nunca faria, afinal... ele é apenas um grande amigo e nada mais que isso! Mas não posso dizer o mesmo de Chris... ok, ele pode ser mais novo e coisa e tal, mas quem consegue resistir a aquela cara de ratinho? Exatamente, ninguém! Mas como a vida é injusta, ele apenas me via como uma grande e maluca amiga... lógica, aonde você se encontra quando mais preciso de você?

Com um estalar de dedos, novembro chegou. E foi somente nesse mês que eu descobri o por que de eu achar Justin tão familiar... ele era aquele menino que fazia vários covers, com a sua voz fofa, e que encantou milhares de garotas com o seu talento. Foi somente nesse mês que eu entendi o ciúmes exagerado da Cait, mas não foi nada que mudou a minha vida. Nem o fato que um dos meus melhores amigos lançou uma música que ficou super conhecida mundialmente...

Posso dizer que depois que ele lançou essa música ficou muito mais complicado poder ir andar de skate com ele ou o simples fato de a gente andar pela rua, ficou totalmente massante. E assim eu fui perdendo o contato com ele, pois toda hora que ele podia sair com os amigos... eu tinha alguma coisa que me impedia de ir, e vice versa. Se doeu ver meu melhor amigo cada vez mais distante? Sim, e muito! Mas não havia tinha nada que eu pudesse fazer afinal... esse é o sonho dele! E que tipo de amiga seria eu, se o fizesse desistir desse sonho por apenas um capricho?

E com tamanha velocidade, Janeiro chegou. O pior mês de minha vida, como eu mesmo o apelidei. Foi o mês em que as brigas dos meus pais ficaram mais constantes e pesadas, elas ocorriam em qualquer lugar a qualquer minuto, e isso já estava me dando nos nervos! Todo dia era uma briga diferente... uma hora era por causa do maldito leite que minha mãe queria e meu pai não, outra hora era por causa do engu que meu pai ousava chamar de comida. Sim, cada briga mais imbecil que a outra, mas se você pensa que essa situação melhorou... esta tremendamente enganado!

A última briga foi a pior de todas, eles brigaram de maneira tão violenta, que eles decidiram que seria melhor eu e minha mãe voltasemos para o Brasil. No momento em que eu ouvi isso, a única coisa que eu queria fazer no momento era me tacar em uma das paredes e sentar no chão, e ficar lá... chorando até não poder mais! Mas ao invés de fazer isso, fui para o meu quarto arrumar minhas malas, iria ser forte pela minha mãe, que naquele momento deveria estar se sentindo pior que lixo.

Quando finalmente terminei de arrumar minha mala, escuto o barulho de pedrinhas batendo contra a minha janela, e um sentimento de dejafu me veio em mente. E um sorriso brotou em meu rosto, era exatamente disso que eu precisava agora... de um ombro amigo, aonde eu pudesse chorar e ser reconfortada. Fui correndo até a janela, mas para a minha tristeza, quem estava lá não era somente Justin, mas ele e outra garota.

Eu já tinha ouvido falar que ele e Caitlin tivessem terminado, mas... realmente esperasse que um dos dois me contasse, mas como acabei perdendo contato tanto com ele quanto por ela, acabei meio que desacreditando nos boato. Mas pelo jeito eles são tão reais quanto a minha triste realidade.

"Ka, queria te apresentar a Jas... Jas, essa é a Ka, uma das minhas melhores amigas!" Disse Justin sorrindo que nem um palerma, provavelmente nem se apercebendo dos meus olhos avermelhados ou da mala pronta atrás de mim

"Prazer em conhecer a famosa Ka!" Disse Jas sorrindo de maneira amigavel, ela parecia ser uma garota legal... aposto que ela faria bem a Justin quando eu fosse embora! Não consegui dizer nada em resposta, então apenas esbanjei o meu melhor sorriso e fechei a janela novamente, era só assim para Justin voltar a falar comigo... bem, mas pelo menos que consegui ver o sorriso dele pela última vez, então acho que esta bom o suficiente!

Deitei na minha cama e fechei meus olhos, nas esperança de ser acordada com um berro do Justin dizendo o quanto eu sou preguiçosa e de quando eu deveria me envergonhar, coisas que ele fazia antigamente. Mas é claro que nada disso iria acontecer.

Acordei na manha seguinte, tomei um banho rápido e me arrumei. Desci as escadas, comi um pão na chapa junto com um suco de laranja, e logo após disso eu e minha mãe já estavamos a caminho do aeroporto.

Chegamos lá, embarcamos direto e como normalmente acontece, cai no sono, apenas acordando novamente quando o avião estava pousando em São Paulo.

Nem um mês se passou e Justin lançou seu novo single, Baby, o qual Jas participava como a garota principal. Sorri ao ver aquele video, afinal... esse era um apelido que tanto Chris tanto Justin teimavam usar, tanto na escola quanto na rua... toda vez que eles queriam chamar minha atenção berravam "BABY!" e o que a retardada fazia? Olhava na direção dos panacas, fazendo o apelido "grudar" na minha pessoa.

Hoje vai fazer dois anos que não falo com ninguém dos E.U.A., para falar a verdade, preferi perder o contato. Não queria sofrer ao ver eles tão longe... mas que essa foi uma decisão dificil, pode ter certeza que foi! E tem dias que eu me arrependo de não ter me despedido deles... os melhores amigos que eu poderia ter pedido a alguém! Mas não se deve chorar pelo leite derramado, afinal... agora não tem mais volta!

Entrei no meu twitter *como essa coisa vicia!* e vejo uma nova DM, estranhando o fato de que nenhum dos meus amigos me mandam DM's abri a mensagem e levei um susto com seu conteudo

"@justinbieber: Será que dá pra você falar com um antigo amigo, ou esta difícil?"

Pelo jeito a minha decisão foi por água a baixo...

Notas finais
Eu sei que não é um horário muito convencional, mas... aqui esta!
Por favor... deixem reviews suas lindas! =P
Beijões s2 s2,
Nat *-*
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!