Notas iniciais
Oie.
Bem na hora né?
Tomara que gostem :D

Molly Hooper observeu seu atual ex-namorado sair chorando pela porta do apartamento.

Sherlock fez um homem chorar. Que lindo.

-Nossa! Dessa vez você bateu récorde, Sherlock,... Eu estava com ele não faziam nem três dias. — Molly cruzou os braços e fez uma cara de desgosto, dando um sorriso amarelo.

Sherlock engoliu seco, ela parecia com raiva.

O rosto de Molly Hooper estava meio vermelho, e seus olhos estavam cheios de lágrimas.

-Eu me pergunto... Se algum dia por acaso, se eu conseguir firmar um relacionamento, e me casar,... — Ela deu um sorriso triste, e engoliu seco, olhando para seus próprios pés.- Me pergunto se você vai estar lá para estragar também... — E assim Molly saiu de seu próprio apartamento com lágrimas furiosas.

Sherlock respondeu mentalmente aquela pergunta retórica de Molly.

Sim.

Foi a primeira palavra que passou por sua cabeça. No segundo seguinte ele estava distorcendo sua própria afirmação, negando para sí mesmo.

Bem, talvez, se por acaso você achar alguém que valha a pena...

Ele engoliu seco, coçando o pescoço do gato em seu colo.

É claro que não! Eu não sou nenhum pai para ficar escolhendo com quem Molly Hooper sai...

Ele olhou para a porta novamente.

Mas talvez eu não a deixe ficar com ninguém por que ela já é minha.

Sherlock se levantou bruscamente, assustando o gato que caiu de seu colo para o chão e correu para o quarto de Molly como se o mundo estivesse desabando.

Como você ousa Sherlock Holmes? Como você ousa declarar Molly como sua? Como você ousa se apaixonar?!
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3 anos depois.

Sinceramente? Nem ele sabia o que estava fazendo ali.

A despedida de solteira de Molly Hooper foi extremamente não contagiante.

Ela estava com Mary, Charlotte e John, tomando chá e conversando sobre sua família. Ou melhor, desconversando sobre sua família.

Sherlock Holmes acordou em uma sexta feira de abril para se deparar com uma carta em sua mesa de chá, juntamente com o chá que Sra Hudson lhe deixava ali todo dia de manhã.

Era uma carta pequena. Arredondada nas pontas, e um "M & T" em dourado gravado discretamente no canto esquerdo da carta.

"O Sr Homes foi convidado para testemunhar o casamento entre Molly Hooper e Thomas Lissyl no primeiro sábado de abril."

Isso resumia o que estava escrito na carta. Aquele bando de baboseira de "o feliz casal", ele não perderia tempo lendo aquilo.

O evento seria fechado, e Molly tinha que chamar ao menos três testemunhas. Ele, Jonh, Mary e Charlotte.

Ele não ficou realmente impressionado quando descobriu que Molly Hooper não havia chamando Graham Lestrade.

Mas se lembrou da fofoca que John gentilmente lhe contou a uns meses.

"-Como você deve saber, a Molly está noiva, e antes de você falar com ela, ou Greg... Desculpe, Lestrade, saiba que aconteceram algumas coisas... Não seja indelicado ok? Molly, eu e Gre... Lestrade, saímos para conversar, Lestrade ficou bêbado, novamente, e bem quando estávamos começando a enrolar nossas línguas Molly contou que ia se casar, que estava noiva... E Greg não pareceu muito contente com a notícia. Eles brigaram feio para resumir. Ele queria ir bater na porta do Tom e surrá-lo, para falar a verdade."

Sherlock engoliu seco, quem queria surrar Thomas Lissyl era ele!

Um sentimento confuso lhe tomou e Sherlock estava na porta da casa de John, quando percebeu algo incomum. E agora estava olhando pela janela Molly tomar seu chá e se desviar das perguntas de seus amigos.

Quando é que ele não foi convidado para a despedida de solteira de Molly Hooper? Quando é que Molly Hooper parou de tentar convidá-lo para tomar café? Jantar?

Ele observou, se sentindo excluído, e talvez meio culpado.

Ele lembrava daquela conversa de anos atrás, e sabia que não fora Molly que entregara-lhe o convite aquela manhã. Se fosse a mesma deixaria o convite com ele, não com Sra Hudson.

Fora Thomas, ele constatou quando sentiu o cheiro de desodorante masculino no convite.

Thomas acordara cedo, para ir se encontrar com seus amigos, ele levou o convite dentro do casaco e o deixou com Sra Hudson. Ele sabia que Molly estava indecisa e ressentida, mas Sherlock Holmes não havia feito nada contra ele, e ele sabia que Sherlock era amigo de sua noiva.

Thomas entregou o convite acreditando estar fazendo o bem.

Sherlock recebeu o convite e não estava pensando em fazer o bem.

-Mas por que você não chamou ao menos sua prima?- Mary perguntou para Molly, que olhava para a lareira, incomodada.

-Na última vez que nos vimos foi para um enterro. Hooper's só se encontram em enterros, nossa família junta não funciona bem, nunca funcionou. — Molly deu ombros e Mary suspirou, John apenas assentiu, ele sabia bem como era aquilo.

E então, a campaínha tocou.

John se levantou e foi atender, não se surpreendeu ao ver Sherlock Holmes parado ali com um convite nas mãos.

-Molly não me entregou o convite. — Sherlock disse para John.

-Sherlock não seja rude, ela estava com medo de... Você sabe... — John suspirou.

Sherlock entrou na sala com o convite ainda nas mãos e olhou para Molly, que só o encarou quando ele chamou seu nome.

-Molly... — Ela olhou para o convite em suas mãos.

-Como...? -Ela se levantou e arrancou o convite de suas mãos, lendo-o. — Thomas! Foi ele não foi?

-Por que você não me contou? Você não ia entregar o convite, ia? — Sherlock encarou Molly com olhos duros e frios, e ela igualmente.

-Eu... Eu não sei. -Ela engoliu seco e baixou o olhar.

-Então, me diga uma coisa Molly Hooper, você quer que eu vá? — Ele segurou o queixo de Molly, fazendo-a olhar para ele. — Você quer que eu esteja lá ou não?

Molly continuou quieta, e soluçou baixinho.

- É simples, você decide, você diz que não me quer lá e eu ignoro o convite, queimarei-o agora se você quiser que eu prove para você, se você quiser que eu vá, eu irei. Será seu casamento, eu não vou matar seu marido ou...

-Sherlock! — John advertiu-o.

-Droga! Só me responda Molly!

Molly olhou para Sherlock e engoliu seco.

-Eu não pude entregar seu convite, por que você é o único que pode me fazer mudar de ideia. — Sherlock assentiu, aceitando isso como um 'não' e se afastou de Molly.

Ele passou por Mary e jogou o convite na lareira, e saiu pela porta da cozinha pisando forte e bufando.

Ela não queria que ele fosse.

Algumas horas depois Sherlock se encontrou olhando para a sua própria lareira, mas não enxergando qualquer coisa realmente.

Ele se deparou com algumas perguntas difíceis e agora estava se esforçando para respondê-las.

O quanto eu gosto de Molly Hooper?

O quanto Molly Hooper gosta de mim?

Por que eu fiquei chateado com o convite? Eu deveria me sentir honrado, não?

O quanto Molly Hooper importa para mim?

Sherlock arregalou os olhos, e soltou o ar que nem sabia que segurava.

O quanto Molly Hooper importa para mim?

Naquele momento, quando aquela pergunta grudou em sua mente, Sherlock parou.

Sua mente trabalhou em um flash em todos os momentos que estiveram juntos, comparando-os quando estava junto de John, ou Graham, ou qualquer outra pessoa.
Molly era a pessoa que mais ouvia "Desculpas" de Sherlock Holmes.

Molly era a pessoa que Sherlock Holmes estava sempre decifrando, e não tentando compreender.

Ele sabia que ela gostava dele.

Mas quando ele passou a se importar?

E então Sherlock olhou para o relógio e se levantou em um pulo.

O casamento era ás 16 horas, já eram 12 horas.

Onde seria o casamento?

-MERDA!- Sherlock chutou a cadeira.

Ele simplesmente não lembrava. Ou não tinha lido, ou...
"Casamento fechado."

Essas duas palavras o iluminaram.

Sherlock tomou um banho e colocou a camisa preferida de Molly Hooper. Seu sobretudo e seu cachecol e checou o horário de novo. 14:30.

Ele tinha tempo de sobra.

E então ele se sentou na poltrona, e encarou a poltrona de John.

O que Molly Hooper quis dizer com: Você é o único que pode me fazer mudar de ideia?

Sherlock voltou para o momento.

Ele assistiu Molly repetir as palavras.

Ela as disse baixo, como se quisesse que só ele ouvisse.

Ela as disse olhando para ele.

Ela o olhou como se... Como se esperasse algo dele.

Você é o único que pode me fazer mudar de ideia.

Sherlock Holmes, você é um idiota!

Sherlock correu pela porta ao checar o horário novamente.

Ele chegou três minutos atrasado na porta do Cartório.

O casamento de Molly Hooper seria fechado. Mas haviam quatro testemunhas para cada noivo.

Sherlock agradeceu aos deuses por seu nome estar na lista de testemunhas ainda.

Talvez ela tenha deixado na esperança de...

Quando ele entrou na pequena sala onde seria realizado o casamento, ele viu Molly Hooper ajoelhada ao lado de Tom enquanto o Juiz falava algumas coisas.

-A MINHA RESPOSTA É SIM! — Ele gritou indo em direção aos noivos.

-SHERLOCK! — John gritou. — O que você está fazendo.

-Cale a boca John. — Ele revirou os olhos e puxou Molly para que ela se levantasse. — Você perguntou uma vez, a três anos, você me perguntou se eu estaria em seu casamento para estragar ele também. E a minha resposta é sim Molly Hooper. Eu não vou te deixar casar de maneira nenhuma com um cara que usa praticamente minhas roupas e tem um penteado pior que o do Neymar.

Sherlock olhou para o noivo que cruzou os braços com desprezo.

-Sherlock, me solte. — Molly se contorceu em seu aperto.

-Não. — Ele a jogou pelos os ombros e ela bufou.

-Thomas, você não ia gostar de se casar com Molly Hooper, você nunca apareceu no necrotério, e o machucado que ela fez a algum tempo está coberto com um band-aid, Molly não usa band-aid, você tem medo de sangue. — Sherlock riu. — Você tem medo de sangue e vai se casar com uma patologista? Não é uma boa escolha. Quer uma sugestão? Uma de suas testemunhas, a loira alta, se arrumou demais para vir, e ela se vestiu de vermelho, por acaso você sabe o que isso significa? Você é homem, claro que sim. Ela quer chamar sua atenção. E olha só, ela trabalha no banco! Sem sangue. Seus filhos terão olhos azuis! Escolha a loira alta. Molly Hooper já tem dono. Adeus.

E assim Sherlock saiu carregando uma Molly Hooper que batia e arranhava suas costas e seu pescoço. Ardia, mas suas unhas estavam cortadas e bem feitas, a a manicure havia arredondado as pontinhas. Deuses, como Molly Hooper se arrependeu de ter ido fazer as unhas depois disso.

-Sherlock! Eu te odeio! — Molly gritou com ele quando ele a colocou no chão.

Ele a aguentou até Baker Street, que não era muito longe do cartório, e a colocou no chão do apartamento.

- Eu não sei por que, você que me pediu para eu te tirar de lá. — Sherlock deu ombros e se sentou na poltrona.

- EU PEDI? Sherlock, você está chapado? — Molly puxou a cabeça dele para a luz para poder ver seus olhos. — Eu queria poder ir no hospital hoje para te mandar fazer xixi em um potinho. — Ela bufou.

-Por que? Não confia nos meus olhos? — Ele sorriu malicioso e ela cruzou os braços.

-Por que você interrompeu meu casamento?! — Ela rosnou e o olhou furiosa.

-Como eu disse, você pediu.

-Eu. Não...

-Sim, você fez. Ontem, antes de tocar a campainha na casa do John, eu vi você, você estava triste, mulheres ficam ansiosas, nervosas e tensas antes de seus casamentos, e acima de tudo, felizes. Você não. Você estava triste... E você disse "Você é o único que pode me fazer mudar de ideia." E é isso que eu quero fazer, se você já não o fez. Eu quero que você mude de ideia Molly. — Sherlock se levantou e abraçou Molly. — Eu vi você...

-Sherlock eu...

-Deixe-me terminar! — Sherlock revirou os olhos e se ajoelhou aos pés de Molly. — E.. Eu pensei o quanto você importava para mim Molly. Eu... Eu fiquei confuso! Eu recebi uma carta dizendo que você iria casar no dia seguinte e eu.. Eu fiquei perdido. Eu não podia perder você Molly. E eu vi você quando você disse aquilo. Eu entendi como um não, eu entendi errado, mas eu te vi... Você me torna mais humano de uma maneira boa, Molly. Eu... Eu acho que eu estou te amando

Molly, e quando eu soube que você ia se casar eu...

-Sherlock! — Molly o chamou se ajoelhando em frente a ele. — Obrigada.

- O que?

- Eu acho que realmente não queria me casar, eu estava indecisa e você voltou eu fiquei mais indecisa, sabe, talvez eu seja meio como John, não que eu goste de estar na mira de armas ou coisas o tipo mas... Com Tom...

-Eu sei, e eu te amo Molly Hooper. — Sherlock beijou Molly, apreciando seus lábios pela primeira vez, sentindo seu gosto doce e o frescor de seus lábios. O gosto de menta que ele sempre quis experimentar desde que esteve em seu apartamento e usou sua pasta de dente. — E eu não vou te deixar namorar, noivar, ou casar com qualquer outra pessoa que não seja eu.

- A resposta para a sua pergunta é sim Sherlock Holmes.

-Eu realmente preciso achar um anel agora? — Sherlock fez biquinho.

-Agora não... Que tal irmos para o quarto? — Sherlock riu e afundou o nariz nos cabelos de Molly e a levou para o quarto em estilo de noiva.

-Ficarei aliviado em tirar essa saia de você. Quem diabos usa uma saia preta em um casamento? — Sherlock sorriu maliciosamente e colocou as mãos no cós da saia. -Eu vou me livrar dela para você.

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Molly Hooper não teve que usar mais band-aids.

Thomas casou com a loira chamada Lyanna um ano depois.

Molly Hooper casou no Cartório com Sherlock Holmes, mas ela não foi de saia preta.

Sherlock usa a mesma pasta de dentes de Molly agora.

Graham... Er... Greg, voltou a falar com Molly.

Sherlock Holmes não tem medo de sangue.

Notas finais
Quem gostou comenta viu?
E tomara que tenham gostado, hehe :3
Beijos :*
AH
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!