Quando Dimitri a viu sendo derrubada ao chão como uma boneca de pano, correu para ajudá-la. Pegou-a no colo, e a depositou nos degraus de uma escada, que dava acesso a uma das tradicionais mansões do bairro londrino de Belgravia. Por pouco ele não chegava tarde demais ao local que havia visto em seus sonhos proféticos. Tentou tirá-la do transe. Susan abriu os olhos, mas ainda via apenas borrões de alguém tentando ajudá-la e a escuridão da noite ao fundo. O corpo pesava e a mente divagava enquanto sua respiração diminuía até quase não ser ouvida.
— Corvo — murmurou fracamente antes de suas pálpebras se fecharem involuntariamente e seu corpo mergulhar em um sono profundo.
Ele percebeu que não seria tão fácil tirá-la do estado em que estava. Levou-a para seu apartamento, onde cuidou dela. No outro dia, pela manhã, o cheiro do chá de frutas vermelhas, enchia o pequeno apartamento.
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