POV LISSA.

Naquele momento não sabia a quem pertencia a maior expressão de choque. Esfreguei as mãos nervosamente, como eu poderia dizer aquilo de forma amigável?

— Hans – Comecei – A rainha acabou de ser assassinada, não posso ir até outro continente, imagine o que vão dizer?

Ele ficou pensativo a nossa frente.

—Minha prima tem razão. – Adrian se intrometeu – Nem um de nós pode ir, nos tornaríamos os suspeitos número um.

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— O que ele quis dizer é que nem um dos morois podem ir, e sendo assim, apenas uma pessoa conseguiria sair sem ser notado ou chamar atenção. - Nossos olhares se dirigiram ao guardião Belikov encostado casualmente na parede, um olhar de surpresa passou rapidamente por seus olhos antes dele esconde-lo.

— Não acho que rose vai querer me ver – Ele falou baixo.

— Você é o único que pode ir, Belikov. – Hans concordou – Você pode sair sem ser notado e voltar com Hathaway o mais rápido possível.

— Tenho minhas obrigações aqui – Ele franziu a testa – Como ficará minha protegida?

Senti um impulso de revirar os olhos.

— Eu vou ficar bem, Hans pode arrumar guardiões para mim enquanto você estiver fora.

— Mas...

—Dimitri, por favor – Olhei para ele com doçura – Precisamos dela, e eu preciso da minha amiga de volta.

Ele suspirou baixo, e então caminhou até a mesa, pegando uma das passagens, sorri internamente, e quase, quase me senti culpada, Belikov fazia tudo o que eu queria, e isso se devia ao fato dele sentir que a uma dívida a ser paga entre nós, pelo menos, traria Rose de volta.

POV DIMITRI.

Hans me disse que o avião sairia na manhã seguinte bem, cedo e que eu deveria agir normalmente e passar despercebido, o que realmente não é uma coisa difícil pra mim, quando a reunião acabou, deixei a princesa, o senhor Ozera e o sobrinho da rainha aos cuidados de Hans, eu precisava me preparar para sair na manhã seguinte bem cedo, arrumei um pequena mala, apenas com o necessário, algumas mudas de roupa, itens de higiene pessoal, duas estacas extras, um isqueiro, e um livro caso tivesse algum tempo livre, uma coisa que duvido.

Antes mesmo de deitar na cama eu sabia que não seria algo fácil, trazer Rose de volta não estava nos planos dela, e o que ela tem maior que a coragem é a teimosia, mas eu precisava fazer isso, se a princesa e Hans queriam ela de volta, eu a traria, nem que fosse amarrada.

Na manhã seguinte o dia amanheceu escuro, e cinzento, mostrando que nem os deuses estavam de bom humor, assim que deu a hora, me encontrava na pista de pouso, não queria correr o risco de ser visto, então fui o mais cedo possível, subi no avião silenciosamente aguardando a hora do Voo, vinte minutos depois estávamos no ar, era um voo direto, então em pouco tempo desceria em Londres na Inglaterra, passei o resto do tempo lendo meu livro de faroeste.

O aeroporto Heathrow estava lotado com pessoas que viajariam ou chegariam de avião, peguei minha mala e sai, em busca de um táxi, o fluxo de gente que passava pela rua era quase sufocante, nunca gostei de ficar em meio a muita gente, sempre preferi ficar sozinho, o que deu certo quando entrei no táxi, mostrando a ele o endereço dos Zelekov, foram exatos quarenta minutos para se chegar até a mansão nada modesta que ficava na parte mais elevada da cidade, paguei o motorista e entrei, me apresentei aos guardiões que ficaram meio receosos do motivo de eu me encontrar ali, perguntei por Rose e ele me disseram que ela estava na ala lesta com sua protegia.

Primeiro fui na mansão, me apresentar formalmente aos donos da casa Zelekov, eles foram muito hospitaleiros, estavam ressentidos pela morte da rainha e disseram que iriam ao enterro, só então pude ir atrás dela, e não foi muito difícil de se encontrar, elas estavam sentadas na escada que ligava aos quartos da mansão, conversando distraidamente, Suzannah Zelekov disse algo no ouvido de Rose e ela riu, deu pra ouvir o som melodioso de sua risada chegando até mim, e então ela parou, ficou séria por um instante, e virou o rosto na minha direção, foi quando nossos olhos se encontraram.

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POV ROSE.

Quando eu desliguei o telefone na cara de Liss eu tive esperança que nunca mais eles fossem correr atrás de mim, mas esse negócio de esperança nunca deu certo comigo. Estávamos eu e Suzan sentadas no pé de uma das escadas e ela estava me contando sobre umas historias de sua infância, e por Deus ela não era toda santa como parecia. Eu estava dando risada quando algo aconteceu, eu não sabia real ou não, eu apenas sabia que Dimitri Belikov estava parado na porta da casa de Suzan, olhando diretamente para mim, e eu não gostei nada disso.