Cap. Lagarta

Pov. Sakura

“-eu acordaria ainda mais com alguém como você me esperando...”

– Sasuke, - sussurrei num fio de voz, como que pensando alto – Eu estou aqui agora...

Ali sozinha deitada naquele quarto com ele, eu não sentia medo não me sentia vazia, embora eu sentisse falta de ouvir a sua voz, o seu cheiro inebriava meus sentidos. Entrelacei minhas mãos nas deles, depositei um beijo cálido sobre o seu pescoço, vi a sua pele reagir e comecei a chorar eu não sabia onde estava, ou como poderia ir embora de lá, nem mesmo sabia se poderia ir... Eu fui tão idiota, tão inconsequente...

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Quase adormecendo fui interrompida dos meus devaneios abruptamente pela Karin, que sem bater a porta ou fazer qualquer som, apenas abriu a porta e deixou que a luz da lua lá fora invadisse o quarto.

–você o ama?

Voltei minha face para ela que estava recostada na porta, apenas respondi fracamente tentando me recompor– o amor é um sentimento utópico.

–sei você é psicóloga não é?

–sim - apenas respondi tentando observar os sinais que ela me enviava.

–Então... Você o ama?

–o amar se baseia em intimidade, paixão e compromisso, e obviamente nós não temos nada desse tipo.

– NÃO FOI O QUE EU PERGUNTEI! – reclamou ela com uma expressão nada agradável.

–eu sou a medica dele... -Tentei parecer calma.

–E você o ama. - disse ela um pouco mais calma

– Ele é meu paciente!

–Então diga o porquê de você estar aqui?!

–por que... por que ... Por que ele me salvou!

– então você se apaixonou por ele?

–Olha você está sendo indelicada! – falei exasperada acompanhando o ritmo da discussão acalorada

–não estou é você quem deveria ser honesta, ao menos com você mesma! Se não o ama por que é que você ainda está aqui?! Ao lado dele como um cão que vela o sono do seu dono!

– eu não preciso ouvir isso.

– você não precisa estar aqui! Por que reluta tanto? Em dizer a verdade?

–POR QUE EU NÃO QUERO MAIS!... Sofrer... - falei arfando me contendo da minha explosão de sentimentos- desisto eu nasci para ser solteira eu me nego a chorar de novo eu me nego o direito de sofrer de novo!- e voltei a chorar por toda uma vida de catástrofes amorosas.

–Então você não está sofrendo agora? – ela me olhava com um olhar incrédulo como se eu tivesse falado besteira. - olhando o homem que ama se definhar como um vegetal esquecido no fundo da geladeira? Murchando pouco a pouco cada dia?

Agora era a minha vez de encará-la incrédula ao passo que ela recuou olhar fito em mim, assim como também o tom de voz dela mudou – olha... Eu precisava que você pensasse nisso, sobre o que você realmente quer por que você só vai poder ficar se, se tornar uma de nós, entende o porquê eu tinha de ser dura? Caso você decida por ficar Itachi vai te caçar feito bicho. Eu... Eu nem sei o porquê eu estou te dizendo isso, mas acredito que Sasuke ficaria muito orgulhoso por eu fazer- sorriu amarelo enquanto fixava o olhar sobre ele

–e você? Tem sentimentos por ele?- proferi afinal corajosamente

– claro que eu tenho! Eu... Eu... Faria de tudo pelo sensei... Ele me trata com zelo e me ensina tudo!

–mas você o ama?- rebati

– o que é o amor senhorita Haruno? O desejo constante de querer ter alguém do seu lado? Não se importar com você, mas com o outro de uma forma tão sublime? Utopia? Ainda que você saiba que ele não te quer, você o quer como o ar que você respira? Não isso não isso é conto de fadas a vida real te tira o desejo inconsequente o que sobra é puramente atração, depois disso é decisão, todos os dias você deve acordar e decidir desejá-lo de novo e de novo por mais que as pernas fiquem bambas por mais que o coração dispare e a garganta seque. A decisão ainda é e sempre foi – ela fez uma pequena pausa chamando a minha atenção ainda mais- Sua. E eu vou brigar por ele com todas as minhas energias.

Extremamente convicta e sem tirar os olhos dela, proferiu sem nem ao menos piscar.

–Sabe senhorita haruno... eu estive pensando acho que aqui não é lugar para você...com sede - proferiu a ruiva ao se virar e arrumar um copo com suco para si. Apenas assenti com a cabeça e ela me preparou um copo também- aqui beba um pouco... sabe senhorita haruno, ele é um bom rapaz,não o julgue por favor

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– eu nunca o julguei estou aqui agora não estou? - falou meio constrangida então sentiu se meio zonza e piscou algumas vezes na tentativa de recobrar o folêgo mas não resistiu e perdeu os sentidos caindo por cima dele a tempo apenas de ouvir a ruiva

–não por muito tempo...

~*~