Notas iniciais
Boa tarde humaninhos! Ahhhh eu to tirando folgas nos sábados e também a fanfic entrou na reta final bebês, por isso a enrolação para postar por que eu já terminei essa fanfic faz tempo, fico apenas postando lentamente por que vou sentir saudade de tudo isso... E o quê temos para hoje? Freddie poderoso confere, pequena reunião confere, descoberta perigosa confere, um novo mistério confere, aproveitem!

Parte 56: Pássaro vertical

Povs geral:

Fredward entrou na casa tremendo de ódio. Ele estava nervoso. Ele se sentia sufocado. Freddie estava sem camisa mas mesmo assim sentia uma pressão envolver seu tórax. Ele tremia querendo gritar com o quê tinha visto e ouvido. Gibby fez um sinal para que Carly se afastasse. Sam foi a única que teve coragem de se aproximar. Ele era o Alfa. Ela era a Ômega. Ninguém o ajudaria melhor do que ela. Somente Sam faria Freddie ver a razão que perdera.

— Fredward, o quê aconteceu? — perguntou Sam alisando as costas trêmulas do marido.

— Um desgraçado anda matando pessoas da reserva, o Conselho dos 42 estava tentando manter em segredo... — Freddie se apoiou na parede — Eu quero... A cabeça desse assassino na porta desta casa para ontem.

— Quem ele matou? — Carly roubou a pergunta de Sam.

Freddie fechou os olhos por que ele estava começando a ver vermelho.

— Moradores mais antigos, aqueles que sabem da existência do mundo sobrenatural.

— E você não encontrou rastros ou cheiros? — Sam fez essa pergunta já bolando um plano.

— Não. Não tem nada. Por isso irei colocar a reserva em alerta. — respondeu Freddie.

— E meu irmão? — Carly sentia saudades de Spencer.

— A última vez que souberam dele, ele estava indo para o norte com Shelby, não sabemos o quê tem lá. — Gibby respondeu.

Carly não se contentou com a resposta.

— Norte? Eles foram sozinhos ou tem haver com os caçadores?

— Possivelmente tem haver com os caçadores. — Freddie suspirou buscando calma — Na reunião de hoje eu pretendo colocar as cartas na mesa...

— E Tori? — perguntou Sam — E os outros?

— Estão bem. Parece que chegarão à noite... — o Alfa disse e olhou para Sam, ele sofreu por ter ficado longe dela — Chame a sua alcateia, precisamos deles na reunião.

— Irei... — Sam o beijou no rosto e correu para fora com a intenção de se transformar.

Fredward olhou em volta pela casa. Era grande. Espaçosa. Diferente da casa de Sam na Rua Holy. Ele deduziu que o melhor era se mudar para cá, logo após consertar as coisas que estavam acontecendo na reserva.

— Você quer um tempo a sós com a Sam? — Carly perguntou como a boa amiga que era.

Freddie balançou a cabeça negativamente.

— Não. O importante agora é todos nós ficarmos juntos.

— Fredward tem razão. Com o que está acontecendo pela região ficarmos no mesmo lugar é mais seguro. — falou Gibby.

— A reserva está totalmente desprotegida nas fronteiras. Qualquer vampiro pode entrar... E se esse tal assassino for um vampiro, estamos com sérios problemas. — Freddie esmurrou a parede e sentou em um sofá velho e desgastado.

Alguns longos minutos se foram e Sam retornou para dentro da casa. Fredward sorriu e seu olhar permaneceu sério, ele olhava para Sam de uma forma diferente agora, ele a olhava como se ela fosse a única pessoa do planeta. Isso a deixou corada, mas ela não hesitou em se aproximar e sentar no colo dele.

Sam beijou Freddie com calma, mas ele desceu as mãos pelas coxas dela e Carly limpou a garganta para lembrar que eles não estavam sozinhos.

— Ela está bem aquecida? — Gibby perguntou olhando para a filha que dormia nos braços de Carly.

— Coloquei o máximo de roupas que eu pude nela, a casa é fria demais. — murmurou Carly — Pegue a Kimera um pouco, a mantenha quente.

Gibby segurou a filha sem acorda-la.

— Esse lugar não é um dos melhores para cria-la, mesmo em Violet Hill tinha um aquecedor, aqui não tem nada, essa casa está caindo aos pedaços. — indagou Freddie ainda com Sam em seu colo.

— A casa está boa, só precisa de móveis e uma boa mão de verniz na madeira. — Carly deu de ombros fazendo pouco caso.

— Mesmo assim, não deviam permanecer aqui. — o instinto de Alfa do Fredward falava mais alto e o fez mudar de ideia — Pensando bem, precisamos achar um lugar seguro e confortável na reserva para vocês. Perto de mim e da Sam de preferência.

— Está nos expulsando? — Carly cerrou as mãos em punhos, seu temperamento como vampira era calmo mas não era bom irritá-la.

— Não. — Freddie saiu do sofá — Estou tomando conta de vocês querida. Está um frio horrível Carls e você se esquece que não sente mais isso, porém Kimera sim, ela precisa de um lugar descente, sugiro que fiquem na casa do... — ele não pôde terminar de falar por que Sam e Gibby se olharam como se conversassem através de pensamentos — O quê foi?

— Freddie, não é por nada não, mas... Está quarenta e sete graus aqui. — respondeu Gibson apontando para si mesmo — E Sam também é quente, cinquenta graus aproximadamente... Kimera não tem como ficar mais aquecida do que isso. É somente você e Carly manterem distância dela, bom, não totalmente, mas creio que me entenderam.

Freddie viu a lógica nas palavras do Gibby e se acalmou.

— Bem pensado... Eu só me preocupo muito com vocês... — ele olhou cada um — Vocês são minha família.

— Apenas relaxe, hoje você tem uma reunião importante com o Conselho. — Gibby manteve Kimera nos braços e foi para a cozinha logo ao lado — Kimera deveria ser uma das suas menores preocupações.

Fredward o seguiu.

— Eu devo estar um chato né?

— Não posso te ofender, lembra, Alfa supremo? — Gibby riu.

Sam surgiu e fez sinal que queria pegar a Kimera. Gibby se sentiu aliviado por que não teve que pedir. Ele precisava comer algo e agradeceu a Deus mentalmente por Sam ser rápida.

— Ah, vai nessa... — Freddie murmurou para o Gibby e fitou a Sam, a gravidade o empurrava de forma pesada para ela, era um ímpeto grandioso, uma força invisível no Universo que tentava os juntar.

— Quer comer alguma coisa Freddie? — Sam perguntou enquanto Gibby procurava algo na geladeira, ele não estava olhando para eles. Freddie sorriu e mexeu os lábios formando a palavra "você" para Sam, que ficou chocada demais mas não surpresa.

— Juro que não vi isso... — Carly resmungou entrando na cozinha e abraçou Gibby por trás — Por quê os garotos não vão observar a neve lá fora, manter um olho no perímetro? Eu preparo alguma coisa para comerem.

— Ok. — Gibby virou o rosto para beijá-la.

Ela o beijou com cuidado, ainda se acostumando a ser uma vampira.

— Realmente precisamos de um tempo sozinhos... — Carly sussurrou no ouvido dele no final do beijo.

— Juro que não ouvi isso... — Sam fez uma imitação ruim da voz de Carly.

— Saiam. — a vampira fez sinal para porta da sala.

Gibby foi o primeiro a se retirar. Freddie permaneceu parado sem tirar os olhos de Sam.

— Não posso. — ele sussurrou — Não quero ficar longe de você.

— Tudo bem, é só por um tempinho. — Sam respondeu.

— Não. Você não entende... Me machuca ficar longe de você. — Freddie tocou o rosto dela.

— Então fique em volta da casa, não vá longe. Eu não vou à lugar nenhum e prometo ficar próximo de você na reunião de hoje à noite.

Freddie soltou um suspiro pesado.

— Está bem. — ele ainda tentava compreender o imprinting— Você é minha vida.

— E você é o meu para sempre. — Sam deu um selinho nele — Vá.

Freddie concordou com a cabeça e caminhou para porta. No fundo ela queria ter dito que também doia ficar longe dele.

— É impressionante... — Carly comentou preparando um Chili.

— O quê? — Sam se sentou na velha cadeira da cozinha, onde sua mãe costumava se sentar.

— O imprinting de vocês. Parece que Gibby e eu fomos passados para trás. Nada se compara ao que o Fredward teve por você... Realmente é o imprinting mais poderoso da Terra. É inacreditável o jeito que ele te olha, o jeito que ele fala com você, até o jeito que respira ao seu lado. É lindo. — Carly sorria impressionada — Todo mundo deveria ter o prazer de experimentar isso...

— O imprinting? — Sam refletiu.

— Não... O amor verdadeiro.

— Entendi...

— Todos deveriam saber o que é isso, pelo menos uma vez.

— Algumas pessoas não sabem como lidar com o amor verdadeiro, por isso nem todos são dignos de experimentar. — Sam era mais pragmática do que Carly.

— Há... — Carly riu baixo e depois explodiu em uma risada mais alta.

— Você está rindo?

— É que... — Carly secaria as lágrimas se tivesse alguma — Você detestava tanto o imprinting e agora foi simplesmente vítima do maior de todos. — ela voltou a rir.

Sam rolou os olhos.

— Você e o Gibby pensam do mesmo jeito, meu Deus, ele me disse a mesma coisa, ou tentou dizer antes de se perder na própria risada.

— Por essas e outras que somos totalmente compatíveis.

— Pelo menos o Alfa é meu marido.

— Ui. — Carly fingiu perder o equilibro — Desculpa aí senhora esposa-do-Alfa.

— Dá um tempo. — Sam observou Kimera — Ela dorme mesmo com todo esse barulho?

— Vantagens de ser uma Hexenbiest. — respondeu Carls.

— Ah é, esqueci.

— Sam... Sobre isso... Agora que eu sou vampira eu perdi meus poderes, certo?

— Está certíssima. Você é apenas uma vampira e por mim, dado ao seu histórico está de bom tamanho.

— Melhor para todos.

— Sim é.

— E meu dom? Vai ser apenas esse?

— Não sei. Vampiros podem ter mais de um.

— Imagino qual será o meu... — Carly repetiu a mesma coisa que disse no ano passado.

— Creio que é evasão...

— Como assim? — Carly se virou para mexer o Chili.

— Você correu rápido na caçada. Extremamente rápido, por um momento pensei que não a alcançaria e seu cérebro parece traçar uma rota exata, uma linha perfeita para seu escape. Ainda não deve ter oferecido tudo de si, mas creio eu que se você tentar irá romper a barreira do som. — afirmou Samantha — Eu sempre esperei grandes coisas de você.

— Isso por que você é minha melhor amiga. — Carly ficou contente.

— E agora serei isso para sempre. — a loira disse.

Carly se virou e abraçou Sam com certa dificuldade por que a mesma tinha Kimera nos braços, e estava sentada.

— Ok, chega de sentimentalismo. — Sam fingiu não ter gostado do abraço.

— Estou mais do que feliz por você.

— É, mas ainda tem muito pela frente. — Sam se distanciou de Carly.

— Mais do que podemos enfrentar. — Carly murmurou.

Sam trajava uma calça jeans rasgada nas pernas, uma camisa de manga comprida preta e deixou os cabelos soltos que passavam da cintura. Freddie andava ao lado dela usando uma camisa de botões cinza e shorts jeans escuro. Eles andavam para a reunião de mãos dadas. A fogueira crepitava. Vários pares de olhos pousaram sobre o casal mais poderoso atualmente. Sam apertou a mão do marido um pouco mais forte, ele apertou de volta a acalmando. Ele deu mais um daqueles olhares de morrer, ela se sentia lisonjeada. Seguiram com os passos para a roda de pessoas.

Tori suspirou ao ver que Fredward era o Alfa. A matilha recuou um pouco com certo medo. Os anciãos engoliram em seco com medo da postura do Freddie, que ao se afastar de Sam ficou com um olhar frio e sério.

— Boa noite. Eu deveria me apresentar mas muitos aqui já me conhecem... Meu nome é Fredward Benson e eu nasci aqui na reserva Klautriny em 1860. Eu sou um vampiro e passei por diversos estágios antes de enfim receber o espírito do Alfa. Eu não sei por que ele me escolheu, mas me sinto honrado assim como honrarei essa missão. Ao lado dela... — Freddie mostrou Sam — De Samantha Benson, minha esposa, minha Ômega e meu objeto imprited, eu serei o melhor Alfa que já existiu, por que graças a ela que me salvou tantas vezes e recentemente me salvou de mim mesmo eu me tornei quem eu sou hoje. Sei que juntos podemos superar meus erros e de certa forma o quê eu sou. Sam merece ser tratada com respeito, por que nos anos que serviu como alfa para a tribo Klautriny ela foi a melhor. — Freddie buscou Carly na multidão, ela estava ao lado do Gibby, o mesmo mantinha Kimera aquecida — Carlotha Taylor Shay e Cornelius Orenthal Hayes Gibson, além de serem meus melhores amigos e da minha esposa, são o casal que trouxe Kimera ao mundo, independentemente do que a profecia diz a respeito desta criança ela será protegida por mim e por vários outros. Qualquer um que tentar ferir essa criança irá morrer... — Fredward começou a revelar sua verdadeira face, a que não podia esconder, ele ansiava por aquele momento — Acho que eu já esperava por isso... — Freddie olhava em volta buscando não focar no rosto de ninguém — A profecia diz que o Alfa viria e aqui estou eu, mas se vão ficar em paz ou não é decisão de vocês, por que eu não sou misericordioso, não sou santo, não sou de deixar ninguém vivo para contar a história por que por causa desse erro eu perdi meu filho. — pela primeira vez ele disse aquilo alto após mais de um ano. Freddie inalou buscando uma força dentro de si até então desconhecida para continuar — Por isso como Alfa minha primeira ordem oficial é que qualquer vampiro que entrar nessas terras e apresentar uma ameaça deve se morto imediatamente. — ele suspirou dando tempo para todos refletirem, Sam engoliu a bile — Gibby irá solucionar os melhores vigias em um sistema de pássaro vertical, escoltas em volta da fronteira e olheiros nas árvores, até mesmo na cidade para sabermos o quê está por vir, porém o lado sul da reserva onde fica a minha atual moradia não deve ser vigiado em hipótese alguma... — ele mencionou por trás de um pensamento maior — E sobre o assassino, quando for encontrado, o tragam até mim, por que serei eu a arrancar a cabeça dele e pendurar em uma estaca na porta da minha casa. Eu não sou luz, eu sou trevas mas meu dever é proteger vocês. Não importa os meus meios, ninguém aqui precisará dormir com um olho aberto. Eu sou o Alfa, aquele que deveria vir e essas são as minhas palavras. — Fredward terminou seu discurso e deu alguns passos para trás com a intenção de pegar na mão de Sam novamente.

— Como Gama e melhor amigo do Freddie eu tenho que concordar... — Gibby tomou a palavra — Chega de misericórdia, chega de se esconder, iremos lutar. A mesma coisa que vale para os vampiros vale para os caçadores, se eles adentrarem na reserva eu mesma matarei um por um, acabou-se os tempos de tolerância.

— Sim acabou. Estamos em uma nova era e eu dou as cartas aqui. — Fredward usou seu dom de Alfa e as pernas dos presentes fraquejaram.

— Sabemos que fará o melhor por nós... — disse um ancião descendente de Taha Luzimani.

— Farei o melhor por todos. — Freddie rebateu sendo sincero.

— Sim. Nós sabemos... Ah... — o ancião chamado Oddie estava sentado em um tronco, mas se virou para uma garota da tribo — Parece que conseguimos algumas pistas sobre o assassino, se aproxime minha querida.

A garota tímida se aproximou da fogueira junto de mais quatro outras meninas. Todas pareciam envergonhadas aos olhos de Sam. Freddie captava isso muito bem.

— O quê vocês sabem? Não tenham medo de contar, irei protegê-las. — garantiu Freddie.

— É... — a garota fraquejou tremendo com tantos olhares sobre ela.

— Está tudo bem. — Sam disse firme e as pessoas se surpreenderam por ela finalmente dizer alguma coisa — Qualquer ajuda é bem vinda, não importa o que seja precisamos saber e se quiser pode contar somente para mim, ou somente para o Fredward.

A garota trocou olhares com as outras, em uma conversa silenciosa elas concordaram em algo e se aproximaram de Sam e Freddie.

— Somente para vocês... — ela sussurrou.

— Podem conversar na biblioteca, fica duas casas para lá. — Gibby indicou.

— Gibby passe os recados sobre os caçadores e a busca por Shelby e Spencer, selecione os vigias e veja o que Tori descobriu. — Freddie ordenou e se virou com Sam. As meninas seguiram o casal para a velha biblioteca.

Fredward abriu a porta e acendeu a luz. A neve caía lentamente nas telhas de plástico. Ali estava frio para as meninas sem a fogueira por perto para aquecê-las. Sam e Freddie nem se importavam com o clima.

— Ah... Meu nome é Becca. — a garota murmurou corando ao ver que Fredward Benson era ainda mais bonito na luz clara do local. As outras garotas desviaram o olhar, as idades variavam entre dezesseis à dezenove anos.

— O quê vocês descobriram garotas? — Sam perguntou notando o olhar delas em seu maravilhoso marido paralisado para sempre em dezoito anos, sim, Freddie envelhecera mesmo que apenas um ano. Sam infelizmente tinha dezenove, mas em anos de vampira continuava mais nova do que Freddie.

— Por favor, não nos culpe senhora Benson. — Becca começou a entrar em desespero.

— Somente Sam. — pediu Samantha educadamente.

— Bem, Sam... É complicado.

— Apenas comece a contar o quê sabe.

— O problema é que todas nós estamos de certa maneira envolvida, mas não sabíamos.

— Ok, se alguém quiser me explicar eu agradeço. — Freddie já perdera a paciência.

— Um garoto, que eu estava namorando... Ele pode ser um suspeito. — contou Becca.

— Suspeito não, tenho certeza de que foi ele. — outra garota sussurrou, esquecendo-se que Fredward e Sam poderiam muito bem ouvir.

— Vocês ainda estão juntos? — perguntou Sam.

— Não. — respondeu Becca fazendo uma careta para as outras meninas — Não mais.

— Por que? — Freddie cruzou os braços.

Becca mordeu o lábio corando.

— Ele... Ah... Ele foi infiel, digamos assim.

— Ele te traiu? Foi isso? — Sam ainda não entendia.

— Hum... — Becca ficou mais vermelha ainda, Freddie achava impossível a menina ficar mais constrangida do que aquilo.

— Ele dormiu com todas nós, se é que me entende, mas fez jurarmos que não contariamos a ninguém. — a mais velha do grupo respondeu — Somos amigas faz anos, nunca guardamos segredos uma da outra até esse garoto ter aparecido. Nos encantamos por ele e não fazíamos ideia de que ele estava nos usando para se aproximar da reserva, mas ele não podia entrar por ser vampiro. Então nos encontrávamos do outro lado do rio. Sempre tivemos um pé no mundo sobrenatural, sabemos das histórias, das lendas e sabemos que elas são verdadeiras, e aquele garoto... — ela suspirou corando e Freddie revirou os olhos — Tinha saído de um conto de fadas. Ele tinha até um sotaque belíssimo. Becca nunca nos contou que namorava com ele, senão jamais teríamos feito o que fizemos, olha pode nos julgar se quiser mas nem todos os caras da reserva estão disponível, a maioria teve imprinting ou não fazem o nosso tipo e esse garoto, ele era lindo... E nos dava atenção, só que foi tarde quando descobrimos que ele dava atenção para todas.

O queixo de Sam caiu aberto. Ela sabia que era uma situação delicada e queria rir.

— Ao todo foram cinco assassinatos... — Freddie disse.

— E vocês estão em cinco. — disse Sam.

— Possivelmente ele estava usando elas como álibi? — Freddie perguntou fitando Sam.

— Talvez... Ou realmente só para adentrar na reserva... — Sam especulou.

— Não tivemos relações com ele na reserva, foi fora daqui, aconteceu no hotel em que ele estava hospedado. Foi uma por dia, não sabíamos que ele conhecia a todas nós e nunca suspeitamos de nada. Por favor, não contem aos nossos pais. — Becca pediu.

— Não iremos contar nada se preencherem as lacunas, por quê ele é suspeito? — Sam buscava o contexto.

— Eu fui ao rio dois dias atrás para procurar uma parte do meu colar que eu perdi... Ele estava lá. Tinha sangue nas roupas e quando me viu correu. Foi quando tudo começou... Assim que o feitiço foi rompido ele pôde entrar na reserva. — explicou Becca.

— Ele tirou informações nossas, agora ele conhece cada ponto como ninguém e pode estar aqui agora. — a mais velha disse.

— Caramba como vocês são burras... — Sam resmungou sem se importar.- Qual é o nome dele? Como ele é?

Sam escutou o maxilar do Freddie trincar.

— Edward... Mas nem sabemos se esse é mesmo o nome dele. — respondeu Becca fechando os olhos — Ele tem cabelo castanho escuro, olhos azuis sub-zero.

— Não, eram azuis blazer. — a mais velha interrompeu.

— O tom não é importante. — Freddie reclamou — Descrevam a fisionomia.

— Queixo um pouco reto, nariz perfeito, os olhos um pouco fundos, tinha olheiras, o cabelo caia em uma franja nos olhos... — Becca parou e encarou Sam e Freddie — Na verdade... Ele era extremamente parecido com vocês.

— É o quê? — Freddie engasgou e tossiu.

— Sim ele era. — outra menina disse.

Fredward limpou a garganta e trocou um rápido olhar com Sam.

— Quantos anos ele tem?

— Dezesseis ou dezessete, eu acho... Ele sempre dizia que a vida era curta demais, tudo era feito para se aproveitar. — murmurou uma das garotas — Vão contar aos nossos pais?

— Ninguém aqui vai contar nada. — suspirou Sam — Retornem para a reunião e na próxima sejam mais cuidadosas com quem decidem... É... Ah deixa para lá.

— Somos suspeitas também? — Becca ficou pasma.

— Não se preocupem com isso, apenas avisem se o virem de novo.

— Ok... — Becca não estava menos nervosa.

— Qual era o nome do hotel? — Freddie ficou sem jeito ao ter que perguntar sobre isso.

— Fuzion, mas ele não está mais lá. Ele se mudou para algum lugar da Eliott Bay. — a garota mais velha voltou a falar — É só o quê sabemos.

– Obrigado. Foram de grande ajuda meninas, fiquem na reserva. Se mantenham em casa. — Fredward caminhou e manteve a porta aberta para elas — Fiquem longe do rio... Além do mais está frio demais para vocês estarem andando por ai.

— Sim senhor. — elas responderam todas juntas e retornaram para a fogueira.

Sam soltou uma gargalhada alta. Freddie repuxou os cantos do lábio em um sorriso mas depois ficou sério.

— Se for realmente verdade, elas vão carregar esse peso para sempre. Estavam apenas apaixonadas, foi só isso... Mesmo assim jamais irão ver dessa maneira. — disse Freddie — Precisamos achar esse garoto.

— Ele pode estar em qualquer lugar... — Sam se sentou em uma cadeira surrada — O quê eu não entendo é que se ele é um vampiro, como conseguiu ter relações com humanas?

— Bom ponto. — Fredward ponderou por um segundo.

A porta se abriu novamente.

— Hey... — uma garota entrou, a mais velha — Meu nome é Angela, a propósito... Ah, eu lembrei o nome do lugar, ele o mencionará uma vez.

— Sabe para onde o Edward foi? — Freddie finalmente sentiu esperança e que pegaria esse assassino mais rápido do que pensara.

— Sim. Eu sei.

— Diga o nome do local.

Angela suspirou.

— Place Of Towers.

Sam ao ouvir a resposta da garota quase desmaiou no chão. Eles chegaram. Ela sabia disso. Os Reais estavam na cidade novamente.

— Obrigado. — sussurrou Freddie e fora deixado sozinho com Sam mais uma vez.

Freddie estava absorto em si mesmo. Ele estava bolando um plano. Uma estratégia rápida e precisa em sua mente perfeita de Alfa.

— Eles chegaram. — Sam se levantou — Vamos atacar agora, as matilhas vão lutar, nós nunca tivemos medo de vampiro.

— Não. — Freddie advertiu com tamanha força que Sam caiu de joelhos.

Freddie se dera conta do que tinha feito mas não saiu do lugar.

— E o quê faremos? — perguntou Sam em um sussurro, ela se assustou com o tom da voz do Freddie, o comando de Alfa a fez se curvar contra a sua vontade — Deixaremos que eles venham até nós?

— Sim. É exatamente esse o plano. — respondeu Fredward.

Sam continuou no chão sem coragem para se levantar. Ela se sentia abalada com a decisão do Freddie.

— Mas... Estaríamos colocando todos em risco.

— Se formos também. Não vê que isso foi planejado? Ele queria ter dito a uma delas onde ficaria hospedado e depois para onde iria. Se nós formos, a tribo ficará desprotegida, se nós ficarmos eles estarão vindo igual. É guerra dos dois jeitos. Por isso eu digo que iremos ficar e isso é uma ordem. — Freddie saiu da biblioteca deixando o poder subir à cabeça.

Ele deveria ter tirado o amor da sua vida no chão, mas Fredward estava cego pelo ódio que o consumia por dentro. Aquele assassino merecia morrer. A família Real merecia morrer. Ele mataria tantos quantos inimigos pudesse por que esse era o seu propósito e ninguém tiraria isso dele.

Fredward manteve uma postura reta e dura ao voltar à reunião. As pessoas aguardavam por ele ansiosas e querendo alguma justiça.

— A família Real parece ter retornado para Seattle e certamente vai nos atacar dentro de algumas luas... — Freddie falou como alguém do passado — Estejam preparados. Não deixem a reserva em hipótese alguma. Não é suicídio se permanecerem aqui, é suicídio se partirem. Vou proteger a todos por que o meu exército é muito maior do que qualquer um que se erguer contra nós. Minha voz irá fazer eles se curvarem e serão capturados e mortos. Ninguém vai ser perdoado. Qualquer pessoa com ligação à família Real será morto. Eu cansei de ver o nosso lado perder, hora de darmos o troco. Não iremos até eles, mesmo sabendo a localização, deixaremos que eles venham até nós, por que estaremos prontos. — ele soprou a fumaça gélida — Se tiverem problemas, se desejarem algo, não hesitem em pedir a mim ou a minha esposa. Não nasci para ser servido, nasci para servir. Caso tenham alguma pergunta vão em frente... — Freddie fez um gesto com a mão.

— Como pode garantir que seu exército é tão bom quanto o da família Real, tipo, como sabem que as matilhas não vão ser mortas? — um garoto da reserva perguntou.

— Porque eles receberam um bom treinamento. — respondeu Freddie sorrindo lembrando de Shelby.

Freddie era tão belo e maravilhoso que as mulheres da reunião se encantaram, Carly riu baixinho por ver o efeito que Fredward causava nas pessoas. A morena sorriu para o amigo que devolveu o sorriso de maneira grandiosa, mas depois Carly reparou que Sam não estava ali e viu que isso parecia estar machucando o Freddie de maneira invisível. Era como se ele sentisse dor por estar em pé.

— Os caçadores certamente também entrarão nessa luta, mas também sabemos lidar com eles. — afirmou Gibby.

— Sim nós sabemos. — Carly concordou com o Gibby — Batalhar é algo simples para nós e o Alfa sabe como nos guiar.

— Sim. Ele sabe. — Tori disse sorrindo para o Freddie que deu um sorriso simples para ela.

— Então se ninguém tem mais perguntas, deveríamos retornar para nossas casas, a noite está fria. — disse Oddie se levantando com a ajuda de Becca que é neta dele.

Os moradores foram se dispersando aos poucos. Somente as matilhas de Tori e de Sam permaneceram, e Carly e Gibby é claro.

— Vigias escolhidos? — perguntou Fredward para o Gibby.

— Sim. Tudo em ordem, missão Pássaro vertical concluída ou em andamento. — respondeu Gibson.

Uma figura que até então permanecia em silêncio saiu das sombras.

— E como está o meu Alfa preferido? — perguntou Klaus rindo.

— Klaus? — Freddie correu para abraçar o chefe e grande amigo.

— Tomando as rédeas da situação? Gosto assim garoto. — Klaus o abraçou com força e o soltou ainda sorrindo — Cadê a Sam?

— Ah... — Freddie não soube o quê responder.

— Ora, ora, olhem para isso... Eu deveria visita-los com mais frequência. — Klaus se referiu ao bebê que dormia tranquilamente nos braços de Gibby, Kimera deveria estar no décimo sono por estar tão confortável e aquecida com o pai.

— Eu sei, minha filha é linda. — Carly se gabou.

Klaus se aproximou brincalhão como sempre.

— Freddie? — Tori chamou.

Freddie se virou para ela.

— Oi Tori...

— Grande responsabilidade, hein.

— Pelo visto sim...

— Sua mãe e seu pai estariam orgulhosos de você. — ela murmurou.

— É... Acho que sim. — Freddie sentiu dor — Como foi sua... É... Missão?

— Bem sucedida. Todos querem conhecer o Alfa e lutar ao lado dele. Temos um bom apoio.

— Que bom. — Freddie foi curto, ele precisava achar a Sam, mas tinha os ossos do ofício para tratar — Shelby e Spencer?

Tori desviou o olhar para a Carly na fração de um segundo.

— Boatos que foram vistos em Whistler, mas apenas isso.

— No Canadá? O quê os caçadores planejam? — Freddie chutou a neve no chão, suas mãos tremeram, ele estava a um fio de se transformar.

— Não sei... — Tori tinha um ar de quem se desculpava.

— Me mantenha informado... Eu preciso ir. — Freddie deu às costas e correu sem usar velocidade de volta para a casa.

Ele inalou em busca do cheiro de Sam, mas a neve deixava tudo mais complicado. Freddie sabia que ela não voltaria para casa e que certamente não estava na biblioteca. Ele a conhecia bem, a conhecia melhor do que ninguém, talvez perdendo apenas para Carly, mas ainda assim, ele sabia onde Sam estava. Freddie desceu para as árvores e andou pela floresta escura em direção à onde ele e Sam deram o primeiro beijo.

A neve deixou o rio quase congelado. A luz refletia nas águas geladas. Sam estava sentada naquela pedra familiar. Freddie caminhou e se sentou ao lado dela.

— Me rastreou até aqui? — perguntou ela não se importando com o tempo frio.

— Não. Eu sou seu marido, eu te conheço bem e sabia onde te encontrar. — respondeu Freddie retirando os cabelos dela do pescoço para beijá-la — Não tenho sido um bom companheiro.

Sam suspirou com o beijo dele, que era gelado assim como tudo à sua volta, mas por mais frio que tudo estivesse, Freddie sabia esquentar o momento.

— Sim você tem sido. Não precisa se desculpar pelo incidente na biblioteca, não foi sua culpa, você ainda está aprendendo. — ela passou um braço em volta dele.

— Aprendendo... — ele repetiu a palavra como se fosse um xingamento.

— Ainda não tivemos tempo de conversar... — Sam procurou pelos lábios dele e Freddie a beijou com calma, realmente o clima esquentara.

— Temos agora, a menos que queira dormir. — Freddie deslizou uma mão pela cintura da esposa e manteve o rosto extremamente próximo da face dela.

— Não, eu quero conversar... Sobre como você está lidando com isso, sobre como aguenta ser quem é... — Sam lentamente mordeu o lábio dele.

— Apenas sei para o quê eu nasci. Tenho que controlar o monstro dentro de mim e sei que sou capaz de tudo enquanto eu tiver você. — Freddie a deitou na rocha fria.

— Hayes estava certo quando disse que o Alfa sempre esteve comigo... — Sam correu os dedos pelo cabelo do Freddie.

— Sim... Você e eu sempre nos encontrávamos de tempos em tempos. Nunca conseguimos nos separar por um período muito longo.

— Essa era a razão.- Sempre fora.

— Inacreditável.

— Eu te amo Sammy. — Freddie estava praticamente em cima dela.

— Eu também te amo. — Sam o apertou contra o corpo — Finalmente a sós... Ah Freddie, por um momento você é meu...

— Sam... Minha Sam... — ele roçou os lábios nos dela — Eu sempre serei seu... — ele a beijou novamente, mas dessa vez o beijo foi mais do que apenas quente, foi mágico.

O Alfa estava em seu refúgio feliz e nada o tiraria dali pelo resto daquela noite.

Notas finais
Hehehe e esse foi o capítulo de hoje amores, comentem ai, vi várias pessoas saindo da toca, gosto assim. Whatsapp aberto 24 horas... Edward? Hum... Vocês têm um mistério nas mãos lindinhos! Próximo capítulo nessa porra: Juízo Final Ah e muito obrigado pelo convite feito pelo grupo no Whatsapp chamado "Leave Home", quase trezentas pessoas participando de um desafio chamado "Almost 11 years" que é nada mais e nada menos que assistir iCarly do começo ao final até junho (quando será jogado outro desafio), é uma honra está participando com vocês. Sim, eu não sou obrigada a ver certo ep da terceira temporada (perdão ai para os creddies que estão no grupo e lêem a fanfic huehue, adoro vocês mas não dá não né gente, iSpeed Date até assisto, mas iSaved your life é tortura e sangue sendo vomitado, beijos) See you soon guys! Very soon...