42 - Violet Hill

22 Everybody Wants To Rule The World


Notas iniciais
Boa tarde humanos... Primeiro: Vão odiar muito a Carly e pra caramba... Segundo: Olha o tapão doeu até em mim (vão entender depois) Terceiro: Acassio trabalhou no "quase" hot entre Sam e Freddie, os créditos são dele. (Despacito...) Quarto: Irei perder leitores hoje, mas vou dizer a verdade: Acho que após eu dizer algumas coisas aqui muitos vão deixar de ler a fanfic ou se chatear comigo, mas eu quero ser sincera, começando com uma coisa que eu vi em boa parte dos leitores, uma coisa chamada "hipocrisia", acho que está na hora de pararem com isso e perceberem o que estão dizendo antes de virem me atacar por que se me atacar eu vou atacar também. O problema aqui é o fato de não tratarem a Sam e o Freddie da mesma forma, e sabem como estão fazendo isso? Simples, na opinião de vocês a Sam pode amar quem quiser, se abrir toda para quem quiser e fazer o que bem entender, mas se o Freddie tem sentimentos por outra pessoa ou coisa do gênero vocês vem me criticar por que ele não tem direito de fazer nada, não foi isso que me disseram com todas as palavras? Pois bem, acho que ele também pode ter as próprias escolhas e ser tratado de forma igual. Sam não é a única que tem direito a triângulo aqui, Freddie não é obrigado é ser "Casas Bahia: dedicação total a você" só por que vocês querem isso, se acham que podem fazer melhor então escrevam a própria fanfic, não venham reclamar de algo que é super normal. O Freddie tem que ser tratado do mesmo jeito, tudo bem que ele erra na maioria das vezes mas pelo menos ele tenta consertar o erros, ele pode merecer o ódio de alguns mas nunca a injustiça que outros estão fazendo, eu disse que ele não era o cavaleiro de armadura brilhante, mas ele continua sendo o Freddie e tem direito de amar quem quiser. A Sam pode amar o Gibby, se aproximar do Gatlin e de meio mundo, mas se o Freddie só amar alguém mesmo se dedicando 100% a Sam, ele está todo errado não é mesmo? Revejam seus princípios e pensem duas vezes antes de jogarem de forma desigual, a fanfic é Seddie, já deixei claro, mas não vai ter apenas isso, se procuram corações e flores tem o universo todo do Nyah! e de outros sites para lerem uma fic que exista apenas o casal top dos tops... Peço perdão por que eu sei que nem todos mereciam ler isso, mas sou sincera e acho que ta na hora de muitos aquietarem o rabo e pararem de querer controlar alguma coisa. Sabe aquele negócio de "dúvidas, reclamações e sugestões"? Ele deve ser usado como uma forma de progredir com a fanfic e não com a vontade de vocês de quererem mudar o rumo da história só por que não estão gostando de tal coisa, a liberdade que eu não possuía com Fix You, eu estou usando aqui em 42. Quem gostou bate palma, quem não gostou paciência. Aproveitem o capítulo...

Parte 22: A desobediência e o beijo

Povs Freddie:

Eu saio de perto da limusine e caminho pela grama da mansão. Procuro pelo cheiro da Carly. A trilha está perfeita até um ponto de táxi. Não tem ninguém ali. O cheiro some neste local. Não adianta vagar sem rumo. Irei voltar ao apartamento. Eu me jogo entre as árvores e corro dentro da escuridão de Seattle. Em menos de dois minutos eu chego ao Bushwell. Vou para o meu apartamento com certa pressa. Procuro a chave no meu bolso quando ouço vozes vindas de dentro. A porta está aberta. Eu entro fitando a cena com incômodo. Toda a matilha está aqui com exceção do Brad e do Spencer é claro. Gibby também não está presente. Tori ri animadamente com uma carta de baralho grudada na testa. Jade joga pipoca nela. Eu fecho a porta com força para avisar da minha presença.

— Hey Freddie!- Tori acena rindo- Resolvi fazer uma pequena festa, não é todo dia que a sua mãe não está por aqui.

— Claro, claro. — eu murmuro — Podem fazer um favor para mim?

— Claro, o que? — o Dice pergunta.

— Se a Carly chegar... Sabem, se ouvirem o barulho da porta do 8-C bater, me avisem. — eu já vou caminhando para o corredor.

— Tá bom. — ouço o Dice dizer.

As risadas recomeçam. Eu vou para o meu quarto. Retiro a gravata borboleta e meu cinto. Abro dois botões de cima da minha camisa branca e a deixo para fora da calça. Eu me deito na cama ainda usando sapatos.

Fecho os olhos para relaxar. Perco-me em pensamentos, mas as risadas estridentes me perturbam. Procuro por um fone de ouvido. Coloco-o e procuro uma música no meu celular. Seleciono Everybody Wants to Rule the World do Tear for fears. A música se inicia. Aumento no último volume.

Bem-vindo à sua vida

Não há volta

Mesmo enquanto dormimos

Nós encontraremos você

Comportando-se da melhor maneira

Dê as costas à mãe natureza

A letra me irrita um pouco, me sinto controlado por alguma coisa. Sei que me sinto preso ao sistema da família Real.

Todos querem governar o mundo

Eles querem. Aqueles malditos querem. E eles querem a Sam, querem o que é meu. Não posso permitir.

É o meu próprio desejo

É o meu próprio remorso

Ajude-me a decidir

Ajude-me a aproveitar

O máximo da liberdade e do prazer

Nada dura pra sempre

Nada dura, mas certamente o meu amor pela Sam precisa durar, é só o que me mantém aqui.

Todos querem governar o mundo

Há um lugar onde a luz não encontrará você

Dando as mãos enquanto as paredes desmoronam

Quando isto acontecer, estarei bem atrás de você

Oh sim. Eu espero que a Sam esteja comigo quando tudo desmoronar.

Tão contente por termos quase conseguido

Tão triste pois eles tiveram que enfraquecê-lo

Enfraquecer? Será que é isso que os Reais iram fazer com nós?

Todos querem governar o mundo

Essa música está me deixando atordoado.

Não posso suportar esta indecisão

Aliada a uma falta de visão

Todos querem governar o mundo

Visão? Eu não tenho uma visão. Tenho muito medo de querer checar o futuro.

Diga que você nunca precisará disto

Uma manchete, porque acreditar nela?

Todos querem governar o mundo

Tudo pela liberdade e pelo prazer

Nada dura para sempre

Todos querem governar o mundo

A música termina. Eu a coloco para repetir. Dessa vez canto junto. Eu canto a música mais três vezes antes de alguém bater na porta.

— O que é? — eu pergunto tirando os fones.

— Carly chegou. — Tori me responde.

— Obrigado. — eu me levanto sem qualquer ânimo.

— Tudo bem entre você e a Sam? — Tori parece preocupada.

— Por que não estaria? – eu sorrio para minha irmã.

— Bem, você mal fica aqui em casa, prefere estar na casa dela, me assustei quando te vi chegar sozinho e me assustei ainda mais ao ver que você não está com intenção de ir vê-la. — ela responde.

— Eu irei para lá depois que falar com a Carly. — passo pela Tori, mas não antes de abraça-la rapidamente.

Eu saio do meu apartamento com pressa e entro no 8-C. Carly está na bancada da cozinha tomando uma taça de vinho. Eu estou ao lado dela em um segundo. Infelizmente desobedecendo a Sam.

— A Sam te pediu para vir aqui?- pergunta Carly.

— Não. Eu quis vir.

— Está perdendo tempo.

Carly bebe o vinho da taça e a preenche de novo. A taça volta para sua boca novamente.

— Carly você precisa da nossa ajuda, mesmo que negue. — eu coloco as mãos nos bolsos da calça.

— Vou ter que desenhar para vocês? — Carly sai de perto de mim e vai para a sala- Eu não quero a ajuda de ninguém.

— Somos seus amigos. Queremos o melhor para você. — me junto a ela.

— Eu sei, mas ninguém me obrigou a nada, eu aceitei me tornar uma Hexenbiest e agora estou amando ser uma. — ela volta a tomar o vinho.

— Isso é errado.

— Não. Errado é você estar apaixonado por mim e namorar a Sam. Isso é errado. — ela é rude. Parece um pouco bêbada.

— Não pedi por isso. — desvio o olhar do rosto dela.

— Não pediu... Mas vai acabar magoando as pessoas por causa disso por que é só o que você sabe fazer. Você magoa todo mundo.

Eu me sinto ofendido.

— Para com isso Carly, seja você mesma. Você jamais diria coisas assim.

— Você simplesmente não suporta a verdade. Ninguém suporta. — ela segura a taça vazia nos dedos.

— Deve ser por que a verdade magoa.

— Não. A verdade liberta e se a Sam não se entregar para os Reais estaremos ferrados. — Carly fala para minha total e completa surpresa.

— Você sabia?

— Eu descobri hoje. Apenas liguei os fatos.

— Você vai mesmo entregar sua melhor amiga?

— Não. — ela ri friamente- A Sam vai se entregar por conta própria.

— Ela não faria isso.

— Oh, faria sim. É por isso que ela vai nos deixar, está na cara Freddie, a visão da Wendy vai se cumprir por que a Sam vai ter saído de nossas vidas, eu vou perder a memória por algum motivo e você vai tomar conta de mim como prometeu a Sammy. — Carly sabe de mais coisa do que eu pensava.

— E você concorda com a última parte?

— E tem como impedir? — ela se aproxima de mim- Não. — ela responde a própria pergunta- Então é melhor aceitar.

— Carly... — eu a advirto quando sua mão fica no meu peito. A outra segura a taça.

— Vá para casa Freddie, não quero machucar você. Não quero machucar nenhum dos meus amigos. — ela aproxima seu rosto do meu. Merda! A Sam estava certa!— E se a única forma de impedir que a Sam se aproxime de mim, seja magoando ela, então eu farei isso. — Carly me beija. Eu não devolvo o beijo. Minha garganta queima. Eu quero beber o seu sangue. O beijo ganha vida. Se eu me mexer ou até mesmo respirar, irei mata-la. Seus lábios se soltam dos meus, mas não antes de me beijar mais algumas vezes — Conte a ela sobre isso, preciso mantê-la longe de mim, eu a amo Freddie, é minha melhor amiga e não quero mata-la. — ela passa a mão nos lábios, eu permaneço parado em estado de choque e com medo de feri-la — A Sam estava certa, por mais que você seja um vampiro tem os lábios macios. — ela joga a taça no chão, a mesma se quebra- Saia daqui. — ela anda para as escadas da sala, quando não a vejo mais eu saio do apartamento e retorno para o meu.

Quando eu entro toda a matilha me olha com uma expressão estranha. Eu engulo em seco e vou para a cozinha. Preciso me apoiar em alguma coisa. Respiro fundo me apoiando na bancada. O cheiro dela está por todo meu corpo. Meus lábios ainda sentem a textura macia e doce da boca dela. Quando eu achei que a situação não podia ficar pior, a Carly me vem com essa. Não consigo parar de pensar nisso. Eu fecho os olhos. Inspira. Expira. A porta do apartamento é aberta. Que não seja Carly, pelo amor de Deus. Eu abro os olhos e me viro para ver quem é. Sam entra usando uma calça jeans, uma camiseta do Guns N Roses e seus habituais par de All Star.

— Sam!- Dice corre para abraça-la.

— Hey garotão. — Sam o abraça- Como vai?

— Acho que bem.

— Então beleza. — ela solta ele- E ai galera.

— Oi Sam. — Jade faz uma continência.

— Oi. — Tori sorri e olha para mim rapidamente.

Os outros a cumprimentam também.

Sam passa por eles e vem até a cozinha. Eu não consigo olhar no rosto dela por muito tempo.

— Encontrou a Carly? — ela faz a pior pergunta da noite.

— Ela está no apartamento. — eu respondo.

— Vou lá. — Sam faz menção de se virar, mas eu agarro seu braço.

— Sam, por favor, é melhor não ir.

— Por quê?

— Ela precisa ficar sozinha, ela está fazendo de tudo para manter a gente longe, por que não quer matar ninguém e ela está certa. Carly se tornou um perigo. — eu respondo e vejo todos alheios à nossa conversa, até param de conversar para escutar.

— Ela é nossa melhor amiga, temos que ajuda-la. — Sam insiste.

— Ela disse que te ama e quer te proteger, os papéis estão inversos agora... E se você a mandasse ficar longe de você, por que você gostaria de poupa-la de um acidente, você gostaria que ela não te escutasse e ficasse por perto? Mesmo com a vida em risco? — uso ótimos argumentos.

— Não. É claro que não. — ela treme lembrando-se de alguma coisa, seus olhos se enchem de lágrimas.

— Então ótimo. Vamos achar um meio de tirar essa coisa de Hexenbiest dela, a família Real já viu o queríamos, é hora de trazer a Carly de volta. — eu proponho.

— Irei falar com a Wendy. — Sam olha para a minha boca, ela se aproxima e quando vai me beijar eu recuo.

— Ela me beijou Sam. — eu aviso e todo mundo na sala se espanta.

— Você recuou? — ela pergunta com a voz fria.

— Eu... Quis... Mas eu não pude. — eu acabo por gaguejar.

Sam desfere um tapa no meu rosto. Os amigos dela não contém o susto. A lágrima escorre do meu olho antes que eu me dê conta, mas é uma lágrima de raiva. Estou mais emotivo por estar voltando a ser humano e eu estou sentindo a ira da Sam se tornar crescente.

— Eu confiei em você. — ela sussurra.

— Eu não tive culpa! — eu tremo sentindo algo quase explodir no meu peito. Sinto-me nervoso demais. Quente demais.

— Eu disse para não se aproximar dela! — Sam reclama.

— Você gritar não vai mudar o ocorrido!- eu fico mais perto do corpo dela, ambos estamos irradiando raiva.

A fumaça se espalha pelo corpo da Sam.

— É ela que você quer agora? Você está tão apaixonado por ela, por que não fica com a Carly então?! — ela joga na minha cara, os amigos dela olham a cena abismados.

— Eu não quero a Carly. Eu quero você. Eu amo você. — eu começo a me acalmar.

— Só que você ama a Carly também!

— E você ama o Gibby!- eu bato a mão na bancada de madeira que se quebra.

— Mas eu não sou apaixonada por ele!- Sam grita comigo.

Isso é novidade para mim. Esse tempo todo eu pensava que os sentimentos da Sam pelo Gibby eram totalmente recíprocos. Na verdade nunca foi. Ela está presa a ele, o ama por que ele faz parte dela, mas não chega a ser apaixonada. Sam só tem sentimentos por mim e eu ferrando tudo revelando que amo a Carly. Como eu sou idiota.

— Sam... — eu arrisco segurar os braços dela- Não importa se eu estou apaixonado pela Carly, eu amo você acima de todas as coisas. Você me fez tomar a decisão, eu não te culpo, mas não tem o que ser feito. Eu não quero escolher ela. Eu quero escolher você. Quero viver ao seu lado. A minha eternidade, não vale a pena sem você. Eu... — não acho palavras para terminar.

Sam apoia as mãos no meu peito. Ela fecha os olhos, conta até dez e abre novamente.

— Se eu te deixar, seus sentimentos por ela tem que continuar os mesmos. — ela é tão altruísta.

— Meus sentimentos por ela, não são nada comparados ao que eu sinto e vivo por você. — eu sou sincero e não me importo se toda a sua alcateia está vendo a cena- Se eu te pedir em casamento, agora, você me diz "sim"?

Sam chega a se engasgar com ar.

— Não venha me pedir em casamento achando que vai resolver alguma coisa.

— Mas resolveria...

Ela olha para mim e morde o lábio. Ela bufa e olha para a sala.

— E o que vocês estão fazendo ai?! Todo mundo para o quarto da Tori e isso é uma ordem!- ela ordena para eles.

Praticamente a matilha toda se levanta e corre para o corredor. Dice chega a tropeçar no caminho. Escutamos a porta do quarto bater.

— Você sabe que eles vão continuar ouvindo. — eu menciono.

— Mas não vão olhar. — ela sobe a mão para o meu rosto e vem me beijar.

Eu não perco tempo e desço a mão para sua cintura. Eu colo meu corpo ao dela. Sam geme contra a minha boca. Eu ando com ela e a empurro na geladeira. Escuto o protesto dos alimentos no interior. Sam desabotoa a minha camisa. Eu coloco a mão por dentro da camiseta dela, pego na sua cintura macia a fazendo suspirar. Minha boca possui a sua. Ela consegue abrir minha camisa. Ela tenta tirar o paletó do smoking. Eu rompo o beijo. Levo o dedo aos lábios pedindo silêncio. Eu pego na mão dela e caminhamos sorrateiramente pelo corredor. Chego ao meu quarto. Tranco a porta. Eu retiro a parte de cima das minhas roupas. Eu parto para cima da Sam e tiro sua camiseta. Ajoelho-me para tirar a sua calça e seus tênis. Eu subo beijos pelas suas pernas, até suas coxas, subo pela sua barriga, seus seios e seu pescoço. Volto para a sua boca e vou nos levando para a cama. Deixo a Sam cair no colchão macio. A imagem dela suspirando por mim me faz retirar os sapatos com pressa. Eu subo em cima da Sam e coloco as pernas dela em volta de mim. Recomeço mais um beijo. Quero tomar cuidado. Sei o quanto fica difícil para ela se vou muito longe. Eu me apoio em uma mão para abrir minha calça. Eu puxo a calça pelo meu quadril. Ela para de me beijar para que eu retire a parte de baixo ficando apenas com minha boxer cinza. Quando estou livre dela, busco pelos lábios da Sam novamente. Estou tão excitado que não resisto em passar minha boxer contra a sua calcinha. Eu aperto cada parte do corpo dela apenas para ouvi-la sussurrar meu nome. Eu introduzo minha língua na sua boca, a procura dos seus lugares favoritos. Eu só quero provocar seus gritos. Mas não estamos a sós. Sam começa a deixar o beijo ir se perdendo. Não! Não quero que ela pare. Sam para de me beijar, eu continuo a me mexer contra ela e mordisco seu pescoço. O cheiro dela é a melhor coisa do mundo para mim.

— Não podemos fazer isso... — ela sussurra ofegante- Eles vão ouvir.

— Não. Por favor, não pare agora... — eu imploro rouco.

— Freddie eu quero muito você, mas não com todo mundo ouvindo. — ela mantém a voz baixa para não chamar a atenção deles.

— Quer que eu os expulse daqui?

— Não. Eles já passaram por tanta coisa, deixe eles serem normais um pouquinho. — Sam segura o meu rosto.

Meus lábios imploram por mais um beijo. Uma ideia surge.

— Sabia que eu posso te fazer ter um orgasmo apenas desse jeito? — volto a me movimentar em cima dela.

Sam abre a boca chocada ao ouvir isso vindo de mim.

— Não se atreva...

Eu beijo na boca dela a empatando de falar. Foco-me em dar prazer para a Sam. Eu pressiono com mais força minha cueca contra sua calcinha. Faço devagar. Ela treme de frio ou de outra coisa. Eu mesmo estou enlouquecendo com o que estou sentindo. O prazer sobe por mim. Continuo no mesmo ritmo, mas preciso parar o beijo para que a Sam respire. Ela geme baixinho e eu tapo sua boca com a minha mão de forma leve, não quero que ninguém escute o que provoco nela. Eu olho para baixo. Presto atenção no que estou fazendo. As mãos dela seguram meu rosto com mais força. Prossigo mais algumas vezes com isso, não é preciso tanto se ela está tão perto. Eu retiro minha mão da sua boca e coloco meus lábios. Ela não aguenta e geme durante o beijo. Nem eu mesmo estou aguentando. Mexo o quadril de forma mais rápida, eu sei a que ponto ela chegou, pois suas pernas fraquejam em volta de mim. Eu mesmo sinto meu corpo querer se partir ao meio.

Quando termino afundo meu rosto no pescoço dela. Sam respira fortemente contra meu ombro e me morde. Sinto minha boxer ficar úmida, assim como a calcinha dela.

— Você conseguiu? — eu sussurro sorrindo- Chegou lá?

— Sim. — ela parece envergonhada. — E você?

— Sim. — cheiro seu pescoço.

— Na próxima eu quero fazer sexo de verdade. — ela admite soltando uma risadinha.

— Na próxima seu batalhão não vai estar por perto. — converso com ela ainda em tom baixo.

— Eu torço por isso. — ela acaricia minhas costas.

— Hum... — murmuro.

Ela fica um tempinho em silêncio. Eu continuo em cima dela. Sam parece querer perguntar alguma coisa, pois está inquieta.

— Você gostou do beijo dela?

Eu sinto a raiva surgir em mim.

— Não tive tempo de pensar nisso e não quero ter que pensar. Ela me beijou para te magoar, para fazer você ficar longe dela.

— Bem... Acho que não funcionou. — ela responde o que me enraivece ainda mais.

Eu saio de cima da Sam e me sento na beirada da cama. Ela se apoia no cotovelo para olhar para mim.

— Sério que deseja falar sobre isso? Por que eu não quero. Foi apenas uma droga de um beijo que não significou nada e eu nem correspondi. — quero que ela entenda.

— Não. Eu não quero falar, achei que quisesse. — Sam se desculpa.

— E o tapa que me deu no rosto? — aliso meu queixo, não doeu de forma física, mas doeu de forma emocional.

— Eu sinto muito por aquilo, você me perdoa? — ela parece muito preocupada.

— Claro que eu te perdoo. Você me mandou ficar longe dela e eu pisei na bola. Não vai... — eu não consigo terminar a frase por que ela se senta na cama e tapa minha boca com a mão.

— Shhhh. — ela murmura- Não diga que não vai acontecer de novo, por que sempre acontece.

— Então eu não direi. Eu não direi nada que você não queira. — eu seguro seu rosto- É bom saber que você me ama...

Ela sorri sem confirmar ou acrescentar alguma coisa.

— Hum...

Eu percebo seu sentimento de amor e sua euforia por eu ter feito algo tão íntimo com ela, mesmo não sendo o que eu queria fazer de verdade.

— Está tudo bem... — eu levanto da cama. Eu vou para a janela. Lembro-me de quando ela pediu que eu a beijasse aqui.

— Eu ainda te amo Benson, não acho que serei capaz de deixar esse sentimento de lado um dia... — ela fala e está me abraçando por trás. Pelo reflexo do vidro vejo meu rosto. Vejo um ponto vermelho em meu pescoço, o lugar onde ela mordeu... E que comece a metamorfose.

Povs Sam:

Ele me balança para que eu acorde, eu xingo.

— Se quiser ir para escola e sair daqui antes da minha mãe chegar, sugiro que acorde agora. — diz Freddie.

— Não quero a primeira coisa, mas quero a segunda. — eu murmuro me levantando.

— Te levo em casa para se arrumar. — ele me da a minha camisa e minha calça. Freddie já está vestido e cheirando a sabonete.

Eu lembro o que fizemos ontem e isso me faz rir.

— Céus. — fico um pouco vermelha.

— O que é? — ele pergunta, me dou conta que está colocando o tênis.

— Nada. — me recuso a admitir.

Ele ri em harmonia com isso.

— Então você não está rindo por causa dos nossos amassos ontem...

— Não. Capaz... — eu desconverso.

— Hum... Sei. — ele termina de colocar os tênis- Vou pegar algo para você comer.

Freddie some do quarto sem me dar a chance de responder, ele parece um pouco constrangido também.

Eu me visto e corro para o banheiro. Tomo um banho, visto a mesma roupa e depois escovo os dentes com a escova do Benson.

Saio do quarto. Caminho pelo corredor. Freddie está na cozinha finalizando um sanduíche para mim. Griffin come bacon sentado em uma cadeira ao lado de Tori, que toma café na mesa enquanto lê um jornal, quem lê jornal hoje em dia? Ela se dá conta da minha presença.

— Bom dia chefe. — ela ironiza por ter que me obedecer ontem.

— Bom dia Tori. — eu vou para perto do Freddie.

— Bom dia senhora. — Griffin também me cumprimenta.

— Eai Griffin, qual é boa? — omito um sorriso por saber que ele deve ter dormido aqui.

— Quando vamos invadir a sede dos caçadores? Eu quero fazer uma missão de verdade para variar. — Tori pergunta e volta os olhos para o jornal.

— Assim que a Shelby conseguir os nomes dos corruptos para nós, então iremos com tudo. — eu respondo.

Freddie me entrega o sanduíche. Ele sorri de lado e eu o beijo rapidamente.

— Por favor, sem demonstrações de afeto em plena sete da manhã. — Tori pede focada na leitura.

— E como foi a sua noite Tori? — eu pergunto debochadamente.

As bochechas dela ficam vermelhas e ela tenta esconder o rosto no jornal.

— Tão boa quanto a sua. — ela murmura e Griffin aplaude rindo.

— Acho melhor nós irmos. — Freddie ri me levando para a porta.

— Se vemos depois gente. — Griffin se despede de nós.

— O que é uma manhã sem provocações? — eu rio com o Freddie enquanto andamos para o elevador.

— Não seria a mesma coisa. – seu sorriso retorna.

Aperto o botão do elevador, as portas se abrem, entramos e o elevador se movimenta. Algo de repente o faz voltar e abrir a porta. Freddie e eu nos olhamos, depois olhamos para frente.

Carly entra no elevador

Eu olho para ela que me fita normalmente

— Eu estava indo na sua casa. — diz ela.

— Mas pelo visto já me encontrou. — eu tento não parecer com raiva.

— Pois é — ela suspira — Freddie eu sinto por ontem, não sei o que deu em mim. — Carly diz olhando para ele. Freddie praticamente está encolhido no canto.

— Eu não te desculpo. — ele fala na cara dela.

— Que seja. — Carly rola os olhos- Sam, você vai me perdoar?

Eu pisco atônita para ela.

— Eu... É... — gaguejo sem saber o que responder.

Olho para o rosto da minha melhor amiga, aquela que sempre esteve presente comigo e agora está se tornando outra pessoa, mas eu noto o arrependimento em seu rosto. Carly perdeu o controle, ela está aqui agora e a qualquer momento quem vai estar é o espírito da Hexenbiest. É melhor eu agarrar a oportunidade enquanto tenho chance.

— Eu perdoo você, mas você tem que ir encontrar a Wendy comigo. Vamos tirar essa coisa de você. — eu lhe aviso.

— Tudo bem. — Carly concorda.

— Mudança de planos, vamos para a casa da Wendy. — eu informo ao Freddie.

Ele apenas me dá um aceno de cabeça olhando para qualquer lugar menos para a Carly.

— Acho que nunca te perdoei por ter me machucado naquele dia, então é justo você não me perdoar por eu ter te beijado. — Carly murmura.

— Nossa que legal, agora igualamos o placar. — diz Freddie- Aquilo foi um acidente.

— E aquela ontem não era eu. — ela se vira para o Freddie- Você não sabe como é lutar contra você mesma.

— Sim eu sei!- Freddie se aproxima da Carly- Ontem eu tive que lutar contra a minha natureza para não ter sugado até última gota do seu sangue!

Carly não parece ofendida.

— Teria sido melhor se tivesse feito isso.

— Não sabe o quanto eu gostaria de fazer isso agora. — a voz dele muda totalmente, eu nunca o vi falar dessa maneira. As veias em volta de seus olhos se expandem, o castanho se torna preto. O olhar dele é de um predador focado em sua presa.

— Freddie, calma. — eu seguro o peito dele, Freddie treme o que é estranho. As presas somem e seu olhar volta ao normal.

— Eu sei que nunca mais vai ser a mesma coisa entre nós. — Carly não tenha vergonha de deixar uma lágrima cair- Mesmo assim eu peço perdão a você.

As portas do elevador se abrem. Freddie sai por elas me deixando sozinha com a Carly. Eu acho que ele quer que eu escolha. Não posso abandonar a Carly, então eu a escolho. Carly enxuga o rosto, mas volta a chorar de novo. Que droga eu fiz ao pedir que se tornasse uma Hexenbiest? Preciso acabar com isso.

Eu pago o taxista quando ele estaciona em frente à casa da Wendy. Eu ando pelo caminho de pedrinhas. Vou para a porta dela. Bato duas vezes. Ninguém vem atender, normalmente a mãe dela sempre vem me receber ou Wendy deveria vir abrir se ela vai à escola hoje. Eu bato novamente. Silêncio total.

— Vamos entrar. — eu digo rodando a maçaneta.

A porta se abre. Eu caminho pela pequena casa até o quarto da Wendy no andar de cima. Eu vou entrando sem bater. Arrependo-me. Ela está dormindo e Brad tem os braços em volta dela. Tori não foi a única a dormir com alguém. Apoio-me no pé esquerdo, agora que já estou aqui não vou voltar.

— Quer que eu pegue uma panela? — Carly pergunta para quebrar o clima.

Eu rio de sua piada.

— Wendy!- eu chamo berrando- Acorda! — eu bato palmas na porta.

Ela se acorda meio confusa e Brad cobre o rosto com o travesseiro. Wendy se senta na cama segurando o lençol contra o corpo.

— Que invasão é essa? — ela tenta arrumar os cabelos ruivos, sua franja está toda arrepiada.

— Precisamos da sua ajuda. — Carly responde.

— E quando não precisam? — Wendy resmunga pegando as roupas dela do chão com seus poderes. Carly lança a calça para a Wendy também utilizando magia- Obrigada Carly. — Wendy agradece- Podem sair para eu me trocar?

— Te esperamos lá em baixo, tem comida? — eu pergunto já dando às costas.

— Tem. — responde Wendy do quarto.

— Você não comeu um sanduíche no caminho para cá? — Carly me pergunta.

— Isso é irrelevante. – respondo.

Descemos as escadas e vamos para a cozinha. Eu abro a geladeira. Pego uma jarra de suco de laranja. Procuro um copo. Carly pega dois copos abrindo o armário fazendo uma exibição de seus poderes novamente. Eu sirvo suco para nós e nos sentamos à mesa. Carly está um pouco inquieta, creio que tem algo haver com ter visto Brad e Wendy daquele jeito.

— Olha... Eu não sei se você já superou esse lance com o Brad... Bem, a gente nunca mais falou sobre isso. — eu tento puxar assunto.

— Eu estou bem, só é estranho pra mim ainda. — ela olha para o copo de suco.

Lembro-me dela com o Nevel ontem à noite.

— O espírito não é muito seletivo na hora de escolher alguém, para ter feito você beijar o Nevel...

— Não. — Carly me olha- Não foi o espírito. Aquela era eu mesma, eu quis beijar ele.

Tento não demonstrar espanto, mas falho.

— Uou... Meu Deus...

— Todo mundo tem um namoradinho ou uma namoradinha e eu aqui sobrando.

— O Gibby está solteiro. — não consigo segurar.

— Shippo. — diz Wendy entrando na cozinha.

Carly fica vermelha com a ideia, mas é como se tivesse lembrado de alguma coisa. E é algo tão intenso, que ela chega a se mexer relembrando.

— Ele é bonitinho, mas... Só conversamos por mensagem.

— Então ele é uma opção? — pergunta Wendy se servindo de suco.

— Não enquanto ele amar a Sam. — relembra Carly.

— Oh, tem isso. — Wendy se senta em uma cadeira- Inacreditável que os garotos amam a Sam por algum motivo.

— Não amam não. — eu empurro o braço dela.

— Amam sim, me deixa começar... Brad tinha uma quedinha por você, ele me contou, mas sabia que a Carly gostava dele. — Wendy começa as revelações- Griffin arrastava uma asa para você, agora ele é da Tori. Spencer se importava demais com você, Shelby tomou as rédeas no momento. — meu queixo cai aberto, até Carly leva a mão à boca sem crer- Dice tadinho, se fosse mais velho já teria aproveitado. E tem o Gibby... Que belo amasso vocês deram no quarto, foi engraçado descobrir os pensamentos da matilha através da mente do Brad. — Wendy toma o suco como se não tivesse contado nada de importante, o poder dela de resumo pelo visto se expandiu para algo a mais.

— Que amasso com o Gibby? — Carly não sabe da história.

Eu permaneço calada com vergonha.

— Hein... — Wendy faz um sinal para a Carly esperar, ela corre na geladeira, pega um bolo de chocolate, coloca na mesa, pega uns pratos no armário, três garfos, uma faca e retorna para a mesa- Logo após o Freddie desligar a humanidade, a Sam foi à casa do Gibby e eles quase... — Wendy não precisa terminar para Carly entender.

— Berro. — sussurra Carly.

Wendy coloca um pedaço de bolo em cada prato, nos dar um garfo e se senta para comer.

— Também fiquei surpresa. — Wendy murmura com bolo na boca.

— O que mais? — Carly também come o bolo.

— Acho que nada, o Gibby é louco por ela. — responde Wendy.

— Isso é constrangedor. — eu olho para o bolo, meu apetite se foi.

— Somos suas amigas, qual é. — Carly fala.

Wendy toma um pouco de suco.

— Me passa o resumo de ontem. — ela pega na minha mão, não dá tempo de eu empatar. Wendy cospe o suco todo na mesa- ELE FEZ ISSO SÓ DE ROUPA ÍNTIMA COM VOCÊ?!

— Wendy não! — eu imploro não querendo que ela fale.

— O que? O que ele fez com ela?! — Carly pergunta achando que o Freddie me machucou ou coisa do gênero.

— Calma, me deixa respirar — Wendy se levanta.

Eu afundo minha cara na mesa onde não está molhado de suco, escuto os passos da Wendy, ela retorna com um pano, pois eu ouço o barulho da mesa sendo limpa.

— Ele fez o que com ela? — Carly fica curiosa.

— Como eu posso dizer, sem ser vulgar... Ele a fez chegar lá... — Wendy se mata de rir.

Carly tenta entender e quando capta começa a rir também.

— Ai meu Deus... Na próxima vez se lembra de tirar a roupa Sam. — Carly diz entre os risos.

— Espera. — Wendy se senta após jogar o pano na pia- Você beijou o Freddie ontem?

Carly para de rir.

— Não foi exatamente eu... — ela limpa a garganta.

Wendy estreita os olhos, ela pega na mão da Carly e solta.

— Como pôde fazer isso?! Ela é sua melhor amiga!

— Não foi culpa minha!- Carly grita de volta.

— Não mente para mim! Não teve nada de espírito de Hexenbiest, você o beijou por que quis!

— Foi a única forma de fazer a Sam se distanciar de mim! Mas eu me arrependo muito!

— Bata na sua cara antes que bata! — Wendy se levanta e voa em cima da Carly.

Notas finais
BOOM! O Acassio foi bem na cena quente? Respondam que ele está preocupadíssimo em relação a isso... Estão putos né? Vou desaparecer antes que me sequestrem! Comentem ai e nos vemos no Sábado dia de perguntas! Beijos... See you soon guys! Very soon...