42 - Violet Hill

32 Estrela da Manhã


Notas iniciais
BOM DIA HUMANOS! É HOJE QUE O PAU COME SOLTO! SE PREPAREM PROS TIROS! TEM FREDDIE PASSANDO O RODO, CARLY POSSUÍDA, SAM E GIBBY SE PEGANDO, E O ENCONTRO DO POP! VAI SER O CAPÍTULO MAIS POLÊMICO SIM OU CLARO? NÃO ME RESPONSABILIZO POR NADA AQUI ESCRITO, POBRES OLHINHOS DE VOCÊS! APROVEITEM:

Parte 32: Eu sinto sua falta mais do que te amei

Povs Freddie:

Dia 2 de Julho (domingo)

— É o seguinte... — anuncia Wendy entrando no meu quarto através de um portal — Carly está passando dos limites, você acredita que ela foi até o Gatlin durante as últimas semanas?

Estou apenas de shorts jogando videogame.

— Estou tão preocupado. — uso minha velha ironia.

— Ela transou com ele. — Wendy especifica.

— Grandes coisas. — volto o meu olhar para o jogo.

— Eu acho que ela está possuída e você precisa me ajudar a descobrir isso. — Wendy se senta na cama, próxima de mim.

— E o que sugere? — eu aperto R1 com força dando um head shoot.

— Sinais de uma possessão são fáceis de ver. — ela pausa o jogo e eu rosno para ela — Alterações físicas e emocionais, a capacidade de falar em línguas diferentes, cheiro estranho, voz distorcida. — ela cita os sintomas.

Eu permaneço sem me alterar.

— Ainda não respondeu o que você quer que eu faça.

— Procure um desses sintomas nela ou vários... E também veja se ela tem alguma marca na pele parecida com coceira, pode significar alguma coisa.

— Ok. — retorno a jogar.

— Vai falar com a Sam amanhã na formatura? — ela pergunta como quem não quer nada.

— Acho que sim.

— Uau... — Wendy ri de algo.

— Perdi alguma coisa? — eu mesmo pauso o jogo e a encaro.

— Estou imaginando como vai ser o reencontro de vocês dois, ambos com a humanidade desligada, vendo quem conta mais mentiras para ofender o outro... — Wendy continua entre os risos — Preciso filmar esse momento épico.

— Wendy as coisas estavam calmas, mas agora você está começando a me irritar. — eu reclamo com ela.

— Ui, calma ai. Como você pode ficar irritado se não sente nada?

— Não é questão de sentir alguma coisa é questão de você estar falando coisas sem sentido.

— Sem sentido? Ah claro, por que quando você ver a Sam não vai perder tempo ofendendo ela, vai logo leva-la para um canto afastado com a intenção de dar uns amasso. — ela diz sem filtro e eu me levanto da cama — O que é? Ninguém resiste a Sam e você sabe disso.

— Chega desse assunto. — eu aponto o dedo na cara dela.

Wendy se levanta e dá um tapa na minha mão.

— Vá logo resolver o problema da Carly, estou esperando aqui.

— Está me dando ordens? — eu me aproximo dela.

Wendy perde um pouco o controle da respiração. Ela está nervosa. Eu tenho efeito nela.

— Es-estou. — ela gagueja tentando recuar, mas a cama não a deixa ir para trás.

— Por que eu nunca tive uma quedinha por você? — eu pergunto respirando contra o rosto dela, meu dom se inicia em níveis altos, Wendy não se dará conta.

— Não seja ridículo. — murmura ela ficando corada.

— Hum... Tá. — eu agarro sua cintura e beijo sua boca antes que ela tenha tempo de notar meu controle nela.

Wendy devolve o beijo. Minha língua dança com a sua. Ela segura meu rosto. Eu coloco as mãos na sua bunda onde aperto. Pressiono o cós do meu shorts contra a saia dela. Wendy está começando a recuar. Oh, droga, estava tão legal. Uma luz roxa me derruba no chão e eu bato a cabeça no piso.

— VAI SE FERRAR FREDDIE! — ela me chuta com raiva — Nunca mais use seu dom em mim! Vou contar pro Brad e ele vai te matar!

— Vai dizer que não gostou? — pergunto e dessa vez eu a jogo na cama, acabo ficando em cima dela.

— Me solta! — Wendy rosna com raiva.

— Se você ficar calma eu te solto... — eu a mantenho presa em baixo de mim.

— Você é um monstro com a humanidade desligada, o Gibby não devia ter permitido tal coisa. — ela para de tentar se soltar.

— Não. Eu sou divertido... — roubo um selinho dela.

Ela grita com ódio e eu começo a rir.

— Freddie me solta. — ela pede novamente, mas de forma calma dessa vez.

— Não... Eu vou me divertir um pouco e se você tentar me matar, eu vou grudar a boca no seu pescoço e beber todo o seu sangue. — eu beijo seu pescoço e mordo com cuidado, minha garganta parece uma fornalha.

— Por favor, não faz isso comigo. — ela implora e eu vejo qual é o problema aqui.

— Pelo amor de Deus, Wendy. — eu rio e subo beijos pelo seu rosto — Eu não vou te violentar, não sou nenhum psicopata.

— Mas já passou dos limites apenas fazendo isso.

— Não exagera. — eu beijo ela na boca de novo, usando o dom a meu favor.

Wendy não é mais forte que meus poderes. Eu sou muito bom no que faço. Tenho séculos de prática e sei exatamente como mexer nas emoções das pessoas e no momento estou fazendo Wendy ficar louca por mim. Eu movimento meu quadril em cima dela. Wendy se mexe de volta. Era tudo o que queria. Mantenho a perna entre seus joelhos. Seguro seus pulsos só por precaução enquanto beijo sua boca com fervor. Ela está tentando fugir do efeito em que a coloquei, mas nem seus poderes de Hexenbiest são páreos para um vampiro como eu. Meu shorts é fino, então o volume nele fica bem visível e a Wendy está de saia, a coisa não podia ficar mais excitante.

— Freddie, saia de cima da Wendy. — Tori diz na porta do quarto.

Eu paro de beijar a Wendy.

— Não se meta Tori. — eu a aviso como uma ameaça.

— Não me obrigue a te matar. — Tori se aproxima.

Eu saio de cima da Wendy e quebro o efeito do meu dom.

Wendy grunhe e me lança do outro lado do quarto contra a porta do banheiro. Eu caio, mas com agilidade me levanto.

— Não foi tão ruim assim. — eu murmuro rindo.

— Você vai me pagar por isso. — Wendy arruma a saia, mas não tem muito que fazer com os lábios inchados e as marcas de chupões no pescoço.

— Eu vou? — eu pergunto rindo da cara dela.

— Eu te odeio. – ela fala sincera – Odeio essa coisa na qual você se transformou... Idiota... – Wendy vai para a porta — Só faça o que eu te pedi a respeito da Carly. – ela sai do meu quarto bufando.

Eu volto para perto da Tori que me olha com raiva e nojo. Ela ergue a mão e me dá um soco no rosto. Meu maxilar quase se desloca. Meu corpo queima. Parece que alguém ateou fogo em mim. Eu começo a tremer e a rosnar. Não sinto raiva, mas algo muito forte quer sair do meu corpo, como eu estou desligado a coisa não consegue me dominar.

— Papai teria vergonha de você. — Tori diz algo que antigamente me ofenderia, hoje nem tanto.

— Foram só uns beijos, até parece que forcei a garota a fazer sexo comigo. — eu me deito na minha cama.

— Aquilo foi terrível Freddie, mais um pouco e você teria feito algo imperdoável, não bastou o que fez com a Carly no forro do banheiro? — Tori relembra uma história da qual quando estou com a humanidade ligada eu tento fugir.

Eu caminho para a minha cômoda.

— Eu tenho um péssimo histórico. — eu reclamo comigo mesmo.

— Não devia ter desligado, daríamos um jeito.

— Será que eu não mereço uma folga? — eu abro a graveta procurando uma calça jeans — Já foi bem chato eu ser a Âncora e ter que suportar isso, agora queria que eu suportasse a visão da garota que eu amava com outra pessoa? Por que só eu tenho que sofrer aqui? A Sam com a humanidade desligada não é um problema, mas quando o Freddie decide se desligar ele é um monstro sádico. — eu falo de mim mesmo na terceira pessoa.

— Creio eu, que a Sam não tentou estuprar ninguém. — diz Tori subindo a voz.

— Pela milésima vez... — eu encaro minha meia-irmã — Eu não ia estuprar a Wendy, foi só uns amasso, meu Deus.

— Ela é comprometida.

— E daí? — eu coloco uma camisa listrada vermelha.

— Daí que o Brad não vai deixar isso assim.

— Que ele venha falar comigo então. — eu fecho a gaveta e abro outra.

— Ninguém vai ficar do seu lado.

— Eu não me lembro de ter pedido ajuda. — encontro uma calça jeans — Agora sai para eu me trocar.

Tori rola os olhos, exasperada e sai do meu quarto. Eu retiro meu shorts e coloco uma calça jeans comum. Pego um par de tênis, os coloco sem muita pressa e faço meu caminho para o 8-C.

Entro no apartamento da Carly. Ela está sentada no sofá e seus olhos brilham ao me ver. Até parece que não fodeu com o Gatlin... Ah, espera, com que cara ela não transou ainda? Claro, ela ainda não dormiu comigo.

— Não pensei que viria aqui nesse estado. — ele comenta se levantando e desliga a TV.

— Só passando para ver como você está.

— Mas você não se importa.

— Na verdade eu me importo, desligar a humanidade é uma coisa complexa demais para se explicar. — eu fico em frente a ela, estreito meus olhos a procura do que a Wendy falou.

— Sei...

— Carly, eu acho que você está possuída. — vou direto ao assunto.

— Hein? — ela recua.

— É sério. As coisas que você disse, as coisas que você fez... Tem muito mais do que o espírito de uma Hexenbiest envolvido nessa história.

— Eu não estou possuída e se eu estivesse, eu saberia disso. — ela argumenta comigo.

— Não, você não iria saber.

— Não tenho tempo para isso. — ela coça a parte de trás do pescoço.

— Como explica a vontade de fumar, os hábitos estranhos e tudo mais? — eu coloco minhas mãos no quadril dela.

— Uma nova fase. — ela não perde o momento e me beija. Eu sinto cheiro de cigarro, mas muito, além disso, noto o cheiro de enxofre... E alguma coisa imunda.

— O Spencer saiu? — eu pergunto percebendo o apartamento silencioso.

— Sim, por quê?

— Porque eu quero te levar pro seu quarto. — eu minto para a Carly. Não mesmo. Eu não quero fazer nada com ela, eu quero na verdade descobrir o que está possuindo ela.

— Me leva. — ela deseja isso.

— Primeiro me conta sobre você e o Gatlin.

Carly ao escutar isso tenta se soltar de mim, mas eu a prendo com força.

— Eu precisei ok? Eu descobri coisas.

Eu rio sarcasticamente.

— Não descobriu nada, apenas escondemos as coisas de você, o que você acha que descobriu, ham? Você não sabe de nada.

— Mas ele disse que...

— Nossa, mas o demônio que te possuiu é burro né.

— Eu não estou com nada dentro de mim! — ela grita sem motivo algum.

— Não está? — eu a viro de costas e a prendo contra a bancada da cozinha onde fica o computador. Retiro seu cabelo curto de trás do pescoço. Wendy estava certa. Tem marcas de unhas como se fossem coceiras.

Carly movimenta o quadril para trás encontrando o cós da minha calça. Ela se passa contra mim repetida vezes. Eu mantenho meus braços em volta dela.

— Freddie... — a voz ainda parece ser a dela.

— O que você quer, Carly? — eu pergunto devolvendo seus movimentos, francamente eu tenho que me aliviar um pouco.

— Quero que você me foda desse jeito. — agora é o demônio falando.

Como eu realmente queria toma-la desse jeito nesse exato momento. Seria perfeito e eu ainda ficaria livre de ser a Âncora, mas eu não estou afim de transar com o demônio. Essa não é a Carly.

— Quem é você? — eu pergunto prendendo as mãos dela atrás das costas.

— Eu sou Estrela da Manhã e todos os seus amigos, inclusive você irão morrer. — ela responde com uma voz grossa e distorcida.

Eu a solto. Carly se vira para mim. Seus olhos estão verdes, mas não é por causa do espírito de Hexenbiest, é por causa do que está dentro dela.

— Era só do que eu precisava. — eu corro antes que ela me machuque.

Eu retorno para o apartamento. Corro para o antigo quarto da Tori, onde Wendy permaneceu com ela.

— Olha quem voltou, o monstro. — Wendy murmura.

— Ela está realmente possuída. — eu lhe aviso de antemão.

— Agora precisamos saber o nome do demônio, se soubermos teremos poder sobre ele. — diz Wendy.

— Eu já me adiantei... Parece que o próprio Lúcifer entrou nela. — respondo sem dar bola.

— O que? — Wendy treme de medo e Tori recua assustada — Como isso é possível?

— Onde o espírito de Hexenbiest entrou na Carly? Em Violet Hill? — eu faço perguntas retóricas — O mesmo lugar onde o guerreiro que estava possuído foi exorcizado? Exatamente. Parabéns para você e sua trupe de idiotas.

— Eu nunca imaginaria que o guerreiro que estava possuído foi morto em Violet Hill. — ela não parecia possuir conhecimento disso.

— E como você não previu isso?

— Eu não prevejo tudo, não é tão simples.

— Então peça devolução. — refiro-me aos seus poderes de Hexenbiest — Por que você veio com defeito de fábrica.

— Cala a boca Freddie. — Tori pede brava novamente.

— Olha já fiz a minha parte, eu estou indo, amanhã tenho uma formatura para ir... Ou melhor, nós temos. — eu me despeço e retorno para o meu quarto.

Fiquei jogando videogame durante horas. Em seguida assisti alguns filmes. A energia toda no prédio foi na minha TV. Eu levanto da cama e me sinto meio dolorido. Meus olhos ardem um pouco. Eu vou para o espelho do meu quarto e tiro minha camisa. A bala – do tiro que levei mês passado ao matar todo o exército dos Reais – continua alojada na minha barriga, me causa um pouco de dor às vezes, mas não consigo tirar sozinho. Desligar a humanidade não empata que eu sinta dor e eu não estou disposto a ficar gritando durante alguns minutos, por que se ela se estilhaçou vai ser pior ainda. De repente eu deveria pedir para minha mãe dar uma olhada, mas é muito empenho fazer qualquer coisa.

Eu vou à cozinha. Minha mãe está limpando a bancada. É mais de uma hora da tarde.

— Tori esteve aqui ontem, veio conversar comigo, fiquei feliz de tê-la em casa de novo mesmo que só por algumas horas. — ela começa a tagarelar.

— Nossa, que legal. — eu reviro meus olhos e lembro que a Sam fazia isso. Começo a pensar nela por algum motivo.

— Tenho que dar uma passada no hospital, em seguida irei te ver na formatura e então voltarei para o hospital de novo. — minha mãe me diz.

— Sabe que não precisa ir.

— Eu não estou indo apenas por você, também tenho que ver Tori e Trina.

— Quer dizer que se não fosse elas, você não iria? — quero pega-la em contradição.

— De onde você tira essas coisas, filho? Eu iria sim por você, mesmo que esteja agindo dessa forma. Pergunto-me onde foi que eu errei na sua criação, em mais de um século e eu nunca entendi você. — ela vem para perto de mim.

— A culpa não é sua, não esquenta com isso. — eu olho para o rosto da minha mãe.

— Bem, se vemos na sua formatura então. — ela arrisca beijar minha testa — Eu te amo querido.

— Claro, claro. — eu uso a expressão da Sam. Essa loira perfeita está na minha cabeça de novo.

Minha mãe sai do apartamento me deixando sozinho. Eu volto para o meu quarto e me deito na cama. A imagem da Sam nua invade meus pensamentos. Realmente ela é perfeita, não tem um defeito em seu corpo. Eu me viro de bruços querendo espantar a imagem dela em meus braços diversas vezes, não demora muito para eu me excitar. Não. Não era para eu estar desse jeito. Foi só pensar nela que eu fiquei duro. Porra. O que eu faço? Eu nunca... Ok, eu já me masturbei algumas vezes, que cara nunca fez isso? Mas fazer isso pensando nela? Pensando na Sam? Ah, foda-se eu desço a mão para o meu shorts.

Eu vou para o banheiro tomar um banho quando eu termino. Eu ficaria frustrado. A Sam mexe comigo assim do nada. A garota nem está por aqui e olha o que ela me fez fazer. Eu devia aproveitar a formatura para transar com ela, antes que o Gibby tenha a chance de ligar a humanidade dela. Sim... Eu consigo seduzir ela por que pensamos do mesmo jeito. A tensão sexual é muito maior quando somos do mundo sobrenatural então eu sei que ela não vai se aguentar comigo.

Termino o banho e enrolo uma toalha na cintura. Eu preciso fazer a barba. Deslizo o barbeador pelo meu rosto. Em um descuido eu me corto e começa a sangrar. Isso nunca aconteceu. A ferida some em instantes. Eu jogo água no meu rosto e termino de me barbear. Eu estava tão concentrado que não vejo a Carly entrando no meu banheiro usando apenas um roupão e com uma toalha em uma mão, na outra ela segura uma cestinha cheia de coisas para o corpo e para o cabelo.

— Que visão perfeita... — ela murmura me olhando de cima a baixo.

— Posso ajudar? — eu pergunto olhando para ela.

— Eu tive um problema no meu banheiro, então vou precisar tomar banho aqui na sua linda banheira, não tem problema né? — ela me pergunta já colocando a cestinha perto da banheira que ainda está cheia de água do meu banho.

— Não me importo. Fique à vontade. — volto a me olhar no espelho, pelo reflexo vejo a Carly tirar o roupão. Ela faz isso me olhando pelo espelho. Eu engulo em seco ao vê-la caminhando em minha direção. Ótimo. Não bastou eu ter me masturbado pensando na Sam, agora a Carly vem pra cima de mim sem roupa.

— Você quer me fazer companhia? — ela pergunta alisando minhas costas e plantando um beijo suave nos meus ombros. Se eu pudesse eu sentiria medo. É a Carly falando ou o que a possui?

— Não. — eu respondo me virando e agarro ela pela sua cintura. Eu a aperto contra mim. Seus seios tocam meu peito frio — Já tomei banho.

— Toma de novo. — ela entrelaça meu pescoço.

Eu mordo o lábio pensando em aceitar a oferta, mas eu me prezo demais. Vou apenas beija-la um pouco, quem sabe eu consiga deixa-la calma, ai eu corro daqui antes que o demônio volte.

Eu junto nossos lábios. Aliso seu corpo para fazê-la suspirar. Ela treme se excitando. Eu estou apenas de toalha e ela como veio ao mundo. Eu estou adorando o contato físico que eu estou tendo com ela. Eu brinco com a língua dela. Carly puxa meu cabelo molhado. Ela passa seus seios contra mim, mas eu desfaço o beijo por que ela foi longe demais. Nem excitado eu fiquei. Não da pra se excitar com a própria serpente em seus braços.

Ela mesma se distancia e vira de costas. É quando eu vejo. Carly tem cicatrizes. São cinco linhas grossas que vão de seu ombro direito até sua nádega esquerda.

— O que foi isso nas suas costas, Carly? — eu pergunto quando ela entra na banheira.

— Ah, eu não sei. — ela diz passando sabão pelo corpo para me provocar — Acho que foi um urso... É estranho quando alguém te conta uma história da qual você não lembra e tem que acreditar para que algo faça sentido. É engraçado não se lembrar de algo terrível.

Eu penso nisso. Não foi um urso. Foi a Sam. Bem que eu fiquei sabendo que a Carly deixou a Sam puta e então a loira se estressou. Sam não teve controle, se transformou e feriu a Carly. Deve ser por isso que ela se culpava tanto.

Carly percebe que meu olhar continua nela, então ela desce as mãos para suas próprias coxas.

— Acho que vou me arrumar. — eu murmuro e saio do banheiro.

Eu visto uma camisa social azul, um terno preto e uma gravata azul listrada. Minhas calças são perfeitas para serem tiradas, caso eu consiga o que eu quero. Realmente preciso possuir a Sam hoje, nem que seja a última coisa que eu faça.

Povs Sammy:

Dia 3 de Julho (Segunda)

A casa em que eu morava permaneceu sendo arrumada. Pelo cheiro parecia que ninguém tinha vindo aqui recentemente, mas provavelmente tentaram mantê-la limpa. Minhas roupas permaneceram na cômoda e no guarda-roupa. Na verdade eu não sei dizer se ainda são minhas roupas.

Eu olho para tudo com desdém. Decidi ficar aqui desde que eu cheguei em vez de permanecer no Place Of Towers. Olhei diversas vezes meu reflexo no espelho do quarto. Me aproximei para ver as mudanças em minha face. Minhas bochechas mudaram um pouco, meu nariz, até mesmo minha boca. Mas que porra... Envelhecer não devia ser uma opção para mim. Eu deveria me transformar em loba, mas Gibby iria saber... Dois alfas no mesmo lugar são como um convite para briga. Ah é... Não somos exatamente alfas. Ele é o Gama eu sou a Ômega. Poderes diferentes, mas no final é tudo a mesma merda, vamos ter que nos curvar diante de um qualquer por ai.

Eu limpei a casa inteira. Eu sempre dou um pulo no mercado para abastecer os armários e a dispensa. Provavelmente qualquer lugar é melhor do que ficar com o Gatlin naquela mansão.

Hoje é a formatura. Serei obrigada a subir em um palco, pegar um diploma e descer.

Em parte eu gostaria de ficar aqui em Seattle, por que Viena se tornou tediosa demais. Estou cansada de exercer uma função na qual eu não encontro sentido. Quero viver a minha vida e minhas vontades, que porra eu estou fazendo com a bunda sentada em um trono? A resposta é simples: nada.

Hoje tenho rostos conhecidos para encarar. Será como ser uma estranha no meio deles ou vão vir falar comigo?

Eu ligo para os maquiadores que se encontram no Place Of Towers, eles vêm até a minha casa e fazem um milagre no meu rosto. Eu escolho um vestido preto que não passa do joelho. Escolho saltos azuis escuros. O batom selecionado para a minha boca foi roxo. Eu estou realmente perfeita.

Eu penso em ir até um lugar antes de ir à formatura. Preciso pelo menos de uma pessoa para conversar.

Vou de táxi até a casa do Gibby por que estava com preguiça de ir andando. Eu caminho pelo gramado e bato em sua porta. Ele me recebe e rapidamente me beija. Eu permaneço de olhos abertos durante o beijo.

— Vai borrar minha maquiagem. — eu uso isso de desculpa e seguimos para o seu quarto — Já se formou? — eu pergunto me sentando na cama.

— Semana passada. — ele responde eufórico com o beijo na porta — Você está linda.

— Eu sei. — eu pego em sua mão por nada.

— Sam... — ele quer pedir alguma coisa — Você devia ficar aqui, voltar para seus amigos e voltar para mim. Você disse que voltaria um dia, que voltaria por mim.

— Isso foi antes de eu me desligar e minha vinda aqui não foi nem um pouco planejada pela minha pessoa, por que por mim eu não teria vindo.

— Mas então por que não se liga novamente? Não há nada no mundo para você, nada que o mundo possa te oferecer. Por favor, Sam, volta para mim. — ele solta a minha mão e pega meu rosto — Eu preciso de você Sam, eu não tenho ninguém. Não mais após a morte da minha mãe.

— Sua mãe morreu? — eu pergunto e meu coração dá uma guinada estranha.

— Carly a matou. — ele responde e seus olhos se enchem de lágrimas — Eu nunca me senti tão só e agora que está aqui não posso permitir que parta.

Eu não sinto pena dele, mas não vou deixa-lo sem nenhuma palavra de conforto, estamos lidando com a morte de alguém aqui.

— Ela te amava é isso que importa. — eu beijo ele com pressa — E eu também te amo, ou pelo menos amava, só que não posso me ligar Gibby, mas talvez você consiga fazer isso.

— Eu vou conseguir Sam. — ele faz nós nos beijarmos de novo.

— Eu vou ligar a humanidade por você, mas me dê um bom motivo para isso. — eu digo só por dizer — Você tem por volta de uma semana, boa sorte.

— Vou conseguir em menos do que isso. — ele me promete.

— Então... Vá me buscar depois da formatura. – eu retiro meus saltos para aliviar meus pés.

— Não posso, se eu ver a Carly...

— Entre pela entrada dos fundos, estarei te esperando nos armários.

— Estarei lá. — Gibby me abraça.

Eu cheiro o pescoço dele. Por ele ser quente eu me acendo. Não era minha intenção ficar abraçada assim com ele. Meu corpo me manda um alerta. Estou ficando quente, mas não é de raiva. Gibby está dando beijos calmos no meu pescoço, que fazem meu corpo querer exatamente a mesma coisa que ele.

— Que se foda a maquiagem. — eu giro na cama e fico com minhas pernas a sua volta.

Gibby puxa meu vestido pela minha cabeça com rapidez. Ele se senta retirando a camisa dele. Eu beijo seus lábios a procura de algum alívio rápido. Ele desce e sobe as mãos pelas minhas costas. Ele encontra o meu sutiã e o abre. Eu admito que ele foi mais rápido do que eu pensava. Gibby me ajuda a tirar meu sutiã. Ele rompe o contato com meus lábios e vai para os meus seios. Não era o que eu esperava. É muito mais intenso e eu nem sabia que ele tinha experiência. Eu jogo a cabeça para trás. A boca dele trabalha no meu seio esquerdo. Eu me permito gemer um pouco. Ele vai para a minha garganta onde me beija devagar. Ele inverte a posição me deixando por baixo. A boca dele vem de encontro a minha, enquanto eu tento abrir sua calça. Ele segura minhas mãos.

— Sam, você precisa ligar agora. — ele sussurra e agora entendo o porquê disso tudo.

Eu rosno e empurro seu peito. Ele sai de cima de mim.

— E eu pensando que estava fazendo isso por que queria... Cara, você estragou tudo. — eu saio da cama e coloco meu sutiã.

— Por favor, não vai. — ele tenta me segurar, mas eu coloco meu vestido rapidamente e pego meus saltos no chão.

— Qualquer outro daria tudo para estar no seu lugar e você me faz isso. — eu na verdade não estou ligando, mas não gostei de ter sido excitada a toa. Meus seios ainda estão úmidos dos seus lábios.

— Ainda posso te buscar na formatura? — ele pergunta quando eu chego à porta da sala da casa dele.

— Claro, claro... — olho para o fusca na garagem — E aproveita e me dá uma carona agora.

— Eu irei. — ele volta para o quarto para pegar uma camiseta.

Eu vou me sentar no lugar marcado com meu nome. Como é por sobrenome irei me sentar ao lado do Brad. Ele não fica surpreso ao me ver, nem bravo e arriscou até mesmo puxar assunto. De repente estávamos envolvidos em uma conversa sobre os últimos acontecimentos. Ao longe notei os olhares dos meus antigos amigos, em nós. A fileira composta de sobrenomes com “B” é a segunda no gramado. Freddie permanece de costas. Ele não fez questão de se virar para me olhar. Foda-se.

Os diretores sobem para recitar discursos idiotas, dos quais eu não me importo. Aguardo os outros discursos. Finalmente começam a chamar o nome dos estudantes.

Chega a vez do Freddie. Ele vai elegantemente pegar seu diploma. Ele é o único que não fica ridículo na beca de formatura laranja. Vejo algumas meninas suspirarem por ele. Freddie parece não se importar com nada em volta dele, isso é um tanto familiar... Várias meninas o aplaudem de pé, não me virei para olhar na fileira do "S" se Carly foi uma delas e seja lá o que aconteceu com a Wendy – que estava na fileira "D" – parecia soltar fogo pelas narinas e Brad ficou totalmente puto ao meu lado. Eu permaneci sentada. Os nomes se seguem. Vejo os rostos conhecidos. Brad foi primeiro do que eu. Quando por fim foi minha vez, eu caminhei em um desfile perfeito até o palco. Escutei alguns assobios. Peguei meu diploma e acenei após apertar a mãos dos responsáveis. Virei-me e vi meus antigos amigos me aplaudirem de pé. Quando desci do palco, arrisquei encarar o vampiro moreno e pisquei sedutoramente para ele. Freddie me seguiu com o olhar, até se virou na cadeira para prosseguir me olhando. Ele deu um sorriso safado demais para um lugar público. Senti meu corpo se contorcer. Caralho! Ele conseguiu me deixar molhada apenas me olhando. Eu volto para o meu lugar quase tendo um infarto. Chego a cruzar as pernas. Arrisco mais uma olhada, mas ele não está mais virado para mim.

Enfim a palhaçada toda se encerra. Viramos a fita para o lado, jogamos o chapéu para cima e dizemos coisas idiotas. Meus planos envolviam ligar para que o Gibby viesse me buscar, mas acho que encontrei uma coisa muito melhor para fazer... Não era minha intenção ficar para o baile, mas agora eu vou. Brad some na multidão e eu dou graças a Deus por isso. Quando vou tirar minha beca, alguém me dá uma encoxada. Seu cheiro agridoce o identifica. Freddie. Eu me viro para ele, o que foi uma péssima ideia. Ele está perfeito em seu terno preto com camisa social azul. Já retirou a beca ridícula.

— Me permita te ajudar. — ele diz puxando a minha beca. Em segundos estou apenas com meu vestido — Uau. — ele olha para o meu corpo inteiro — Meu dia melhorou.

— Sério lindinho? — eu pergunto erguendo as sobrancelhas.

— O que acha de entrarmos na quadra e dançar um pouco? — ele me estende o braço.

— E por que eu faria isso? — pergunto observando seu braço suspenso no ar.

— Porque eu vi a forma que te deixei apenas te olhando. — ele permanece com o braço parado.

Eu mordo o lábio em concordância e entrelaço seu braço com o meu. Caminhamos sem dizer nada um ao outro Quando entramos no ginásio as pessoas só faltam vir pedir um autógrafo para nós. Vamos admitir, estamos perfeitos e superquentes.

— Vai ser o casal destruição... — escuto Tori dizer perto da mesa de ponche.

— Seu vestido te deixou mais gostosa do que o normal. — Freddie sussurra no meu ouvido.

— Você também não está mal. — sussurro de volta.

— Ah, qual é, admita que eu estou lindo. — ele me agarra pela cintura.

Eu olho para sua calça.

— Acho que gostei mais da sua calça... — eu aliso sua gravata.

— Quer descobrir o que tem nela? — ele pergunta juntando nossos corpos.

— Vai me foder sem nem ao menos me levar para jantar primeiro?

— O jantar é você. — ele fala e percebi que desligou a humanidade.

Realmente as coisas vão ser quentes hoje. E espero que termine entre quatro paredes... Na cama do meu quarto de preferência.

Notas finais
AAAAAAAA TEMOS O OTP DE VOLTA POR MAIS QUE NÃO DEFINITIVO MAS IMAGINA AGORA OS DOIS COM A HUMANIDADE DESLIGADA O QUE VAI ACONTECER! NINGUÉM VAI AGUENTAR AMORES! ANSIOSOS PARA O PRÓXIMO CAPÍTULO? IREI FAZER O "LENDO COMENTÁRIOS" A PARTIR DE QUARTA-FEIRA, BEIJOS PRÓXIMO CAPÍTULO: AMANHÃ É UMA CHANCE DE COMEÇAR DE NOVO SEE YOU SOON GUYS! VERY SOON... P.S.: TUDO EM CAPSLOCK POR QUE EU MESMA ESTOU GRITANDO, BEIJOS.