42 - Violet Hill
49 Death And All His Friends
Notas iniciais
"Não, eu não quero uma batalha do começo ao fim. Eu não quero um ciclo de vingança reciclada. Eu não quero seguir a morte e todos os seus amigos."— Death And All His Friends
Povs geral:
Klaus caminhou pela praia de La Push após a caçada com Sam e Freddie. Não estava sol. Ele não possuía nenhum amuleto contra a maldição dos vampiros, mas conhecia o tempo para saber quando o sol retornaria.
Freddie e Sam seguiam Klaus em silêncio. Nenhum deles sabia ao certo o que dizer. Klaus sentia algo forte vir de ambos, ele gostaria de saber o que era.
— É sufocante esse amor de vocês, ninguém se sente incomodado? — Klaus perguntou por pura curiosidade.
— Ninguém nunca nos acusou disso. — disse Sam.
— Oh. Não, não. Foi um elogio. — Klaus explicou.
— Normalmente Carly e Gibby que irritam os outros. Não existe um imprinting como o deles... — Freddie teve que citar este fato.
— Mas vocês não tiveram nenhum imprinting e agem em sintonia. A gravidade puxa você de uma forma inacreditável para perto dela. É algo bonito entende? E é por que se amam e não por quê foram induzidos a isso... — ele tentava achar uma razão para o amor deles.
O sorriso de Sam e Freddie surgiu ao mesmo tempo.
— O que o Alfa está esperando? — perguntou Sam molhando os pés nas ondas frias. Ela carregava as sandálias nas mãos. O anel de noivado brilhava em seu dedo.
— O espírito o deixar se transformar. Veja bem Sam, mesmo que a pessoa saiba que é o Alfa, ela não pode fazer nada enquanto não for o momento certo. Ele até pode querer se tornar um lobo, mas não vai conseguir. — Klaus se abaixou para molhar as mãos — É estranho.
— O que não é estranho? — Sam se abaixou ao lado dele e gargalhou.
— Quantos anos você tem? — Freddie indagou sendo o único a continuar em pé.
— Mais do que você pode contar. Acho que cansa depois de um tempo. — respondeu Klaus.
— Milhares de anos?
— Não exagera. — ele se sentou na areia — Só tenho muitos séculos. O suficiente para ter visto de tudo. Mas estou parado em 25 anos.
Os três aderiram ao silêncio, mas Sam queria perguntar uma coisa que queimava na sua garganta.
— Você matou o Adam por minha causa? — perguntou a nova Alfa da tribo Quileute.
Klaus balançou a cabeça positivamente.
— Sim. Você precisava dessa alcateia. Era isso ou você iria ter que matar Tori e o resto dos discípulos dela, querendo ou não foi isso que se transformaram.
— Mas eu terei que mata-la de um jeito ou de outro.
— Não. Talvez ela veja que está em desvantagem e recue, o que me preocupa é o clã de vampiros. Os dons dele são excepcionais.
— E qual é o seu? — Sam quis saber.
— Meu dom? — Klaus sorriu se levantando e ajudando a Sam a se levantar também — Tem certeza que deseja ver?
— Sim. — ela realmente queria.
— Freddie, tudo bem se eu mostrar? Você está tão quieto. — Klaus murmurou.
— Você vai machuca-la? — perguntou Freddie preocupado.
— Hum... Melhor eu usar em você. — o vampiro mudou de ideia — Apenas fique parado.
— Espera, espera. Não machuca ele. — Sam já estava em frente ao Freddie.
— Qual é o problema de vocês dois? — Klaus rolou os olhos.
— Ok. — Freddie com delicadeza puxou Sam para o seu lado — Vá em frente.
Klaus acenou com a cabeça e olhou fixamente para o Freddie.
— Talvez isso vá doer um pouquinho. — ele riu — Mas, não posso usar em você.
Freddie relaxou os ombros.
— Por que não?
— Você não é mais um vampiro normal, está se tornando humano. Se eu fizer isso você vai morrer, a menos que corra para o mar... — Klaus olhou as ondas — Se ainda deseja que eu te mostre...
— Faz comigo. — Sam entrou no mar molhando o shorts.
— É... Tecnicamente falando você tem mais chance de sobreviver do que ele, mas... Não sei se o Freddie vai concordar em que eu te veja sem roupa. — ele abriu outro sorriso.
— Não mesmo. — Freddie retirou a Sam da água.
— Ok. — Klaus colocou as mãos nos bolsos da calça jeans.
— Não mostra então. — Freddie estava próximo das ondas.
— Fogo. — Klaus sussurrou e o corpo do Freddie ficou em chamas.
— Para! — Sam gritou mas Klaus segurou ela — Faz isso parar!
Freddie deu dois passos para trás e as chamas aumentaram. Porém, Klaus o empurrou e Fredward se perdeu nas ondas do praia. Ele foi esperto e nadou para o fundo.
Sam ficou brava. Ela perdeu o controle e se transformou. A loba rosnava afundando as garras na areia.
Klaus ergueu as sobrancelhas surpreso com ela.
— Ele está bem, Samantha. — disse ele — Viu? — ele apontou para o Freddie que saia do mar tossindo, as roupas estavam um pouco chamuscadas.
Sam xingou Klaus de todos os nomes possíveis, mas ele não entendeu os rosnados que partiam dela.
— Você... — Freddie apontou o dedo no rosto do Klaus — É uma pessoa terrível... Mas seu dom é incrível, eu tenho que reconhecer. — Freddie recolheu o anel da Sam na areia, que a mesma derrubara ao se transformar.
— E poderia me mostrar o seu? — Klaus ficou curioso.
— Claro... Mas pode doer um pouquinho. — Freddie repetiu a mesma frase e usou todo o seu poder para que Klaus sentisse dor.
O vampiro caiu no chão gritando. Sam se regozijou diante disso. Freddie foi se aproximando devagar deixando o dom fluir naturalmente. Klaus trincou os dentes e batia a mão na areia como se pedisse para parar. Freddie parou o que estava fazendo e aguardou Klaus se recuperar.
— Você faz a pessoa sentir dor? — Klaus perguntou achando incrível.
— Dor, raiva, calma... Amor. Tudo.
— É bem peculiar, deve ser gratificante.
— Não. — Freddie olhou para a loba sentada na areia — Eu sinto o que os outros sentem... Não a emoção que eu causo, mas as emoções que elas sentem no dia a dia e eu nem preciso me concentrar para isso.
— Como você lida com isso? Quero dizer, como é possível? Como você não está desligado? — Klaus não compreendia o Freddie.
— Anos isolados... Não sei dizer... Mas hoje em dia... — Freddie fez um coração na areia — É por causa dela. — ele sorriu para a Sammy.
Klaus se comoveu com o amor deles.
— Vocês tem muita sorte de terem um ao outro.
— Mais do que isso. — sussurrou Freddie.
Sam trotou para a garagem dos Gibson. Dice viria trazer algumas roupas para ela. Era como se Sue soubesse que isso iria acontecer e já tinha deixado uma pilha de roupas para Sammy.
Dice colocou as roupas dentro quarto e saiu do lugar. Ele ficou ao lado de fora aguardando a Sam se vestir. Quando a loira estava saindo da garagem, Dice a puxou para o quarto e fechou a porta.
— Ele te contou alguma coisa? — perguntou Dice se sentando na cama.
— Não muito... — Sam desconversou e se sentou ao lado do garoto.
— É bom estar aqui... Longe de Seattle.
— Digo o mesmo.
— Longe da minha mãe. — Dice sussurrou — Eu sei que é errado, mas é difícil estar lá.
— Sua mãe bebe muito, né garoto? — Sam passou os braços em volta dele.
— E eu nunca conheci meu pai... E agora Tori separou tudo que eu mais amava no mundo. Eu nunca tive uma família até entrar na alcateia, então se tem alguém que odeia a Tori, sou eu. — ele começou a chorar — Shelby e Spencer cuidaram tanto de mim, agora não passam de seguidores da Vega. Eu queria dizer que não tenho ninguém, mas quando eu olho para você e principalmente para o Freddie, eu vejo que nem tudo está perdido.
— Nada está perdido Dice... Cuidaremos de você. Eu sempre fui sua irmã mais velha, você me enxerga assim... Quanto eu te vi , todo desengonçado tentando se encaixar na alcateia eu sabia que precisava te proteger. Precisava cuidar de você como se você fosse minha família. — Sam abraçou ele contra si de maneira mais forte.
— Não me abandone. — ele implorou.
Foi o suficiente para Sam começar a chorar. Aquele garoto estava sozinho no mundo.
— Não vou te abadonar. Nunca Dice.
— Obrigado por tomar conta de mim.
— Eu sempre estarei aqui para isso... Escuta aqui. — ela olhou no rosto dele — Eu te amo Dice.
— Eu também te amo Sam. — ele se afundou no abraço dela. — Se lembra daquele noite após baile? — Dice riu baixinho enquanto lágrimas desciam do rosto dos dois.
— Claro, como eu poderia me esquecer? Te mandei pra casa na caminhonete do Brad. — Sam relembrou sorrindo.
— Sinto falta dele e da Wendy.
— Eu também sinto.
— Eu queria falar daquela noite. — Dice sussurrou.
— A noite do baile de máscaras? — Sam perguntou e Dice fez que sim com a cabeça — Por quê?
— Eu vi o Alfa naquela noite. Ele estava lá.
— No baile?
— Não... Na floresta... Eu devo ter pegado no sono e o vi.
— Você também sabe quem ele escolheu...
— Você não sabe? — Dice jogou sujo.
— Às vezes eu penso que sei, mas então tudo são enigmas me confundido de novo.
— Ele não tem culpa. — Dice murmurou e Sam em vez de pensar a respeito disso se preocupou com outra coisa.
— Eu não sei o que vai acontecer daqui para frente e eu não posso deixar Seattle por muito tempo, então eu quero te pedir algo.
— Eu farei qualquer coisa por você. — Dice sussurrou.
— Quero que você proteja o Flynn.
Dice deu uma risada triste.
— Agora é Flynn em vez de Flint?
Sam secou as lágrimas do rosto.
— Ambos são apelidos, eu ainda não pensei em um nome.
— Deveria ser Fredward. — sugeriu Dice.
— Clichê demais, não acha?
— Mas Fredward é bom e Flint continua sendo um bom apelido.
Sam viu a lógica do garoto.
— Faz sentido...
— Sabe de quem mais eu sinto falta? — Dice se lembrou de outra pessoa.
— De quem? — Sam não quis se distanciar dele.
— Hayes.
— Oh. Eu também. — Sam sentiu vontade de chorar novamente.
— Fredward Hayes Benson. — Dice se pegou rindo de forma alta.
— Espera... Você quer que o nome do Flynn seja esse?
— Não... — Dice corou e saiu de perto da Sam — Eu só estava viajando.
Sam brincou com o nome e gostava do jeito que soava em sua cabeça. Freddie também gostaria. Certamente Gibby estaria representado de alguma forma.
— Fredward Hayes Benson. — sussurrou Sam — Eu gostei.
— Jura? — Dice se contentou. — Sam... — no fundo o garoto a conhecia bem — Pode me contar, eu sei que o nome Hayes para você significa o Gibby.
— Sim... — Sam corou envergonhada — E sabe o que deveríamos fazer agora? — Sam se levantou.
— Jogar em um cassino?
— Quem dera... Mas agora deveríamos todos jantar com Sue.
— Gostei... Hein, sabe algo engraçado?
— O que?
— O nome do pai do Gibby. — respondeu Dice.
— Como assim garoto?
— É Corleone.
— Seu nome é Corleone.
— Estranho né. — Dice gargalhou e correu por que queria que a Sam fosse atrás dele.
O jantar se seguiu tranquilo e de certa forma engraçado. Sam conseguiu arrancar risadas do pessoal. Freddie disfarçadamente deixou todos alegres, Sam sabia que ele estava fazendo isso. Eles deram as mãos por debaixo da mesa e permaneceram assim durante todo o jantar.
Sam levou alguns pratos para a cozinha, onde o senhor Gibson bebia cerveja olhando pela janela.
— Hey, oi Sam. — ele murmurou suando frio.
— Senhor Gibson.
— Apenas Gus, por favor.
Sam verificou se ninguém iria os escutar. Ela ligou a torneira e encarou Gustavo Corleone Gibson.
— Eu sei quem você é, sei o que você fez e o pobre Dice tadinho... Ele nem sabe. — Sam empurrou o homem contra a geladeira e escutou os protestos dos frascos.
— Do que está falando? — ele tentou desconversar.
— Você é pai do Dice. — Sam sussurrou — Você não veio morar em La Push por nada. Antes de ter o Guppy com a Mabel, você engravidou a mãe do Diceneo. O garoto só queria um pai na vida e você não esteve lá para isso.
— Eu...
— Não... Não diga nada. E nem precisa contar a verdade ao Dice, ele não merece um pai como você e Gibby também não. E Sue merece alguém bem melhor. — Sam o soltou e saiu da cozinha.
E após sete dias o grupo retornou à Seattle:
Carly estava brincando com Flint no berço. Sam estava sentada na cama do seu quarto sorrindo diante da cena. Dice e Gibby estavam de guarda lá fora, eles temiam que Tori fosse atacar a qualquer momento e não seriam pegos de surpresa. A alcateia de La Push estava em um hotel simples da cidade. Klaus estava de vigia na floresta. Todos estavam em pé de guerra.
Freddie saiu do banho. Seu corpo pingava pelo chão. Ele estava sem camisa e usava apenas um shorts de tecido.
Carly olhou para ele, em seguida para a Sam. Ela pegou o Flint nos braços e saiu do quarto. Sam riu da cena.
— Sem comentários. — Freddie disse se aproximando da Sammy.
Sam se levantou da cama.
— Eu passaria o dia inteiro vendo você desse jeito. — ela alisou o peito dele, Freddie teve um leve tremor.
— Sério? — ele foi empurrando ela até a parede — Me dê alguns segundos de atenção...
— Será mesmo só alguns segundos? — ela separou os joelhos dele com a perna direita.
— Talvez não... — Freddie a beijou de maneira lenta. Sam desceu uma mão pelo peito dele e a outra arranhou as costas. Ele gemeu contra a boca dela. A excitação estava forte. Sam o beijava como se não houvesse amanhã. Freddie movia o quadril para deixar tudo em um nível mais alto.
Sam rompeu ao beijo ao se ver perdendo o controle.
— Deus... — ela murmurou ofegante.
— Ah... — Freddie pegou na bunda dela — Como eu queria fazer amor com você.
— Agora só quando estivermos sozinhos... — Sam ainda tentava acalmar a própria respiração, Freddie continuava a se mexer e a toca-la — Amor, chega.
— Caramba, eu não canso nunca... Como vou conseguir parar de te tocar?
Sam saiu de perto dele.
— Eu vou ter que empatar então. — Sam beijou os lábios do Freddie, foi para o banheiro e trancou a porta.
Sam tomou um banho mas não lavou o cabelo. Ela saiu do banheiro enrolada na toalha. Freddie estava com o shorts e ainda sem a camisa. Ela não suportava o ver daquele jeito, ela sabia que ele fazia de propósito. Todo o gene de lobo dela trazia uma excitação cinco vezes maior do que a dos humanos. Era tão difícil para ela e Freddie em vez de ajuda-la, piorava tudo.
— Eu estive pensando em uma coisa. — Sam disse indo em direção à cômoda.
— O que? — Freddie perguntou ficando de pé.
— Um nome para o Flynn.
— Oh... E você decidiu?
— Fredward. — Sam respondeu sorrindo.
Freddie piscou atônito sem entender.
— O que tem eu?
— O nome dele. O nome do Flint vai ser Fredward Hayes Benson. — ela corou por realmente te gostado da ideia do Dice.
— Nossa... — Freddie ficou feliz, mas depois sentiu dor ao saber que Gatlin iria vir buscar a criança no dia seguinte.
— Você não gostou? — Sam apertou a toalha contra si.
— Não. Quero dizer, sim... Na verdade eu amei o nome, é só que... — Freddie olhou o quarto — O berço, as roupinhas, o nome... Fizemos tudo isso como se fôssemos ficar com ele. Como se o Gatlin não fosse tira-lo de nós amanhã.
— Não importa para onde ele vá, ele ainda será nosso filho.
— Sim... Nosso filho que cresceu de maneira absurda nessa última semana.
Sam engoliu o choro que se formara.
— Vamos superar isso juntos...
— Será que realmente vamos? — Freddie perguntou friamente.
Os dois desceram após se vestirem de maneira descente. Sam quase discutiu para conseguir tirar Flynn dos braços da Carly. O bebê gostava dela.
Ao longe um grito foi ouvido. Era um chamado.
— Tori... — Sam sussurrou.
— Pela distância deve ser em Violet Hill. — disse Freddie.
— Dice precisa ficar aqui e proteger o Flint. — Sam avisou.
— Não. — Freddie tinha um plano melhor — Não podemos perdê-lo de vista. O mais seguro é ele ficar no casebre. Não sabemos a que ponto Tori chegou e nem do que ela é capaz.
— Você está fodidamente certo. — falou Klaus entrando com Gibby e Dice — Ela partiu para Violet Hill, os outros estão lá. Vai ser uma batalha e tanto. Estão preparados?
— Não vai ser uma batalha, iremos conversar, irei fazê-la ver a razão. — Sam dizia nervosa.
— Hum... Tá. Vai nessa com esses pensamentos cachinhos dourados, ela não está lá para conversar, nem um dos outros estão. — Klaus revirou os olhos — Sugiro que se transforme assim que chegar Sam, aconselhe a sua nova matilha para fazer o mesmo.
Sam puxou o ar pela boca e contou até dez.
— É agora. — ela pegou na mão do Freddie — Você sabe que alguém irá morrer.
— Não importa... Sua segurança e a do Flint vem em primeiro lugar. — Freddie beijou Sam rapidamente — É minha função protegê-los. — ele sussurrou. Sam achou que ele se referia apenas a ela e ao Flynn.
Carly abraçou Sam. Ela não estava pronta para lutar contra o próprio irmão. Nenhum deles estava pronto para lutar contra ninguém.
Sam escoltou Dice até o casebre de Violet Hill. Ela deixou com ele Flint e o anel de noivado. Sam beijou ambos no rosto e foi para fora. Ela caminhou em direção aos outros que aguardavam por ela. Sam ficou no meio. De um lado tinha Tori, Griffin, Jade, Beck, Spencer, todos em forma humana. Shelby, Robbie, Cat, André e Trina aguardavam logo atrás. Quem olhasse de longe pensaria que Sam estava em menor número, pois, em seus flancos se encontrava apenas Freddie, Carly e Gibby. Klaus, Tasha e o resto da matilha estavam à espera do momento certo para entrarem em cena.
— As coisas não precisam ser assim, Tori. Pense no seu irmão, ele ama você. — Sam foi a primeira a falar.
— Não podemos conviver no mesmo lugar. Alfa, Beta, Gama e Ômega... Tem muitos poderes para uma única tribo. Porém partir não é uma opção, vocês iriam retornar e a existência de vocês é um perigo. — disse Tori soando fria e amarga.
— Falando desse jeito você poderia muito bem destruir uma alcateia inteira, você não é muito diferente das pessoas com quem brigamos para proteger a tribo. Essas mesmas pessoas queriam nossa destruição apenas com medo da vinda do Alfa, você é tão covarde quanto eles, sua... — Sam mordeu o lábio usando sua postura forte — Sua vadia, dissimulada, orgulhosa. — ela falou com todas as letras e escutou o riso abafado da Carly.
Tori respirou fundo e seus dentes se bateram. Ela tremia de raiva. Ela queria se transformar para matar a Sam e quantos mais dos amigos defensores dela pudesse. Tori no fundo sempre invejou a Sam, o que não teria para invejar? Sam era tudo que Tori jamais seria. Assim como na Bíblia não mataram Jesus apenas por causa das obras que ele operava, mas mataram ele por que sentiam inveja. Essa maldita coisa nunca deixara de existir e Tori mais do que todos sentiam isso. Ninguém nunca foi melhor do que ela em nada, até notar a Sam. Tori tinha um coração quase incorruptível, mas é como diz aquela famosa frase: "o quase não conta".
— Eu vou matar você e depois... — Tori apontou para o Freddie — Se ficar no meu caminho será o próximo.
— Tori, não faça isso se tornar uma guerra. — Freddie tomou a palavra e se colocou no meio deles. — Temos que nos juntar. Gatlin é o verdadeiro inimigo, brigaremos aqui a troco de nada e não é o que o Alfa iria querer.
— Mas o Alfa não está aqui agora. — falou Tori olhando em volta.
— Engano seu. — murmurou Gibby — Ele está em todo o lugar. Está dentro de um de nós e eu dou graças a Deus por ele não ter escolhido você.
— Cale a boca Gibson. — Griffin reclamou.
— Mande ele calar a boca mais uma vez que eu arranco fora o que te faz homem. — ameaçou Carly lixando a unha.
Sam sorriu para a amiga e se virou para Tori novamente.
— É isso que quer? — Sam perguntou de maneira alta — É o que você quer Trina?! É o que você quer Spencer?! — Sam não se importou e foi em direção à Shelby, Freddie engoliu em seco vendo a noiva se colocar no meio dos inimigos — Por Deus Shelby, eu pensei que você me amava. — Sam encarou a vampira que abaixou a cabeça — Mas você se tornou uma escrava e eu nem sabe ao menos por quê. — Sam foi para perto do clã de vampiros mas recuou — Vou nem falar nada para vocês. — a loira caminhou até Jade e Beck — Eu cuidei de vocês seus merdas! E é assim que retribuem?! Pro inferno! Alguém vai morrer aqui hoje!
— Sim. E será você. — Tori se jogou em cima da Sam se transformando em loba.
— Agora! — Sam gritou antes de se transformar também.
Freddie acenou com a cabeça.
— Gibby... — ele murmurou. O garoto apenas sorriu e se tornou um lobo. Carly bateu palmas orgulhosa e correu para a batalha.
O resto da alcateia se transformou. E a pack da Sam cercou o grupo com agilidade. Tasha criou um círculo de fogo em volta de Robbie e Cat, os dons deles eram perigosos demais para serem colocados em prática. Com os dois fora, a preocupação seria Trina e André, esse último usaria os quatro elementos a seu favor.
Freddie foi empurrando os lobos do seu caminho para chegar ao seu alvo. Ele queria Trina. Ele queria encarar a garota, que passou anos achando que era sua meia-irmã, que agora o traíra. Que agora ameaçava sua noiva, seu filho, sua melhor amiga e o seu melhor amigo por que era isso que Gibby se tornara. Freddie perdeu Nevel, perdeu as garotas que outrora considerava suas irmãs que saíram de casa cedo, perdeu a mãe, e dezenas de outras pessoas no decorrer de sua vida, algumas se afastaram outras morreram. Ele sentia o peso de seus erros, sentia a vida do outros como se fosse a sua. Ele não encontrava sentido em nada que não fosse a Sam e agora não permitiria que ela ou qualquer outra pessoa fosse tirada dele.
Trina viu Freddie vindo em sua direção, ela quis correr mas não queria parecer covarde. Freddie sentia o medo dela. Ele poderia fazê-la tombar no chão sentindo alguma coisa, mas simplesmente seus planos era apenas saber a verdade que levara Trina a se rebelar contra ele.
— O que você acha que é essa merda? — perguntou Freddie cuspindo no chão — Como pôde se tornar isso? Depois de tudo que eu fiz por você e por ela... Trina você cometeu um grande erro.
— É assim que as coisas são Freddie. — Trina lentamente se aproximava, Freddie recuava — As pessoas não mudam, elas apenas nunca foram aquilo que você esperava. Se eu tiver que matar você aqui, que seja, mas estarei protegendo a mim e aos outros.
— Os outros? Quem?
— O clã. Eles merecem viver em paz sem você e as aberrações que o acompanha. — respondeu ela.
— Eu também sou parte dos circo de aberrações, estou me tornando humano, lembra? Será mais fácil me matar. É isso que você quer certo? Minha morte. — Freddie parou de recuar vendo que André se aproximava sorrateiramente. Ele poderia facilmente lutar contra ambos, mas teria que matar um deles. Freddie não queria fazer essa escolha mórbida.
— Você merece morrer, assim como ela. — Trina olhou para Sam rapidamente que lutava contra Tori.
Todos brigavam entre si, a batalha estava demorando mais do que o necessário, por que no fundo — com exceção de Tori e Trina — os seres mágicos não queriam matar ninguém. Eles estavam ganhando tempo, torcendo para que alguém parasse. Torcendo para que alguém tivesse uma boa razão. Eles também sabiam que aquilo só iria parar quando alguém morresse. Fredward sabia disso mais do que todos.
— Me perdoa. — sussurrou Freddie.
Fredward acertou o punho contra a barriga da Trina. A vampira se moveu alguns metros longe. André pulou em cima do Freddie, que conseguiu desviar girando. Com um chute certeiro Freddie mandou André para o chão, mas Trina agarrou suas costas. Freddie tentou retira-la dali, mas tinha medo de machuca-la. Ela tentava de todas as formas quebrar o pescoço do Freddie, ela queria decapitar ele. André segurou os braços do Freddie, Trina fazia pressão na cabeça dele. Freddie sentiu uma lágrima descer pelo seu rosto. Ele seria forçado a fazer isso. Freddie chutou o André novamente, se virou puxando o braço de Trina e apertou o pescoço dela. A vampira se contorceu tentando se soltar, Freddie sabia que se a liberta-se ela tentaria mata-lo ou matar outra pessoa. Infelizmente ele sabia que não poderia morrer, mas sabia também que a única forma de empatar isso era matando Trina, por que foi isso que o Oráculo mostrou. Freddie gritou de dor quando teve arrancar a cabeça de Trina. Ele sentiu a morte em suas mãos. Ele se ajoelhou tremendo e gritando. Ele se odiava mais do que tudo. André aproveitando esse momento tentou atacar o Freddie, porém, Klaus fez André pegar fogo e depois o quebrou em vários pedaços.
Freddie se virou com medo do que Klaus fizera, mas o vampiro mostrou que estavam do mesmo lado. De repente Freddie percebeu que Shelby estava tentando parar a Tori, que rosnava furiosamente em sua briga com Sam e que Spencer lutava entre as flores roxas com Griffin. Eles tinham trocado de lado.
Freddie se levantou e olhou para o Klaus.
— August não era pai de Trina e Tori. Era você. — ele disse a verdade — Você acaba de perder uma filha e agora precisa parar a outra. Eu sinto muito por ter que mata-la desse jeito, mas ela não ouvia, ela não parava e nem pretendia. Trina estava cega pelo ódio.
Klaus arregalou os olhos procurando sentido no que Freddie lhe contou. Assim como Freddie, também fora enganado.
— Não é possível... — sussurrou Klaus.
Freddie deixou Klaus com esses pensamentos e foi para o centro da briga. Eram emoções diversas se chocando contra ele, assim como a primeira batalha em Violet Vill. Freddie tinha que parar aquela desordem. Ele não poderia suportar a morte de mais ninguém.
— JÁ CHEGA! — ele gritou e a briga foi interrompida — Era morte o que vocês queriam? Pois bem, conseguiram. Trina e André estão mortos! Que a culpa caia sobre vocês! Isso aqui não vai dar em nada! — Freddie foi andando até a Tori — Você me fez matar a Trina, a morte dela está em suas mãos assim como a morte da minha mãe. E espero que tenha ouvido a verdade sobre seu pai... Ele está ali agora. — Freddie mostrou o Klaus que estava ajoelhado ao lado do corpo de Trina — Você errou hoje mais do que eu errei em um século de vida. O que você fez e induziu os outros a fazerem foi imperdoável. Lobos brigando contra lobos, vampiros matando vampiros, não. Não é para isso que vivemos. — Freddie quis chorar de novo — Acabou. Essa batalha teve seu fim e se não acabar agora, você é a próxima a visitar o Outro Lado, o Limbo ou qualquer outra merda, por que para o céu você com certeza não vai. — ele olhou para todos — Eu estou me perguntando quantos mais de vocês eu terei que matar para salva-los.
Klaus se aproximou após o fim do discurso do Freddie. Ele ficou em frente à filha.
— Tori. No mesmo dia em que eu descubro que sou seu pai, eu me desaponto com você. Eu não tenho palavras para expressar o tamanho ódio que estou de toda essa coisa aqui. Eu tive que matar alguém inocente para que Sam pudesse se defender. Freddie teve que matar a própria irmã, ou a garota que ele cuidou durante quase dezenove anos por sua culpa. — Klaus se atreveu a empurrar a loba — O primeiro sermão que eu estou te dando é por causa do seu orgulho, arrogância e desespero. Você não nasceu para ser Alfa, Tori, você é apenas uma Beta, aceite isso e ponto final. Você e ninguém jamais será como a Sam. Ninguém aqui é melhor do que ela... Bom... Claro, tirando o Alfa. — Klaus passou a mão no rosto — Vão para casa, fiquem com suas famílias enquanto ainda podem, por que esses quatro aqui... — Klaus fez sinal para Carly, Sam, Freddie e Gibby — Perderam isso. Perderam a própria família e encontraram conforto entre eles. Eles são os melhores. Coisa que vocês nunca serão. — Klaus fez uma curta pausa esperando alguém se mexer — Perdão, eu não fui claro? Para casa! Todos vocês! Antes que eu trucide um por um porra! Andem! Circulando!
Tori uivou por causa da morte da irmã e ordenou para que a matilha fosse embora, Spencer infelizmente teve que obedecer e partir. Shelby sumiu de vista. Os vampiros também se foram. Sam permaneceu como loba e foi para perto do Freddie. Gibby ganiu e se colocou próximo da Carly. Tasha assobiu em código chamando os morteiros para que levassem os corpos de André e Trina, ou pelo menos o que sobrou deles.
Freddie se ajoelhou sentindo falta de ar. Ele não acreditara o quão perto esteve de ver todos morrerem, mas ele se referia aos outros por que Carly, Sam, Gibby e ele possuíam um longo futuro pela frente.
Carly entrou no casebre e pegou roupas para Sam. A mesma após se despedir de sua alcateia, foi para trás da casinha, voltou à forma humana e se vestiu com pressa. Ela correu para onde Freddie tinha permanecido. Ele não quis sair daquele lugar. Ela não sabia o que se passava na cabeça dele, mas de uma coisa estava certa: Freddie sentiu demais para um dia só, qualquer outra coisa iria o derrubar totalmente.
Sam se distanciou. Freddie precisava de um tempo sozinho. Ela voltou para o casebre. A noite caiu densa, um nevoeiro estranho cobriu o lugar. Os morteiros vieram cumprir seu trabalho. Freddie continuou do mesmo jeito, até que escutou o barulho de carros subindo a colina pela antiga estrada de terra. Ele finalmente se mexeu e foi procurar os veículos. Seu coração parou ao ver quem tinha descido de um carro preto. Gatlin estava ali. Mais doze homens surgiram da escuridão. Alguns deles eram vampiros.
— Freddie, vamos ser rápidos com isso, você sabe por que eu estou aqui. — Gatlin foi direto ao ponto.
Freddie estava em estado de choque. Ele mal se recupera do ocorrido e agora teria que lidar com a perda do Flynn. Freddie se virou sem dar uma palavra. Ele partiu para o casebre usando velocidade.
— Freddie? — Sam perguntou com Flint nos braços.
— Sam, eu preciso que você me entregue o Flint. — sussurrou Freddie e Carly se aproximou estreitando os olhos.
— Por que? Que merda está acontecendo Benson?! — Sam segurou o filho de maneira mais forte contra si.
— Não faça perguntas Samantha! Apenas me entrega o bebê! — Freddie ergueu o tom, mas no fundo ele estava arrasado.
— Oh não... — Tasha murmurou e Dice por reflexo pegou a mão dela — Gatlin está aqui.
— Não... — Sam sentiu seu corpo querer ceder — Deus, não deixa ele levar o meu filho. Não. Não, por favor. Não... — ela começou a chorar desesperada.
Carly também chorava e Gibby sabia o que tinha que ser feito.
— Sammy, dê o bebê para mim. — pediu Gibby — Você e o Freddie não precisam ver isso. Não precisam que a última imagem que tenham dele seja ele sendo tirado de vocês. — Gibby com cuidado foi retirando o Flint da Sam, o bebê produziu sons de tristeza — Calma Flynn, vai ficar tudo bem, vamos apenas para um passeio... Ok? — Gibby segurou as lágrimas que também queriam descer.
— Qualquer mãe faria o mesmo... — Sam sussurrou olhando para o Gibby, que se recordou da frase.
— Sim... Você é uma ótima mãe Sam, nunca deixe ninguém dizer o contrário. — Gibby beijou o rosto da Sam e em seguida foi para perto do Freddie — Qual é o nome do Flint?
— Fredward Hayes Benson. — murmurou Freddie com a voz presa por causa do choro — No fundo você sabe, que o nome é seu e não por causa do Hayes.
— Eu sei. — Gibby se emocionou mais do que esperava — Carly, Dice e Tasha, venham comigo.
— Espera. — Freddie beijou a testa do Flynn — Tudo bem... Eu te amo filho. Eu te amo.
— Ele sabe disso. — Gibby permitiu uma lágrima escapar. Dice correu atrás do Gibby, Carly e Tasha também. Eles caminharam na escuridão indo de encontro ao Gatlin. Eles se encontraram na estrada de terra. Gibby olhou para a Tasha e para a Carly — Apaguem a memória dele, façam com que Flint se esqueça de Sam e Freddie... Ele não vai suportar a dor, ele não vai compreender por que não tem os pais com ele. Façam isso, por favor.
Carly e Tasha se entreolharam. Elas precisavam unir seus poderes. Ambas deram as mãos. Palavras eram ditas por elas. Uma fumaça amarela e outra verde se misturaram. Flynn inalou aquilo sem saber que de agora em diante, sua mente e sua história não seriam mais a mesma.
— Ele é híbrido, assim como a Sam. — falou Dice para o Gatlin.
— Ele cresce rápido demais. — sussurrou Carly.
Gatlin tentou retirar o Fliynn dos braços do Gibby.
— E ele tem nome. O mínimo que pode oferecer a ele é chama-lo pelo nome. — Gibby rosnou ao terminar de falar.
— Qual é o nome dele? — perguntou Gatlin.
— Fredward Hayes Benson. — respondeu Gibby.
— Está bem. — Gatlin finalmente pegou a criança — Olhem o lado bom, poderia se pior, vocês poderiam estar todos mortos, mas não foi necessário um massacre, não é mesmo? — Gatlin riu feito um demônio — Oh e digam à Sam e ao Freddie que eu lamento muito por isso.
— Seu desgraçado! Filho da puta! Morra! — Carly gritou em lágrimas de ódio e Gibby a segurou contra seu peito, enquanto ela se debatia berrando obscenidades.
Gatlin se virou e entrou no carro. A fileira de automóveis pretos partiu pela estrada. A luz da lua iluminava a expressão de horror de cada um. Tasha viu a dor que causara, mas não era sua culpa. Dice sabia que Sam e Freddie nunca mais seriam os mesmos, seu medo era de ficar sozinho novamente, porém Gibby tocou no ombro dele.
— Eu sei que somos irmãos Dice e agora irei tomar conta de você... — sussurrou Gibby — Vamos embora. Não precisamos procurar por Sam e Freddie, eles precisam ficar sozinhos. Nós também precisamos. — Gibby encarou o Dice, depois a Tasha — Não precisam mentir para mim, eu sei o que aconteceu no camping. — Gibby pegou na mão da Carly e foi andando pela estrada. Tasha e Dice o seguiram.
Freddie estava abraçado com Sam. Eles não possuíam mais lágrimas para chorar. Eles perderam a noção do tempo. Fazia horas em que estavam dentro do casebre. As almas deles estavam destruídas. Seus espíritos foram quebrados. Nada no mundo poderia fazer eles sofrerem mais do que isso. Eles estavam fodidos. Eles tinham medo de se desligar. Freddie não podia permitir tal coisa, então ele sabia o que pedir.
— Quando nos recuperarmos disso, ou até mesmo antes, vamos precisar um do outro. Teremos que ser mais do que amigos, mais do que namorados, mais do que amantes, precisaremos estar unidos, dentro de um matrimônio verdadeiro... — ele sussurrou sem se importar com as lágrimas. Ele pegou o queixo da Sam com delicadeza — Meu amor, eu sei que essa foi a maior de todas as dores... Existe uma palavra para quando se perde os pais, o marido, a esposa... Mas ninguém jamais conseguiu criar uma palavra para quando se perde um filho. Essa dor... — Freddie soluçou e Sam também — Não existe nada pior no mundo. Nada que eu já tenha sentido se compara a isso. Por isso eu quero pedir a sua mão em casamento da maneira certa. Quero pedir para que não desista de nós dois. Quero pedir para que não se desligue. Samantha Puckett, eu quero me casar com você na doce e fria chuva de novembro. Quero te ter para sempre. Eu quero te amar todos os dias. Eu quero acordar com você ao meu lado e dormir do mesmo jeito. Eu quero você e nada além disso. Mas você quer isso? Você quer a mim? Você deseja casar comigo? — ele fez as últimas perguntas tremendo de medo.
Sam tentou secar as lágrimas, mas elas voltaram mais fortes. Sam tinha a resposta na ponta da língua, ela apenas teve que respirar fundo antes de responder.
— Sim Fredward Benson, eu aceito me casar com você. — Sam o abraçou em lágrimas novamente — Eu irei te proteger do mundo todo.
— Oh não Sam... Essa é a minha missão. — ele murmurou — Eu te amo.
— Eu também te amo. — respondeu Sam e eles se perderam em lágrimas de novo.
Eles estavam perdidos. Eles estavam destruídos. Eles estavam quebrados. Mas acima de tudo, eles se amavam.
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