Notas iniciais
Olá humaninhos! Já deviam estar achando que eu não ia postar né? Iludidos... A fanfic mais estranha do pedaço não para nunca! Aqui eu chego com um capítulo fodástico e super doidão para vocês.Um resuminho em palavras, é o que tenho para oferecer: Reunião básica, verdade na cara, mini tretas, casal inesperado, convite mórbido e Freddie mudando again. Boa leitura Sammyshippers! P.S: Achavam que eu não lembrava do nome que deram para o meu fandom em Fix you? Ahuahuhauaa

Parte 18: O convite macabro

Povs Sam:

Espreguiço-me sentando na cama. Freddie está sentado ao meu lado sorrindo.

— Desculpe-me. Não quis acordá-la — ele permanece com o sorriso.

— Que horas são? — Eu olho para a janela, mas a cortina empata a claridade de entrar.

— Por volta de seis da manhã eu acho — ele retira o celular do bolso. — Sim. Seis horas e vinte minutos. Volte a dormir, quando estiver na hora de ir para o colégio eu te chamo.

— Se deita aqui comigo — eu sussurro.

— Claro — ele deita na cama me abraçando.

Eu volto a dormir dessa vez sabendo que estou segura.

Quinta e sexta passaram mais rápido do que qualquer um de nós pôde perceber. O sábado de manhã chegou se erguendo entre as nuvens densas.

Estamos sentados em enormes cadeiras de couro em uma sala da recepção do Conselho Wesen. Shelby nos aconselhou a não erguer a voz durante a reunião e nem perder o controle. Freddie está sentado na ponta da fileira de cadeiras de couro, seguido de mim, Gibby, Shelby, Nevel e Wendy. Eu pego na mão esquerda do Freddie buscando conforto. Ele me oferece um sorriso calmo e sussurra um "fique calma". Sei que ele escuta meu coração bater desenfreado.

Uma mulher na recepção mexe em um computador. Música clássica preenche o ambiente. Ao lado do Freddie tem um jarro de flores rosa. No teto, lustres dourados iluminam o lugar em que estamos. Sinto-me dentro de um antigo castelo da Itália. Observo nossas roupas. Freddie usa um colete cinza, com uma camisa branca e gravata preta. Gibby um suéter bege, por baixo também uma camisa branca e uma gravata azul listrada. Shelby usa um vestido preto, curto demais para a ocasião, mas a deixam com a aparência de uma mulher que não está para brincadeira. Nevel utiliza uma camisa social rosa bebê, com uma calça caqui e sapatos marrons. Wendy veste um vestido azul com uma echarpe preta. Seus cabelos ruivos caem em ondas em seus ombros. Eu optei por um vestido cinza escuro. Deixei meus cachos soltos e usei um pouco de maquiagem. Por causa da Shelby estou usando um de seus saltos.

Um homem surge no corredor. Ele é alto. Tem cabelos pretos e olhos azuis. Usa um terno preto e nos olha com certa curiosidade.

— Me acompanhem — ele diz em seu sotaque alemão.

Nos levantamos e seguimos atrás dele. Nossos passos na cerâmica ecoam nas paredes. O homem nos leva até uma sala, onde um senhor já de idade lê alguns papéis em sua mesa. A sala é decorada com carpete e estantes repletas de livros. Ele levanta a cabeça para me olhar. O homem que nos trouxe se coloca ao lado dele.

— Meu nome é Jeremiah Calvert Pelier — diz o homem de cabelos brancos também com sotaque. — A senhorita Shelby Marx convocou esta reunião, por favor, um passo a frente — ele aponta para a Shelby, ela faz o que ele pede. — Diga seu nome completo, onde e em que ano nasceu. Também nos conte por quem foi transformada.

— Meu nome é Shelby Marx. Nasci em Montana no ano de 1863. Fui transformada em 1883 quando tinha 19 anos por Samantha Puckett uma híbrida que está presente entre nós hoje — responde Shelby.

— Você — ele aponta para o Freddie.

— Meu nome é Fredward Benson. Nasci aqui em Seattle no ano de 1860 e fui transformado quando tinha 17 anos por algum vampiro nômade — ele responde.

— Tem vínculo afetivo com alguma das presentes? — Pergunta Jeremiah. — Perdão a pergunta inconveniente, mas temos que saber de fato com quem nós estamos lidando e as intenções para os fins dessa reunião.

Freddie balança a cabeça compreendendo.

— Respondendo a sua pergunta, Samantha Puckett é minha namorada — ele olha para mim.

Jeremiah me concede a palavra.

— Creio que é sua vez, minha jovem.

Eu limpo garganta educadamente.

— Meu nome é Samantha Joy Puckett, fui transformada quando eu tinha 14 anos por Fredward Benson. Eu tinha sangue da tribo em que eu pertencia na época e só parei de envelhecer aos 17 anos quando me tornei membro da alcateia — analiso para ver se não faltou nada. — Hoje sou a alfa da tribo Klautriny.

— Não mudou desde então? — Jeremiah me olha por cima dos óculos.

— Não que eu saiba senhor — eu respondo e sei que se essa pergunta fosse feita ao Freddie, teria uma resposta bem diferente. — Eu apenas volto a envelhecer se eu parar de me transformar em uma loba.

Jeremiah se fascina com minha resposta e faz outra pergunta:

— E como é a sua alimentação?

— Sangue, comida humana... Sobrevivo com os dois — lhe respondo.

— Fascinante. Já ouvi falar de casos assim, mas nunca tinha ficado cara a cara com uma híbrida — seus olhos azuis brilham.

Eu abro a boca chocada.

— Quer dizer que existem mais pessoas como eu?

— Claro que sim. Frutos do imprinting de uma garota lobo com um vampiro. Ao parar de se transformar, a garota pode gerar filhos. Certamente isso ocorreu diversas vezes na história, seu caso é único, mas você não — ele responde anotando algo em uma folha. — O próximo, por favor.

Gibby dá um passo para frente e eu fico meio magoada em saber que na única coisa em que eu pensava ser única, eu era apenas mais um caso no mundo.

— Meu nome é Cornelius Orenthal Hayes Gibson, nasci aqui em Seattle em 20 de janeiro de 2000. Mês passado entrei para a alcateia da Samantha. Sou o segundo alfa em comando — responde Gibby.

— Oh. Um descendente legítimo de um Gibson. Que raridades você nos trouxe aqui hoje, senhorita Marx — Jeremiah sorri alisando a barba branca. — É a vez do senhor — ele diz ao Nevel.

Nevel arruma a camisa.

— Meu nome é Nevel Amadeus Papperman. Nasci em aqui em Seattle em 1922. Eu fui para a Alemanha nazista com minha família em 1939. Fomos mandados para campos de concentração. Meus pais morreram, mas Freddie conseguiu me salvar, ele estava na Alemanha na época. Infelizmente ele só tinha duas opções, me transformar ou me deixar morrer. Se estou aqui, dá para saber o que ele escolheu — Nevel parece triste ao ter que relatar isso.

— Você parece ter um histórico de transformações ou deslizes... — Jeremiah ajeita os óculos enquanto fala com o Freddie. — Me diga — ele fita a Shelby. — Por que a senhorita Puckett precisou te transformar?

— Isso não está em questão — Freddie dispara.

— Tudo aqui está em questão, sugiro que se acalme senhor Benson — o homem que nos trouxe repreende o Freddie.

Shelby troca um olhar com o Freddie e responde:

— Um vampiro me atacou. Se não fosse pela Sam, eu morreria.

Jeremiah bufa entediado.

— E quem foi esse vampiro?

— Fredward Benson — ela responde. Eu já sei a história então não entendo por que o Freddie parece tão nervoso.

— E por que ele te atacou? — Jeremiah cava fundo atrás dos fatos.

Shelby mexe os ombros como se desculpasse com o Freddie.

— Ele tentou ter relações sexuais comigo — Shelby conta a verdade e eu viro o rosto não querendo acreditar no que eu ouvi. Dessa história eu não sabia. Freddie tinha me dito que não era assim, mas pelo visto tentou algo com a Shelby e deu errado. O que será que fizeram quando ela já estava transformada e pronta para ele? Não quero me irritar com isso. Outra mentira.

— Perdoem-me se fui descortês — Jeremiah se desculpa. — É o procedimento. No fim da reunião quero uma lista de todas as pessoas que Fredward Benson transformou — ele continua escrevendo em uma folha. — A garota ruiva que eu suponho ser Wesen dê um passo para frente — Jeremiah ergue a cabeça para olha-la — Conte sua história.

— Meu nome é Wendy Dornan. Nasci em Salem, Massachusetts em 1999. Meu pai era um Zauberbiest ou Warlock, chamado Ektor. Minha mãe se chama Rosalee, uma Hexenbiest. Nos mudamos para Seattle há pouco mais de dois anos. Foi quando conheci a Sam e os outros amigos dela — Wendy treme um pouco no final.

— E os amigos dela, seriam? — Jeremiah quer todos os detalhes.

— Os membros da alcateia dela, vampiros amigos do Freddie e a melhor amiga dela Carly Shay — diz Wendy.

— Shay? — Os olhos de Jeremiah se arregalam. — Se refere à... — Ele vasculha os papéis na mesa, pega uma folha e ajeita os óculos para ler. — Carlotta Taylor Shay?

— Exatamente — Wendy franze a testa.

— Carly, assim chamada por você, é membro da família real de Viena, estava ciente disso? — Pergunta ele.

— Sim senhor.

— Vocês também? — Ele larga a folha com certa raiva na mesa.

— Sim senhor — respondo por todos.

— E por que diabos estão mantendo um membro da família real com vocês?! — Jeremiah explode e faz Woge. Oh droga, ele é um Manticore, um Wesen metade leão, metade escorpião. Das suas espinhas crescem uma calda de escorpião quitinosa. Essa calda é capaz de desferir golpes poderosos e contêm um veneno perigoso com quantidades elevadas de neurotoxinas que muitas vezes são atribuídas a escorpiões da família Buthidae. Este veneno pode paralisar e matar um ser humano em meros segundos. Lobos ou vampiros morrem em minutos. Manticores também possuem força sobre-humana, sendo capazes de atirar seres humanos, lobos, vampiros e outros manticores a longas distâncias.

— Carly não sabe do próprio passado e mesmo se soubesse, ela iria preferir permanecer conosco — eu sou a única corajosa para enfrentá-lo.

Jeremiah se acalma aos poucos e volta à forma humana.

— A senhorita Marx contou que tem um plano a respeito da família real de Viena, nos conte.

Eu respiro fundo e falo:

— Pretendemos matar os caçadores corruptos que pretendem permitir a estadia da família real aqui. Se não fizermos isso nossa única escolha será lutar contra eles ou nos submeter ao reinado. Dá para perceber que não queremos escolher a última opção — eu me aproximo da mesa. — Viemos aqui para pedir total liberdade para colocarmos o plano em prática e pedir a ajuda do Conselho nisto.

O homem de terno e Jeremiah trocam olhares.

— Vocês sabem quem são os caçadores? — O homem de terno pergunta.

— Não, mas temos nossos meios para descobrir — responde Shelby.

Eles trocam outro olhar. O homem de terno concorda com a cabeça a respeito de alguma coisa.

— Nos deixem a sós. Chamaremos os outros membros do Conselho Wesen para discutirmos a respeito da estratégia de vocês, quando chegarmos a um veredicto solicitaremos as suas presenças novamente — ele nos dispensa.

Saímos pela porta e retornamos para as cadeiras de couros na recepção. Freddie permaneceu na sala para passar a lista que Jeremiah pediu, e eu não me atrevi a olhar para o rosto dele. Freddie não fez questão de vir falar comigo ou dar satisfações. Eu me sento em uma cadeira do outro lado da parede ao lado do Gibby. Ficando assim de frente para os outros.

— Sei que ficou magoada com aquilo que Jeremiah mencionou a respeito de você não ser a única híbrida no mundo... — Gibby diz e pega a minha mão. — Mas saiba que você sempre será única para mim — ele é sincero e não sorri no final para que eu não recue.

— Obrigado Gibby — eu coloco minha cabeça no seu ombro e não solto sua mão.

Passam-se alguns minutos e eu escuto passos se aproximando. Freddie caminha com uma postura rígida.

— Você vai se distanciar dela ou vou ter que quebrar o seu braço? — Ele pergunta ameaçando o Gibby.

— Talvez se você fosse um namorado melhor, ela não estaria tão triste assim — Gibby se levanta e encara o Freddie, por ser mais alto aparenta ter uma postura mais intimidadora. — Ainda não pode não é? Não pode negar que sou melhor para ela.

— Não posso — Freddie admite trincando os dentes. — Mas ainda sou dela e só vou embora quando ela quiser.

— E pelo jeito que as coisas estão, isso não vai demorar muito — Gibby fala algo que eu temo ser verdade.

— Agradeço se não se matarem no corredor, se controlem — Shelby puxa o braço do Gibby. — Vamos dar uma volta.

Gibby concorda. Despede-se de mim e parte com Shelby pelos corredores do lugar. Freddie suspira e relaxa a postura. Ele se senta do meu lado com raiva da situação.

— Me perdoa, por favor, eu não quis que as coisas chegassem a ponto — ele pega as minhas mãos, realmente sinto a diferença da temperatura.

— Por que eu sou sempre a última, a saber? — Pergunto a mim mesma.

— Eu sinto muito. Eu não quis te contar por que não aconteceu nada. Foi um assunto sem nexo para mim — ele se desculpa novamente. — Eu apenas quis tentar algo com ela na época, mas quase a matei. Depois que namoramos oficialmente não chegamos a fazer nada... Terminamos pouco tempo depois — ele prossegue falando.

— O que te fez mudar de ideia?

— Você — ele sussurra. — Quando você a transformou, mesmo sabendo que eu tinha um caso com ela, e aí depois tentou mentir para mim, mesmo eu sabendo da verdade, eu percebi que te amava. Eu percebi que estava apaixonado por você desde o dia em que te conheci na reserva, mas eu fiquei tão transtornado com a Shelby recém-criada que só me restou tomar conta dela por uns dois anos. Perdemos contato se lembra? Finalizando, eu não quero ser de mais ninguém Sam. Meu maior medo é que não me queira mais... E se talvez a visão que a Wendy teve foi por que você me deixou? Acha mesmo que eu desejo isso? Eu te amo princesa Puckett.

Eu tapo sua boca com as mãos.

— Não diga em voz alta a última parte.

Ele retira minha mão da sua boca e a beija.

— Desculpe.

— E eu também te amo — trocamos um beijo.

A palavra que o Freddie disse realmente pode ser um problema se for levada ao pé da letra. Princesa. Como eu poderia contar a todos que meu pai também era da realeza de Viena e engravidou a minha mãe? Felizmente esse segredo está a salvo nas profundezas da minha mente, nem mesmo Gibby conseguiria encontrá-lo e Freddie consegue bloquear certos pensamentos. Nevel jamais descobrirá. Enfim, Freddie e eu temos um segredo que é somente nosso.

Entramos novamente na sala. Alexander — descobri o nome do homem de terno — e Jeremiah estão em pé próximos às janelas de vidro.

— Suponho que chegaram a um veredicto — eu tomo a palavra.

— Certamente — diz Alexander.

— Porém antes gostaríamos de contar uma história para vocês — Jeremiah volta a se sentar. — Alexander, por favor.

— Por volta da primeira Cruzada ocorrida em 27. a.c uma nova família surgiu. Essa atual família é a realeza de Viena. Espalhando caos e destruição por onde passavam, transformando os fortes e os guerreiros, matando os velhos e crianças. Mulheres eram usadas para gerar novos herdeiros. Em uma dessas ocasiões tiveram a batalha em Constantinopla. Um guerreiro jamais visto e adorado por muitos tomou a frente. Esse guerreiro era conhecido como Estrela da manhã — Alexander faz uma longa pausa.

— Estrela da manhã? Então ele era bom, certo? — Wendy pergunta.

— É o que todos pensaram. Mas também se possuem conhecimento da Bíblia sabem que Lúcifer antigamente conhecido como "Anjo de luz" enquanto ainda era anjo do Senhor, possuía um segundo nome — Alexander nos conta.

— Estrela da manhã — diz Gibby.

— Sim. Estrela da manhã — Alexander enfatiza o nome. — Todos sabem que por causa de seu orgulho, Lúcifer caiu do céu e foi totalmente desfigurado, se tornando o que todos nós conhecemos e não precisamos dizer o nome.

— Está dizendo que o próprio Lúcifer saiu do Inferno para batalhar? — Eu pergunto não acreditando muito.

Alexander nega com a cabeça.

— Não, mas certamente o guerreiro estava fortemente possuído por ele. Os que se ergueram para lutar contra os vampiros que formariam a família real, caíram e perderam, graças a Estrela da Manhã. Não se passou muitos anos e Estrela da Manhã foi morto em algum tipo de exorcismo. Gerações passaram e por volta de 1863 duas crianças nasceram aqui na região de Seattle descendentes da família real. Por mais que fossem crianças bastardas, possuíam valor para os Reais que sempre valorizavam os laços de sangue.

— E o que aconteceu com essas crianças? — Nevel faz a pergunta errada. Sinto o suor brotar na minha testa. Freddie alisa minhas costas me acalmando.

— Uma foi morta por um vampiro, outra nunca foi encontrada. Os relatos dizem que os Reais invadiram a casa a procura da garota quando a mesma deveria ter por volta de 14 anos. Eles suspeitam que ela foi morta durante a batalha de Violet Hill e enterrada como indigente — Jeremiah responde. — Mas creio eu e Deus que me perdoe se eu estiver errado, que a garota foi transformada e fugiu pelo mundo. Reza a lenda que ela ou o seu filho que conduzirá a próxima batalha dos Reais. A batalha será contra o alfa da profecia.

— Nossa — Shelby está surpresa.

Eu finjo estar surpresa também. Consigo disfarçar perfeitamente.

— Nós contamos esta história para que saibam que não há uma forma de vencer eles em uma batalha e muito menos tentar negociar — Alexander tem uma voz profunda. — Por isso chegamos a um veredicto.

— Qual? — Shelby se prepara.

— Declaramos que não vamos ajudá-los e muito menos participar de qualquer estratégia. Lavamos as mãos para isso — responde Alexander.

— O que?! — Shelby perde a calma. E aquele papo de não perder o controle?

— Reunião encerrada — Jeremiah praticamente nos expulsa.

— Não! — Shelby grita. — Se estão lavando as mãos para isso são covardes! Quando a cavalaria chegar espero que transforme este local em ruínas e eu mesma vou ajudar!

— Baixe o tom de voz mocinha — Alexander permanece calmo, mas sei que deve ser extremamente perigoso e se esconde atrás dessa fachada de alguém controlado.

— Baixar o tom uma ova! Nos ofereçam um bom motivo para não querer nos ajudar! — Ela exige.

— Nós até iríamos conceder nossa ajuda... — Diz Alexander.

— Antes de saber que possuem um membro Real com vocês e que a realeza sabe disso. Entreguem a garota a eles e eu ajudarei vocês — Jeremiah refere-se à Carly.

— Não podemos fazer isso — Wendy fala.

— Então não temos mais nada para discutir — Jeremiah murmura.

— Espera... — Eu digo sabendo que tem outra opção. — Se entregarmos a Shay para a realeza, vocês se juntariam a nós?

— Sim. Pretende entregá-la? — Os olhos dele possuem um brilho estranho.

— Eu... — Penso a respeito.

— Sam! — Wendy me repreende. — Não podemos fazer isso.

— Qual são nossas opções? — Eu pergunto.

— Entreguem a senhorita Shay aos Reais, ou encontrem a filha bastarda que sobreviveu. Se entregarem a filha, a senhorita Shay não terá mais utilidade para eles e então, todo o Conselho Wesen irá utilizar os melhores guerreiros para dizimar os caçadores e talvez até mesmo batalhar contra os Reais — Jeremiah finaliza o assunto como se soubesse de algo.

Eu olho para o Freddie. Ele balança a cabeça negativamente.

— A última opção é mais viável para nós — eu digo e saio da sala.

Todos me acompanham formando uma linha horizontal reta no corredor.

— Como iremos achar a tal filha? Pelo o que eles nos disseram, ela pode estar em qualquer lugar do mundo — Nevel fala comigo, certamente teve muito que ler nos pensamentos deles. — E eu não confio no Jeremiah e o Alexander estava nervoso, ficava pensando em coisas aleatórias, acho que ele sabia meu dom. Tentou omitir algum pensamento.

— Eu tenho um plano — eu murmuro. — Freddie, ligue para o Spencer, o mande trazer a Carly de volta e que nos encontre lá em casa.

Saímos caminhando com postura. Uma nova ideia surge. Uma troca será feita nem que eu tenha que me entregar para isso.

Aguardo a Carly chegar de La Push na minha casa. Troquei de roupa. Eu espero na porta da frente. Freddie ainda não teve oportunidade de falar comigo pois, Shelby está aqui. Olho para rua e caminho para lá. Freddie me segue. Escuto o barulho do carro na outra rua. O sol surge aos poucos. Freddie sorri me abraçando por causa do anel. Aconchego-me nele enquanto Spencer surge no sedan virando a esquina. O carro estaciona. Shelby já está puxando meu cabelo atrás de mim para me irritar.

— Sam! — Carly grita saindo carro. Ela corre e nos abraçamos. Inalo seu cheiro de morango. Senti falta dela.

— A princesa voltou para casa — Shelby solta uma piada errada.

— Freddie... Shelby... — Ela olha confusa vendo o sol brilhar neles.

— Presente de aniversário — ele aponta para o anel. — Quebrou a maldição do sol.

— Eu uso esse colar — Shelby mostra.

— Incrível! — Ela bate palmas.

Shelby caminha para abrir a porta do Spencer, por que precisa falar com ele.

— Não preciso de ajuda — Spencer não olha na cara dela.

— Para de ser ridículo — Shelby abre a porta e Spencer sai com raiva. Ele agarra o braço dela. — Me larga! — Finalmente eles se olham face a face. Spencer solta o braço dela olhando assustado para o rosto da Shelby. Seu olhar é focado demais. Forte demais. Muito intenso. Oh! Não! Deus... De novo não... Maldita lenda!

— Spencer, não! — Carly grita com raiva e corre. Ela puxa Shelby pelo braço com força.

Eu fico parada observando sem saber o que fazer.

— O que está acontecendo?! — Shelby empurra Carly devagar, ela não entendeu nada.

— Por que de todas as pessoas do mundo teve que ter imprinting logo por ela?! — Carly pergunta para o irmão.

— Ele teve o que comigo? — Shelby pergunta em choque.

Imprinting é quando... — Eu tento explicar.

— Eu sei o que é... Só... Não esperava que acontecesse... Eu... — Ela não consegue falar direito.

— Mas a Shelby tem escolha né? Ela não precisa ficar com ele — Carly busca uma solução, algo nela faz com que não goste da Shelby.

— E por que não ficaria? — Pergunta Freddie. — Ele é o futuro dela, assim como ela é o dele. Tudo que ambos precisam está no relacionamento que vão iniciar. Spencer seria qualquer coisa por ela, Shelby não tem motivos para escolher outra pessoa e Spencer jamais irá escolher alguém além dela — ele parece ter lido algum livro, mas sei que Nevel deve ter contado para ele como o imprinting funciona após ler a mente da alcateia.

— Isso foi estranho... — Spencer sussurra fechando a porta do carro.

— Isso não pode estar acontecendo... — Carly fuzila Shelby com os olhos. — Você tem apenas dezenove anos, ele tem vinte e nove.

— Tecnicamente a Shelby tem cento e cinquenta e quatro — menciono.

— Qual é o problema? — Spencer pergunta e vejo seu corpo gravitar para perto de Shelby.

— Ela é uma assassina. Pode muito bem matar o Spencer enquanto ele dorme! Vai saber o que ela pretende fazer... — Carly tem ideias absurdas.

— Ela não faria isso — eu digo indo para perto deles.

— Por que não? — Carly não se convence.

— Porque ela vai o amar — Freddie responde.

— Talvez até o ame a partir de agora — eu acaricio as costas da Shelby.

— Acho melhor eu levar as malas para casa — Spencer diz corando.

— Eu ajudo você... Quero dizer, vocês... Eu preciso repassar o que aconteceu enquanto estiveram fora — Shelby está toda boba.

— Claro — Spencer sorri de forma linda para ela e ri nervoso com tudo.

— Voltamos em breve — Carly me avisa abrindo a porta de trás. — Se eu sobreviver...

Eu me aproximo da janela para falar com ela.

— Não esquenta Carly, dê uma chance a ela — eu sorrio.

— Vou dar — Carly suspira.

Eu vou para perto da Shelby. Ela me segura, me beija próximo à boca e da risada.

— Olha o lado bom Sam, não vou mais dar em cima de você — ela me abraça com força. — Obrigada.

— Está agradecendo por que? — Acho estranho o abraço.

— Por me permitir chegar até aqui — ela desfaz nosso abraço. — Acho que eu te odeio menos.

— É um progresso — eu me despeço e vou para perto do Freddie.

Quando o carro some das nossas vistas, Freddie me leva para dentro da casa e me faz sentar no sofá com ele.

— Não vou deixar você se entregar. Nem pense nisso. Samantha Puckett eu te peço em casamento aqui e agora se isso empatar você de fazer uma coisa estúpida — ele diz com convicção.

Eu sinto o ar sumir. Não sei se realmente ouvi isso.

— Eu não vou me entregar, a menos que seja necessário. Wendy e eu temos um plano que vai funcionar — sei que não posso terminar a frase assim. — E você sabe que eu aceitaria me casar com você apenas para te ver feliz.

— Apenas por isso? — Ele aproxima a boca da minha.

— Não. Por que eu amo você também.

— Bom... — Ele me beija com força nos lábios. — Não envelhecemos então não temos que esperar a idade certa para isso.

— Tem razão... — Sento no seu colo. — E quando você me pedir, estarei pronta para dizer que "sim".

— Sério? — Ele sobe a mão pelo meu corpo.

— Sim — eu beijo ele.

Freddie me deita no sofá enquanto nos beijamos. Ele me prende em baixo do seu corpo. Eu faço o beijo se tornar quente. Freddie se apoia em um braço e coloca a mão na minha blusa. Ele desabotoa o primeiro botão e separa nossos lábios.

— Eu quero tirar a sua roupa — sua voz é macia.

— Tira — eu concedo a ele permissão.

Freddie volta a desabotoar minha camisa xadrez. Ele chega à parte de baixo, mas a fumaça começou. Alguém bate na porta.

— Não saia daqui — ele ri e corre para atender a porta. Eu me sento no sofá sabendo que não vai ser dessa vez.

Freddie retorna em alguns segundos com um envelope grosso e de papel caro na mão. Eu acho melhor abotoar a blusa.

— O que é isso? — Eu pergunto abotoando a minha camisa.

— Estava na porta — ele se senta ao meu lado.

— Devemos abrir?

Ele faz que sim com a cabeça. Freddie abre o envelope. Dentro contém uma carta. Eu pego para ler em voz alta:

Samantha Puckett, convocamos sua presença em nosso baile de boas vindas á família Real na segunda à noite em Place Of Towers na Eliott Bay. Traga a senhorita Shay com você, sabemos que ela está de volta na cidade. Ao seu dispor: Reais de Viena. P.S: Isso não é um pedido, é uma ordem e vidas serão poupadas — eu tremo ao final da leitura.

— Meu Deus... — Freddie me olha com medo.

— E tem uma coisa escrita em alemão — dou o papel para ele.

Das Blut muss mit Blut bezahlt werden — Freddie lê para mim.

— O que significa?

O sangue dever ser pago com sangue — ele me responde.

— E agora?

— Carly precisa saber da verdade — Freddie amassa a carta.

— Irei contar a ela — eu o asseguro.

— Iremos ao baile?

Eu olho para ele de forma tensa.

— Iremos.

— Quem de nós?

Empurro ele para que se deite e subo em cima dele.

— Você irá como meu acompanhante. Brad irá com Wendy. Spencer com a Shelby. Carly irá com o Nevel — eu dou carinho no seu rosto.

Ele me detém.

— Pode ser perigoso...

— Vamos ser cuidadosos.

— Sei... — ele segura meus pulsos preocupado. — É melhor eu ir por cima.

Eu saio de cima dele e fico em pé.

— Não confia em mim o bastante, não é?

Freddie engole em seco, mas ele está certo. Eu posso matá-lo. Não podemos arriscar. Ainda não.

— Olha se quiser...

— Eu vou comer alguma coisa — o deixo sozinho na sala.

— Vamos fazer da forma que você quiser — ele me abraça por trás e beija meu pescoço. — Não queremos perder um ao outro, se não fizermos agora talvez não vamos ter um amanhã.

— E se algo der errado? E se eu matar você? Não quero conviver com perda e culpa, estou cansada disso Benson! — Eu luto para sair dos seus braços.

— E toda vez que você sentir a dor e a perda, lembre-se de que isso foi por minha causa.

Eu encosto-me na pia sem saber o que falar. Freddie assobia uma canção antiga e eu tenho que quebrar o gelo.

— Shelby e Spencer... Eu fiquei muito surpresa — tenho que admitir.

— É mais provável a Carly matar a Shelby do que ao contrário — ele me faz rir.

— Eu já vi a Carly brava, não é algo seguro de se ver... Imagina quando ela for uma vampira.

— Agora eu tenho uma pergunta que não tem nada haver com o esse assunto... — Freddie se coloca na minha frente. — Como o Spencer é um lobo se ele é filho de um casal da família Real?

— Por que alguém da família dele tem sangue Klautriny... Um tio, tia... Nunca se sabe. Nossa vida é cercada de mistérios — eu acaricio sua bochecha rosada. O QUE?! As bochechas dele estão quentes e eu recuo imediatamente para o outro lado da cozinha.

— Sam? — Freddie se assusta. — Amor, o que foi?

— Que diabos está acontecendo com você?!

— Ham? Não está acontecendo nada comigo — ele finge indiferença de novo.

— O sangue nos seus lábios, o bocejo no campo, o bolo e agora isso? — Cito os fatos.

— O bolo eu só comi para ser cordial... — Ele cruza os braços.

— Seu... — Me detenho.

— Olha, eu não sei qual é o problema aqui, mas quando quiser realmente conversar ou fazer alguma coisa que não seja gritar comigo, eu volto — Freddie passa por mim sem nem ao mesmo um beijo de despedida. Mais uma vez ele está escondendo algo de mim.

Relembro o que a Shelby falou de visitarmos uma velha amiga dela. Saio pela porta dos fundos e mando uma mensagem para a Shelby. Estou com a decisão de consertar seja lá o que está acontecendo com o Freddie. Ele pode me amar, mas tem algo errado e ele não parece o mesmo... Por que ele estaria voltando a ser humano? Quero a resposta para essa maldita pergunta e quero meu namorado vampiro de volta.

Notas finais
An an an an! O que acharam? Comentem ai seus lindinhos! E como vocês sabem apenas nos sábados eu respondo perguntas, mas como muita gente saiu da moita e querem saber de mais coisas, eu resolvi responder também nas quartas, aqui está algumas bem úteis (leiam) Julie Kress pergunta: "Será que podemos confiar mesmo na Shelby? Aliás, a questão é: Carly vai virar vilã e a Shelby vai "ocupar" o lugar dela sendo a mocinha?" Resposta: Certamente podemos confiar na Shelby, ainda mais após esse capítulo, ela apenas irá revelar certas coisas depois. Acho que você realmente descreveu o que está para acontecer em breve, Carly irá ser a vilã e Shelby tomará o lugar de mocinha. Resumindo os fatos eu posso te dizer isso: Carly será uma vilã, Shelby será a garota boa, Freddie será o vínculo que mantém todos unidos, Sam não será vilã, mas ela irá ligar apenas para seus próprios interesses não ficando do lado de ninguém. Gibby será designado como líder e herói de vários personagens, várias decisões e planos aconteceram por causa dele. Esses acontecimentos irão surgir logo após um capítulo chamado "Os Mortos Batem à porta". Espero ter tirados suas dúvidas. Acassio pergunta: "Sua escrita progride muito no decorrer desta história, é perfeita e você costuma usar linguagem culta e formal nos personagens, o que os deixa meio mecânicos - isso não é uma crítica, só queria que usa-se mais gírias - poderia deixa-los mais humanos? (sei que são vampiros e lobos). É apenas um pedido para que você use o nosso português brasuca em diferentes situações ou até mesmo gírias em inglês traduzidas, já que eu sei que você é quase fluente nesse idioma. Beijos Sammy amo a sua fanfiction! Resposta: Vou tentar usar o nosso português "brasuca" risos. Perdão se sou muito formal, tenho hábito de escrever e conversar pessoalmente assim, prometo deixar os personagens menos robôs. Que fofo que vc ama a minha fic, beijão! Luca pergunta: "O nome da fanfiction é 42 - Violet Hill (eu sei que são nomes de duas músicas da banda britânica Coldplay, a qual você não nega ser fã) mas até agora somente Violet Hill ganhou destaque, quando o Conselho dos 42 tão citado e até mesmo esquecido por muitos leitores (eu não vi ninguém perguntar a respeito disso) terá uma boa explicação e o destaque merecido? Resposta: Infelizmente só posso te dizer que o Conselho dos 42 terá um grandessíssimo destaque quando a Sam for para um determinado lugar, onde ela se aprofundará nos contos e lendas da tribo, é o máximo que posso revelar sem dar um spoiler. Valéria pergunta: "Teremos personagens novos? Se sim, quais e se não por que?" Resposta: Sim. Teremos Guppy o irmão do Gibby e talvez alguns outros (tem uma que só vai aparecer para morrer hehehehe). Rosângela pergunta: "Como o Freddie vai ficar com a Carly amando a Sam desse jeito? A menos que ele perca a memória fará algum sentido, se não eu acho que ficará forçado, por favor me responde. Resposta: Freddie não vai precisar perder a memória. Ele prometeu a Sam que ficaria com a Carly se algo acontecesse, talvez o maior erro tenha sido da Sam ao ter feito o Freddie prometer isso a ela... Wendy explicará tudo em breve... Andrea pergunta: "Você vai nos dar um flashback de como Sam e Freddie se conheceram? Tem muitas coisas que não da para entender, pode dar um flashback do primeiro beijo deles também? Resposta: Garota, você está certíssima, eu já tenho boa parte dos flashbacks escritos, teremos o passado da Sam revelado em um momento crucial da fanfic, entre os acontecimentos mostrados em flashbacks eu posso citar: Quando Sam e Freddie se conheceram, o primeiro beijo deles de verdade (na reserva), Sam matando sua família, Freddie levando a culpa, a batalha de Violet Hill (antes, durante e após), última vez que Sam e Freddie conversaram, Sam atacando a Carly, Sam conhecendo o Gibby. Tudo a critério de vocês :) Não quero deixar pontas soltas. Yara pergunta: "Deixa as minhas perguntas para o final por que quero que todos fiquem pensando nelas depois. Minhas perguntas são: Carly irá tentar matar a Sam por que? De fato ela chegará bem perto disso? Freddie ficará do lado de quem? E por que a Sam vai desligar a humanidade?" Resposta: Seu pedido é uma ordem, como desejou, suas perguntas foram as últimas, aqui está as respostas para todas elas em sequência: Porque a Carly vai descobrir que o Freddie pretendia (ou pretendeu ou ainda pretende) dar algo a Sam, e Carly queria muito que o Freddie oferecesse essa tal coisa a ela. Carly chegará tão perto que até sentirá o gostinho. Vai ser uma cena do caralho mesmo! Ele vai estar meio incapacitado na hora que tudo for acontecer, só saberá do desfecho mais tarde quando for, digamos, "resgatado". Sam vai desligar a humanidade por que a paciência dela com o Freddie, certos acontecimentos e uma perda horrível a fará desistir de tudo. Gostou das respostas? Pq eu adorei responde-las, beijão linda! E esses foram os tiros de hoje... (mandem mais perguntas aqui pra tia) Pediram uma tradução cômica para a frase que deixo aqui em baixo como minha marca registrada, então aqui está (risos) Em inglês: See you soon guys! Very soon... Legendado: Vejo vocês em breve caras! Muito em breve... Dublado: Nois se vê por ai (brasuca pra você Acassio) XoXo