40 Dias Para Te Reconquistar
15 Capítulo 10 - Cobertura de amor, por favor.
Notas iniciais
Samantha se sentia um lixo, e sentada na cama abraçava as pernas. Assistia atenta o seu celular tocar, tocar e tocar. Jonny ligou durante a noite toda e hoje de manhã continuava a ligar. Ela perdeu as contas das inúmeras ligações e mensagens enviadas, tentou resistir as mensagens mas não conseguiu. Leu elas com lágrimas nos olhos, ela deve perdoá-lo e já tinha em mente que faria isso... Não só por ela. Sam tem vários conceitos em si, e um deles é ser feliz com uma família formada. E mesmo que não quisesse, Jonny seria sua família?!
O celular tocou mais uma vez, só que não era Jonny e sim o seu marido. Ela estranhou, pois ele estava em casa. Bem, ela achava que ele estava. Limpou as lágrimas que caíam dos seus olhos, e respirou fundo.
– O que quer e aonde está? — Perguntou ela com a voz abatida.
– Quero que passe o dia comigo. Mandei limparem a piscina e para te alegrar mais pedi que Carly trouxesse a Anita e o Josh. — Disse ele fazendo-a sorrir.
– E porque as crianças por perto? — Perguntou interessada.
– Treinando para sermos uma família. — Disse divertido e as palavras ditas se fixou em sua memória.
– E porque não bateu na porta do quarto? — Perguntou curiosa.
– Você chegou chorando e não quis incomodá-la durante a noite, mas aí escutei seu choro novamente agora pela manhã... Achei melhor te ligar. — Fred disse a verdade.
– Combinado então...
Depois disso, ela tirou a bateria do celular e jogou na cama. Se levantou em um pulo e não teve medo na escolha do bíquini. Ela desejava ele, e prometeu a si mesma que o teria. Seria um benefício a ela e um troco para o Jonny. Ela tem se tornado meia vingativa, não gosta que brinquem com o seu coração... Tanto é que ela troca a vingança pelo o conceito de devolver o sentimento.
Escolhido o bíquini, correu para o banheiro tomou um banho e se vestiu. Próximo passo é encontrar um short jeans curto, pra ela é delicioso a idéia de saber que a cada dia ele se torna mais louco por ela e sabia bem como aperfeiçoar isso.
Vestida, desceu as escadas e se deparou com a Carly nervosa. Olhou para o sofá onde Anita está de braços cruzados com um bico grande e Fred do lado da nervosa garota. Ele ria. Sam limpou a garganta tentando chamar a atenção da amiga e conseguiu. Ela olhou para a loira abrindo a boca e depois a olhando maliciosamente, como que dissesse " É pro Fred, né? Safadinha. " e Sam não se aguentou rindo.
– Uau. — Fred exclamou, vendo como a parte de cima do bíquini abraçava apertado os grandes seios da esposa. Desceu seu olhar para a barriga lisa e o short jeans, que mais parecia a segunda pele das suas grossas coxas. Imaginou como aumentou a bunda da loira e rezou para que de alguma forma ela virasse, dando ar a sua imaginação. Lógico que a loira esbelta percebeu e abriu um sorriso grande.
– O que aconteceu, Carly? — Perguntou interessada, pois sua Anita está emburrada.
– A Anita e seu Josh, espantaram a décima terceira babá. — Carly disse furiosa.
– Décima quarta, mãe... — Anita a corrigiu. E Carly abriu um sorriso cínico.
– E porque não estão na escola? — Sam perguntou, pois estavam no meio da semana ainda.
– Josh tem aulas em casa, e já assistiu a elas. E a Anita se nega a ir no colégio porque brigou com Enzo. — Carly explicou respirando fundo.
– Enzo é um idiota. — Josh falou fechando o rosto angelical. E Sam riu, ele só podia estar com ciúmes da prima. O celular de Carly começou a tocar e ela se despediu. Só depois que ela saiu e fechou a porta, Anita pulou do sofá animada.
– Vamos tomar banho na piscina? — Perguntou já pegando sua malinha rosa.
– Sim. — Fred respondeu, olhando mais uma vez para Sam. Só que dessa vez foi em sua direção e passou suas mãos carinhosamente sobre a cintura dela, que fitou os olhos chocolates dele.
– O que? — Perguntou quase em um sussurro.
– Você é linda, mas já sabe né? — Fred respondeu sorrindo e pressionando seus lábios nos dela. Depois a soltou quando ouviu o " Eca " da Anita, que só fez para irritar.
– Tia, você me ajuda a fazer um bolo pequeno para o Enzo? Mas tem que está escrito " Pardon " — Anita perguntou vibrando por dentro.
– E o que diabos é " Pardon "?
– É perdão em francês. — Josh respondeu antes que a pequena abrisse a boca.
– Quem te deu essa ideia? — Fred perguntou pensando ter o dedo de Lohany nisso.
– Um homem que conheci ontem. Ele tem olhos claros igual o seu, tia! — Anita informou.
– Sua mãe e eu sempre te falamos para não conversar com estranhos. — Indagou ela, andando para a cozinha e sendo seguida pela Anita.
– Ele não é estranho. Ele é pai de uma nova amiga minha, ela se chama Sansa e tem 10 anos. — Sorriu a pequena, lembrando-se da nova amiga loira das olhos verdes claros e de seu pai que a tratou super bem.
– E o que mais ele disse? — Sam pode respirar melhor, em saber que é pai de uma amiguinha. Pegando os ingredientes para fazer bolos.
– Eu elogiei os olhos dele e disse que queria ter olhos claros também, porque você tem. Aí ele me disse que eu deveria ter olhos como os dele... Porque meu pai tem!
– Anita parou pensando no resto da conversa.- Mas meu papai não tem os olhos cristalinos assim... — Falou confusa e pensativa. A mente da Sam gelou e Fred entrou na cozinha só de sunga. Sam até se esqueceu no que estava pensando, prendeu o ar pois achou que ali mesmo o agarraría.
– Eu e Josh vamos pra piscina... — Fred avisou, sorrindo de lado.
– Sacos de preguiça, não vão ajudar? — Perguntou Anita, com as pequenas mãos na cintura e Josh riu.
– É chato nessa parte de fazer, bater e tal. Nos chame na hora de decorar! — Josh explicou e bateu na mão do parceiro grande. Então se foram.
– Então... Quantos bolos tem em mente? — Perguntou com os pensamentos embaralhados, e respirou finalmente.
– Três. Um grande pra mamãe e pro papai, um pequeno pro Enzo e cupcakes pra gente. — Anita respondendo se atrapalhando e contando nos dedinhos.
– Está bem.
Fizeram todos os bolos, e colocaram no forma industrial que tem na cozinha.Sam limpou a pequena garota e disse que podia ir até a piscina, que por incrível que pareça não ficava ao ar livre. Então organizou a cozinha, e decidiu só se limpar um pouco. Tirar o excesso, pois achou que chamaría a atenção de Fred do jeito que estava... Um pouco suja de farinha.
Se direcionou no corredor que tinha sua academia particular, e logo se deparou com uma porta grande de vidro e de correr, que já estava aberta. Entrou no lugar com a piscina grande e viu as crianças com coletes e boias. Havia bolas coloridas na piscina e macarrões grandes. O lugar é coberto, mas bem iluminado pelas três grandes paredes de vidro e podia ver na lateral direita à area aonde tomou café com Fred e Anita, no outro dia. A lateral esquerda guardava a area da churrasqueira juntamente com a área da frente, onde tinha um grande espaço livre. Usaram esse lugar somente duas vezes, está é a terceira.
Fred saiu da água quando viu sua esposa chegar, que novamente prendeu a respiração. É uma cena dos deuses, vê-lo daquela forma. Mas organizou suas emoções, era visível que ele quer mexer com ela e esta conseguindo, o fato é que nesse jogo a loira é mestre.
Ela andou devagar até ele, que já estava fora da piscina e enxugando os cabelos e envolveu suas mãos em seus longos cacheados cabelos, fazendo um coque desleixado mas bonito. Antigamente, ele gostava de seus coques pois desfazia eles entre amassos. E desde o dia do vestido vermelho ela perceberá que o efeito ainda é o mesmo.
– Tentando me seduzir, Sra. Benson? — Fred perguntou com a voz calma e sorriu de forma maliciosa.
– Está funcionando? — Perguntou também sorrindo maliciosamente.
– Talvez. — Respondeu duvidoso, e virou a esposa de costas. E sem vergonha nenhuma, envolveu o braço direito na sua cintura puxando ela para si. Mas não foi tudo, pois com a mão esquerda passou sobre a lateral da corpo de sua mulher e apertou sua bunda. Que reprimiu um gemido entre os lábios. Então Fred beijou o pescoço da mulher, que sorriu envergonhada.
– Vai mesmo fazer isso na frente das crianças? — Perguntou Sam, se virando e pousando as mãos no peitoral do marido.
– Estava funcionando, acho que não mais... — Fred fez um beiçinho e Sam riu, o beijando de leve.
Era uma grande desculpa da parte dela. Pois Anita e Josh estavam entretidos em suas brincadeiras. A campainha tocou e Fred sabia quem era, então logo se disponibilizou em atender a porta e pedindo pra Sam ficar de olho nas crianças.
– Até que fim. — Fred falou rápido ao ver Cléo entrar na sala de sua casa, ela tirou os óculos escuros do rosto e levou junto com a franja para o topo da cabeça deixando-os lá e sorriu amável.
– Como estou? — Perguntou ela, dando uma volta para Fred verificá-la.
– Vestidos como sempre colados no corpo e tomara-que-caia, está bem normal. — Fred disse rindo da expressão do rosto da secretária.
– Eu não acredito! O vestido é mais longo, como você pediu que eu me vestisse... — Cléo resmungou irritada. Como ele não percebeu a diferença?, pensou. Seu chefe riu de forma divertida, ele tinha notado sim o vestido ser mais longo mas só que não foi como ele pediu.
Lembrou-se das suas exigências: Vestidos mais longos, menos decotados e muito menos colados. Não queria ter grandes problemas com Sam por causa da amiga e funcionária, mas Cléo decidiu ir devagar nesse estilo proposto.
– Está bem confesso que me achei velha e escondida com tanto pano. — Cléo riu e colocou em cima da mesa uma caixa grande e preta.
– Mas tentei fazer meu melhor com isso... — Ela acrescentou e sorriu, sincera.
Sam tinha tirados as crianças da piscina e vestido uma roupinha por cima da roupa de banho deles. Queriam brincar no jardim e ela deixou, pois estava curiosa em saber quem estava fazendo Fred demorar na sala.
Escutou gargalhadas femininas e parou na entrada do corredor que dava à sala. Observou um pouco distante a rival pousar as mãos no peitoral do marido e ele sorrir, simpático e nervoso por aquela atitude. Pegou meu amante e quer meu marido, é muito puta, pensou com raiva. Pelo menos está com uma blusa, pensou.
– Você sabe que pode descer o zíper do meu vestido quando desejar... — Cléo sorriu e olhou nos olhos do chefe. Era estranho fazer isso, pois tinha um filho e sabia o quanto foram ruins seus relacionamentos. Mas tinha algo além no jeito do chefe, o olhar dele, a simpátia, a beleza e acima de tudo, a fidelidade que carregava intacta.
Cléo não queria que ele fosse infiel da mesma forma que a esposa, mas deixava claro sempre que podia que ela estava ali e ajudaria ele a conquistar a mulher, somente por isso dormiu com Jonny. E fazia mais, diz sempre que pode que quando Sam deixar claro que não o quer e ele cansar de sofrer fosse atrás dela... Prometia nunca decepcioná-lo. E não o fez e nunca faria. Seus vestidos e seus modos demonstravam uma Cléo de corpo, mas seus valores eram imensas em vista de tudo que já sofreu na vida. Uma promessa é sempre cumprida, mesmo que seja difícil de faze-la. Ela é vestida de sinceridade e ambição de ser feliz. E via em Fred um homem diferente... O que sonha pra si. Mas antes de seus sonhos, vinha sua lealdade.
– Você nunca vai desistir? — Fred perguntou, tirando as mãos dela de cima dele. Cléo sorriu, admirando-o.
– Só quando me provar que está bem com sua esposa. — Ela disse firme e ele compreendeu.
– O que ela veio fazer aqui? — Perguntou Sam, entrando na sala fitando-a com raiva.
– Pedir para meu chefe me dar a pasta relacionada com o interior... — Cléo respondeu olhando ela de cima a baixo e sorrindo.
– Eu vou no escritório imprimir e pegar... — Ele disse e assim que fechou a porta do escritório, Sam estava pronta pra questioná-la.
– Quantas vezes durmiu com Jonny?
– Quatro vezes. — Cléo respondeu a verdade, e sentiu seu rosto queimar.
– Porque quer tudo que eu tenho? Jonny, Carly, Fred...
– Eu não quero o Jonny! — Ela interrompeu quase gritando.
– Mas transou com ele. — Sam rebateu.
– Para ver se você acorda.
– Vai dormir com meu marido também, pra me acordar? — Ficou nervosa.
– Deixa eu te esclarecer uma coisa: Ele é maravilhoso e você tem que se decidir. Ele está ficando louco, agora sei porque.
– Porque? — Perguntou confusa.
– Você andando pela casa assim e aposto meu carro, que o nega. Ele é HOMEM! VÊ SE ACORDA! Logo ele não vai se aguentar e eu só vou receber ele na minha vida, se você realmente não o quiser e o chutar. — Ela informou mais irritada ainda. Então Fred voltou com pápeis nas mãos e entregou para Cléo.
– Ela não tem um tablet ou notebook ou um celular não? — Sam perguntou à Fred, que riu.
– Ela queria me ver. — Ele disse e ela concordou.
Cléo se despediu deles e foi embora. Demorou muito para o Fred acalmar Sam e os bolos ficaram prontos, era hora de confeitá-los. Em pé nas cadeiras estão Anita e Josh, com duas latas de chantilly... Comendo mais que enfeitando os bolinhos. Fred ficou ajudando Sam com os dois bolos grandes e o pequeno, que seria para Enzo.
– Coloco calda de chocolate, Anita? — Perguntou ele atento no que fazia e Sam o encarou, querendo dizer que é óbvio que deveria. E por incrível que pareça, a pequena garota fez o mesmo e Fred entendeu o recado.
O celular dele tocou e deixou tudo para atender, antes um selinho foi depositado nos lábios da esposa. Demorou muito no escritório, e ela entendeu que deveria ser emergência do trabalho. Terminaram de confeitar o bolo e os cupcakes, mas faltava um pequeno detalhe no bolo pequeno... Pardon.
– Escreve direito tia... Ele tem que gostar! — Anita disse animada e o menino que estava do seu lado revirou os olhos.
– Par... don. — Sam repetiu enquanto manejava a escrita no bolo.
– Vai fazer corações ao redor também? — Perguntou Josh cético.
– Seria muito direto... — A pequena garota ficou pensativa e Josh bateu na mesa tirando-a de seus pensamentos. Ela emburrou.
– Está bom querida?
– Está perfeito... Mamãe nunca faria isso comigo... — Anita disse abraçando Samantha de forma carinhosa.
Sam deixou as crianças comendo dois cupcakes e preparou um para o marido. Ao entrar na sala, viu ele saindo do escritório e sorriu. Chegou perto e antes que pudesse entregá-lo dizendo algo, Josh apareceu a empurrando de forma que parte do chantilly deixou não só o colo dos seis mas também a parte que estava amostra deles. O garoto pediu desculpas e voltou pra cozinha na qual recebeu um tapa da pequena garota.
– Era pra ter empurrado a tia nele... Não afastado. — Ela o advertiu e os dois foram discutindo até a mesa da cozinha, voltando a atenção aos cupcakes.
Podia ouvir a risada de Fred seguido por um sorriso malicioso. Sam também levou na brincadeira e passou um dedo sobre o seio direito limpando uma parte e levando a boca. A malícia foi levado mais a sério por Sam.
– Vem cá que vou te ajudar a limpar isso. — Fred falou normal e a puxou para escritório.
Assim que a porta foi fechada ele se encarregou de pressioná-la na parede e ergué-la um pouco. A mesma o prendeu entre as pernas para de forma alguma fosse perder o equilíbrio. Fred sorriu de lado e passou a língua no colo dos seios dela, de forma que foi preciso prender o ar. A sensação era revivida em sua mente, chantilly já tinha sido um dos ingredientes que usaram para pegar fogo na noite do terceiro dia no primeiro apartamento que adquiriram. Sam passou as mãos pelos cabelos dele, prendendo no seu pescoço e incentivando-o a continuar. Esqueceram por longos minutos das crianças que estavam na sala. E como não esquecer com Fred saboreando-a daquela forma? O bíquini dela colaborou, pois é daqueles chamado de cortininha... Depois desses longos minutos, tinha-se esquecido de quão alto é seu gemido e Fred lembrava a cada momento aproveitar aquilo. Seus volumosos seios na sua boca, sugados e mordiscados.
Por maldição do destino, a campainha tocou e batidas na porta do escritório poderão ser ouvidas. Fred parou e tapou a boca de Sam, que o olhava com desejo. Mais uma vez ela o queria, sem romantismo, sem rosas no quarto ou com velas aromáticas. Ela o queria fisicamente, sem nenhuma interrupção e queria logo. A campainha tocou novamente e os chamados de Anita foram ouvidas.
Fred desceu a Sam da parede, que fixou seu olhar no quando sua sunga estava volumoso. Então riu, arrumado seu bíquini. Ele retirou sua blusa e jogou pra ela, que vestiu rapidamente.
– Eu vou indo, porque acho que tem coisas importantes pra resolver. — Sam falou e saiu do escritório dando muitas risadas.
Era Carly que estava apressada, então pegou os bolos e levou para o carro, agradeceu a amiga e foi embora com as crianças. Sam, subiu as escadas rapidamente pois temeu que ele vinhesse ao seu encontro querendo terminar o que começaram. Entrou no seu quarto e fechou a porta, parecia uma adolecente surpresa. Deu risadas sozinha e foi para o banheiro, no chuveiro pensou o tanto que é errado o que deixou acontecer. Ela teria que pedir o divórcio antes que começasse aparecer o que ela temia. Sim, ela queria sentir a sensação novamente de alegria... Mas que fosse com Fred. E não é dele. Sua felicidade estava com Jonny, pensou convencida.
Saiu do banheiro de roupão e colocou novamente a bateria do seu celular. Está anoitecendo e se vestiu, pois ligou para o Jonny avisando que estava indo para o apartamento dele. O homem ficou feliz ao saber que poderiam se acertar. Ela saiu de casa quase que escondida, mas Fred a viu. Ele deixaria ela ir, pois adiantaria algo... Os dias se passavam e ele enfim decidiu tentar unir um elemento de seu caderno.
– Não me toque. — Sam falou irritada ao ver o amante querendo tocá-la.
– Mas, eu pensei...
– É o seguinte: Por mim, não olharia mais na sua cara e devo informar que perdeu o emprego. — Ela sentou no sofá e sorriu.
– O que? Como assim perdi o emprego... Você não pode me demitir. — Jonny ficou indignado.
– Posso porque sou dona do lugar e estou fazendo isso. Começe a procurar um lugar pra trabalhar, eu te dou dois dias para recolher as suas facas do meu restaurante! — Falou determinada.
– E quanto a nós? — Jonny perguntou sentando na mesinha do centro na sala e em frente a ela.
– É sua última e única chance. Eu te repito: Não é por mim mas pelo futuro... — Sua voz falhou. E ele abriu um sorriso, segurando o rosto dela nas mãos.
– Você não vai se arrepender... — Ele sussurrou e a beijou.
É muito tarde, por volta das duas da manhã quando ela abri a porta de casa e a sala está iluminada. Estranha, joga a bolsa em cima do sofá e é surpreendida com braços envolvendo-a por trás. Seu coração chora. Ela tenta se irritar e ser fria novamente, não permitindo-o que a toque... Mas as palavras de Cléo vem a sua mente, se repetindo várias vezes e decidi não fazer. Sam não o quer com ninguém... Então só se virou e fitou os olhos dele.
– Já é tarde... — Ela sussurrou e nada disse ele.
Segurou sua face com uma das mãos admirando os olhos da esposa, depois deixou-se analisar os detalhes de seu rosto e sem querer lembrou-se no dia que bateu nela. Um dia de indignação e fúria, o único dia que esqueceu o quanto ela já sofreu. Eles nunca falaram antes disso. Mas ele sabia que parte da culpa da reação dele foi completamente dela... Se tivesse calado quando ele mandou. Mesmo assim, ele a olhou com carinho e sabia que o faria iria passar em cima do orgulho dele. Seus olhos lagrimejaram e ela percebeu, com o coração na mão por ele.
– Você seria capaz de me perdoar? — Ele perguntou algo que ela nunca pensaria ouvir. Seu interior gritou em vou a pergunta.
– Por? — Respondeu perguntando. Queria conferir tudo que ele pensava ter feito a ela.
– Passar dias e dias trancado em um escritório planejado, não ter te dado a atenção que precisava, me importar somente em ter mais e mais dinheiro, esquecer de você a ponto de não levá-la na inauguração da primeira loja... Oh Deus, são tantas as coisas. Mas principalmente pela minha reação quando me contou dele... — Explicou sem desviar o olhar dela.
– Claro. — Foi direta e um pequeno sorriso se formou nos lábios dela. Ela se sentiu que esse dia não iria chegar.
– Obrigado. — Ele disse selando seus lábios nos lábios dela.
A puxou em direção a porta da área da piscina, onde ela deixou a surpresa transparecer normalmente e não acreditou no que via. A superfície da piscina está cheia de pétalas de rosas vermelhas e uns corações de balão jogadas entre as pétalas. Talvez de todas as coisas que ele fez a ela nos últimos dias, esse foi seu preferido.
– Percebi que você não nadou na piscina. — Ele a informou, tirando as roupas e a intrigando.
– Então eu vou me vestir? — Perguntou confusa, pois ele estava desabotoando sua camisa. E ele fez um " não " com os movimentos da cabeça.
– O que está fazendo? — Ela o perguntou com um sorriso estampado não só nos lábios, mas no seu olhar.
– O que acha? Tirando a sua roupa. — Ele diz em tom óbvio e desabotou as calças dela, depois descendo-as.
Ela interferiu, ajudando ele e tirou qualquer coisa no seu corpo mas deixando a roupa íntima. O cabelo dela ficou bagunçado pois se atrapalharam, porém ela amou aquele momento. Ele a pegou no colo e a girou, a mesma gritou divertida. Então pulou na piscina, os dois de roupa íntima e se divertiram até o dia amanhecer.
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