40 Dias Para Te Reconquistar

23 Capítulo Flashback 5 - Marry me?


Notas iniciais
Antes de tudo, eu quero agradecer a Seddie2652 que é uma nova leitura e a Yo Mismo, minha linda. As duas recomendaram a história e eu fiquei muito feliz quando li elas. O que tenho a dizer? Muito obrigada. Enfim, queria também agradecer a PurpleJerk, que voltou para a Nyah e realmente supriu a minha saudade de sua presença. VAMOS AO CAPÍTULO? Acho que ficou grande, mas é bom para recompensar os dias que fiquei sem postar rs Boa leitura e eu dedico esse capítulo para a Luh Kress, que tem me acompanhado desde o principio e tem me dado um carinho muito grande.

- Então você disse pra minha mãe que ia me sequestrar? — Perguntei sorrindo.

- Claro. Eu que escolhi suas roupas e peguei tudo que iria precisar. — Fred me respondeu, sorrindo largamente.

Estamos no carro com a Senhora Benson, que está dirigindo, e somente a alguns segundos descobri que estamos indo passar o fim de semana na fazenda do avô do meu amor. Tom. Eu gosto disso, do Fred me sequestrar e não me avisar. Sabe? Ter coragem de falar com minha mãe embriagada e sem permissão pegar as minhas coisas, com intenção de me levar para longe dos problemas que me cercam.

Afinal, minha mãe está com câncer no fígado e isso tem me atingido muito. Algo que não posso negar: eu a amo e estou assistindo ela morrer aos poucos todos os dias. Porém essa Sam, frágil e boba, somente ele via. É engraçado como Fred consegui me ler e saber como sou, mesmo o socando ou brigando.

- Não se esqueceu do repelente, certo? — Marissa perguntou para Fred e ri com a reação dele.

- Devo ter esquecido... — Fez uma careta e passou a mão no cabelo, piscando pra mim. Idiota. Mas, um idiota bonito.

- Esquecer do repelente não te faz badboy, Benson. — Sussurrei e o fitei, claramente divertida.

- O que fizemos ontem me faz um pouco anormal, Puckett. — Ele me fitou e sorri com a lembrança.

O que fizemos? Surpreendentemente, meu namorado decidiu ir para as ruas na madrugada e pichar muros comigo. Ele foi incrível. A Carly não sabe, mas depois invadimos uma resistência de gente rica e nadamos na piscina deles. Estavamos sujos pois corremos da polícia de Seattle. Foi bom, mas a diversão durou pouco.

Quando o dia estava amanhecendo, ele me fez prometer ficar longe desse tipo de ações e brigamos, até que pedi uma despedida da pichação. Ele me disse que o que vivemos a despedida... Fred me quer bem, digo, ninguém nunca fez isso comigo e por mim. Ele está trabalhando e pagando um curso de pintura e de grafite para mim, seu argumento foi que está construindo meu futuro.

As vezes me pergunto onde estará o futuro dele, pois, seu tempo é cuidando do meu. Não reclamo, porque apesar de tudo, ainda me proporciona liberdade de escolhas. Eu o amo mais do que eu pensei e com certeza, devo amar mais do que estou pensando que amo agora.

Joguei a mochila em cima da cama do quarto rústico. É uma cama de casal, simples e de madeira escura. O papel de parede velho e com falhas, a cortina da grande janela é de renda amarelada e do lado da janela uma cadeira grande, amofadada e roxa. O quarto não é grande mas também não é pequeno. Simples e com cheiro de jasmin, também teria meu própria banheiro. Também tem espelhos de moldura branca com detalhes roxos e amarelos, de todos os tamanhos, que chama atenção para uma cômoda grande, branca e desgastada.

- Era o quarto da minha mãe. — Fred me avisou, sentando na cama e entrelaçando os dedos atrás da cabeça.

- Só podia ser... — Responde baixo e ele riu em resposta.- Porque ela não vai ficar aqui, nesse quarto? — Perguntei, engatinhando na cama e me sentando ao seu lado.

Sinceramente, é uma dos meus momentos favoritos. Sentar ao seu lado na cama, e ficar ali, conversando ou sei lá. Estando com ele.

- Ela vai embora depois que estetizar o quarto ao lado. — Ele respondeu com um pouco de raiva na voz.

- Sogrinha louca que fui arranjar... — Resmunguei e ele me fitou. São os olhos que tanto amo. Castanhos. Lindos e perfeitos.

- Eu te amo, sabia? — Ele sussurrou e roçou a ponta do nariz no meu. Sorri e o empurrei de leve.

- Tão meloso... — Respondi e ouvi seu grunido em resposta. — Nerd, vem cá... — O puxei pelo colarinho e o beijei carinhosamente.

Definitivamente eu não preciso falar que eu o amo, pois só tenho necessidade de demonstrar.Batidas na porta fizeram nosso beijo encerrar e pude encarar quem bateu. A doce senhora com vestido florido, magra e o cabelo cinza com o esbranquiçado da raiz em um coque no topo da cabeça. Ela sorriu e me fitou com carinho, fazia um tempo que não os via. Depois dos cumprimentos lá em baixo, esperava que nesse tempo pudesse conversar com a dona Flor que é uma mulher fantástica. Lembro que ela me ensinou a fazer a meia de manteiga e como usá-la corretamente.

- Querido, deixe a Samantha acomodar suas coisas e aproveite para fazer o mesmo. Fiz chá para os adultos e para vocês, uma torta. Arrume as coisas e desçam! — Flor falou calmamente e esperou o nerd sair do quarto.

- E aí, dona Flor? Tudo bem? — Sorri forçado, depois do tempo que ela ficou me assistindo arrumar as roupas. Também chinguei baixo, pois o nerd colocou um vestido de renda na mala. Como se eu fosse usar aquela porcaria. Sentei na cama depois de tudo pronto e a fitei também.

- Claro e você, Samantha? — Flor respondeu passando as mãos com pequenas manchas sob o vestido, puxando-o um pouco para baixo e sorriu.

- Eu estou bem. — Respondi e me levantei em direção a porta.

- Tente fazê-lo feliz. Sempre. — Ela me jogou essas palavras e saiu do quarto antes que eu pudesse passar pela porta aberta. Flor não precisava falar sobre quem estava falando. Não compreendi de íncio e nem depois de minutos.

Eu estava fazendo ele feliz, certo?! Apesar das diferenças, estou tentando e convenhamos, foi divertido governar trens em miniaturas. Mas feliz ainda foi brincar com a coleção de bonecas dele com aviões de controle remoto. Quero dizer, bonecos. Mesmo assim ele também me causou danos também, como não conseguir tirar carne das calças na prisão e pichar as paredes que já tinha pichado do meu quarto. Não é por nada, mas eu levei dias para fazer aquela arte. Porém, depois das brigas e ameaças, um beijo sempre sela nosso amor. É amor. Eu sei que é. Só tenho medo de ver o futuro do que chamo de amor no presente.

- Hummmm... — Eu ri da expressão do Fred e sorri vitoriosa.

- Eu te falei que estava muito bom. — Levantei a sobrancelha e fiz bico. Ele riu. Enchi uma colher grande da torta alemã que a Flor fez tão divinamente. Saboriei o pedaço que levei a boca e fechei os olhos. Senti os olhos do Benson me observarem, eu sei mesmo de olhos fechados. Abri meus olhos e o fitei.

- Perdeu algo na minha cara, nub? — Perguntei em um tom antigo e passei a língua no meu lábio inferior que está melado.

- Eu ia limpar pra você. — Ele resmungou e me senti envergonhada. Levei meu dedo no pedaço de torta que restou no meu prato, e passei sob a cobertura de chocolate. Delineei o contorno dos meus lábios com o chocolate e senti os olhos dele me observarem.

Quem diria que Samantha Puckett um dia estaria fazendo coisas assim com um Benson. Coisas românticas e melosas. Ele sorriu quando me aproximei dele e roçei a ponta do meu nariz no dele. Sua mão passou rapidamente nos meus cabelos, emaranhando em seus dedos e puxando levemente. Passou a língua alinhavando o cortorno dos meus lábios, até pressionar carinhosamente os dele nos meus.

Então finalmente começou com seu jogo língua na borda da boca, mordeu os meus lábios e pude ter espaço de sorrir. Voltou a me beijar de uma forma mais doce. Definitivamente, a melhor torta alemã de todas. Um limpar de garganta vinda da porta, nos afastou. É a Senhora Benson, que nos observa séria.

- Tem certeza que ficará tudo bem, filho? — Ela se dirigiu ao Fred, com um tom de preocupaçao ou ansiedade, não sei definir.

- Claro. Eu tenho certeza que quando voltarmos, ficará tudo melhor. — Ele disse sem dúvida e com doçura em sua voz. Meu coração saltou ao ouvir sua resposta, não sei... Deve ser por que estou com ele. Será esse o motivo de tudo ficar melhor?

- Sam, não maltrate meu menino. — Se dirigiu a mim, mas um olhar doce. O mesmo olhar que anos atrás ela tinha com Carly. Doce. Apesar da Sra. Benson ser gentil comigo, a pedido de Fred, nunca me dirigiu esse olhar. O olhar que tanto desejei nesses meses, não por mim mas por ele. Ele já me disse o quanto quer minha relação com sua mãe estável e natural. Confesso que não sei quando começei a ceder sentimentos, coisas e tempo para ele. Então não me lembro bem quando começei a me importar com o que a Marissa pensa sobre mim... É uma bobeira interna.

Algo que uma Puckett dificilmente faria, se importar e mostrar que se importa! Não comento com ninguém, mas a Carly me falou a semana passada que estou adquirindo traços da família Benson. Como se estivesse me tornando da família, sem esforço e sem deixar de ser como sou.

Me levantei e a abraçei, por fora foi uma demonstração de carinho. Porém mais que isso, foi um pedido culto para que fosse embora. Claro, que só o Fred enxergava isso. Escutei a porta bater e voltei a atenção a ele. O garoto que tem roubado a minha mente, meu tempo, meu coração, minha cama e minha comida. A verdade é que não me importo de compartilhar com ele nada desses itens, a não ser a comida. Especificamente, bacon.

- Nem pense nisso. — Avisei. Pois ele está me fitando com um pequena porção da torta nos dedos.

- Vamos, baby... — Sorriu de lado e deu uma piscadela. Eu ri.

Ele queria mesmo o que eu estou pensando? Antes mesmo de percebeu senti um traço gelado em meu rosto... Era a pequena porção que estava em seus dedos. Entendi. Enchi a minha mão com o penúltimo pedaço da torta e jogou em diração a ele. Ri quando vi seu topete e sua blusa melado com o doce.

Minutos depois estou rolando no chão sujo, mordendo seus lábios completamente adociados e sob seu corpo. As duas coisas que mais amo juntas, certamente, tomou o primeiro lugar no que mais gosto de fazer. Fred e doce. Pode ser suja e meloso demais, porém, minha mente vaga por lugares que não conheço mas imagino. Lugares impuros. As mãos dele empurra meu quadril com intensidade para baixo, me deixando sentir o quanto sente prazer em me ter ali... A sensação nova invadi meu interior como fogo. Me sinto ardente. Deixo um pequeno gemido, entre seus lábios e ele sorri, tomando minha boca e brincando com minha língua. O contato que me fez perder um tanto a cabeça.

- São os hormônios querida... — Escutei a voz de Tom e me senti envergonhada, parei imediatamente de beijá-lo. Me levantei meio atordoada e ri quando vi a situação do meu Fred.

- Usem os hormônios para limparem a cozinha! — O olhar que ela nos direcionou foi engraçado.

A cena em si foi engraçada, então me segurei para não rir em sua frente. É que nunca a vi tão constrangida e surpresa... Ao mesmo tempo tão furiosa. Ela bufou e Tom começou a terminar de esfregar um creme branco nos braços.

- Façam o que ela pede, se quiserem viver. — Ele riu e aproveitei a deixa para rir também. Saiu dali quando ouviu a voz da flor dizer " Vem velho... "

- Você está horrível, nub. — Comentei rindo e ele me fitou divertido.

- É porque você não se viu. — Levei a minha mão até seu braço, batendo ali em seguida, com um tapa. Ouvi ele resmungar.

- Então, você limpa a mesa ou o chão? — Ele me perguntou e o fitei. Andei devagar até a porta da cozinha.

- Eu vou me limpar... Mas eu espero se você quiser fazer isso também. — Dei um pequeno sorriso sapeca e sai o deixando me olhar com dúvida.

O sol está se pondo e só agora terminei o meu banho. Tive interferencias de pererecas e desci até a cozinha para pegar um copo de sal. Fred não queria deixar eu matar as pererecas e mesmo depois de uma briga dentro do banheiro pequeno, consegui jogar o sal delas. Eu ri muito do jeito que ele se desesperou para tirar o sal delas, mas não adiantou, elas morreram. Me vesti com o detestável vestido e tentei deixar com a minha cara, depois joguei as roupas sujas no canto do quarto.

Desci as escadas a procura de quem fez guerra de torta alemã comigo, pela tarde. Encontrei Tom e Flor, dançando lentamente. Procurei com o olhar de onde saia a música, e me surpreendi quando vi no canto da sala uma vitrola. Meus olhos passaram pelo sofá, e vi discos de vernil.

Encostei na parede da entrada da sala, e sorri pelo jeito que Flor afagava o rosto na curva do pescoço dele. Senti os braços, que certamente é do Fred, envolverem a minha de uma forma carinhosa, me virei de lado e pude observar seus olhos castanhos e intensos. Eu me pergunto se um dia verei essa cor de olhos e essa intensidade em outra pessoa... Em talvez, uma pequena pessoa. Mas, o futuro é incerto e não me preocupo tanto com ele. Eu me preocupo com o presente e no presente momento estou a observar os olhos de uma pessoa improvável para me amar.

- Será que você vai cuidar de mim, assim? — Sua voz como um sussurro me atingiu. Não sei o que pensar, pois ele tem estado falando tanto no futuro. Não sei se estarei e eu quero saber.

- Quem sabe? — Senti um leve aperto em minha cintura e um sorriso brotar dos lábios dele.

- Você sabe e eu sei. — Ele murmurou e eu o empurrei de leve, logo segurando e entrelaçando os dedos de suas mãos.

- O que quer, nerd? Ficar com uma marginal para sempre? — Eu quero a resposta. Me faz bem saber que ele só quer a mim, apesar de terminarmos duas vezes antes de estarmos firmes como agora.

- Vem comigo que vou te responder... — Ele disse, soltando uma das minhas mãos e me puxando pela outra.

Arrumei um pouco o vestido que estava, pois é certamente a única peça de roupa que tenho para usar hoje. Saímos da casa e rodeamos a casa, que tem flores brancas nas laterais. Andamos por um caminho a dentro da grande fazenda e vi um pouco longe arcos com videiras enlaçadas neles. Sorri.

- Ainda não acredito que escolheu esse trapo pra mim... — Reclamei, batendo na minha perna onde um inseto pousou. Bufei.

- Tudo fica bonito em você, boba. — Acho que se fosse antes levaria isso em irônia ou que fizeram uma aposta para me falarem isso. Mas a verdade é que me acostumei e pude deixar inchar um tanto do meu ego quanto aos seus elogios eleatórios.

- Não brinque com fogo, fofo. — Apertei sua mão e finalmente entramos no caminho dos arcos de madeira com videiras sob eles. Respirei fundo quando vi um gazebo de madeira médio, coberto e uma mesa no centro dela. Simplesmente parei e o puxei.

- O que é isso? — Perguntei segurando um sorriso.

- Fiz um jantar para a gente.- Exagerado. — Sorri o observando mas desconfiada.

- Porque isso? Porque agora?- Porque eu te amo e queria fazer algo especial, tem algum problema?!

- Ele me olhou e eu somente balancei a cabeça em negativo.

Segui calada ao seu lado. O gazebo está com lamparinas com velas acesas, não pude deixar de imaginar se isso era somente um sonho. Antes que eu pudesse pisar nos degraus, Fred me pegou em estilo noiva e me girou, depois subindo os quatro degraus. Só me pôs no chão quando chegamos perto das cadeiras de ferro brancas e desgastadas. Me sentei e observei a mesa posta. Não estava coberta por nenhum pano ou algo do tipo, deixava visível as pequenas deformações e rachaduras.

No centro tem uma garrafa de vidro, com flores brancas dentro delas e folhagens também. Os pratos estavam postos na mesa mas não consegui identificar o que tem neles, pois outra prato está sob eles. Entendi que a comida já estava servida. Uma rosa vermelha permanece sob meu prato, até ele tirar de lá.

- Está simples, mas...

- Me sinto uma princesa. — Resmuguei.

- Isso é bom?

- Não. É estranho. — Fui sincera. Nunca fui realmente tratada assim por menino nenhum, e com certeza é uma sensação estranha que faz meu coração parar lentamente.

Não sou patricinha e nem amo rosa, odeio calcinhas. Isso não me faz menos garota. Simplesmente, ele enxerga isso e as sensações que se passa pelo o meu corpo me fazem feliz.

- Porque está me olhando assim? — Perguntei quando percebi seu olhar fixos em mim.

- Nada... Quer dizer, você é tão linda. — Ri e fingi vomitar, só então ouvi sua risada. Tirei o prato que cobria a minha comida, e coloquei em um canto qualquer na mesa. Vi ele fazer o mesmo.

- Costela ao molho. — Ele sorriu e me olhou, esperando minha reação.

- Venham para a mama... — Falei em meio a um bicão, pegando a ponta da costela e levando para a boca.

- Eu pensei em jogarmos aquele jogo, sabe?

- Urrun. — Concordei sem prestar muito atenção e mordendo mais uma vez a costela.

- Sam... O jogo das perguntas aleatórias e respostas... — Ele se pronunciou mais uma vez.

- Urrun.- Desisto. Talvez amanhã depois da caminhada até o lago...

- Vamos no lago? — Parei e o olhei pensando o que ele anda tramando. Das cinco vezes que vim aqui, em nenhuma ele me levou ao rio que está a quinze quilometros daqui. Por mais que implorasse e tentasse ir sozinha!

- Estou pronta. — Disse desanimada. Ainda é de madrugada, mas especificamente oito da manhã. Ele sorriu para mim, e novamente me encarou de um jeito singelo... Estranho.

- Perdeu uma molécula na minha cara, Benson? — Minha voz saiu transmitindo minha irritação. Estou começando a me preocupar do jeito que me olha.

Carly sempre me conta que quando uma pessoa que você tem um relacionamento, quer terminar ou pedir tempo, sempre fica muito gentil ou muito distante. Porém ela diz que não tem perigo disso vim com a minha irmã. Gentil para pedir tempo sem querer te machucar e distante para tentar te fazer sentir menos quando jogar a bomba. Me pergunto se será isso que ele irá fazer... O fato mais importante é: Porque?

Andamos mais ou menos por quatro horas até chegar a beira do lago. Demoramos porque parei diversas vezes para comer bolo gordo e as costelas que ele não conseguiu comer ontem. Também porque parei mais diversas vezes pedindo um tempo para descansar, até obrigá-lo a me levar nas costas. Mas não durou nem quarenta minutos me carregando. Ele sentou em um pedra ofegante.

O lago tem pequenas cachoerinhas, bem distantes e suas águas são translúcidas onde a luz forte do sol reflete. Sentei na coxa direito do Fred e sorri pra ele, um inseto pequeno pousou sob meu joelho e antes que pudesse matá-lo, simplesmente voo para a água do lago. Observei que pousou ali e ficou parada. Apontei para lá e tentei balbucionar uma pergunta sensata, pois com as asas abertas podia perceber que estava equilibrada sob a água e não tinha nenhuma parte dentro dela. Levantei e quase deitei no chão, para ter certeza do que estou vendo. Senti Fred se sentar entre as folhagens do chão e rir da minha reação. O encarei com a expressão forçada.

- É a tensão superficial da água.

- Ah, claro... Agora eu me lembrei, só podia ser isso mesmo! — Falei em tom irônico.

- As moléculas de hidrogênio da água...

- FRED, FALA A MINHA LÍNGUA. — Avisei, pois sabia que logo apareceriam coisas que ninguém quer saber.

- Tem um tipo de penícula sob a água, esse inseto se chama Mãe D'agua e ela é tão leve que não quebra essa tensão superficial... Assim não afunda pela pr...

- Já entendi. — Fitei-o e foi o suficiente para ele parar de falar.

- O que está fazendo? — Ele me perguntou, se levantando e impedindo que eu tira-se a blusa.

- Qual é. Não é a primeira vez que me ver de sutiã e cal... Você sabe. — O encarei e percebi um rubor nas suas bochechas.

Dei uma risada grande, o afastando e retirando a minha blusa.Desabotoei o meu short, e tive que me esforçar um pouco para descê-lo até os pés. Fred desviou o olhar. Inocente e puritano, eu sei que não é tanto.

- Fred... — Chamei falando baixo e ri vitoriosa quando passou a mão na nuca, depois estralando os dedos. Ele ficava nervoso assim. Daria muito para saber o que pensa de mim... Dessa forma. Me aproximei e mais uma vez dei risada, quando ele me olhou pelos cantos dos olhos.

- Sam... — O tom de aviso que amo ouvir. Desabotoei sua camisa, e vi seus olhos fitanto meus seios, de uma forma não pura.

- O que achou?

- Fartos... — Dei um tapa em seu braço direito, não muito forte. Me senti envergonhada.

- Do sutiã que Melanie me deu, Idiota. — Resmunguei e observei ele tirar a bermuda.

- Ela tem bom gosto. — Ele sussurrou, agora prestando atenção no borbado de renda preta do sutiã.

- Abraça bem... sabe... — Ele fez um movimento sob seu peitoral, entrelaçando seus dedos e distanciando um pouco. Querendo dizer mais uma vez sobre o tamanho dos meus seios.

- Se der a entender mais alguma coisa sobre mim, eu te quebro o braço, nerd. — Resmunguei e ele riu.

Me olhando pela milésima vez daquela forma diferente, a forma que tem me incomodado.O empurrei forte e ele cambaleoou na a borda da margem, desejei que ele caísse ali. Estavámos os dois de roupa íntima, e um pouco envergonhados.

- Pra que estavam assim mesmo? — Ele me perguntou, piscando e me mandando um beijo no ar. Eu ri muito, minha gargalhada foi grande diante dessa atitude ridicula e convicente dele.

- Isso não me seduz, nerd.

Não tive muito tempo para correr dele, quando vi ele acelerar o passo em minha direção. Nerd infeliz me jogou com ele para o lago. Gritei ao sentir a água mais gelada que a temperatura do meu corpo, mergulhei sem dar espaço para ele me pegar e nadei para longe.

Mais ele foi mais rápido, me puxando e fazendo nós dois voltarmos a superficie.Respirei fundo descansando minha cabeça em seu ombro e senti ele apertar minha cintura. Olhei para ele e novamente aquela expressão em seus olhos me incomodou, mas agora de uma boa forma. Seus dedos passaram meus meus cabelos, e sorri para ele. As vezes é mentira o quanto é bom amar e melhor ainda ser amada.

Seus lábios pressionaram os meus com força, não com suavidade, mais com necessidade intenso. Nos beijamos com paixão e intensamente. Esquentando nossos corpos que estavam naquela água um pouco fria.

- Samantha... — A voz dele, pela décima vez me pertubou que dessa vez veio acompanhados por pequenos beijos nas minhas mãos. Puxei imediatamente a minha mão dele, e pus sobre os meus olhos,pronta para surtar. Porque ele estaria me acordando?

- ME DEIXA DORMI. — Resmunguei, e tentei recuperar o cobertar que me cobria. Mas a tentativa só me fez ficar com raiva e me levantar, um tanto desajeitada.

Olhei para ele com raiva, mas não pude sentir tanto raiva.Ele está completamente lindo, com calça de moletom azul clara manchada e sob seus ombros um longo e grosso cobertor. Ele pegou na minha mãe e me deu aquele sorriso de lado que tanto odeio. Odeio porque faz minhas pernas tremerem, minhas mãos suarem e meu coração querer sair pela garganta.

- Vamos, eu quero ver o nascer do sol com você na varanda. — Ele explicou e eu simplesmente assenti.

Acompanhei seus passos lentamente e ao chegar na varanda vi uma cadeira grande de madeira para três lugares. Ele se sentou ali no centro e me fez sentar no acento direito, depois colocando minhas pernas nas suas. Acabei encostando no braço de madeira e me deixar ser embrulhada pelo cobertor.

Ali eu tinha o previlégio de ver seus cabelos bagunçados e os traços definidos do seu rosto. Suas mãos pareciam tremer e logo me esforcei para não sair daquela posição enquanto o cobria melhor. Ele sorriu confuso mas depois assentiu.

- Quer brincar agora?

- Eu começo? — Perguntei. Compreendi que ele tinha perguntas para fazer, talvez ainda tenha sede de me conhecer melhor e porque não responder?!

No começo passavámos noites na escada do incêndio, perguntando e respondendo sobre nós mesmos. Na primeira noite, conheci um Fred novo. O Fred que desejei somente eu conhecer.

- Não. Eu começo. — Assenti e sorri, apertando as minhas próprias mãos de nervosismo. Sim, ainda fico nervosa quando é a vez dele de perguntar. Não sei o porquê. Talvez de ansiedade.

- A sua cor preferida?

- Essa é fácil. — Respirei fundo e fitei seus olhos castanhos. — Marrom.

Não menti. Desde que prestei atenção da cor dos olhos dele, o castanho... Marrom, ganhou espaço na minha vida. E sem dúvidas, é a minha cor preferida. A cor dos olhos do meu amor.

- Sério? Pensei que era preto. — Ri baixinho de seu comentário. Mal sabia ele do porquê.

- Minha vez... — Pensei milhões de coisas.

- Porque todo esse romantismo? — Porque eu te amo.

- Isso não é um argumento... — Resmunguei. Queria ouvir mais.

- Quer dizer que eu te amar não é um excelente argumento? — Perguntou ele ofendido. Me inclinei e selei meus lábios nos dele.

- Não para essa pergunta. — O sorriso dele, produziu um maior em mim.

- Eu estou no seu futuro, Sam?

- Como?- Respondi com uma pergunta, pois não sabia exatamente se deveria responder com tamanha sinceridade.

- Eu estou no seu futuro, Samantha? — Ele perguntou dessa vez com um sorriso doce nos lábios e com um olhar ansioso. Pegou na minha mão e acariciou. Pude ver os raios do sol começarem a clarear o lugar, dando a luz de um novo dia.

- Não me vejo em canto nenhum sem você.

Fred me olhou daquela forma, que me incomoda e agora me abraça. Com a olha mão ele mostrou um anel, dourado e com uma peróla no centro. Não pude ver os detalhes mas senti meu coração parar junto com a minha respiração. É coisa da minha imaginação ou isso estava acontecendo comigo?

- O que significa esse anel?- Significa um futuro sem você. — Fred respondeu e percebi suas mãos tremerem, me olhando com ansiedade.

- Fred temos dezessete anos. — Perguntei com a voz um pouca alterada.

- Minha vez... — Ele me respondeu, pegando entre as laterais das minhas coxas e me pondo sentada em seu colo. Minha respiração se perdeu diversas vezes, quando eu senti o anel se encaixar no meu dedo anelar esquerdo.

- Fred... — sussurrei encostando minha testa na dele e sentindo lágrimas roçarem minhas bochechas. Senti suas mãos afastarem um pouco meu rosto.

- Samantha Puckett, você quer ser minha esposa? — Sua voz foi trêmula. Mesmo com os olhos embaçados pelas lágrimas, enxerguei seus olhos castanhos que pareciam mais claros pela claridade forte que o sol atingiu. Sem dúvida, um novo nascer de dia.

Notas finais
Gostaram? Me dediquei bastante nesse capítulo. Demorei muito para postar e por isso peço desculpas. Quando eu vou postar o próximo? Não posso definir o dia D: Estou tão ocupada com mil coisas do colégio, da especifica e do cursinho. Essa definitivamente está sendo a pior semana rs Não se preocupem vou fazer o meu melhor u.u Beijos e até a próxima :*