Notas iniciais
Está aqui mais um capítulo quentinho pra vocês! Espero que gostem! Leiam as notas finais!!!

A festa de aniversário de Ben tinha sido como o esperado, o pequeno havia adorado a guitarra nova, não teve muita agitação, por ser uma festa infantil, algumas crianças correndo pela casa e muitos doces. Eram dez horas da noite quando todos tinham ido embora, apenas Joseph estava lá, acompanhado seu cunhado, sentados no sofá da sala, enquanto seu sobrinho e sua irmã já dormiam. Ambos bebiam uma garrafa de cerveja cada e olhavam para o papel de parede amarelo com detalhes florais da parede.

– Cara — Bryan, marido de sua irmã, quebrou o silêncio — Que tal uma balada?

Joseph riu, não acreditava no que tinha acabado de escutar, enquanto a mulher e o filho dormiam, Bryan queria sair na noite de Londres. Mas ele não o contrariou, apenas bebeu o resto da sua cerveja e se levantou.

– Você não presta — Comentou pegando a chave de sua moto — Vamos.

Seguindo o carro do cunhado, Joseph prestava atenção na cidade, fazia tempo que não saía de noite para se divertir, e olhar para a capital inglesa toda iluminada, com o olhar diferente de um assassino procurando o lugar perfeito para se esconder, dava-lhe uma energia muito boa.

Chegaram à um local movimentado, o tema da festa era anos 70, 80 e 90, as luzes estavam baixas, uma banda caracterizada tocava músicas das décadas, enquanto o pessoal dançava e cantava na pista. Mais nas periferias do lugar estavam os bares, logo seguidos de alguns sofás pretos.

Eles foram para o bar, pegaram um copo de uísque cada e foram para um canto ao lado do balcão, onde podiam observar tudo, desde o palco, os cantos onde os casais estavam, até a porta dos fundos. Ao som de David Bowie eles conversavam e riam de um assunto que Bryan havia puxado, provavelmente falando de alguns homens e mulheres bêbados, que estavam fazendo a graça do povo.

– Venham dançar! — Duas mulheres apareceram, uma com os cabelos loiros compridos, outra de cabelo curto preto. Ambas demonstravam segundas intenções.

– Não posso — Bryan respondeu mostrando a mão esquerda, onde a aliança dourada reluziu com as luzes do globo.

– E você? — Elas se dirigiram à Joseph. Ele ergueu as mãos mostrando-as, e sinalizando que não estava em compromisso com ninguém, as garotas riram e a morena comentou — Parece que alguém vai se divertir em dobro hoje.

Arrastado para a pista, eles começaram a dançar, as duas se esfregando nele, mesmo a música não indicando tal intenção. Enquanto ele apenas se movia no ritmo da música, elas passavam a mão por todas as partes de seu corpo, arrancando algumas risadas do moreno. Normalmente ele não daria mole para aquelas duas garotas, mas fazia tanto tempo que não saía com ninguém que elas não pareciam uma má ideia.

– Pessoal! — O vocalista da banda chamou a atenção de todos — Eu gostaria de convidar para o palco uma amiga nossa — O público olhava em todos os cantos procurando a "amiga" da banda — Não adianta se esconder, garota, não me importo em te arrastar até aqui — De repente, a atenção de todos se voltou para os fundos, de onde ela andava em direção ao palco, recebendo vários assovios e gritos incentivando-a — Vem cherry pie!

Todos gritaram ao entender o duplo sentido do que ele tinha dito, a música do Warrant era uma das mais esperadas da noite. Animando ainda mais as pessoas ali presentes, a morena de cabelos compridos subiu no palco, ela usava uma calça de couro preta marcando cada curva que tinha, uma regata branca e uma jaqueta de couro preta, que ela logo tratou de tirar quando chegou lá.

– Senhoras e senhores, lhes apresento: Valentine.

Joseph, que não estava prestando atenção no que acontecia até o momento, mas quando ouviu o nome, virou-se bruscamente para o palco, e viu a garota da loja em que tinha comprado a guitarra para seu sobrinho uma semana antes, a mesma garota da voz bonita, agora em cima dos palcos.

"Swinging on the front porch

Swinging on the lawn

Swinging where we want

Cause there ain't nobody home

Swinging to the left

Swinging to the right"

Novamente ele reconheceu aquela voz que ele tanto escutava todos os dias, não podia acreditar que ela estava ali, há alguns metros de si, dançando tão sensualmente aquela música que agora sim tinha uma letra insinuante. Ele nem percebia mais a presença das duas garotas que estavam com ele.

"I scream, you scream,

We all scream for her

Don't even try

Cause you can't ignore her"

– Hey! — As garotas davam-lhe leves tapas pedindo por atenção, mas eram totalmente ignoradas — Pare de olhar para aquela vadia!

"I'm trained professional

Swinging in the bathroom

Swinging on the floor

Swinging so hard

Forgot to lock the door"

– Parece que nunca viu mulher antes — Bryan apareceu rindo ao seu lado, as duas garotas já não estavam mais ali.

– É ela...

– O que tem ela?

A música acabou, Valentine agradeceu à todos e deixou o palco, desaparecendo em meio à multidão que os separava.

– Joseph? Hey, Joseph! — Bryan o deu um leve empurrão — O que está acontecendo?

– Não é nada, devo ter bebido demais — Respondeu entregando-lhe o copo vazio — Já deu a minha hora, até mais, Bryan.

– Mas...

Sem dar-lhe atenção, Joseph foi pagar sua conta e saiu do clube. Lá fora, o vento frio o fez se encolher um pouco, a fumaça branca saía de seu nariz e de sua boca, indicando que a temperatura realmente estava baixa. Sem pressa, ele começou a andar até sua moto, estacionada na quadra ao lado.

– Me larga! — Ele parou de andar ao ouvir o grito feminino vindo de um beco.

– Calada, vadia! — Uma voz grossa retrucou, e logo em seguida ouviu-se o barulho de um tapa e um grito de dor.

– Hey, você — Joseph entrou no beco e chamou o homem — Deixa a garota, agora.

Reagindo à ele, o homem a jogou bruscamente no chão e andou até ele, chegando perto o suficiente para sentir sua respiração pesada e seu hálito de cerveja.

– Quem é o playboy que vai me obrigar?

– O último homem que você vai ver na sua vida.

Joseph deu-lhe um forte soco no rosto, fazendo-o cambalear e cair sobre uma lata de lixo. Insatisfeito, foi até ele e continuou a socá-lo, sem limites, sem dó, se não o interrompessem ele o mataria na porrada.

– Desse jeito vai matá-lo! — Ouviu a voz feminina atrás de si, mas continuou — Pare! Por favor! — Ela o puxou pelo ombro e ele virou-se de supetão, paralisando-se ao encontrar os olhos verdes da moça, a mesma que cantava no palco, Valentine — Por favor, não precisa matá-lo... Já fez um belo de um estrago — Apontou para o homem desacordado e desfigurado.

– Ele que fez esse corte na sua boca? — Perguntou se ponto em pé. Ela não lhe respondeu, apenas lambeu o local e sentiu o gosto de sangue — Ele te fez mais alguma coisa?

– Não.

– E esses ralados? — Apontou para seus braços.

– Foi quando ele me jogou no chão — Ela dizia tímida — Obrigada por me ajudar e desculpe-me pelo transtorno, já vou indo — Virou-se saindo do beco, mas ele a chamou.

– Está de carro?

– Não.

– Vai embora como?

– A pé.

– Está louca? Quer que isso aconteça de novo? Eu te dou uma carona — Ele falava com um toque de irritação, ela era ingênua demais.

– Como posso confiar em você?

– Acabei de te salvar.

Ele saiu do beco andando em passos duros, sendo seguido por ela, que ainda parecia ter alguma desconfiança em relação à ele. Chegaram à sua moto e ele lhe entregou um capacete que sempre levava de reserva.

– Onde mora? — Ele queria ter certeza de que ela era a dona da voz que tanto procurava.

– Joseph, de verdade...

– Você lembra do meu nome? — A pergunta a fez corar e arregalar os olhos levemente — Que bom, também lembro do seu, Valentine.

Notas finais
Música que ela cantou: Cherry Pie - Warrant Nas notas obrigatórias já vou colocar algumas músicas tema da história, se tiverem alguma sugestão... Tem bastante gente lendo a fic! Estou muito feliz! Quero conhecer vocês leitores fantasminhas!!! Um review não custa nada! kkkk Não se esqueçam de favoritar a fic!! Beijos!!! Até o próximo!